Atraída
1 Foi tão rápido...
... Que nem vi seu rosto. Parecia que nos conhecíamos de algum lugar, mas não sabia de onde. Eu simplesmente á vi ali, sentada na arquibancada, sorrindo e confraternizando com os amigos. Senti inveja deles... Eu queria estar ali perto, para observá-la com mais vigor.
Era o primeiro dia de aula, e eu era uma novata. Certamente, eu chamei atenção de todos. Afinal, eu era a única novata de todo o colégio. Mas, tudo bem. Nunca fui tímida, mas também nunca fui oferecida. Sei o meu lugar. E, meu nome é Megan, rs. Tenho 16 anos e mudei de escola por mal comportamento, algo básico nos dias de hoje. Não gosto muito do meu corpo, ele sempre chama atenção de todos. Atualmente, você não pode ter belos seios e uma bela bunda que todos comentam bem e mal de você. Se bem que, sempre é mal, afinal.
Voltando à história, eu não sei o porquê, mas eu sempre gosto de observar as pessoas. Gosto do jeito como se vestem, como falam, como pensam e como agem. E sempre que acho alguém que é do meu "estilo", eu vou até o fim para conquistar aquela pessoa. E naquela , manhã, o primeiro dia após as férias, eu observei aquela garota.
Ela possuía quase a mesma altura que eu e tinha uma beleza única. Olhos castanhos e um sorriso de atrapalhar a visão. Eu nem sabia seu nome, ou muito menos conhecia o seu caráter, mas ela me intrigou. Era como se fosse um mistério que eu deveria resolver. Mas, não queria chegar de cara e já me enturmar... Não sou assim. Eu espero o momento certo e quando esse momento chega, eu conquisto tudo o que quero facilmente.
– Ei, qual seu nome? — Uma estranha chegara do meu lado e perguntara.
– Oi, ah... Meu nome é Megan, prazer! — Sorri, tentando parecer simpática.
– Ah, oi Megan! Prazer, meu nome é Gabriela. Acho que você é a única novata nesse ano, não é? — Disse.
– Creio que sim, rs. Não sei. — Continuava tentando parecer simpática.
– Hum... — Assentiu a garota, e naquele momento ficamos num momento silêncioso desagradável, até que o sinal tocou e ambas se separaram num aceno de mãos.
Rapidamente todos seguiram para suas salas, como de costume, todos os anos os nomes ficavam pregados em um papel e ali, cada um seguia tranquilamente. Mas eu era a maldita novata que não sabia chegar na sala, como de costume. Então uma voz soou tranquila e alegre ao meu ouvido:
– É por aqui novata. — Disse a dona da tal voz.
Aquela voz não me era estranha, uma voz de alegrar qualquer ambiente. Me virei e olhei em seus olhos que pareciam refletir os meus. Era a tal garota da arquibancada!
– Err... Me desculpe, mas, somos da mesma turma? — Perguntei desajeitada.
– Sim novata, me siga e te levarei sem ser empurrada pelos moleques. — Disse delicadamente a menina.
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