Atração Fatal
18 Capitulo 17 - o incio da minha morte
Notas iniciais
POV LEO
Eu estava nu, e Butch apenas de cueca. Suas mãos viajavam pelo meu corpo e as nossas ereções se encontravam deixando uma bela sensação. Seu beijo era feroz, assim como ele. Ficamos ali na cama por um tempo até que eu com muita força consegui afasta-lo.
– Como você entrou aqui? – perguntei tentando me recuperar
– Não é a primeira vez que venho aqui Leo, tenho a senha e tudo mais! Não se lembra? – ele perguntou
– Sim, mas porque? – eu perguntei novamente.
– Você tem Hiperatividade, faz quase três horas que eu cheguei ao acampamento, e uma que te espero sair do banho. – ele disso sorrindo.
– Cara aconteceu muitas coisas, sabe? Não acho que o nosso relacionamento pode continuar a ser o mesmo. – falei esperando que ele chorasse ou até mesmo me batesse. Porém ele só sorriu ainda mais e acariciou os meus cabelos.
– Como sua paixão por Nico e Jason? – perguntou ele, me fazendo imaginar como ele sabia daquilo – Não quero ter o mesmo relacionamento de antes, não somos mais os mesmos! Em missão conheci Favônio, deus do vento Oeste eu me apaixonei por ele, ficamos juntos por todo esse tempo, eu realmente o amava, porém tive que deixa-lo, não era um imortal, por isso não podia permanecer ao seu lado. Ele é um servo de Eros, o cupido, e sempre que podia eu procurava por você, acompanhei a sua paixão por eles, e agora o fracasso dela. Não estou pedindo pra esquecer seu amor por Jason, estou pedindo que fique comigo! – ele contou com lagrimas nos olhos e com um largo sorriso no rosto.
Ouvi todas aquelas palavras imaginando como era ver a vida de outra pessoa, eu amo Jason, por mais que ele fique com Reyna e me mate um pouco todo dia olhando eles se abraçarem e se beijarem por ai, mesmo depois de tudo isso, ainda sentia um frio na barriga ao lembrar de Butch, ele foi o meu primeiro amor, meu primeiro homem, isso a gente não esquece da noite pro dia.
– E Favônio? – perguntei, uma lagrima caiu pelo seu rosto e ele rapidamente a secou, ele deu um pequena gargalhada falha e me olhou novamente.
– Sim Leo, eu ainda o amo, e não, não quero dormir com você pra esquecê-lo! Senti a sua falta, quero estar com você porque eu te quero! – ele me respondeu e selo nossos lábios.
Não neguei a passagem da sua língua, que era feroz e ao mesmo tempo calma e sensual. Butch me segurava forte contra sua ereção, e eu gemi de prazer. Como um bom menino comecei a rebolar debaixo dele, e mesmo com as nossas bocas unidas consegui ouvi-lo gemendo.
Quando oxigênio faltou, separamos as nossas bocas e unimos as nossas testas. Eu adorava os seus olhos, quando estava feliz emitia as cores do arco Iris, isso me tranquilizava. Senti falta de Butch, e mesmo pensando em Jason queria passar aquela tarde com ele.
Ouvimos o sinal avisando que era hora do jantar, eu emiti um grunido de frustração que o fez rir. Ele se levantou e sentou-se na beira da cama procurando as suas roupas.
– Essa noite eu queria fazer uma visita aos meus pegasos, não gostaria de vir comigo? – ele me perguntou cheio de segundas intenções.
– Claro, porque não! – disse aceitando seu convite malicioso.
– Só leva aquele tubinho de lubrificante, eu não tenho nada comigo e eu...
Ele nem terminou a frase quando algo pulou de uma sombra para dentro do quarto, com o sustou ele levantou e procurou a sua espada, que não estava com ele e eu apenas me preocupei em tampar as minhas partes intimas, com o travisseiro.
Nico surgiu no quarto e ficou extremamente vermelho com a cena que se passava por ali. Butch sem camiseta e eu completamente nu em uma cama totalmente desarrumada. O silencio pairou sobre o quarto até o Nico quebra-lo
– Desculpe, eu não sabia que você teria companhia! – disse Nico olhando assustado pra Butch.
– Eu já estava de saída, até mais Di Angelo – Butch respondeu saindo apressadamente do quarto sem deixar mais nenhum espaço pra perguntas.
Eu continuei nu encarando Nico, que aparentava estar mais magro e muito triste. Aquele brilho no olhar de uma semana atrás havia desaparecido. Ele caminhou até a minha cama e sentou.
– Desculpa ter aparecido assim é que eu precisava conversar – disse ele baixinho
– Relaxa cara, sabe que pode contar comigo pra qualquer coisa – disse me levantando – deixa eu me vestir!
