Até As Nerds Sabem Lutar!
17 Capítulo 17 - Encontro Éris e seus filhos idiotas
Notas iniciais
Quando acordei, minha cabeça latejava de dor e todos nós estávamos amarrados com correntes em uma coluna de madeira. Meus anéis haviam sumido das minhas mãos e o meu bracelete não estava mais no meu braço. Olhei para Alice ao meu lado. Ela ainda estava inconsciente e seu colar de palheta prateada também não estava em seu pescoço. Gwen, Kevin e Ben tinham tiaras estranhas nas cabeças e não paravam de se debater tentando se soltar. Alice acordou de repente e meio sonolenta perguntou:
— Onde estamos?
— Isso é uma coisa que eu também quero saber. – eu disse
— Vocês simplesmente caíram na nossa armadilha! – uma voz de garoto disse
— Quem é você? – eu perguntei
— Quem SÃO! – corrigiu outra voz
De trás de uma porta, dois garotos de cabelos e olhos castanhos idênticos saíram segurando uma pequena bolsa de pano cada um. Eu tinha certeza absoluta de que conhecia aqueles garotos de algum lugar. Olhei bem para os dois e tentei achar alguma diferença entre eles. Eles eram exatamente iguais! Nem os pais deles deviam saber quem era quem!
— Não se lembra de nós, Lanita Esquisita? – um deles perguntou a mim – Talvez você se lembre disso!
O garoto tirou do bolso uma pulseira dourada com pingentes de sol e notas musicais e pôs diante dos meus olhos. Fazia anos que eu não via aquela pulseira. Ela havia sido roubada do meu armário havia cinco anos! E eu estava diante do ladrão! Graças a esse garoto, a minha vida no ensino fundamental se tornou um inferno! Ninguém queria ficar perto de mim e me achavam esquisita. O nome dele era Tim Stewart. Uma vez, ele havia me pedido em namoro e como eu não aceitei, ele roubou o meu
armário e infernizou a minha vida. Quando eu me soltasse daquelas correntes, eu juro que eu ia quebrar ele na porrada!
— Por que está fazendo isso? Ainda tem raiva por eu ter de dado um fora? – eu perguntei nada feliz
— Não! É que eu gosto de um pouquinho de caos! E se você quer ser solta, vai ter que me dar um beijinho! – Tim disse fazendo biquinho e se aproximando de mim
Eu virei o rosto e depois cuspi nele. Prefiro beijar o Ben a beijar o idiota do Tim! Tim limpou o rosto e nos jogou um sorriso maldoso. Ele voltou para junto do seu irmão e os dois começaram a remexer nos sacos de pano que eles tinham nas mãos. Tim pegou de dentro do seu saco um distintivo que obviamente ele tinha pegado do Kevin ou da Gwen.
— Olha Jim, que treco maneiro! Quero um desses para mim! O que será que isso faz? – ele disse
— Larguem esse distintivo agora! Isso não é brinquedo! – Kevin gritou e novamente tentou se soltar
— Cala a boca! Eu faço com isso aqui, o que eu quiser! E você não pode fazer nada! – Jim disse
— Aí Kevin, por que você não absorve as correntes e as quebra? – Annabeth sussurrou
— Não dá! Essa tiara na minha cabeça bloqueia os meus poderes! Você acha que se eu pudesse fazer isso eu já não teria feito? – Kevin sussurrou de volta
— Gwen! Você por acaso não consegue alcançar o superomnitrix? – Ben murmurou
— A corrente está presa forte demais! Mal consigo mexer os dedos da mão! – Gwen murmurou de volta
— Não adianta vocês tentarem se soltar! Essa corrente é feita de ferro estígio. Totalmente imune a meios-sangues. E para os alienígenas como a ruivinha de olhos verdes (que por sinal é muito gata), temos a tiara que bloqueia os poderes. Vocês nunca saíram daí! Assim como nunca impediram o plano da nossa mãe de mergulhar o mundo no caos! – Tim
disse
— Cala a boca, Tim! Se quiser ser chamado de malvado, aja como um! Deixe os quatro meios-sangues e os três alienígenas em paz!– Jim disse
Tim e Jim acabavam de nos dar uma saída! Ambos achavam que eu e a Alice éramos meios-sangues como eles! Idiotas! Eu e Alice nos entre olhamos e lemos o pensamento uma da outra.
— Aí idiotas! Tenho uma novidade para vocês! – Alice disse com um sorriso travesso – Eu não sou uma meio-sangue, e nem a Lana.
Alice levantou os dedos das mãos, fechou os olhos e de repente, um raio caiu do céu bem em cima do Tim e do Jim que caíram desmaiados no chão, derrubando as bolsas de pano no chão. De dentro do saco de pano, o colar da Alice voou e foi parar perto do pé dela.
