Atração Fatal
8 Capitulo 7 - a nossa situação
Notas iniciais
POV LEO
Percy ficou um bom tempo me falando palavras consoladoras e animadoras sobre largar o álcool a maioria delas entravam em um ouvido e saia pelo outro. Não queria saber se ele achava que eu deveria largar a bebida e me empenhar em construir coisas novas. Eu odeio Percy Jackson. Ele roubou a minha primeira grande paixão e quase matou a segunda.
Quando ele ficou cansado de encher o meu saco, levantou-se e disse que logo logo Nico sentiria a sua falta na cama e não queria que ele acordasse desesperado a sua procura, ele era ridículo, praticamente jogando-me na cara o seu relacionamento com Nico. Maldito seja.
Por um momento senti todo ódio adentrando no meu coração e o mantendo escuro, talvez fosse a abstinência, mas eu tinha vontade de me jogar no mar, de me afogar, andar sem rumo nos campos de asfódelos pelo resto da humanidade, foi quando algo brilhou ao fundo e de canto de olho me incomodou, no instante em que me virei dei de cara com uma mensagem de Iris de Jason. A recepção estava péssima, mas ainda dava para vê-lo.
– Jason – sussurrei e caminhei até a imagem
– Oi Leo – ele respondeu com a voz fraca
– Como você está? – perguntei com a voz embargada pela emoção
– O chute de Percy foi muito forte, acabou rompendo alguns órgãos, sua raiva foi tanta que ele conseguiu dominar a água em meu corpo fazendo um belo estrago – respondeu Jason tentando soar animador, sem ter sucesso.
– Você está fraco? Como você esta se recuperando?
– O ódio faz coisas terríveis conosco, Percy me atacou muito forte, eu quase... – ele fez uma longa pausa – Quando cheguei ao acampamento me atenderam muito rápido evitando o pior, porém... – sua voz falhou e ele balançou a cabeça evitando as lagrimas, olhou para mim e sorriu – Estou me recuperando, algumas vértebras se quebraram com maldições jogadas por Percy, que está dificultando o tratamento.
– Então... – parei para refletir e entender o que ele me dizia, quando dei por mim lagrimas caindo por meu rosto e eu fiquei incapaz de pronunciar o que estava pensando. Eu o olhei e balancei a cabeça em negativa
– Quiron disse que logo voltarei a andar, mais por enquanto, vou ter que permanecer nessa cadeira de rodas – ele murmurou, esticou a mão e a nevoa estremeceu, eu correspondi, e em um toque sincero, mágico e distante, nossas mão silenciosamente se tocaram e eu por fim fiquei mais calmo. Ele me fitou com seus incríveis olhos azul e sorriu, como se tudo que ele passou não existisse mais.
E por fim a mensagem se apagou completamente deixando a noite escura assim como meu coração. Fiquei mais um bom tempo no convés, porém antes que meus soluços começassem resolvi voltar para a cabine.
Enquanto passava pelo refeitório queria dar mais uma passadinha na enfermaria, quem sabe sobrou mais um pouco daquele álcool. Quando parei na porta percebi que haviam limpado o meu vomito e trancado o armário de remédios com o meu “calmante”. Droga Percy.
Fui para o corredor dos dormitórios, entrei no meu quarto no escuro porque não queria que a luz me incomodasse ou me cegasse por um tempo. Ia caminhando cegamente no escuro quando trombo com algo quente e macio deixando o meu coração caído no chão do quarto pelo susto e o medo que tomou conta de mim. Empurrei a pessoa pra longe e ouvi um resmungo de dor e acendi o abajur e quase cai de costas quando vi quem é. Nico estava sentado apoiando as costas na cômoda massageando a cabeça.
Levei um tempo pra me recuperar do susto, o que ele estava fazendo ali?
– Desculpe – disse receoso
– Desculpe digo eu, mais acho que você precisa de algo pra relaxar, sem bebida deve ta osso – ele disse se levanto e entregando um maço de cigarros.
– Você fuma? – perguntei incrédulo
– Há algum tempo, talvez isso melhore a abstinência – disse ele dando de ombros
– Porque você se importa? – perguntei de maneira acida
– Estava indo até o convés fumar como faço todas as noites, quando vi a mensagem de Iris, sei que fui inconveniente, mas senti uma pontada de culpa – ele murmurou.
– Ok agora vá embora – disse com raiva, como ele pode me espionar?
– Mas...
– Vá embora – repeti e me levantei e abria a porta com ódio, ele me fitou e saiu, seu rosto era uma mistura de medo e confusão.
Droga vida como você é uma filha de uma p...
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