Atraída
4 Passaram-se semanas...
... E eu já me sentia em casa, naquela escola. Todos eram meus amigos, eu zoava todo mundo, todo mundo brincava com todo mundo e era muito bom, rs. Como se eu já conhecesse todos ali, há muito tempo! E me aproximei ainda mais da Gabriela. Ela era na verdade minha melhor amiga na escola... Para quem eu contava tudo! E a Rafaella... Bem, depois do incidente do banheiro, acho que me apaixonei por ela. E, talvez, ela por mim.
Era plena segunda-feira e eu acordei cedo, para ir para a escola. Eu ansiava a escola todos os dias... Era a parte mais legal do dia (quando eu não saía para curtir a vida "adoidado", rs). Cheguei e sentei-me no lugar de costume. O dia estava frio e ventos batiam em nossos cabelos, os fazendo dançar conforme o ritmo da chuva.
Rafaella chegou e se assentou do meu lado, me comprimentou com um abraço e um beijo no rosto rápido e foi ouvir a música de costume. Porém, eu estava com tanto sono, que nem percebi que ela estava um tanto diferente aquele dia.
- Megaaaaaaaaan! — Chegou gritando a Gabriela.
- Oi, Gabi. Por quê essa animação toda? — Perguntei meio curiosa.
- Tenho algo para te contar, rs. Mas não sei como contar... Sei lá, eu estava pensando e tudo... — Ela foi falando vagarosamente e eu já estava um tanto desconfiada.
- Fale logo, menina. — Pronunciei.
- Não, haha. Depois te conto... Agora não. — Disse ela, enfim.
— Ta ok, né. — Falei sem entender nada.
Rafaella parecia ouvir música, mas parecia também prestar atenção na conversa. Ela olhava para Gabriela e fazia uma cara de desprezo.... Confesso que eu gostava dessa reação.
O professor chegou e as aulas começaram, uma atrás da outra. E eu e Rafaella não trocamos nenhuma palavra, a aula toda. Até que o último sinal tocou, nos mostrando que era o momento de irmos embora e eu sai da escola em passos lentos e tranquilos.
- Meg! — Alguém gritou, e era Rafaella.
- Oi, Rafa. — pronunciei de volta.
- Quer almoçar lá em casa? — Perguntou sorrindo, como se fosse outra pessoa.
- Ah... Não tenho nada para fazer agora mesmo, rs. — Eu disse com um brilho nos olhos.
- Vamos então! — Ela falou me abraçando e fomos andando para sua casa.
Adentrávamos rua após rua, até chegar num condomínio grande e vistoso. O apartamento dela possuía o número 102 e ao abrir a porta, entramos. Ela possuía um apartamento muito bonito e bem cuidado. Porém, ninguém estava em casa.
- Onde está seus pais? — Perguntei-lhe.
- "Meu pai" — corrigiu ela — Tá trabalhando. Mas ele sempre deixa o almoço pronto. — Falou.
Jogamos nossas mochilas no sofá e comemos um strogonoff delicioso. Assistimos um pouco de seriados na televisão e então, ela fora tomar banho.
Ah, como fiquei atentada à entrar naquele banheiro, rs. Mas, já tive experiências demais em banheiros.
Parecia que ela fazia aquilo só para me provocar. Ela entrou no banheiro e deixou a gretinha da porta aberta, e começou seu banho. Ficou lá por alguns grandes minutos e depois saiu enrolada na toalha.
- Vamos beber? — Me perguntou, completamente molhada e sedutora.
- Rafa... Não sei se é uma boa idéia. — Hesitei.
- Ah, qual é, Meg! Só pra descontrair um pouquinho, rs. — Disse enfim e eu concordei com a cabeça. Eu já sabia a nossa intenção e gostava da idéia.
Ela entrou no quarto e trocou de roupa. Colocou um short e uma blusa comum, seus cabelos penteados e molhados desciam pequenas gotas sobre sua blusa apertada.