— Tive uma idéia! – Alice disse olhando para o colar no chão
Alice tirou uma das botas usando o outro pé e puxou o colar com o pé descalço. Ela jogou o colar para cima e o pegou o pingente com a boca. Ela cutucou a fechadura da corrente com a ponta da palheta e ela se abriu facilmente.
— Como você fez isso? – eu perguntei surpresa
— Anos de prática e de desenhos animados. – Alice respondeu
Gwen correu para perto dos dois garotos e assustada com o estado deles, perguntou:
— Eles estão vivos, ou...
— Eles só estão inconscientes. Vão ficar assim por pelo menos uns 15 minutos. – eu disse
— Sério que um deles te pediu em namoro? – Ben perguntou
— Pois é. É uma longa história! Conto depois. – eu disse
Antes de entrarmos pela mesma porta que os meninos haviam saído, Kevin parou e pegou nossas coisas do chão, principalmente o distintivo dele.
— Se você não tivesse feito isso com eles, Alice, eu mesmo teria feito! – Kevin disse olhando feio para os dois no chão
Quando passamos pela porta, nos vimos dentro de um enorme salão onde um homem de cabelos castanhos e olhos vermelhos nos olhava curiosamente sentado em um trono feito de ouro. Eu lembrava bem daquele homem. Havia sido ele quem matara minha mãe sem dó nem
piedade! Era o meu tio Robert!
— Olá minhas queridas! Lembram-se de mim? – meu tio disse maldoso
Ele estava falando com a mesma voz sinistra que ele usara quando matara a minha mãe. Estranhamente, eu consegui perceber que aquela voz não pertencia a ele. Era uma voz duplicada que saía da garganta dele. Isso não era normal! Nem mesmo para um alienígena!
— Pai? – Alice disse – Você é o vilão? Ótimo! Eliminarei dois coelhos com uma só cajadada!
— Esse é o seu pai? Sério? Ele é um rei? – Ben disse surpreso
— Cala a boca, Ben! Quer ser herói ou não? – Gwen disse
— Então você é o famoso Ben Tennyson? Ouvi falar muito de você. Um mortal com poderes de se transformar em 10 alienígenas
bobinhos com uma droga de um relógio? Nossa que emocionante! – meu tio disse levantando do trono de ouro e vindo em nossa direção.
Quanto mais ele se aproximava, mais eu me sentia poderosa. Era como se ele fosse a fonte da energia do sol. Era como se ele fosse o Carro do Sol! Ou estivesse com ele, tanto faz!
— Por que está usando o meu tio como disfarce, Éris? – eu perguntei
— Eu devia ter percebido antes! – Annabeth disse dando um tapa na própria testa – A voz duplicada! A Éris está dentro do corpo dele!
— Ótima dedução corujinha! Nada melhor do que usar um corpo de um mortal idiota para criar um pouquinho de caos! – meu tio, ou melhor, a Éris, disse – Pena que agora eu terei que dar um jeito em
vocês. Não posso deixar vocês irem depois de tudo isso. A festa ainda não
acabou!
Éris deu um sorrisinho travesso para nós e soprou algo de dentro de sua mão. Uma enorme fumaça esverdeada surgiu do nada e veio em nossa direção. A fumaça nos deixou zonzos e nós começamos a tossir.
— Ah! Socorro! Aranhas! – Gwen e Annabeth gritaram ao meu lado
Olhei para o chão e não enxerguei nada além de fumaça verde. Olhei para o outro lado e vi o Kevin correndo desesperadamente e gritando:
— O Aligator? Era só o que me faltava! Será que o dia não poderia ficar pior? Alguém me ajude, por favor! Não quero virar comida de jacaré gigante!
— Zombozo! Eu não vou rir das suas piadas! Deixe-me em paz! Gwen! – Ben gritava com as mãos nos ouvidos e os olhos fechados
— Ah! Ratos! Socorro! Alguém me ajuda! – Alice gritava desesperada
— Droga! Alguém me tira desse avião, por favor! Eu não quero morrer hoje! – Percy gritava
Eu não entendia o que estava acontecendo e muito menos porque até que eu vi várias cobras vindas em minha direção. Havia uma naja, uma jibóia, uma serpente verde, uma cobra coral e várias outras que eu não conhecia, mas sabia que eram venenosas. Sufoquei um grito com as mãos e hesitantemente eu fui recuando. As cobras pareciam famintas
e cada vez que eu dava um passo, elas sibilavam e faziam menção de atacar. Até que a naja resolveu dar o bote. Eu protegi o meu rosto com os braços e fechei os olhos esperando o pior. Foi quando eu ouvi uma voz conhecida falando na minha cabeça. Era Apolo! Ele estava mais rouco do que da última vez, mas mesmo assim, falou:
— Lana, isso é coisa da sua cabeça! É apenas uma ilusão! As cobras, aranhas, o jacaré gigante, o palhaço, os ratos e o avião não existem! O gás alucinógeno tem esse efeito. Abra os olhos! Enfrente
as cobras e pegue a Éris! Ela está fugindo! Você tem que ser rápida! Eu só tenho mais 20 minutos! Eu confio em você! O Olimpo confia em você! Nós dependemos da sua coragem, Lana! Por favor, enfrente o seu medo!
