Atração Fatal
10 Capitulo 9 - Lar doce lar
Notas iniciais
POV JASON
A dor que sentia no meu corpo já não era tão insuportável assim. Já conseguia fazer diversas coisas, que a cadeira de rodas não me impedisse claro. Percy me deu a maior surra e eu quase não escapei. Depois do chute que ele me deu, apaguei, não me lembro mais de nada, até acordar no acampamento meio sangue sem sentir as minhas pernas. No inicio foi um choque, porém agora já consigo pensar com mais clareza.
Tinha acabado de mandar uma mensagem pra Leo, avisando que estava bem, quando percebi a presença de Reyna atrás de mim. Seus olhos estavam vermelhos e sua toga de pretora um pouco impecável. Ela me fitava em silencio.
– Vim ver como você está – ela perguntou
– Estou bem, não se preocupe Percy não teve culpa caso...
– Eu sei – ele disse me cortando – é sobre um assunto mais delicado que vim tratar! – ele emendou rapidamente
– Sim, desculpe-me, digo o que lhe incomoda? – perguntei fazendo graça, como o meu Leo fazia.
– A moral dos Romanos está baixa, tempo que se hospedar aqui depois que o nossa acampamento foi destruído. – ela disse
– E o que nós devemos fazer enquanto a isso? – perguntei me ajeitando na cadeira de rodas.
– A rumores que espalharam por ai, falando sobre uma relação próxima entre nós dois que está deixando os romanos animados – ela iniciou, porém não entendi o que ela queria dizer então eu sorri.
– Romanos mais fofoqueiros que gregos? – eu indaguei e nós dois rimos, ela caminhou até a cama e sentou-se fazendo carinho na minha coxa, porem não senti nada, eu fiquei em silencio e ela retirou a mão ruborizada.
– Desculpe – ela murmurou
– Está tudo bem! Agora voltando ao assunto dos romanos, o que acha que eles querem? – eu disse tentando aliviar a situação
Ela tirou um papel do bolso e me entregou quando comecei a ler o conteúdo do papel, quase cai de tanta vergonha. Estava escrito:
Aposta dos romanos, sim galera Reyna e Jason são o casal perfeito de Romãs. O que acha que está acontecendo? Eles ficarão juntos? Eles já dormiram juntos? Essa é a questão! Mais não deixe de apostar pelo maior amor de Romano de todos os Tempos.
Olhei para ela, seu rosto estava baixo, porém dava pra ver que ela estava vermelha.
– Eu não posso Reyna, eu e Leo... – comecei, entretanto o que e Leo tínhamos? Um relacionamento? Um romance? Não sei, mas é algo bem maior do que sinto por Reyna
– Uma das Naiades aqui me disse o que está havendo, os romanos estão animados com um possível caso entre nós – ele murmurou.
– Um impossível caso né Reyna – repliquei.
– O lado romano que estão construindo ao lado do Acampamento meio sangue, alguns romanos estão indo embora desafiar monstros mundo a fora porque pensam que não tem mais um lar. Eles necessitam de umnovo motivo para permanecerem aqui. – ela disse me olhando no fundo dos olhos.
Olhei para o Horizonte e percebi que estava amanhecendo provavelmente logo seria café da manhã. Tinha que ajudar o acampamento Júpiter, sei como é estar com a moral baixa, esse era o meu dever, como pretor, ajudar os romanos a serem muito mais romanos. Se isso tinha que ser namorando com Reyna eu teria que fazer isso.
Lembrei-me de Leo, o que ele pensaria? Talvez entendesse como é ser a maior Autoridade Romana, ter que fazer tudo para manter a paz e a harmonia. Ele teria que entender o que vou fazer.
– Vamos tomar café da manhã – eu disse.
Reyna me ajudou, arrastando a cadeira para fora da enfermaria, a luz do sol por um momento segou meus olhos, depois vi a movimentação pelo acampamento, semideuses para todos os lados, lutando ou fazendo algo.
Quando chegamos ao refeitório pedi pra que Reyna me acompanhasse até a minha mesa, não queria participar dessa encenação sozinho, ela seria mais uma peça. O refeitório estava lotado de gregos e romanos. Assim que entramos começaram os murmúrios.
Quando chegamos a mesa Reyna fez menção de sentar do outro lado a mesa, Puxei seu pulso e a fiz sentar no meu colo. Ela me olhou assustada e o refeitório ficou em silencio esperando o inevitável. A olhei no fundo dos olhos e sussurrei.
– É tudo armação, eu amo Leo acima de tudo.
Me aproximei ainda mais e selei nossos Lábios, todos começaram a gritar e bater os copos na mesa, meu coração estava murchando por trair Leo daquela maneira, mas era necessário.
Deuses me perdoem por isso.
POV LEO
A tremedeira não havia melhorado muito, não dormir, suava e as vezes até delirava. A falta de álcool estava me deixando sem chão.
Quando não suportei mais permanecer deitado resolvi comer alguma coisa. Levantei-me aos tropeços, fazendo forças para manter-me em pé. Coloquei uma camiseta e fui até o refeitório. Todos tomavam café da manhã, Nico e Percy estavam sentados juntos e traçavam risadinhas.
Andei até a mesa e quando me viram ficaram em choque com a minha situação. Frank levantou-se rapidamente e me sentou na cadeira antes que eu cai-se, Annabeth foi a primeira a falar.
– Deuses Leo, você está bem?
Levantei a cabeça, olhando para todos, eu termia tanto que era possível ouvir meus ossos estralando.
– Por tudo quanto é mais sagrado, me dêem algo pra beber – supliquei caindo em lagrimas. Hazel levantou e abraçou a minha cabeça, agradeço-a por isso.
– Leo – chamou Annabeth, e eu ignorei – Leo – chamou novamente e então eu olhei – Essa vai ser uma fase difícil, a abstinência vai suar mais algum tempo, você precisa superar a bebida.
– Nós estamos aqui – disse Hazel afagando os meus cabelos.
– Eu... e-eu não consigo... m-me d-dem algo pra beber, por favor – implorei soluçando incapaz de formular uma resposta mais mal educada pra Annabeth. Nico levantou-se da mesa com um pulo e disse.
– Pelos deuses, ele precisa beber! Não vêem o que estão fazendo com ele? – sua voz saiu meio raivosa, sua defesa me comoveu ainda mais.
– Nico ele precisa lagar a bebida! Ora ele tem 14 anos! A abstinência é um período que ele passara para largar o álcool é necessário – disse Percy
– Calma, não acho saudável vocês terem essa conversa aqui – disse Pipper, ela se levantou e veio até mim ajoelhou-se no chão, segurou a minha cabeça e disse. – Leo, você está melhor! não ira beber mais nenhuma gota de álcool
– s-sim P-Piper – disse sem pensar, ela deveria estar usando charme porque meu corpo ia parando de tremer e eu já conseguia pensar com mais clareza, Até que uma sirene tocou.
Todos deram um pulo e Annabeth disse.
– Chegamos! Chegamos em casa.
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