Attributi Vs. Tenebras
19 Capitolo Quindici - Il Duca di Vindice
Notas iniciais
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Yo -.-'
Como vão? Esse capítulo é praticamente só um gostinho do futuro e da segunda temporada :D
R-S: Quem deixou você falar da segunda temporada?! *Berro descontrolado seguido de "Espanque o Baka-Rai"
--' See ya
Definitivamente, nada na sua vida foi criado para ser bom.
Faziam exatas duas semanas que chegaram a Namimori, doze dias que haviam se matriculado na Escola Municipal de Namimori e mesmo assim aquilo era completamente novo.
Sentado na mureta da sacada, com os pés sem apoio algum, correndo o risco de ser empurrado, cair e morrer, o garoto jogou a cabeça para trás e fechou os olhos, apoiando suas mãos na mureta e soltando um longo e sonoro bocejo. A sua cabeça estava atormentada por aquele homem de sobretudo... Conhecia-o de algum lugar, mas não se recordava de onde e se recusava a falar com seu irmão sobre o assunto.
Enquanto coçava os olhos de maneira sonolenta ouviu passos vindos de mais adentro da casa. Se arqueando um pouco e vendo tudo de cabeça para baixo notou que a pessoa que invadia seu "espaço solitário" utilizava-se de um sobretudo vermelho. Confuso e com uma careta ele se ajeitou na mureta e olhou para a casa percebendo que a pessoa não se importava, realmente, com a presença dele.
- O que quer? — Perguntou o mais novo completamente irritado por invadirem seu espaço.
- Nada de você. — Disse ela enquanto se sentava em uma das cadeiras postas ao redor de uma pequena mesa circular na sacada.
- Parece cansada. — O ruivo disse com seriedade enquanto pulava para dentro da sacada.
- Não lhe interessa. — Retrucou a garota friamente
- Deveria dormir... — Disse ele. Sua expressão continuava séria e parecia indiferente à frieza da garota. — Faz bem. — E então ele deixou um pequeno sorriso bobalhão se mostrar em seus lábios
- Não me importo. – Disse ainda fria. Suspirando o rapaz pulou para dentro da sacada e se sentou de frente para a Guardiã.
- Dá para parar? – Perguntou arqueando a sobrancelha. – Sério. Esse negócio de “Eu odeio o mundo, então se cale” – Disse fazendo as aspas acima da cabeça. – Não cola. Não comigo que já joguei esse jogo. – Disse jogando os pés sobre a cadeira do lado.
- Não sei do que está falando.
- Você tem algo no passado, sei que sim. – Disse olhando o céu depois de constatar que a Guardiã ficara assustada com aquela frase. – Eu também tive. Eu já vi mais mortes que Riw, que Lian ou os Vongola, eu já matei... E olhe que nem tenho idade para alguém que matou. – Disse soltando uma risada sem humor. A rosada olhou para ele sem entender. – Você tem algo... Eu tive. Mude, sei que pode. Se liberte da culpa, ou do ódio que sente. Te fará bem – Disse.
- Você fez isso? – Perguntou a garota olhando nos olhos roxos. – Mudou?
O ruivo apenas riu e se levantou, por algum motivo sentia-se mais leve. Sorriu para a garota e disse:
- Talvez.
A garota olhou para ele confusa. Ele pedia para que ela fizesse algo que nem ele foi capaz... Esquecer, mudar. Quando ele já estava na porta da sacada disse algo em baixo tom que a garota não entendeu. Mas ficou no ar...
“Eu nunca seria capaz de esquecer”.
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- CUIDADO! – Berrou o rapaz. Os cabelos negros balançavam com o vento.
- Essa foi por pouco. – Disse o mais outro garoto com um sorriso fraco. Os cabelos roxos estavam manchados de terra e algo azul.
- Maldito seja o dia em que decidi fazer isso. – Disse o moreno olhando com seu olho vermelho para frente, um maldito grupo de “adultos” carregava suas armas de paintball e as apontava para sua equipe.
