Atração Perigosa
8 Cada um paga o que deve
Notas iniciais
No PV Jacob, no final do capítulo anterior:
Calcei minha meia, e sai daquele lugar vendo que os outros ainda estavam na quadra e vendo todos os guardar com a atenção voltada pra lá, caminhei em direção aos outros. Sentei-me e fiquei olhando aquele jogo. Bom eu não menti, queria conversar com ele, só que também matá-lo depois.
PV Jacob
Quando acabou o banho de sol, os policiais fizeram os procedimentos de costume e nos acompanharam até a nossa cela. Começaram então a fazer a contagem padrão do número de detentos e pela movimentação que se seguiu, com certeza constataram que faltava um. Não demorou mais que quarenta minutos para que as sirenes soassem sem parar. Eles tinham descoberto o corpo. Depois disso
levou pouco tempo para que me buscassem em minha cela e me levassem para ter uma conversa com o diretor da penitenciária.
Ele estava sentado rodeado por policiais e detetives, e logo que eu entrei na sala já começaram a falar sobre o assassinato do cagüeta e queriam que eu confessasse o crime de qualquer maneira. Fizeram pressão psicológica para que eu confessasse o crime, tentaram
por vários meios, mas eu não falaria nunca. Só não me torturam porque como eu estou sob a custódia do Estado, eles sabiam que não podiam fazer isso sem serem punidos pela lei dos Direitos Humanos.
_É melhor você confessar que matou o Riley, Black. Ficamos sabendo que você estava conversando com ele no pátio. – o
Diretor tentava me persuadir a falar alguma coisa e acabar me entregando de algum jeito. Esses caras eram otários se achavam que eu iria me entregar de alguma maneira.
_É proibido conversar com um colega de prisão? Que eu saiba conversar não é crime.
_Não banque o engraçadinho Black. Não adianta tentar esconder, vamos descobrir a verdade de um jeito ou de outro.
_Diretor, eu sempre tive um bom comportamento desde que cheguei aqui, nunca me meti em nenhuma confusão e sempre fiquei quieto no meu canto cumprindo a minha pena. O senhor acha que
justo agora que eu estou quase conseguindo a minha condicional eu iria fazer uma coisa dessas? – ele olhou pra mim desconfiado.
_Tudo bem, já que você não quer cooperar pode ir para a sua cela. Mas fique sabendo que vamos achar provas de que foi você o autor de crime, então acho que não precisa contar com a essa condicional.
Levaram-me de volta a cela. Sentei-me na cama e comecei a pensar novamente em tudo pra ver se tinha deixado escapar algum detalhe, pois eles não podiam de forma nenhuma conseguir alguma prova da minha culpa. Se eles descobrissem esse assassinato, eu estava bem fodido. Sam me olhava atentamente, me analisando desde que eu cheguei e demorou alguns minutos até que ele resolveu puxar conversa comigo.
_Black, quero falar com você.
_Agora não é uma boa hora Sam.
_Eu sei que você matou o cara. – sua voz soou segura e eu o encarei surpreso – Fiquei observando você e vi quando você e o Riley entraram naquele beco, e depois de alguns minutos apenas você saiu
de lá. – ele me olhava sério.
_Pode provar isso? – levantei da cama ficando cara a cara com ele.
_Creio que a única coisa que eles querem pra te ferrar de vez é um depoimento como esse e uma testemunha chave como eu.
Olhei bem pra ele analisando todas as minhas alternativas, talvez ele estivesse jogando e não tivesse visto nada, mas também poderia ser que não. Eu poderia matá-lo e acabar com essa possível
testemunha, mas se eu fizesse isso não teria volta, porque só havia nós dois nessa cela e eles teriam certeza que eu tinha cometido os dois crimes. Continuei uns segundos parado, olhando pra ele e ponderando sobre as minhas possibilidades. Com certeza eu já não iria ter a condicional. Talvez a melhor maneira seria eu dar cabo do Sam também e tentar sair daqui do meu jeito.
...
