Notas iniciais
Ola meninas, muito obrigada a todas pelas mensagens, gostaria de dar as boas vinda a Moon. Estou muito feliz, pois essa semana chegou o meu ingresso do Rock in Rio, alguém daqui vai? e for que dia vão? Enfim vamos ao capítulo de hj, espero que gostem.

[RECAPITULANDO]

— Meu amigo, você acha que eu não estou tentando fazer alguma coisa? Um mulherão daquele é difícil deixar passar despercebido. Eu teria que ser um lesado se lhe dissesse que eu fico louco todas as vezes que estou com ela. Se sexo fosse à resposta para esta pergunta, eu não estaria preocupado.

Se compadecendo situação do amigo, Charles deu um tapa no joelho para lhe dar animo.

— Se eu puder fazer alguma coisa para ajudar, estou aqui.

— Pode deixar, que se eu precisar vou pedir.

* * * * * * *

Quando Elizabeth se viu sozinha com Georgiana, torceu para que desse tudo certo.

Pela primeira vez cuidando da menina sozinha, sem a presença de Fitz, a agradou muito. Cuidou dela como se fosse a sua filha, assistiu um desenho com ela, lhe deu o jantar, e quando a colocou para dormir, pegou um livro e começou a contar uma história, como costumava fazer com sua filha.

Percebeu que a menina estava adormecida, passou a mão para tirar o cabelo do rosto dela, se inclinou e a beijou na testa.

— Georgiana eu te amo muito, gostaria que a situação fosse diferente — sussurrou antes de sair do quarto.

Olhando para o relógio, percebeu que estava atrasada, teria que torcer para que nada de errado acontecesse. Não gostava da ideia de deixar a menina sozinha, mas não podia simplesmente leva-la consigo. Seria muito arriscado.

Voltando para o quarto, trocou de roupa, vestindo uma calça e blusa preta, e calçou uma sapatilha da mesma cor. Contava as horas com o coração cada vez mais disparado. Não podia se demorar, ou correria o risco encontrar com Fitz no meio do caminho, e se ele descobrisse que deixara a menina sozinha a mataria.

Se certificando que tudo estava fechado, ela foi em direção à cidade, andando o mais rápido que as suas pernas conseguiam.

Quando chegou ao consultório, o atravessou e foi para a porta dos fundos. Verificando que não havia ninguém na rua, ela viu que a porta e janela estavam trancadas, procurando uma pedra no matagal ali perto, quebrou a janela e conseguia passar por ela tomando cuidado para não se cortar, assim que se viu dentro destrancou a porta.

O consultório era pequeno e ela achou o armário de medicamentos, por sorte ele não estava trancado. Abrindo-o começou a procurar pelos frascos com o coração disparado e ouvidos atentos para qualquer sinal de barulho que indicasse que tinha alguém chegando.

Quando encontrou o frasco com o remédio, sentiu as pernas fraquejarem e agradeceu silenciosamente por ter encontrado o que estava procurando.

Fechou o armário, e rapidamente saiu do consultório. Começou a correr em direção ao matagal, quando trombou com uma pessoa que lá estava parada.

*****

Ao termino do jogo, que acabou sendo empate, eles decidiram que seria melhor voltarem para casa, em vez de irem a um pub deixando marcado pra a semana seguinte.

Chegando em casa, Darcy ficou sentado no carro, analisando tudo o que tinha acontecido, e agradecendo internamente pelo amigo que tinha. Charles, ele tinha certeza que se pudesse faria de tudo para mudar aquela situação.

Suspirando, desceu e ligou o alarme, e entrou em casa. Tudo estava silencioso e escuro. Olhando para o relógio, notou que era quase meia noite, e esperava sinceramente que Elizabeth estivesse dormindo em seu quarto em vez do dela. Tomou um pouco de água começou a subir para o quarto. Daria uma rápida no quarto de hóspedes para ver se ela estava lá. Como a porta estava aberta, viu que ela deveria estar em seu quarto. Só iria dar uma olhada para ver se ela estivesse mesmo no seu quarto e depois iria dar um beijo de boa noite na filha.

