Notas iniciais
Peço desculpas pela demora e pelo tamanho do capítulo... Ando meio ocupada e sem inspirações, mas confesso que a história a cada dia se enrola mais! Espero que gostem ^^

O que eu vou fazer?

Pensava comigo mesma... Sem ter respostas. Aquilo martelava na minha cabeça como um preso que tenta sair da cela. Era paixão, atração ou amor? Eu já não sabia de mais nada... Muito menos depois de dormir na casa da Rafaella.

— Você tá bem, Meg? — Me perguntaram.

— Hum? Oi? — Respondi.

— Você ta no mundo da lua! Aconteceu algo? — E sim, era a Gabriela, me importunando e perguntando coisas que não poderia lhe contar.

— Ah, não... Está tudo bem. — Respondi curta e grossa.

— Se não quiser falar comigo é só me avisar... — Ela foi fazendo charme

— Você que até hoje não me contou o que tinha que me contar!! — Respondi fazendo ceninha também.

Ela meio que... Paralisou. Sabe quando a pessoa fica branca de repente e a respiração fica ofegante? Pois bem, ela ficou desse jeito.

— Me espera no final da aula e eu te conto.. — Disse e saiu de perto.

Fiquei meio sem entender o porquê de tanto medo ou ansiedade, mas a aula inteira foi como dias sem ter o que fazer.. Dias de tédio. Demorou quase um século, mas finalmente conseguimos sair dali. Corri para o encontro dela e sorri, perguntando "E então?" E nesse momento, pude ver Rafaella saindo do outro lado, olhou para mim e nem se despediu... Desde que tivemos aquele momento, ficamos um pouco sem graça de conversar... Então estávamos meio distantes. Mas eu preferia isso, porque não queria amá-la... Seria muito doloroso.

— Me siga. — Gabriela disse enquanto íamos para uma pequena rua que tinha perto da escola, eu me perguntava o que era de tão secreto que a gente teria que sair de perto de tudo e de todos para ela me contar, mas ok, fomos para lá.

— Só quero dizer, que antes de você me contar, tenho te achado muito estranha... Parece que você não sabe mais o que.... — Eu estava dando um pequeno discurso para acalmá-la e tudo mais, e de repente.... Puf.

Fui surpreendida com um beijo super inesperado e eu não sabia o que fazer! A Gabriela? Como poderia? Ela parecia ser um tanto que... Super hétero!

Ela me beijou e me prensou contra a parede... Eu não sabia mais o que fazer, mas eu estava gostando... Eu estava descobrindo que me sentia atraída por ela. E então retribui seu beijo. Mas eu já estava um tanto que safada, rs, e comecei a agir. Nossos beijos estavam se intercalando entre respirações ofegantes, chupões e passadas de mão.

As coisas foram esquentando, até que eu à levei para um beco sem saída que tinha naquela rua e então, não sei o porquê, eu enfiei minha mão dentro das calças dela. Mas logo ela colocou a mão e me pediu para parar.

— Gabriela? O que estamos fazendo? — Parecia que ao falar isso, eu havia acordado para a realidade. Era a Gabriela! A minha melhor amiga! Não estava nem um pouco certo essa nossa atitude.

— Eu gosto de você... Desde o primeiro dia de aula. — Ela me falou, um pouco envergonhada.

— Como é? — Fiquei pasma.

Ela não me respondeu. Ficou vermelha demais para responder. Parecia que ela iria chorar ou sei lá o que, mas ela me deu um selinho e saiu correndo. Eu queria correr atrás dela, mas decidi deixá-la pensar melhor. E eu também precisava pensar.

Não era normal gostar de uma amiga, mas sentir atração pela outra? Já estava anormal demais.

Eu fui andando até a esquina da escola, para voltar para a minha casa, eu estava completamente confusa e desorientada. Meus passos pequenos e rápidos mostravam que eu queria sair dali e deitar numa cama e dormir até saber o que fazer. Mas logo, eu cruzei os caminhos de alguém e me dei de cara com esse alguém, o que me fez cair no chão.

Envergonhada me levantei, pegando a mochila e clamando por desculpas, mas logo vi quem era... E não gostei do que vi.

— Prazer! — Disse.

— Ah, eu te conheço, rs. Você é a tal da Jennifer, não é? — Perguntei.

— "A tal", rs. Sim... Sou eu. — Ela respondeu.

Jennifer. A irmã da Rafaella. (Só para sentirem o drama).

— Quer uma ajuda aí? Parece estar nervosa... Aconteceu alguma coisa? — Jennifer me perguntou... Até parecia interessada no assunto.

— Ah não... Ta tudo bem... É só que sou uma desastrada mesmo, rs. — Respondi, queria parecer educada, mesmo com quem eu não fosse muito com a cara.

— Venha, te levo pra sua casa de moto, já que é a amiga da minha irmã. — Falou enquanto colocava o capacete.

Adivinhem o que eu fiz? Sim, eu subi na moto e fui com ela.