Ela então abriu uma garrafa de vodka e deu uma golada só. Eu bebi em seguida e assim fomos, até estarmos completamente bêbadas.
Eu não me lembro muito bem o que aconteceu depois disso. A gente pulava no sofá, nas camas, fazíamos bagunça na cozinha e jogávamos video-game, completamente doidas. Gritávamos e cantávamos músicas. Até que eu caí no chão e ela caiu em cima de mim. Ela levantou o rosto rindo e olhou diretamente nos meus olhos, que estavam meio fechados, meio abertos.
Abri-os completamente e olhei para ela. Nos beijamos, novamente. Eu a segurei nos cabelos e a levantei, fazendo-a ficar em cima de minhas coxas. suas pernas pasasvam sobre toda a minha silhueta e se encontravam lá nas minhas costas.
Ficamos um bom tempo nos beijando, até que eu (quase sem forças) a carreguei e a levantei a levando para a cama dela. A deitei lá, e ali começamos a nos beijar. Ela então me virou e me colocou por baixo, beijando meu pescoço, retirou minha blusa e meu sutiã tão rápido que eu não pude nem perceber. Ela me beijava e eu sentia aquela mesma sensação do banheiro, só que dessa vez, eu não queria parar. Era bom demais para estragar aquilo. Ela então desceu para as minhas calças denovo e as tirou dessa vez. Ela começou a me morder em todos os lugares e arranhar minhas coxas e minha barriga.
- Eu quero te comer. — Ela sussurrou no meu ouvido, e este estremeceu por completo.
- Vai logo. — Eu disse já, completamente excitada.
Ela sorriu e me deu um beijo, descendo depois para a minha parte mais íntima. Retirou minha calcinha e começou a tocar "aquela parte".
Sua mão era macia e ágil, fazendo todo meu corpo estremecer. Eu suspirava e meu coração batia acelerado. Ela foi, foi, foi até que eu não aguentei mais e comecei a gemer.
- Ah... Rafa! — Falei então.
- Seja minha, Meg. Farei tudo o que quiser! — Ela falou, tentando me excitar mais ainda.
Seus dedos foram penetrando e me deixando com muito desejo. Estávamos fazendo sexo! Como pode isso? Minha consciência tentava me parar, mas meu corpo me impedia de sentir algo a não ser prazer.
— Ah, Rafaella!!!!!! — Gritei rindo ,então, e foi até engraçado. Estavamos bêbadas e transando.
- Ok, Meg. Parei, rs. — Ela disse, finalizando o meu orgasmo.
E então eu fechei os olhos e me senti numa montanha russa. Eu respirava e bufava e não conseguia parar de ter aquela sensação. Eu senti lá em baixo, estava tudo molhado.
Rafaella deitou-se do meu lado e começou a rir e não conseguia mais parar. Eu também ria e ficamos ali, um bom tempo.
Que eu me lembre, é isso.
So sei que fechei os olhos e quando acordei, estava deitada na cama dela, de roupa e com os cabelos molhados, como se tivessem me dado um banho.
- MEU DEUS! — Dei um grito assustada.
- O que aconteceu, Megan?? — Rafaella entrou assustada.
- Onde eu estou? Que horas são? O que fizemos??? — Eu tinha inúmeras perguntas, e Rafaella só riu da minha cara.
Ela se sentou do meu lado, me deu um grande beijo e disse:
- Tá tudo bem. Te dei um banho, depois que eu melhorei e você vai dormir aqui hoje. São 19:00 horas e meu pai ligou para o seu pai, tá tudo ajeitado já, rs. — Disse-me ela.
- Uh, não me assusta garota! — Dei um tapa em seu braço e sorri.
- Gostou de hoje? — Ela me perguntou e eu tentava me lembrar.
- Mais do que tudo. — Falei, após lembrar do nosso dia de "amor".
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