...
– Ele terminou comigo – murmurou Nico.
Lembrei-me da conversa que tive com Percy, Nico não imaginava do motivo do termino deles e eu nem sequer podia contar, não queria irritar Poseidon.
– E sei – disse fazendo carinho nas costas dele.
– Como? – ele perguntou com a voz embargada.
– Ele esta perturbado, nem parece o mesmo Percy de antes, não anda comendo e passa o dia todo no chalé, só sai pra jantar! – disse tentando fazer com que entendesse.
– Ele tem vergonha de nós – disse Nico esmurrando a beirada da cama.
– Nico não é isso, acho que ele realmente não se importa com isso e...
– Ele terminou comigo sem me dar nenhuma explicação – gritou Nico virando pra me encarar, ele chorava e seu rosto estava completamente vermelho.
– Faz parte do castigo... – disse sem pensar
– Como? – perguntou a Nico com a voz falhada
– Nico, eu não posso dizer o motivo, mais sim Percy foi obrigado a terminar o namoro – disse tentando não abrir brexas para perguntas.
– Como assim obrigado? – perguntou ele ainda mais confuso.
– Nico, eu não posso falar o porque, mas não odeie Percy, ele não pode ficar com você agora! Terá que esperar mais um pouco entende? – disse tentado tranquiliza-lo
– Como você sabe disso Leo! – indagou ele com raiva.
– Eu falei com ele, ele me contou o motivo, e eu não posso revelar para o bem do amor dos dois. – confessei antes de contar tudo
– E-ele ainda me ama? – perguntou Nico evitando os soluços.
– Muito! Espere-o, e tudo valerá a pena – disse com lagrimas nos olhos.
Senti raiva das palavras que estava pronunciando, será que com Jason seria assim também? Não! Jason simplesmente me abandou,não me deixou uma única esperança. Quando veio pedir para ser seu amante, havia me deixado claro que não tinha intenção de terminar com ela, de um dia voltar pra mim.
– E o que aconteceu aqui? – perguntou Nico com um novo sorriso nos lábios, e eu não pude deixar de gargalhar com a curiosidade.
– Deuses como você é curioso – disse o vendo ficar vermelho.
– Butch volta pro acampamento e primeira coisa que vocês fazem é transar! – disse ele indignado.
– Antes de tudo nós não transamos, e sim ele veio me ver – disse tentando não ficar vermelho. – e agora acho que chegou a hora de encontra-lo para terminarmos o que começamos!
Eu dei um pulo da cama e Olhei pra Nico, já não parecia mais triste. Sua cara era de uma felicidade retida, um sorriso que temia aparecer.
– Que você esteja certo Leo – disse assim que nossos olhos se encontraram.
– Eu também Nico, eu também – disse e assim saímos do quarto.
POV JASON
Meu relacionamento com Reyna estava me matando aos poucos.
Minhas noites eram baseadas em chorar até ficar exausto e desmaiar.
Não aguentava mais dar beijos nela e fingir que estávamos apaixonados, e pelo jeito o acampamento Júpiter estava amando o nosso “amor”.
Na frente de todos, eu sorria e fingia ser o cara mais afortunado do mundo. Quando estava entre as paredes do chalé 1, usava a maior quantidade de cocaína que podia. Odiava o fato de Leo beber, e me condenava por usar drogas. Mas sem isso eu não poderia mais permanecer em pé.
A pouco tempo descobri a cocaína, não me sentia um herói por fazer ISS, pelo contrario me sentia sujo e fraco. Consigo comprar cocaína com uma galera barra pesada do chalé de Ares, eles conseguem asteroides e outras coisas, e o melhor posso pagar tanto com dólares tanto com dracmas de ouro.
Estava andando pelo acampamento quando escuto um barulho vindo dos estábulos. Geralmente ninguém está andando pelo acampamento essa hora, a não ser aqueles que estão fazendo merda, feito eu, os efeitos da cocaína estavam passando e eu geralmente ficava muito agitado quando isso acontece.
Ando de fininho até a porta dos estábulos. Assusto-me com a cena que vejo e recuo. Meu coração foi a milhão, me corpo tremia involuntariamente e eu sinto ânsia de vomito.
Leo estava encostado na parede de uma das selas enquanto o garoto, Butch, o que voltou de uma missão hoje o penetrava. Eles pareciam estar perto do ápice, logo que aquele cara segurava a boca de Leo evitando que qualquer gemido escapasse. Pouco tempo depois ouço a conversa lá dentro.
– Adorei passar a noite com você – disse o novato.
– Vai antes que nos peguem aqui! – disse Leo com uma voz contente demais para o meu gosto.
