Através de um novo olhar

11 O mais improvável aliado


Notas iniciais
Desculpe pela demora pessoal, eu tive vários problemas pessoais por isso não voltei mas agora vou terminar o que comecei. Boa leitura.

Após estarem todos juntos novamente Jon percebe algo estranho.

— Pessoal vocês não acham estranho o fato de mesmo que tenhamos acabado de descobrir nossos poderes, nós estarmos controlando com tanta facilidade?

—Agora que você falou... É verdade. Lisa você também não tinha controle nenhum a pouco tempo atrás.

—Tem razão Taty. Mas deve ser adrenalina ou o calor da luta.

Alguns segundos de silêncio depois e uma voz vinda da casa ao lado faz com que todos se surpreendam.

—Vocês fazem muito barulho. Porra ainda está cedo.

Um homem de mais ou menos 30 anos negro esbelto vinha com uma bermuda e sem camisa com um copo de uísque na mão esquerda e na direita um cigarro.

Jon fica impressionado com a calma que ele fica ao ver os corpos em torno deles.

—O senhor não viu que nos últimos dias muitos saíram da cidade e que muitas lutas estranhas estão acontecendo?

—Vi sim, mas não é problema meu. Anjos, demônios eles estão sempre lutando.

—O senhor sabe sobre tudo isso?

O homem da uma tragada no cigarro toma um gole do uísque e solta a fumaça pelo nariz e faz um movimento para que Jon chegue mais perto. Quando Jon está a meio metro de distância o homem começa a falar baixo.

Não estou dizendo isso por efeito do álcool e do cigarro.

—Mas você disse...

Antes que possa terminar sua frase em meio a confusão o homem grita.

—CLARO QUE SEI PORRA. COMO EU IA FALAR DESSE JEITO SE NÃO SOUBESSE?!

Jon fica um pouco assustado por conta da surpresa do grito do homem.

—Meu nome é Bruce. Entrem vamos conversar um pouco vocês precisam descansar.

—Não podemos temos que nos apressar. Talvez mais tarde.

—Talvez você consiga chegar lá, mas duvido que suas amigas durem mais de 50 metros no ar.

Jon se espanta e fica curioso de porque ele está dizendo isso e porque ele fala com tanta certeza e autoridade.

—O que você quer dizer com isso?

—Vocês podem conseguir “controlar” ele fez aspas com os dedos enquanto dizia seus poderes, mas não controlam sua energia nem suas almas.

—Como assim?

O homem da a última tragada no cigarro o joga com um peteleco pra longe e puxa de trás da porta um rifle de sniper, todos se abaixam quando ele faz isso, ele da um tiro e Jon olha que ele não mirou neles. Quando ele procura o alvo do tiro ele vê um demônio caindo de uma arvore com a cabeça estourada.

—Vamos entrar é perigoso aqui fora.

Jon, Taty e Lisa entram meio atordoados com o que está acontecendo. Eles vão entrando e Bruce fecha a porta. Ele se dirige a dispensa e move um armário revelando uma porta e uma escada para baixo.

—Desçam na frente. Vou buscar umas coisas e desço logo em seguida.

E assim fizeram depois de descerem o equivalente a três andares de escadas, eles se encontram em um subterrâneo que mais se parecia uma casa, sala quartos cozinha banheiro tudo com mobília bem cuidada. Bruce volta com bebidas e comida e organiza tudo na geladeira e na dispensa que há ali embaixo.

—Como você fez isso?

—Já ouviu falar em apocalipse?

—Quando o mundo vai acabar em grande destruição. Lisa disse meio perturbada com a beleza do lugar.

—Exatamente. Esteja sempre pronto. Nunca se sabe quando vai precisar.

—Mas isso é absurdo. Você tem uma casa de três andares aqui em baixo.

—Dois. Dois andares o terceiro é puro concreto para parecer o alicerce.

Jon fica maravilhado com a seriedade que Bruce diz tudo.

—Você é demais cara. Jon diz não contendo o riso.

—Eu sei.

Bruce começa a preparar alguma coisa para eles comerem.

Todos os quartos tem ar condicionado e banheiro. O Casalzinho pode ficar com a suíte do segundo andar. Você loirinha pode ficar com aquele quarto depois da sala. Eu durmo no sofá.

—O-ok. Mas Bruce como você sabe tanto?

Bruce faz uma pausa como se não quisesse lembrar toma fôlego e começa a contar ainda preparando a comida.

—Como vocês sou filho de seres sobrenaturais. Mas sou o que chamam de “falha de poder”. Meus pais eram anjos, mas eu nasci humano. Não tenho poderes, nenhum. Mas sei como acabar com esses vermes demoníacos do meu jeito.

—Armas?

—Isso aí Lisa. E não precisa ficar com esse ar de “demônios são forte então como você mata eles com armas?” Minhas armas tem traços e ranhuras feitas para fazer os projeteis serem efetivos contra demônios e outras criaturas sobrenaturais.