Depois de dois dias do prazo do Juiz, novamente aqui estava eu de volta ao Fórum para enfim escutar a sentença. Renesmee havia chegado esta manhã na penitenciária sexy como sempre e
explodindo de raiva, pronta para jogar todo o processo pelos ares, mas me
aproveitando do ponto fraco dela, consegui dar a voltar por cima. A doutora ainda era a minha advogada e o melhor, com a aposta que eu tinha conseguido firmar com ela, iria ter o que eu mais desejava dela: Sexo. Ela pagaria por cada um desses dias que ela me fez desejá-la, pagaria caro por todas as vezes que meu pau duro doía e eu tinha que me aliviar dentro daquele banheiro de prisão, e pelas vezes que acordava com o saco doendo pelos sonhos lascivos que tinha com ela. E isso não seria nenhum sacrifício para ela, mas tinhosa como era, nunca daria o braço a torcer, então o melhor a fazer seria incentivá-la a realizar o que nós dois desejávamos. Sim, nós dois, porque eu sabia que a atração entre nós era uma via de mão dupla. Eu havia apostado todas as minhas
cartas que iria ganhar esse benefício, mas apesar disso eu estava nervoso. Na verdade, eu estava ansioso pra escutar a sentença do Juiz e torcendo pela minha vitória, tanto para me ver livre daquele inferno de lugar. E melhor do que isso seria cobrar a minha parte do trato com a minha advogada. Um jantar com Renesmee, esse seria o início do caminho que levaria ela direto a minha cama. Nesta mesma noite.
Ela já estava lá, como sempre altiva e mantendo-se distante de mim. Fingindo que a minha presença importava pouco pra ela, mas isso eu iria mudar bem rápido. Renesmee olhava pra mim com
superioridade, tendo plena certeza de que ganharia a aposta que fizemos.
Ingênua! No momento que eu colocasse meus pés fora da prisão, eu iria domar essa fera e colocá-la no cabresto.
Eu tinha certeza que ganharia a condicional antes, mas depois do meu crime esse benefício parecia um tanto quanto distante. Mesmo arriscando todas as minhas fichas na vitória, agora ali no tribunal, com o promotor de um lado, minha advogada presente e o Juiz na minha frente se preparando para dar o veredicto, tudo parecia meio incerto.
_Boa tarde senhores presentes. – o Juiz começou. – Estamos aqui para dar o veredicto final sobre o julgamento do pedido do benefício de livramento que foi requerido pela advogada Renesmee
Cullen, ao apenado Jacob Black. O livramento Condicional é a denominação dada ao benefício ou á concessão feita ao condenado para que fique livre da prisão a que estava sujeito antes do término da pena. Como o condenado preencheu os requisitos objetivos e subjetivos que constam nos termos, tais como avaliação psicológica de acordo, bom comportamento na prisão e como suas acusações são incongruentes e tácitas de confirmação. – olhei pra Renesmee que estava com os olhos esbugalhados, totalmente surpresa. – Como o apenado cumpre pena privativa de liberdade superior a um ano e três meses e inexiste nos autos indicação de danos materiais a serem reparados. – ela balançava a cabeça parecendo não compreender o que o Juiz dizia. – Nos termos da Constituição dos Estados Unidos e da Lei de Execução Penal do Estado de Nova Yorque, eu como Juiz designado para julgar este processo, declaro que os requisitos subjetivos são favoráveis para que se conceda o benefício. De acordo com a lei máxima deste país e o poder dela a mim outorgado concedo a Jacob Black, referente ao processo 789.4589.45879.156.-9 nesta comarca a liberdade condicional.
_O quê??? – uma Renesmee aflita levantou-se da cadeira quase gritando, fazendo todos na sala voltarem os olhos a ela.
O Juiz olhou para ela e abaixou os óculos. _O que disse Dra. Cullen?
Ela respirou fundo uma, duas, três vezes e voltou a falar, adotando novamente a postura controlada de advogada.
_Desculpe Meritíssimo, não entendi bem. O senhor disse que foi concedida a liberdade condicional ao meu cliente?
_Sim, foi exatamente isso o quê eu disse. – o Juiz respondeu indulgente. – Algum problema?
Ela olhou para os lados, balançou negativamente a cabeça e respondeu antes de se sentar. _Não senhor.
_Ótimo. Vou terminar de ler a sentença.
Enfim eu estaria livre para sair da prisão e voltar para minha vida normal: Pegar mulheres e comandar o tráfico. Mas antes disso eu tinha um assunto para resolver com a minha advogada e claro que o nosso assunto se resolveria na cama. Eu precisava de paz mental para
voltar a ser o Black de sempre e isso era difícil, enquanto eu pensasse o tempo inteiro em trepar com Renesmee. Necessito acabar com essa tensão sexual que existia entre nós e isso seria muito bem trabalhado entre quatro paredes durante uma noite inteira fodendo-a, e essa noite seria depois do nosso “amistoso jantar”. Lambi os lábios já pensando em como eu iria desfrutar de toda aquela mulher. Renesmee voltou os olhos para mim, não sei se devido à força de meu pensamento com ela e eu a encarei de volta sorrindo, prometendo com aquele sorriso que ela não iria me escapar. Ela estava literalmente fodida comigo.