– E você? Você não vai embora? – o cara disse
– Não tenho que ir á floresta! – disse Leo, sabia exatamente o que ele tinha na floresta, álcool!
– Outro encontro? – perguntou o Buc enciumado, me fazendo tremer de ódio.
– Não – disse Leo rindo – é uma coisa minha – ele disse e ouço o som de um beijo.
Aquilo fez meu sangue subir na cabeça, fechei os punhos evitando entrar lá e estragar com tudo.
Escondi-me e deixei Butch passar, e resolvi seguir Leo ate a floresta.
...
– A noite foi boa? – perguntei pegando-o de surpresa.
Ele estava de costas, cavando um buraco. Quase caiu pra trás assim que cheguei.
– Jason o que você esta fazendo aqui? – ele perguntou com a voz tremula
– Quando eu queria ficar com você, você não queria agora pra dormir com qualquer um que acaba de chegar no acampamento você é bom – gritei e ele recuou ainda mais.
Sentia meu rosto ficar quente com a raiva que estava dele, as minhas antigas feridas e a minha coluna começaram a doer novamente e eu tremia pra caramba.
– Isso não é da sua conta – ele murmurou
– Não é da minha conta? – eu gritei – eu realmente te amo Leo, e você simplesmente sai com qualquer um as escondidas no acampamento, isso me magoa sabia?!
– E Reyna, é legal ficar com ela? Deve ser porque...
Antes que ele terminasse de falar dei um tapa no rosto dele. Como ele ousava insinuar que eu gostava de fazer aquela peça com Reyna sendo que eu tenho que me drogar pra fazer isso.
Ele se encolheu, seu rosto apresentava descrença com o que eu tinha feito, seus olhos ficaram marejados e ele tropeçou.
Voei por cima dele, e o prendi no chão. Eu sem duvida era mais forte que Leo, então comecei a forçar um beijo nele, ele tentava sair por debaixo e isso só aumentava a minha raiva. Quando finalmente consegui colocar a língua em sua boca, ele me mordeu e eu gritei de dor. Em um impulso bati a minha cabeça contra a dele, e lagrimas brotaram ainda mais sobre seus olhos.
Eu transbordava magoa, raiva e ódio. E esse conjunto de pensamentos me fizeram fazer algo inacreditável.
Rasguei a roupa dele, deixando o completamente nu no meio da floresta. Tirei o meu membro que latejava de dentro da calça e puxei a cabeça de Leo ao seu encontro.
– Jason me deixem em paz – gritou ele entre os soluços – Socorro
Dei um tapa mais forte em sua face antes de novamente começar um sexo oral forçado. Ele se debatia e eu entocava ainda mais forte quase fazendo-o engasgar. Aquilo não me dava prazer, só aumentava a minha dor.
Joguei-o para o lado analisando a situação, ele caiu de bruços no chão. Antes que ele conseguisse fugir penetrei com força. Ele gritou e eu tampei a sua boca com a minha mão, forcei os movimentos.
Naquele momento eu chorava e soluçava alto. Parei para refletir sobre o que estava fazendo assim que vi o sangue escorrer manchando o meu membro. Me assustei antes de cair em mim. Havia acabado de estuprar Leo.
Ele estava deitado em posição fetal no chão, seu rosto dinha duas marcar vermelhas e seu corpo estava cheio de arranhões.
– Leo me desculpe, e-estava fora de m-mim – disse nervoso me aproximando para ajuda-lo
– Não encosta em mim – disse ele entre os soluços.
Ouvi passos na floresta, quase desmaiei assim que vi Nico e Percy surgirem do Matagal. A cena estava montada Leo deitado no chão ensanguentado e chorando e eu sujo de sangue quase ileso. Percy me olhou incrédulo e Nico correu para ajudar Leo.
– Jason você violentou ele — perguntou Percy entre os dentes, e eu não disse nada.
– Jason você violentou ele – gritou Percy me acertando com um soco, e eu nem sequer reagi, quem sabe dessa vez Percy termina o trabalho da ultima vez acabando com a minha vida.
Ele se aproximou de mim e começou a me agredir, socos chutes, e tapas. Tantos que eu já tinha perdido a conta. Só deixei que ele me batesse. Por um instante pensei que estava morto, porque os golpes pararam, antes fosse.
Agora Percy por cima de mim enquanto com uma mão tentava me sufocar com a outra me desferia vários golpes. Já estava perdendo a consciência quando ouço uma voz feminina.
– Percy, pare você ira mata-lo – gritou Annabeth
– Ele estuprou Leo, esse nojento – Ele gritou
– Ele esta drogado, eu o vi usando cocaína – Gritou novamente.
Já não sentia mais nada.
Eu já não era mais eu.
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