Ouvimos a porta bater.

- Puta que.... — Pronunciou Rafaella.

E logo eu percebi que já tinhamos nos beijado rapidamente e já estávamos longes uma da outra.

Abri a porta e pareciam centenas de pessoas gritando, correndo e entrando na sala, sentando em seus respectivos lugares. E eu, fui para o meu lugar e me sentei. "Mas como assim? Ela aceitou me beijar??" — Me perguntava, com um enorme sorriso nos lábios.

O professor entrou novamente e a aula começou. Olhei bem de levinho para a Rafaella, ela estava ouvindo música e apertando seus lábios com os dedos... Como se estivesse pensando "naquilo" também. Não me contive. Eu ficava olhando para ela todo o minuto que se passava. Eu tinha que respirar... Pensar com mais calma!

- Professor! — Levantei a mão.

- Fala. — Disse ele num tom severo e ignorante.

- Posso ir ao....- Tentava dizer-lhe, mas fui interrompida.

- Pode. — Disse secamente.

Todos olhavam para mim, de cima em baixo, me deixando completamente constrangida. A única pessoa que não olhou foi ela... Por quê? Será que ela estava com vergonha e talvez, nunca mais falaria comigo denovo? Não sei.

Sai em passos lentos e vagarosos, tentando achar o banheiro. Mas na realidade, eu ficava só pensando e pensando, sem nem mesmo procurar alguma coisa. Se fossem professores, as pessoas que me observassem, diriam que eu estava matando aula.

- Tá perdida? — Alguém me gritara do outro lado do pátio, correndo para me alcançar.

- Não.. Quero dizer, sim. — Pronunciei, e quando me virei, era ela.

- Vou te levar lá, rs... Se não se importar, é claro. — Ela disse sem vergonha nenhuma.

- Tudo bem... Não se incomoda, pelo o que eu fiz? — Perguntei, afinal.

- Não... Eu sou... Enfim, gosto de mulheres. — Ela falou pausadamente, com um suspiro no final.

- Hum... — Eu disse, enquanto andávamos. Eu confesso que fiquei um pouco surpresa.. Mas já sabia, já que ela retribuiu o beijo.

- É aqui. — Ela disse.

Paramos em frente á um símbolo feminino, era o banheiro da escola. Porém, só possuía um e éramos duas, irônico, não?

- Pode ir primeiro... Eu não quero usar, só queria esfriar a cabeça. — Eu lhe disse.

- Também não quero ir... Só queria te ver. — Ela falou e meu coração sentiu uma pontada tão forte, parecia que eu ia desmaiar ali mesmo, nos braços dela.

— Me ver? — Perguntei, tentando disfarçar.

- Não só ver... — Ela sorriu, parecia estar com vergonha agora.

- O que, então? — Eu disse inocentemente

Ela não disse nada, por 10 segundos (que eu contei) e então me segurou nos braços e me atirou lá dentro daquele banheiro. Rapidamente trancou as portas e ficamos ali, juntas naquele mesmo suspiro cruzado. E então nos beijamos. Foram longos e duradouros beijos, num acariciamento de corpo e mordidas de lábios.

As coisas foram esquentando, nas passadas de mãos.

- Espera...- Eu disse e logo ela parou.

- Não quer? — Ela perguntou na mesma hora.

- Não é isso... É que... Nunca fiz isso. — Eu falei, entre suspiros e sussurros.

- Pois então vou lhe ensinar! — Ela sorriu e me beijou novamente.

E eu não conseguia parar ela, e nem me parar. Era algo muito intenso, muito bom. Eu gostava daquilo e queria cada vez mais. Meu sangue pulsava, eu queria pegá-la, tocá-la e queria que ela me tocasse também.

Ela retirou minha blusa de uniforme e meu sutiã, começou a acariciar meus peitos e de repente... Os chupou! Sim, isso mesmo! E eu comecei a estremecer, o que era aquilo que eu estava sentindo? Meu deus! Que sensação! Eu não podia parar agora. Eu sentia todos os meus músculos formigarem. Era algo único!

Então, ela fora descendo. Beijava minha barriga e desabotoara a minha calça. Eu sabia que aquele era "o momento." Mas hesitei. Eu conseguia me controlar... Mas ali no banheiro? Eu estava pensando demais em não fazer aquilo... Mas eu queria!

- O que foi? — Ela parou.

- Não sei, Rafaella... — Eu suspirei desapontada.

- Tudo bem, eu paro. — Ela disse abotoando minha calça novamente. E enquanto isso, peguei minha blusa e meu sutiã e os vesti.

- Me desculpa... — Falei totalmente sem graça.

- Tudo bem... Você está com medo! Eu sei, rs. Eu vou esperar o tempo que você precisar. — Ela parecia tão calma e feliz, que eu me senti bem com aquilo.

- Precisamos ir, ou o professor notará nossa falta. — Falei então, encerrando aquele momento constrangedor.

Ela destrancou a porta e então eu segurei suas mãos por trás e me acheguei a ela. Ela se virou e olhou em meus olhos e eu lhe dei um ultimo beijo.

- Vamos. — Eu disse.