_Com efeito são preenchidos os requisitos legais para a concessão do livramento condicional. – o Juiz continuou com a leitura da sentença, me tirando dos meus pensamentos. Eu e Renesmee voltamos nossa atenção a ele para escutar tudo o quê o mesmo dizia. – Estabeleço que o período de prova estenderá dentro de seis meses e se não houver nada mais de indício que comprove algum crime, o senhor Jacob Black ganhará o alvará de soltura e será um homem livre. No entanto durante esse período de seis meses, imponho ao beneficiado as seguintes obrigações:
1º- Estando apto para o trabalho, o beneficiado deverá em 30 dias comprovar labor lícito;
2º- Comparecer a juízo, trimestralmente para informar e justificar as suas atividades;
3º- Não se ausentar ou mudar de comarca sem autorização judicial;
4º- Recolher-se, todos os dias, à sua moradia até às 22:30, salvo motivo de trabalho noturno, devidamente comprovado;
5º- Informar ao Juiz de execução qualquer mudança de endereço.
_Lembrando ao beneficiário que de acordo com a lei, esta liberdade condicional pode ser revogada a qualquer momento por crime cometido durante a vigência do beneficio ou por crime anterior devidamente comprovado de acordo com a lei. O Juiz poderá revogar o
livramento se o liberado deixar de cumprir quaisquer umas das obrigações
constantes na sentença ou for irrecorrivelmente condenado por crime ou
contravenção a pena que não seja privativa de liberdade. Expeça a Carta de livramento com a cópia integral da sentença em duas vias, remetendo-se à autoridade administrativa incumbida da execução e outra ao Conselho Penitenciário. Expeça-se Alvará de Soltura, constando o livramento condicional, que se refere à condenação n.º 789.888.9996.00000. Fica claro que eventuais mandados de prisão referentes a este processo deverão ser baixados. – Renesmee abriu a boca num perfeito “O”, enquanto olhava para o Juiz incrédula.
Então era isso, eu havia ganhado. Estava livre, uma liberdade com algumas restrições, mas pelo menos eu tinha meu direito de ir e vir novamente em sociedade. Renesmee permanecia parada ainda no mesmo local completamente perdida, nem parecia que havia ganho seu primeiro caso, parte do dinheiro que ela precisava e em conseqüência ganharia também o respeito dentro da renomada Volturi. Ela continuou sentada e cabisbaixa, perdida em seus próprios pensamentos, pelo jeito ela realmente não pensava em ganhar o caso e claro perder a aposta comigo. E tudo isso graças a Sam, se não fosse por ele com toda certeza eu estaria escutando agora sobre o meu próximo julgamento por homicídio ao invés de ganhar a liberdade. Posso ser um bandido, mas eu tinha palavra e cumpriria a minha com Sam.
Flash Back on
_Black, quero falar com você.
_Agora não é uma boa hora Sam.
_Eu sei que você matou o cara. – sua voz soou segura e eu o encarei surpreso –
Fiquei observando você e vi quando você e o Riley entraram naquele beco, e depois de alguns minutos apenas você saiu de lá. – ele me olhava sério.
_Pode provar isso? — levantei da cama ficando cara a cara com ele.
_Creio que a única coisa que eles querem pra te ferrar de vez é um depoimento como esse e uma testemunha chave como eu.
Voei pra cima dele e segurei-o pela camiseta suspendendo seu corpo e encostando-o contra a parede.
_Você quer o quê com isso? Ele me cagüetou e agora vai pra debaixo da terra encher a boca de formigas, enquanto os vermes devoram o seu corpo. Você quer o mesmo pra você? Hã??
_Não. Quero assumir o crime por você.
_Como é que é? – acho que não tinha ouvido direito.
_Vou dizer que fui eu quem matou o cara e sua ficha fica limpa nesse assunto.
_E por que faria isso? – afrouxei um pouco as mãos da camiseta, de modo que os pés dele tocassem o chão, mas não o soltei. – Nem somos amigos.
_Não vou fazer isso de graça, Black.
_Vai me chantagear é Sam? – apertei meus olhos, olhando bem pra ele.
