Notas iniciais
Ola meu povo, gostaria de agradecer pelas mensagens recebidas, como eu havia falado aqui está mais um capítulo para vcs. Espero que gostem.

[RECAPITULANDO]

“Porque eu gosto de ter você sob meu teto e na minha cama.”

Aquele tipo de declaração no meio da noite era demais, por isso ele mudou de ideia.

— Se tivesse um meio de você ficar aqui comigo e com minha filha eu iria aprovar.

— Mas infelizmente não vejo como isso seria possível. Eu já pensei sobre isso.

— Mas se surgir uma oportunidade você vai pensar no assunto?

Ela bocejou, a cabeça deitada sobre o braço dele.

— Você e Georgiana também são importantes para mim, Fitzwilliam. Por isso, vou pensar, sim. Prometo.

— Agora durma. A gente fala sobre isso amanhã.

Ele envolveu seus braços em volta dela e a segurou apertado, sussurrando em seu ouvido. Agora que suas necessidades físicas foram saciadas, ele poderia permitir-se descansar, e eles tinham que poder dormir um pouco.

*****

Do outro lado do Oceano Atlântico, caminhando pela movimentada 5ª Avenida, observando com inveja, as mulheres que entravam e outras que saiam das lojas de grifes exclusivas segurando sacolas e mais sacolas, enquanto ela Catherine de Bourgh, conseguia a muito custo ostentar a pose de mulher fina e elegante, quando na realidade amargurava mais uma desilusão com relação ao seu segundo casamento fracassado. Poucos dias antes descobrira que o mão de vaga do marido perdera todas as suas economias em uma transação de grande risco que optara na bolsa de valores. Como resultado, perdera muito dinheiro, chegando à beira da falência. Afinal Catherine de Bourgh, ex Darcy, como era conhecida agora, não era mulher de ficar com pessoas fracassadas, pulara fora do barco.

Poderia viver de seus quadros, mas mesmo assim, não podia se dar o luxo de ficar sozinha. Tinha que encontrar outro homem rico, antes que fosse tarde demais.

— Ora, ora, ora. Se não é a Sra. Darcy, alias ex sra Darcy bem aqui na minha frente depois de tantos anos.

Catherine estava distraída, levou um susto e por pouco não desmaiou. Não esperava voltar a ouvir o som daquela voz. Ao virar e se deparar com a ex cunhada parada logo atrás de si foi uma surpresa e tanto. Como sempre, Caroline estava muito bem vestida com um vestido branco e um leve casaco para o clima ameno daquela primavera.

— A que devo a honra de encontra-la justamente aqui em Manhattan? — Perguntou com cordialidade, afinal quando era casada com Fiztwilliam, elas eram grandes amigas, depois que decidiu se mudar de uma vez por todas para os Estados Unidos, não mantiveram mais contato.

— Eu vim com o meu marido que está tratando de alguns negócios. Por acaso eu me casei e agora me chamo Caroline Hurst. Por que não vamos comer alguma coisa e aí colocamos o papo em dia, afinal de contas, faz muito tempo que não nos vemos.

Como Catherine estava com pouco dinheiro rapidamente se lembrou de um restaurante barato, chamado TGI Friday’s, que ficava perto dali.

Assim que conseguiram uma mesa, elas fizeram os pedidos e enquanto aguardavam começaram a colocar o papo em dia.

— Então, primeiramente quero que você me conte as novidades, depois eu falo as minhas. — Pediu Catherine observando Carolina terminar de tomar a água. Desde que se mudara, nunca mais ficara sabendo nada sobre o ex-marido e a filha, não fazia a mínima ideia de como estavam os dois. Se ainda fosse casada com Fitzwilliam, tinha certeza que estaria rodeada de crianças. Já que sabia do desejo dele em ter uma família grande. Ela por seu lado, não queria ter muitos filhos, não era amante da ideia de ver o seu lindo corpo sendo transformado de gestação em gestação e acabar se tornando uma verdadeira rolha de poço. Não queria ter mais filhos, apesar do atual marido sempre insistir em querer um herdeiro, sempre se negou a gerar novamente uma criança, e estava muito feliz com isso.

— Bem, me casei já tem uns quatro anos, meu marido faz tudo para mim, ou seja ele come na minha mão. — Caroline deu um pequeno sorriso. — Posso dizer que tirei a sorte grande. Ainda não pensamos em termos filhos, quem sabe mais para frente. Papai ficou radiante com o meu matrimônio.

— E como está o resto da família? Se eu não me engano o seu pai vai fazer aniversário por esses dias, não é? — Perguntou como quem não quer nada. Se Caroline acreditou mesmo que estava interessado no restante da família, não deu mostras.

