Atração Fatal
22 Capitulo 21 - Os planos
Notas iniciais
POV LEO
– Vagabunda – gritei depois de acertar um tapa na sua cara.
Ela não reagiu de imediato, porém aqueles dois malditos cachorros avançaram sobre mim e teriam feito pedacinhos de Leo se Frank não tivesse se transformado em lobo e me defendido.
Alguns campistas da legião me seguraram enquanto eu me debatia tentado avançar sobre Reyna.
Como ela podia continuar com aquela farsa? Jason estava pálido em uma cama, sem qualquer reação e ela chorando por ele, sabendo que ele me amava (pelo menos é o que eu acho).
– Pare com isso sua vagabunda – eu gritei
– O que você está falando Leo? – ela perguntou se fingindo de idiota e isso só fez a minha raiva aumentar.
– Ele nunca te amou! Pare com essa farsa – disse batendo em um garoto que segurava a minha mão direita.
– Como ousa falar assim de Jason! Ele está morrendo! – gritou ela indignada
– Ele me amava – eu gritei, e todos no acampamento ficaram de boca aberta. Algumas pessoas sussurraram enquanto observava a cena.
O rosto de Reyna ficou vermelho e ela se aproximou de mim, e os garotos me soltaram ficamos cara a cara, ela sussurrou no meu o ouvido baixo o suficiente que somente eu pudesse ouvir.
– Te amou tanto que estuprou você, seu viadinho.
Meu sangue ferveu, literalmente, senti meu corpo esquentar, algumas pessoas gritaram e eu sabia que estava pegando fogo, tentei tocar em Reyna. Mas ela se afastou ficando ao lado de Jason e Thalia, que observava tudo com os olhos vermelhos de tanto chorar. Criei uma bola de fogo nas mãos decidido a matar aquela vadia queimada até que a água me envolveu.
Percy criou um casulo de água em minha volta, nem havia percebido que havia pequenos focos de incêndio por ali, mesmo com água o meu fogo não se apagava, a muito custo tentei me acalmar e assim o fogo se extinguiu.
Quiron apareceu trotando e pediu que os campistas fossem fazer as suas atividades, olhei pra Reyna com todo o ódio do mundo.
– Você não pode me machucar – ela rosnou
– E me de um bom motivo para não fazer isso? – disse com ironia.
– Não acho que você faria mal a uma grávida – ele disse com um sorriso nos lábios.
Eu tremi, dentro do meu peito surgiu um Abismo, não podia acreditar no que ele havia acabado de dizer, ela não podia estar... Estar grávida!
– Mentirosa – eu gritei
– Leo, por favor, queira ir para o seu chalé – disse Quiron com a voz dura.
– Acho que ele deveria ir pra casa, Ah esqueci ele não tem casa – disse Reyna me provocando.
– Leo vamos – disse Nico colocando seu corpo na frente do meu.
– Sua vadia, ele me amava – eu disse fechando os punhos.
– Vamos Leo – disse Nico mais uma vez.
Virei-me e sai correndo em direção a floresta, não estava muito a fim de fazer alguma coisa a não ser bater em Reyna.
Corri como se não houvesse amanhã, entrei na parte mais escura da floresta determinado a me matar, não via mais sentido na vida, não encontrava mais motivo para permanecer nesse acampamento.
...
– Leo – ouço uma voz chamando.
Me viro e encontro uma penumbra branca, tremula, parecendo uma mensagem de Íris. No momento demorei para entender que é que me chamava, depois cai de joelhos assim que Jason me chamou mais uma vez.
– Leo
– Jason, o que está fazendo ai? – perguntei
– Me desculpe... P-pelo que e-eu fiz com você! – ele disse com a cabeça baixa provavelmente chorando.
– Jason onde você está? – perguntei com a voz tremula.
– Eu to aqui! No mundo inferior, no rio estige, não tenho dinheiro pro barqueiro – ele murmurou.
Minha alma gelou. Ele não estava morto, cai de joelhos com essa idéia.
– Jason, porque você fez isso? – eu disse inconsolado
– Eu não queria fazer isso com você! Não suportei viver sabendo que te machuquei, não agüentava mais viver sem você – ele falou, sua imagem desapareceu por um minuto e voltou ainda mais fraca.