_Não. Quero fazer uma troca. Assumo esse crime no seu lugar e em troca você manda dinheiro pra minha mulher.
Comecei a rir, soltando ele de vez. No fim tudo sempre se resumia em alguma mulher. Por isso mulheres não valiam à pena, a gente tinha que usar e não se apegar.
_Cara, você é um otário mesmo. Se você assumir esse crime vai ficar preso aqui, sabe lá quanto tempo e quer deixar sua mulher no bem bom. – balancei a cabeça olhando pra ele. Homem apaixonado é tão patético. – Vai querer que eu cuide dela pra você também – agora foi ele que segurou a minha camisa.
_Olha aqui Black, não me meto com você e você não se meta com a minha família.
_Me solta Sam. – rugi tirando as mãos dele de cima de mim. – Não quero nada com sua mulher. – ficamos nos encarando por um tempo.
_E aí temos um trato? – ele me perguntou meio desconfiado.
_Por que quer fazer isso, cara? Vai se ferrar só pra dar vida boa a uma mulher?
_Não é só uma mulher. É a mulher que eu amo. E desde quando ela se envolveu comigo, só tem passado dificuldades. Só sabe trabalhar de casa em casa como faxineira, ser despejada por não pagar
aluguel, passar fome, enquanto eu só fiz merda e estou trancado aqui. Eu estou pagando por tudo que eu fiz de errado aos olhos da lei, mas o que eu faço ela passar, não vou conseguir pagar nunca. – isso eu não iria entender nunca. Jamais amei alguém e nunca iria cair na besteira de cair de quatro por mulher nenhuma. – E, além disso, temos um filho, Miguel tem oito anos e não me conhece, exceto por foto. Fui preso quando Emily tinha acabado de descobrir que estava grávida e nunca deixei que ela o trouxesse aqui. Não quero que ele seja criminoso como o pai. – olhei pra ele com pena.
_Isso não vai dar certo Sam, não tem nada que aponte para você. Eles não vão acreditar.
_Aí você se engana Black, o Riley já foi meu comparsa em alguns crimes, até nossa parceria terminar comigo arrebentando ele. Eu bati tanto naquele trapaceiro de uma figa que ele foi parar direto num hospital e demorou algum tempo pra sair. É só eu contar sobre o nosso desafeto e como a raiva me subiu quando o vi aqui, digo que não resisti
e que amarrei meu cadarço no pescoço dele e apertei até ele parar de se mexer. Então, acho que vão acreditar sim.
Olhei pra ele divertido. Se a gente combinasse essa história direitinho, acho que isso iria dar certo.
_Trato feito Sam. Não se preocupe com sua mulher e seu filho, vou mandar dinheiro para eles todo o mês até o fim da minha vida. E ainda vou colocar um advogado pra te tirar desse buraco. Tem a minha palavra. – estendi a minha mão a ele que apertou selando nosso acordo.
_Importa apenas a minha família, não se preocupe comigo Black.
_Eu nunca me esqueço de quem me ajuda.
Flash Back off
Soltaram minhas algemas e o Juiz me chamou para mais perto, para assinar os documentos. Ao terminar de assinar, ele me deu os parabéns pela liberdade, me reafirmou que teria que cumprir tudo o que me havia sido sentenciado e me entregou uma cópia da carta de livramento condicional, a qual eu teria que manter sempre comigo,
até conseguir o alvará de soltura e ficar livre definitivamente. Enquanto todos saíam do tribunal, Renesmee continuava sentada alheia a tudo. Um guarda me entregou as minhas coisas e saiu, restando apenas eu e minha advogada naquele local. Dirigi-me até ela, parando em sua frente.
_Então acho que agora é a hora em que eu agradeço. – disse a ela, que levantou a cabeça e olhou pra mim por um momento antes de falar.
_Como conseguiu?
_Não fui eu. Foi você. Você quem fez a minha defesa.
_Você sabia, não sabia? – ela balançou a cabeça. – Claro, sabia que ganharia.
_Depois da sua brilhante defesa, claro que eu tinha certeza que ganharia a condicional.
_Seja claro Black, tinha tudo planejado. Sabia que não conseguiriam provar nada contra você sobre o assassinato de Riley Beens.
_Sim, porque não há nada para ser provado.
_Tudo bem então. Por fim conseguiu o que queria, está livre.
_Você também conseguiu o que queria, ganhou o caso.
_No fim, já não tinha tanta certeza se queria ganhar esse caso.