Abri os olhos devagar, dei um grande suspiro, tomei coragem e passei um pouco hesitante pelas cobras. Cada vez que eu pisava em uma, ela se transformava em fumaça verde. Apolo estava certo, era só uma ilusão. Assim que saí de dentro da nuvem de fumaça, avistei meu tio correndo para a porta de saída. Corri atrás dele e o agarrei pela gola da camisa.
— Você não vai a lugar nenhum! Não antes de eu acabar com você! – eu falei
Ele puxou a camisa de uma vez só e eu acabei a largando. Ele tentou socar-me e eu abaixei, dando-lhe uma rasteira e imobilizando-o no chão.
— Mortal idiota! Pensa que me fere com seus golpes inúteis? Eu sou uma deusa! Nenhum mortal pode me ferir! – Éris disse
Éris soprou um pó nos meus olhos e por alguns segundos eu não consegui enxergar. Tempo suficiente para ela correr de volta para o trono de ouro. Corri atrás dela, contornando a nuvem de fumaça e a peguei a centímetros antes do trono.
— Talvez um mortal não possa feri-la, mas isso aqui com certeza vai! – eu disse transformando o meu bracelete em uma adaga de bronze celestial
Eu fiz um pequeno corte no braço do meu tio e ele urrou de dor. Ele abriu a boca e uma fumaça dourada saiu de dentro dela. A fumaça transformou-se em uma mulher de olhos e cabelos castanhos, muita parecida com os gêmeos Tim e Jim. De seu braço, um filetinho de um líquido dourado escorria e pingava no chão.
— Há! Há! Há! – Éris riu malignamente – Você acha que pode salvar o mundo? Você acha que pode salvar o seu querido deuszinho, Laninha? Você nem sequer sabe onde o Carro do Sol está! Você acha
que o seu tio deve pagar pelo que fez a sua mãe? Então vá em frente, ele é todo seu!
Éris desapareceu em uma nuvem de fumaça dourada, deixando o corpo do meu tio jogado aos pés do trono de ouro. Eu sabia que o meu tio não era nenhum inocente e que merecia pagar pelas vidas que ele havia tirado, mas se era isso que a Éris queria, era óbvio que eu não faria. Assim que a Éris foi embora, a nuvem de fumaça se dissipou e os meus amigos correram ao meu encontro.
— Cadê a Éris? Ela fugiu? Nós perdemos? – Percy perguntou
— Não! Eu lutei com ela enquanto vocês todos estavam em pânico. O Carro do Sol está escondido em algum lugar, ajudem-me
a achá-lo! – eu disse
— Mas e o meu pai? O que houve com ele? – Alice perguntou
Eu virei para trás e vi o meu tio caído aos pés do trono de ouro. Ele estava todo machucado e suas roupas estavam ensangüentadas. Eu não entendia o que estava acontecendo. Antes ele não tinha nem um arranhão sequer, e agora ele estava todo machucado e sangrando. Corri para perto dele e me ajoelhei ao seu lado. Ele gemia de dor e tinha a mão sobre o abdômen.
— Lana? – ele disse com uma voz muito rouca – A Éris já foi embora, não foi? Isso é o que acontece quando se aceita a ajuda da deusa do caos! Você deve estar se perguntando por que eu estou tão
machucado. Não sou mais imortal. Nenhum desses ferimentos atingiu a Éris, apenas o meu corpo e depois que ela deixou meu corpo, foi que eles realmente apareceram.
— Éris queria que eu o deixasse morrer e vingasse a minha mãe e a minha tia, por quê? – eu disse
— Sei que mereço morrer e pagar pelo que fiz a Rose e a Kate, mas se você me deixar morrer, fará a vontade da Éris e ela triunfará.
— Espera! Antes de tudo, me explica tudo direito? Como assim se eu te matar a Éris vence? – eu perguntei desconfiada
— Éris fez com que a minha vida fosse a essência da energia do Carro do Sol. Se eu morrer, Apolo e o mundo vão junto comigo. Não peço isso por mim, mas sim pelo mundo, por favor, não me deixe morrer.
Eu meti a mão no bolso da minha calça jeans e tirei de lá de dentro, um pequeno frasco com um líquido dourado dentro. Este havia sido o frasco que Apolo me dera no meu último dia no acampamento meio-sangue. Uma vida por outras bilhões. Para mim parecia ser a escolha mais sensata a se fazer.