– Jason, eu não sei como, mas eu te perdôo, volta pra mim – sussurrei.
– Eu não consigo voltar – ele disse.
E assim a sua alma desapareceu.
POV PERCY
Depois da confusão, levei Nico para seu chalé.
De alguma maneira, me sentia mais próximo dele. Confiar em Nico o suficiente para contar o que Gabe fez comigo.
Nunca me abri com ninguém, nem mesmo a minha mãe sabia disso. Sempre fiz de tudo para esconder essas marcas.
Nico entrou e trocou de roupa. Já era hora do jantar, estava morrendo de fome. Ele saiu rapidamente com uma regada azul escura e uma calça jeans preta, seu cabelo estava magicamente bagunçado, da maneira que eu gostava. Saria ao vê-lo daquela maneira.
– Você ta bonito – murmurei
– Vamos – ele disse.
Tive que resisti ao impulso de segurar a sua mãe e acompanha-lo, lembrei do que meu pai disse e superei a minha vontade.
Fui até a minha mesa, sozinho, como sempre, como com um pouco mais de vontade, lembrando da melhor e a pior tarde da minha vida. Nico não disse que não me abandonaria, ele somente falou que me esperaria. Esse pensamento me fez tremer.
Olhei ao encontro da mesa de Hades me certificando que Nico ainda estava ali. Ele estava e Leo conversava com ele exaltado. Tinha problemas demais para me importar com uma conversa pessoal entre os dois.
Na metade do jantar um tela mágico surgiu no meio do refeitório, a imagem era 3D e mostrava imagens de alguns clips. Continuei sem me importar até que ouço a minha voz vinda do telão.
“Sabe por que eu quase matei Jason ontem? Você não sabe e nunca saberá como é ser estuprado assim como Leo foi, assim como eu fui.”
Quase vomitei ao ouvir isso, soltei o copo e olhei para o telão. Era uma imagem minha e de Nico conversando no meu chalé, ele estava encostado na parede enquanto eu sussurrava em sua cara. Não tive reação para fazer qualquer coisa a seguir.
“Sim Nico, eu fui estuprado, varias vezes por Gabe cheiroso, o meu padrasto. Quando eu era pequeno ele passava a mão na minha entrada e mandava-me colocar aquela coisa nojenta na boca. “
Olhei assustado para o refeitório, todos olhavam atentos aquelas cenas, encontrei Nico com os olhos vidrados pra mim e dei um salto do banco.
“Ele se masturbava na privada enquanto eu tomava banho, eu tinha nojo dele, eu sentia nojo de mim! Um dia minha mãe saiu para trabalhar e ele usou manteiga para penetrar em mim.”
– Desliga isso – gritei quase entre lagrimas.
Todos me olharam com medo, uns davam risadinhas enquanto outros soltaram até alguns murmúrios de pena.
“Na primeira escola interna que eu freqüentei meu professor de Educação física passava a mão nas minhas bolas toda vez que eu tinha ficado de castigo obrigado a guardar as coisas depois do treino. Ser o cara bonitinho não me ajudou muito”.
Corri ao meio do refeitório e saquei a espada, tentava cortar aquele telão imaginário, desesperado porém nenhum esforço era páreo para aquela magia.
“Quando cheguei ao acampamento conheci Luke, um cara bacana, bonito e que me tratava bem. Ele foi o meu primeiro cara que não forçou qualquer coisa comigo. Quando ele morreu fiquei arrasado, achei que nunca mais poderia amar ninguém, me contentei em ficar com Annabeth”
Eu gritava desesperado entre lagrimas pedindo para alguém tirar aquelas imagens, deitei em posição fetal no chão e tapei os ouvidos desesperado. Não podia encarar mais ninguém, quase desmaiei.
Quiron surgiu ao meu lado e a imagem acima de nós desapareceu.
– Quem foi o autor dessa pegadinha apareça agora – ele gritou
O refeitório ficou em absoluto silencio, e ninguém apareceu.
– O responsável por isso será devidamente punido. – Gritou novamente Quiron. – Vocês terão somente uma refeição por dia e estão absolutamente proibidos de saírem de seus chalés, até o culpado aparecer.
Ele me pegou e saiu em direção à casa grande.
Isso não podia estar acontecendo.
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