_Bem, quero saber se é uma pessoa de palavra, perdeu a aposta que fez comigo.
_Sempre honro com a minha palavra.
_Então te vejo sexta-feira às 20 hs.
_Mas isso, já é amanhã???
_Exatamente, costumo cobrar as minhas dívidas bem rápido. E não se preocupe, que eu pego você em sua casa. Até lá. – virei às costas já saindo.
_Não precisa. É só me dar o endereço do restaurante que eu vou e...
_Te pego às 20 hs, na sua casa. – falei saindo do tribunal, não dando tempo dela contestar mais nada.
Eu não podia dar nenhuma chance para Renesmee pensar e aproveitei o momento que ela ainda estava frágil e tentava entender como eu tinha conseguido para que não descobrissem nada, pra atacar.
Saí pela porta do Fórum, respirando o ar poluído de NY e me sentindo bem. Como esse mundo é injusto, os culpados são livres e vários inocentes são condenados todos os dias. Essa é a lei da selva, que se aplica em qualquer lugar: Só os mais fortes sobrevivem. E eu sempre iria garantir de estar por cima nesse sistema podre para assim garantir a minha sobrevivência.
Avistei Collin, encostado em um carro e me dirigi até ele, que veio me cumprimentar muito sorridente. Entrei no carro, pronto para retomar minha vida, mas durante todo o caminho de volta até o Galpão, eu ainda continuava ansioso. Amanhã eu resolveria isso.
Amanhã Renesmee... Amanhã você não me escapa.
PV Renesmee
Saí daquela penitenciária bem melhor do que havia chegado. Eu tinha plena confiança que ganharia aquela aposta ridícula com o cretino do Black, mas era estranho, pois mesmo com todos os
indícios apontando para ele, o mesmo parecia muito seguro que ganharia. Mas não havia como, tudo apontava contra ele no caso do assassinato e o nome dele estava estampado em todos os jornais como o autor do crime. Eu não sei como ainda conseguia me surpreender com tipos como ele, o calhorda tinha me investigado!! Mas como??? Não seja idiota Renesmee, o bandido é o chefe de alguma quadrilha e tem um monte de capangas pra fazer tudo pra ele, certeza que ele a essa altura tinha buscado tudo sobre a minha vida. Ele sempre conseguia me tirar do sério e me deixar com raiva, por mais que eu me esforçasse por manter-me indiferente, ele conseguia me desarmar. Hoje à tarde tudo isso já não teria mais importância, eu perderia o caso e Aro iria colocar outro advogado
para continuar a cargo do processo, e nunca mais o veria novamente. Mas como é bonito o maldito, e aquele cheiro... Foco Renesmee, não vá por aí.
Resolvi ir olhar meu novo apartamento para ocupar a mente até chegar a hora de ir ao Fórum e encontrei um que me agradava bastante num bairro familiar em NY, tinha dois quartos, sendo um com suíte, um banheiro, sala e cozinha conjugada. O preço do aluguel era bom
e o tamanho também. Fiz o contrato de locação com o dono e avisei que me mudaria nesse mesmo final de semana. Como demorei um pouco mais do que o previsto, almocei pelas redondezas mesmo, conheci um restaurante pequeno e confortável, bem perto do meu novo apartamento. Voltei pra casa, a fim de me preparar para o desfecho de meu primeiro caso oficial como advogada e que no final eu sairia perdendo, e fui para o Fórum.
Cheguei ao Tribunal e me acomodei na mesa destinada à defesa, e olhei as pessoas ao redor. A sala já estava fechada e seriam poucas as pessoas que participariam do fim do processo. Estávamos
apenas eu, o Juiz, o promotor do caso e dois policiais. Não demorou muito para o Juiz chamar o mais interessado no caso. Jacob Black entrou escoltado por um policial e sentou-se em seu lugar. Não me cumprimentou como da última vez, tão pouco deixou a pose soberba de lado, olhava a todos com a cabeça erguida.