- Qual é Danshoku? – Disse uma garota de cabelos alaranjados enquanto pulava nas costas do mais novo e preparava sua arma de paintball. – Vai amarelar?
- Cale-se, maldita. – Disse ele com um tom feroz. – Eu sei o que faço.
- Sei que sim. – Disse ela com escárnio.
Puxando sua arma de paintball o garoto disparou contra um dos ‘adversários’, mais exatamente um ruivo que parecia pronto para matar qualquer um, embora apenas jogassem paintball.
- PENSA QUE ME ACERTA, GURI!? – Perguntou ele com raiva desviando da bola de tinta.
- É a intenção. – Disse uma garota de cabelos negros que usava uma pequena tiara na cabeça com um rubi incrustado.
- MORRA, KORA! – Berrou um louro enquanto disparava com sua arma loucamente em direção ao time inimigo.
- Mire e atire seu maldito. – Disse friamente o moreno vestido de smoking enquanto lhe dava uma marretada(?).
- Parem todos. – Disse uma voz calma e até amistosa, mas que obrigou todos a pararem. — O Dieci está aqui para almoçar com a gente. – Disse a garota com o típico sorriso sereno enquanto olhava de forma assustadoramente furiosa para a canadense que estava nas costas do Barão.
- BELEZA! Isso significa que o maldito raiozinho vai caprichar no almoço! – Berrou a garota de cabelos laranja com terrível medo da menina que lhe olhava daquela forma, mesmo que esta fosse mais nova.
O Barão suspirou e se aproximou da garota que acabara de chegar com as notícias. Esperou que todos saíssem para poder finalmente falar.
- Você é muito ciumenta. – Disse tirando o colete de paintball. – Sabe que não olharei para ninguém, além de você.
- Já ouvi isso antes. – Disse ela.
- Não fale dele. – Disse o rapaz. – Você sabe que—
- Entendo... – Ela disse se aproximando e lhe abraçando por trás. – Desculpe. – Sussurrou. – Apenas estou cansada disso e de te ver indo e voltando do passado... Pode se machucar.
- Eu salvei o Gui alguns dias atrás. – Disse ele.
- Como?! – Perguntou ela assustada. – Voc—
- Queria ver se minha mensagem havia funcionado, mas Miguel ainda acha que tem de matar todos que podem se “enfraquecer” a Fênix... – Ele disse suspirando em seguida. – E quando... Quando eu vi aqueles malditos... – Soltou o leve rosnado e balançou a cabeça em seguida. – Quando eu os vi perto do Gui-chan eu... Eu não respondi por mim. Quase os matei, mas consegui me controlar.
- Você sabe que—
— Não posso matar. Não posso matar ninguém no passado. – Repetiu ele. – Meu pai me avisou e seus malditos subordinados estão prontos para me pegar caso eu quebre essa droga de regra.
- Mas... E o Guilherme?
- O salvei... Desviei-o do caminho e usei uma ilusão para que os subordinados pensassem que ele continuava seguindo em frente.
- Hm... Certo. – Disse ela assentindo.
- Ele perguntou quem eu era. – Disse o Barão com uma expressão triste e sofrida.
- E você? – Perguntou ela enquanto o acompanhava em direção a sala de jantar.
- Ele não se lembra de mim... Mesmo que dez anos atrás eu o salvei de morrer pelas mãos de Miguel. – E então suspirou. – Mas eu apenas disse que me chamava Barão, como vocês estão acostumados a me chamar.
- Melhor assim, enquanto ele não falar de você para... – A garota se calou.
- É... Melhor. – E então ele olhou para a mesa. Se sentou na extremidade oposta ao Dieci Vongola que lhe sorria gentil e amigavelmente. Do lado direito a garota que lhe acompanhava lhe olhava com profunda preocupação e paixão e do lado esquerdo a cadeira vazia parecia gritar para ele que ele não havia conseguido... Não havia conseguido salvar o Duque dos Vindice... Guilherme von Vichtenstein Attributi.
Guilherme Von Vichtenstein (Il Duca di Vindice)
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