— Onde está o Carro do Sol, tio? Eu prometi a Apolo que eu faria de tudo para salvar a ele e ao mundo, mesmo que para isso eu precisasse me sacrificar. – eu disse com lágrimas nos olhos
Ele entregou-me uma Ferrari vermelha em miniatura.
— Éris o diminuiu para que se tornasse mais difícil achá-lo. Boa sorte, Lana! – meu tio disse
Eu soube que ele não estava mentindo a partir do momento em que ele me entregou a Ferrari. Eu podia sentir nela o mínimo de poder que ainda lhe restava. Eu tinha que ser rápida! Dividi o líquido do frasco igualmente para mim e para o meu tio. Para que funcionasse mesmo, nós tínhamos de estar de mãos dadas. Levantei devagar, peguei a mão do meu tio e nós dois bebemos o líquido. Uma fraca luz brilhou envolta de nós e em segundos, toda a dor e os ferimentos que antes estavam no
corpo de meu tio, transferiram-se para mim. Quando a luz cessou, as minhas pernas vacilaram e eu tive que me segurar no trono para não cair no chão. O Carro do Sol brilhava na minha mão e com dificuldade, eu consegui sorrir. Eu havia feito a coisa certa, agora a única coisa que ainda faltava era entregar o Carro do Sol a Apolo em Manhattan até o fim do dia. Tomara que eu agüente a dor até chegar lá. Alice chegou correndo na sala onde eu estava.
— Lana! O Tim está vindo te pegar! Eu tentei detê-lo, mas o Jim estava dando trabalho e o que eu consegui fazer foi correr na frente. – Alice disse ofegante – E... O que aconteceu com você?! Você está sangrando! E está toda machucada!
Eu tentei ir até a Alice, mas assim que tirei a mão do trono, minhas pernas vacilaram e eu quase caí no chão. Tim veio correndo e antes que eu pudesse abrir a boca para falar algo, ele acertou a nuca da Alice e ela caiu desmaiada no chão.
— O que você fez com a Alice? – eu gritei rouca
— Ela estava atrapalhando o momento! Deixa eu te ajudar. – Tim disse
— Cala a boca! Cai fora! Não preciso da sua ajuda! – eu disse
— Poxa, você me magoou e partiu o meu coração! Mas agora eu vou me vingar, partindo a coisa que você mais adora nesse mundo!
Tim pegou os meus anéis e os transformou no
meu arco, e antes que eu pudesse pensar nas possibilidades de besteiras que ele poderia fazer com aquilo, ele o partiu ao meio no seu joelho.
— Ah! Você pode desmaiar a minha prima, capturar os meus amigos e roubar as nossas armas, mas NINGUÉM QUEBRA O MEU
ARCO! – eu gritei irritada
Não sei se foi a minha raiva ou se foi porque eu estava segurando o Carro do Sol, eu só sei que do nada, um raio solar saiu da minha mão e acertou o Tim bem na cabeça. Sinceramente eu não sei se ele morreu, mas eu só sei que foi muito maneiro! Segundos depois desse acontecimento, uma luz dourada surgiu no meio da sala. Curiosa do jeito que eu sou, eu fui até ela para saber o que era. Mesmo fraca, eu consegui dar alguns passos apoiada no trono. Olhei para Alice e o meu tio estava segurando-a nos braços. Pelo menos ele se importava com ela. Tentei
soltar o trono e dar um passo a frente, mas acabei vacilando e se não fossem os braços fortes de um rapaz para me segurar, eu teria caído no chão. Olhei para o rosto do meu salvador e não era ninguém mais ninguém menos que o APOLO!
— C-como você nos achou? – eu perguntei rouquíssima
— Shhhhhhh! Não fale! Você está muito fraca! Quanto mais você fala, pior você fica! Eu te achei por causa do raio solar que você lançou. A energia me chamou a atenção e eu fiquei preocupado. – ele respondeu com uma voz rouca – Acabei de gastar metade da reserva de energia que eu tinha. Achei que quando você havia falado em sacrifício, era só para parecer mais heróica ou mais corajosa, não achei mesmo que você se sacrificaria! Se eu soubesse que não era brincadeira, teria impedido você na mesma hora!
Olhei bem para o rosto de Apolo, ele estava com olheiras, pálido e seus cabelos e seus olhos não brilhavam tanto quanto antes, mas mesmo assim ele ainda conseguia dar um fraco sorriso. Abri minha mão e entreguei o Carro do Sol a Apolo dizendo:
— Tome! Isso lhe pertence! Sei que parece apenas uma miniatura, mas você pode ter certeza que é ele! Afinal, foi com ele que eu consegui chamar a sua atenção.
Depois que entreguei o Carro do Sol a Apolo, tudo começou a girar e depois um véu negro de escuridão caiu sobre os meus olhos.
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