O Juiz deu andamento ao processo, começando com toda a introdução de praxe e eu estava só esperando o veredicto final para sair dali, e não olhar pra aquela cara cínica do Black nunca mais, mas quando o Juiz iniciou a leitura da sentença eu entrei em choque. Ele foi falando
e pelo que o mesmo dizia, Black por mais incrível que pareça, ganharia a
condicional. Mas como podia ser??? Tudo seguia contra ele, não havia como ele escapar ileso da culpa por esse assassinato. Havia??? Aquele homem devia ter muitos truques na manga realmente. Eu tinha certeza que ele matou o tal do Riley, Jacob tinha ódio dele e o seu desejo por vingança não havia passado despercebido por mim nas poucas conversas que nós tivemos. Do jeito que ele era frio, não ia deixar a oportunidade passar. E, no entanto o Juiz terminava por conceder o privilégio de liberdade condicional a esse sujeito e pelo jeito nada tinha sido provado contra ele. Esse Black realmente era muito esperto, a polícia estava a anos o investigando e nada, nenhuma prova mais consistente que
conseguisse trancafiá-lo de vez numa penitenciária. E eu muito tola, acreditei que ele não ganharia a aposta que fizemos. Burra!!! Ele já devia estar com tudo armado quando eu cheguei à penitenciária esta manhã, por isso aquela segurança toda. Assim que o Juiz deu a palavra
final sobre o caso, minha vista nublou e o sangue ferveu.
_O quê??? – não vi a hora que me levantei nervosa e praticamente gritando.
_O que disse Dra. Cullen? – o Juiz olhou pra mim já me
advertindo pelo comportamento indecoroso dentro do Tribunal.
Respirei fundo, tentando engolir o meu orgulho. Minha
vontade era de dizer: O senhor está louco?? Não vê que ele é um bandido
perigoso que vai continuar cometendo crimes ao sair da prisão?? Até matou um homem ontem! Mas o que eu podia falar sendo que eu própria sou a advogada do sujeito??? Sendo que eu estava ali só para defendê-lo. E, além disso, não podia fazer uma cena bem ali em frente ao Juiz e acabar com a toda a minha carreira, e com o nome Cullen no ramo de Direito.
_Desculpe Meritíssimo, não entendi bem. – me recompus e
abaixei o tom de voz. – O senhor disse que foi concedida a liberdade
condicional ao meu cliente?
_Sim, foi exatamente isso o que eu disse. – o Juiz respondeu indulgente. _Algum problema?
_Não senhor. – respondi já me sentando. Abaixei a cabeça, eu havia ganhado e perdido ao mesmo tempo.
_Ótimo. Vou terminar de ler a sentença.
Então era isso?! Eu havia ganhado meu primeiro caso? E por que aquilo não me parecia tão bom? Ah sim, porque eu, muito estúpida, fiz uma aposta marcando um encontro com um bandido frio e
perigoso, lindo e extremante sexy como se isso já não fosse o bastante, fazia meu corpo arder e meu sexo latejar, sempre que eu estava na sua presença. Argh!!!! Como fui estúpida!!! Como não vi que era tudo um jogo premeditado? Mas como eu veria se tudo estava contra ele?! TUDO! Olhei para Jacob e notei o sorriso de vitória estampado em seu rosto, seus olhos estavam cravados em mim e ardiam com o mesmo brilho que teria um lobo ao avistar um carneiro.
Desconectamos o olhar um do outro assim que o Juiz prosseguiu com a leitura de toda a sentença, falando todas as condições que Jacob teria que acatar para que continuasse com o benefício da
condicional e depois pudesse ganhar o alvará de soltura. Eram os requisitos normais que o Juiz imporia mediante o caso e eu não estava prestando muita atenção ao que ele falava. Meus pensamentos voavam longe pensando em como podia ter planejado tudo, depois eu podia pegar o seu processo e ler mais calmamente tudo o que o Juiz sentenciava pra ele. Eu simplesmente não conseguia entender como ele havia conseguido se livrar das suspeitas e acusações, deveria ter sido um plano muito inteligente, sim porque para ganhar esse benefício aqui hoje, não poderia ter sequer uma dúvida de que ele podia ter cometido o crime que
falava os jornais ontem.
Eu fui muito impulsiva e agi sem pensar ao concordar com aquela aposta idiota. Meu pai sempre falava que eu deveria parar de ser tão lógica e confiar mais na minha intuição, e talvez se eu tivesse feito isso não estaria nessa situação, porque algo dentro de mim gritava que havia alguma coisa errada e eu não quis dar ouvidos.
O Juiz terminou de ler toda a sentença e o promotor se encaminhou até a mim, para me cumprimentar pelo caso, apertei a mão dele a apenas dei um leve aceno de cabeça ainda fora do ar. Permaneci sentada à mesa, analisando como e quando o Black havia se safado
dessa, a minha mente funcionava apenas analiticamente e por Deus que de um jeito ou de outro ainda descobriria.