— Bem, papai de fato vai completar 60 anos no próximo dia 12, e segundo ele vai comemorar em grande estilo. Ele quer fazer um baile à fantasia com máscaras e tudo. Vai ser divertido. Um dos motivos que vim para cá foi comprar um presente a ele. — Ela começou a comer a salada e depois de ficar um tempo em silêncio, voltou a falar. — Com relação ao meu irmão, algum tempo atras, ele e Georgiana se mudaram para Derbyshire, fiquei sabendo que abriu um negócio por lá e ao que parece esta tendo sucesso.

Sucesso para Caroline significava dinheiro, Catherine bem sabia e ligou as antenas, interessada no assunto.

— Então, ele realmente não quis voltar para os negócios da família?

— Não, desde que você foi embora, ele fez algumas coisas aqui, outras ali, mas o sonho dele mesmo era ter o próprio negócio, e parece que conseguiu.

Comendo a própria comida, passou um pensamento na cabeça de Catherine que poderia dar certo, mas para isso teria que ser bastante ardilosa.

— Pelo que vejo, você está gostando bastante desse sucesso dele.

Caroline não escondeu o contentamento.

— Claro que sim, quando menos pessoas ficarem no meu caminho, melhor vai ser para mim. Você sabe que eu sempre quis comandar a empresa da família, e sou capaz de tudo para conseguir isso, então quanto menos envolvidos melhor.

Ambas brindaram aquele comentário.

— Seu irmão está com alguém nesse momento? — Fez a pergunta que tanto queria, se por acaso ele estivesse solteiro, e como a própria irmã alegara, ele estava tendo sucesso, era ali mesmo que iria amarrar a égua dela.

— Pelo que eu saiba, não. Ele teve uns casos aqui, outros ali, mas nunca se fixou com ninguém. Por que a pergunta? — Ela perguntou levantando uma sobrancelha.

— Só para saber mesmo, é que faz muito tempo que não sei nada a respeito dos dois, então queria saber como estavam.

Caroline continuou a olhar para ela esperando que completasse a resposta, pois estava na cara que não acreditava totalmente nela.

— Há vai, me conta ai o porquê está interessada no meu irmão? Não acredito que depois de todos esses anos sem nem mesmo um contato para ver como estava a sua filha, que por sinal é a sua cara, bateu o remorso? Você não se casou quando se mudou para cá?

Caroline sempre foi conhecida pela sua franqueza, e não seria agora que ela iria mudar essa característica.

— Realmente quando me separei do seu irmão, não quis mais sabe sobre nada que me ligasse ao passado. Algum tempo depois que eu estava aqui, voltei a me casar, deu certo durante um tempo, até que pedi o divórcio e agora voltei a ficar solteira mais uma vez.

— E por acaso você quer saber qual seria a reação de Fitzwilliam se a visse novamente?

— Não vou negar que seria interessante depois de todo esse tempo.

— Isso eu não sei dizer, mas o que eu posso sugerir é que você vá à festa do meu pai, e tente falar com ele, mas desde já fique preparada para uma possível recepção nada amistosa.

— Não se preocupe, já até sei o que vou fazer para reconquistar o seu irmão novamente.

— E o que você pretende fazer?

Cruzando as duas mãos, Catherine se aproximou da ex cunhada.

— Sei que você não quer que ninguém tome o seu lugar na empresa, e ao que parece, por enquanto essa não é a intenção de seu irmão. Mas vamos supor, que daqui a alguns meses, ele decida que quer voltar a trabalhar com o seu pai. Isso não seria um inconveniente para você? — Perguntou docemente a Caroline.

Franzindo a sobrancelha, Caroline teve que reconhecer que aquela era uma grande possibilidade.

— É eu tenho que concordar. Já tenho que aturar uma prima incherida que acabou de chegar e que quer tomar conta de tudo.

Endireitando-se na cadeira, Catherine pegou a taça de champanhe e tomou um gole.

— Então, é ai que eu entro, com a sua ajuda. Como sei da obsessão de Fitzwilliam por querer ter filhos, eu poderia armar para que Fitzwilliam me engravide. Se tudo acontecer conforme eu planejar, farei um jeito para que ele não queria voltar a trabalhar na empresa e você continua a comandar do jeito que gosta.

— Muito interessante, mas como faremos para que o meu irmão não a reconheça?

— Vou pensar em algumas coisas. O que eu sei é que se colocar um determinado líquido na bebida de uma certa pessoa, ele não vai nem saber o que aconteceu.

Só de olhar pela cara de contentamento de Caroline, Catherine soube que a ex cunhada poderia ajudá-la e muito a conseguir aquele determinado líquido.

— Bem, vá para Londres lá pelo dia 10, que eu consigo para você o convite e a encomenda.

— Não perderei esta festa por nada nesse mundo.

E ambas brindaram.