Foi em direção do seu quarto e fechou a mão em volta da maçaneta, e a abriu suavemente. Levou um choque ao perceber que a cama estava vazia. Entrou no quarto, acendeu a luz, mas Lizzie não estava lá. E uma sensação desgastante dentro do estômago dizia que ela também não estava em qualquer outro lugar da casa. Tinha uma boa ideia de onde ela fora. Depois de ter falado expressamente que ela não deveria ir ao consultório do doutor Magregor, a poucos quilômetros dali. Provavelmente a pé.

Darcy fechou os olhos e colocou a mão na testa. Droga. Ela não tinha o direito de ficar sozinha e tentar invadir o consultório, na condição em que estava. Poderia ter um colapso na rua e aí, o que aconteceria? E se acordasse sem memória de novo, divagando sobre 1795 e a escrivaninha da tia Mary? Seria levada para um hospício.

Chegou ao andar de baixo, embora já soubesse muito bem que não a encontraria lá. Passou pela sala de estar. Deveria ir atrás dela. Poderia estar em algum lugar machucada ou passando mal. Ou na cadeia.

Ah, pelo amor do Senhor todo poderoso, o que falaria quando a encontrasse? Como explicaria que soubera que ela saíra?

Mas também não podia deixar Georgiana sozinha para ir atrás dela. E não podia acordar a filha, ou a pequena travessa ia querer seguir o rastro criminoso de Lizzie.

Uma sensação estranha subiu por sua espinha, chegando até a nuca. Uma sensação que só outro pai entenderia. Franzindo a testa, balançou a cabeça e estreitou os olhos.

Georgiana…

Correu para o quarto da filha onde Georgiana estivera dormindo e entrou, e então teve o que parecia claramente uma taquicardia.

A cama de Georgiana estava vazia.

* * * *

— Lizzie, preste atenção!

Lizzie caiu de joelhos no mesmo instante em que ouviu o sussurro rouco. E então virou-se, procurando na escuridão o pequeno corpo que caíra ao seu lado. Um automóvel passou, os faróis iluminando o matagal em frente a elas e depois sumindo a distância.

Lizzie agarrou os ombros de Georgiana, encarando seu rosto sardento com completa incredulidade.

— O que você está fazendo aqui? Eu pensei que estivesse dormindo.

— Assim que papai saiu eu imaginei que você viria para cá, então eu resolvi te seguir, Lizzie. Achei que poderia ajudar. Conseguiu?

— Se seu pai descobrir…

— Conseguiu? — perguntou Georgiana de novo.

— Consegui.

— Como? — Georgiana sacudia o braço de Lizzie. — Como, Lizzie?

— Quebrei uma janela, atravessei e destranquei a porta. O armário estava exatamente onde você falou.

— Você devia ter me esperado! Minha nossa, Lizzie, tem um alarme na porta. O doutor Magregor tem de digitar um código, mesmo tendo a chave. Se você não… Acho que a polícia…

— Vamos sair daqui. — Pegando o braço de Georgiana, Lizzie correu em volta do edifício, pela grama molhada. Atravessou a rua na escuridão. Soltava fumaça ao respirar.

— Nunca vamos conseguir, Lizzie. O alarme deve ter tocado assim que você abriu a porta. Céus, você devia ter trazido minha bicicleta.

— Eu disse que não sabia andar de bicicleta. Oh não — disse Lizzie, vendo a distância um veículo com luz vermelha piscando em cima. — É a…?

— Isso, é a polícia. Céus, estamos encrencadas! Meu pai vai nos matar. — Georgiana deu meia volta e depois parou ao ver outro veículo se aproximando rapidamente vindo da direção contrária. — Olhe, Lizzie! Acho que é… É o papai! Vamos!

Agarrando a mão de Lizzie, Georgiana correu até o carro que se aproximava e para longe do outro com luzes vermelhas. Estava escuro e os faróis do carro da polícia ainda não as tinha alcançado. Lizzie achava que a polícia não as tinha visto. Ainda.

— Ele vai ficar furioso por termos saído — disse Georgiana ofegante, ainda correndo e puxando a mão de Lizzie. — Mas pelo menos vai nos livrar da cadeia!