Não vi que todos já haviam saído até que Jacob se colocou em minha frente, fingindo de agradecido e querendo me convencer que eu sozinha havia ganhado o processo. Eu era realista de saber que a minha defesa havia sido brilhante, mas não era tola por pensar que ele era
inocente. Tentei inutilmente persuadi-lo a me contar como não havia sido
incriminado pelo assassinato de Riley, mas ele saiu pela tangente e
desconversou. Ele não me deu tempo de raciocinar e foi logo já cobrando a sua parte no nosso acordo, e não me surpreendia nem um pouco saber que ele sabia onde eu morava, depois de toda a investigação que havia feito sobre mim. Acabou nossa conversa com o encontro marcado para amanhã à noite e que Deus me ajudasse!
…
Acordei tarde depois da comemoração a qual me arrastaram Claire e Bree, ontem à noite. No escritório todos haviam me parabenizado pela vitória em meu primeiro caso. Dr. Aro ficou muito satisfeito e um pouco surpreso de uma advogada inexperiente ganhar um caso tão
difícil, e disse que o promotor do caso elogiou bastante o meu desempenho na defesa. Como prova de seu contentamento meu chefe, além do meu salário e da porcentagem combinada, que era paga a cada o caso, também me deu um bônus como incentivo. Com isso Bree e Claire se juntaram para me levar a um bar numa noite só para meninas, como elas disseram. Enquanto bebíamos e conversávamos bobagens Claire confessou que estava louca por Quil e que se ele não agisse logo iria
agarrá-lo no corredor da empresa, arrancando várias gargalhadas nossas. Bree falou sobre um rapaz que estava saindo e de como ele era maravilhoso na cama, e no meio de todas essas confissões acabei caindo na burrada de falar de minha aposta com meu cliente e contando todo o caso, o qual Claire com a boca muito grande foi comentar com a minha prima o quanto ele é bonito e que eu sentia uma atração por ele, que neguei veemente. Elas me pressionaram tanto que acabei por confirmar que sim, o achava muito bonito e atraente, mas que o jeito dele me
enfurecia e o odiava com todas as minhas forças. Elas não paravam de falar que eu estava louca por cair naqueles braços fortes e de falar gracinhas de como um homem como aquele seria na cama. Mas eu afirmei a elas que os únicos braços que eu queria cair eram os de Alec.
Já eram 19h50min e eu estava com um vestido preto de gola alta de comprimento médio, todo fechado na frente, mas com um decote atrás que deixava as costas completamente expostas, coloquei uma sandália roxa com salto agulha e deixei meus cabelos soltos. Terminei com uma maquiagem leve, mas que valorizava bem meus olhos. Meus pais haviam ido para a casa de Tio Emmett jantar lá, e Bree havia vindo aqui pra casa e insistido bastante em me ajudar na produção. Eu não queria me arrumar muito, mas com toda aquela conversa de estudante de moda, ela me fez de cobaia e conseguiu me colocar do jeito que ela queria, sempre que eu falava alguma coisa, ela dizia que a gente devia se arrumar sempre para qualquer ocasião, principalmente para se encontrar com a reencarnação de um Deus pagão do pecado como tinha dito Claire a ela.
Às 20 hs em ponto, escutei um carro estacionar na porta
de casa e logo a campainha soar. Bree foi correndo na porta pra abrir, pois a curiosidade em ver Jacob era muita, ela ficou paralisada olhando pra ele como uma retardada até o Black falar com ela tirando-a do transe. Nem me dignei a apresentá-los e dirigi-me até eles, tirando a Bree daquela situação constrangedora a qual eu não poderia nem condená-la, pois o maldito estava arrumado para causar enfarte. Usava uma calça esporte fino preta, com um blazer da mesma cor e por dentro uma camisa fina e muito justa de gola V, branca que marcava todo o peitoral e abdômen. Estava muito mais bonito do que eu me lembrava, e aqueles olhos negros de estremecer me olhavam de um modo que deveria ser contra a lei. Jacob notou o modo como eu o olhava também e sorriu, me fazendo esquentar por dentro numa onda de calor que me fez umedecer na hora. Ele estava insuportavelmente lindo e sabia disso.
Dei um aceno de cabeça, sem dizer nada a ele e me despedi de Bree já saindo pela porta e me deparando com um Gran Coupê da BMW preto. O carro era a cara do Black lindo de morrer e intimidante. Jacob também se despediu de Bree e foi até o carro abrir a porta para que eu entrasse, como um cavalheiro que eu sabia que ele não era. Mas antes de entrar no carro, ele me parou segurando em minha mão e a levou a boca, beijando-a em seguida. Surpreendi-me com a sua atitude e minha pela queimou naquele lugar. Ainda não havia me acostumado com as reações do meu corpo quando estava perto dele.