— E sobre o que você disse que não controlamos nossa energia?

—Calma cara. Eu já ia chegar lá. Quando você tem poderes, você tem três estados, o estado normal ou no caso de vocês o estado humano, o estado transformando ou parcial e o estado completo. No estagio normal você só tem a resistência da sua forma completa, no estado parcial é onde você consegue a força e as vezes alguns poderes do estado completo, por exemplo quando você consegue apenas as asas ou uma arma algo do tipo e o estado completo que é quando você está totalmente transformado.

—E onde a parte de energia e alma entra nisso?

—Calma porra estou explicando. Quando você usa poderes você gasta sua energia que seria sua resistência. Quando seu corpo não agüenta mais você desmaia e isso pode acontecer no meio da batalha. Se por acaso você tentar fazer seu corpo usar energia além da q você possui você “gasta” sua alma, se você esgotar a energia da sua alma você morre.

—Mas quando nossa energia estiver acabando temos que descansar no meio da batalha?

—Não Taty, esse é o ponto onde vocês precisam treinar. Vocês podem usar sentimentos para aumentar sua energia, mas isso é muito limitado.

—Por que?

—Porque mesmo que seu sentimento seja forte seu corpo pode sucumbir ao cansaço. Assim a única alternativa é essa.

Ele joga um embrulho na mesa na frente de Jon. Ao abrir todos tomam um susto, a agenda que contem as memórias de Merlina estava ali com eles. De alguma forma Bruce conseguiu pegar o livro e talvez por isso tivesse mais informações.

— Podem olhar eu sei que já conhecem.

Jon começa a folhear o livro e encontra uma pagina marcada. Onde estava uma técnica para conseguir recobrar a energia durante uma luta.

—Conseguir absorver a energia das coisas?

—Sim, essa é a maneira mais correta. Mas merece cuidado se você não souber absorver a energia corretamente você destrói o que está absorvendo e isso acaba aumentando seu poder e energia.

—Mas isso é bom. Porque aumentar nosso poder seria ruim?

—O PODER CORROMPE.

Todos se assustaram com o grito súbito de Bruce. Ele se demonstrou extremamente com raiva naquele momento.

—Desculpem. Eu me exaltei.

—Tudo bem Bruce.

O jantar é servido eles comem bastante e vão para a sala conversar até que o sono chegue. Lisa é a primeira a ir dormir estava cansada, também não é para menos, eles firam treinando enquanto conversavam. Jon e Taty foram juntos para o quarto do segundo andar se deitar mesmo que não estivessem com sono, apenas para ficarem juntos nem que seja um pouco nesse mundo de confusão e caos que agora eles vivem.

Jon vai tomar um banho e após o banho se deita, Taty vai tomar banho em seguida. Quando estão deitados conversando Taty vira de costas para Jon.

—Vamos dormir de conchinha?

—Bem... É...

Jon estava nervoso mesmo já tendo dormido com Taty na mesma cama o máximo disso foi abraçados. Ele sabia que se ficassem de conchinha não conseguiria não ter uma ereção.

—Vem é só me abraçar por trás.

—OK.

Jon vai com todo o cuidado para que ela não perceba. Quando seu peito toca nas costas dela ela puxa os braços dele de forma que els fiquem colados e Jon não agüente.

—Jon... Isso é o que eu estou pensando?

—De-desculpa.

Jon estava vermelho ele havia tido uma ereção e aí por cima daquele jeito naquela situação. Taty se virou para ele, ela também estava vermelha.

—E-eu pedi de propósito... A conchinha foi de propósito.

Um silêncio constrangedor fica no ar até que Jon puxa Taty e eles começam a se beijar, esse beijo vai esquentando até que nenhum dos dois aguenta mais. Eles tiram a roupa e com cuidado, pois era aprimeira vez de ambos eles começam a fazer sexo.

Enquanto isso no andar de baixo quando o barulho da cama começa a ser ouvido Bruce solta uma risada baixa enquanto repouso seu copo de uísque na mesa.

—Esse garoto é rápido na queda (risadas).

Depois da noite de descanso. Todos se encontram na mesa para o café que Bruce já havia preparado.

—Bom. Delin está na escola, ele fez de lá sua base. Vamos esperar mais uma semana para que consigam controlar por completo seus poderes e também absorver energia.

—Então daqui uma semana é quando tudo vai acabar. Vamos Destruir todos em nosso caminho.

Jon com determinação diz a todos seu plano para aquela semana que se seguia. Mesmo sendo insano todos aceitaram, Bruce foi o primeiro a aceitar.

—Esse plano é insano... Estou dentro. Disse isso enquanto acendia um charuto.

Notas finais
Obrigado por ler, se gostou comente isso ajuda no trabalho de escrever, Obrigado de novo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.