_Está linda, fica muito melhor sem o tailler habitual.
_Não finja ser o que você não é, Black. Estou aqui para
pagar o que devo, então não precisamos fingir que somos amigos.
Entrei no carro sem esperar nenhuma resposta, então ele
fechou a porta e deu a volta, logo entrando no carro. Enquanto eu ajeitava o cinto de segurança ele se aproximou de mim no banco, colocando as mãos de cada lado do meu banco, quando me virei de frente ele já estava falando bem próximo a meu rosto.
_Eu sei que está aqui só para pagar sua parte no trato,
mas vamos fazer assim, uma noite amigável, ok? Não sou seu amigo e nem quero ser, mas acho que uma noite com um diálogo amistoso entre nós é melhor do que uma noite com brigas e provocações. O que acha?
Pensei um segundo e decidi que ele estava certo. Era só
uma noite que não iria se repetir e não teria porque ficar guerreando.
_Tudo bem, mas só por essa noite.
_A propósito, gosto bem mais do seu cabelo solto desse
jeito.
_Se soubesse teria ficado com ele preso como de costume.
– ele sorriu de lado e saiu com o carro.
Era ameaçador estar sozinha naquele carro com ele, eu era
totalmente consciente de toda força e calor que emanava do corpo de Jacob. Seu cheiro estava por todo o carro, me entorpecendo os sentidos e não vi a hora que o pedi para aumentar o nível do ar condicionado.
_Está sentindo muito calor Renesmee? – ele perguntou
malicioso.
_Não, não estou com calor. Só acho que está abafado aqui
dentro. – respondi ríspida.
Ficamos em silêncio o restante do percurso até que
chegamos a um dos melhores e mais sofisticados restaurantes de NY. Quando chegamos ao lugar, o maitre nos levou até uma mesa num lugar afastado e reservado. Jacob afastou a cadeira para que eu sentasse e deu a volta na mesa, sentando-se em minha frente, ele era tão grande que eu me sentia rodeada por ele. O garçom se aproximou de nós, entregando o cardápio.
_Desejam fazer o pedido agora? – O garçom perguntou e
Jacob olhou pra mim.
_Quero um vinho branco seco. – resolvi beber alguma coisa
leve e só uma taça de vinho não faria mal.
_Para mim uma dose de Blue Label, só com gelo.
_Claro. Com licença. – o garçom saiu e ficamos nós dois.
Ele me olhava profundamente. E eu não tinha sequer noção de algum assunto para conversar.
_Então Renesmee, seu noivo não se importou que você se
encontrasse comigo?
_Não é noivo. Ainda. Mas acredito que saiba disso não? E
Alec não se interpõe com os assuntos do meu trabalho.
_Mas este não é um assunto do seu trabalho. Como
combinamos antes, esse encontro não tem nada de profissional.
_Que seja.
O garçom chegou trazendo as bebidas e perguntando se já
tínhamos escolhido o jantar. Optei por pedir uma massa com frutos do mar e Jacob pediu carneiro assado com molho de especiarias, acompanhado por arroz branco e batatas.
_Mas então seu namorado não se importou? – voltou-se pra
mim novamente, assim o garçom nos deixou a sós.
_Não. – menti, não havia contado a Alec que iria pagar
uma aposta saindo com um homem perigoso como aquele, na realidade, quem sabia era apenas Claire e Bree.
_Ah, então ele sabe que está comigo.
_Jacob, Alec sabe tudo de minha vida e pelo visto você
também está sabendo muitas coisas, não? Investigou-me, não me esqueci disto.
_Pensei que já havíamos pulado esse assunto. Também me
investigou, suponho que estamos quites.
_É diferente e sabe disso, não preciso te fazer entender.
_Vamos mudar de assunto então, concordamos que teríamos um jantar amistoso.
_Sim, mas você parece gostar de ficar me provocando. –
ele me olhou longamente por um minuto.
_Bom e lá na Volturi, acredito que ficaram bem contentes
com a sua vitória.
_Sim, muito contentes. Algum dia vai me contar como
conseguiu não ser incriminado do assassinato de Riley?
_Não há nada para dizer, sou inocente. Por isso não
provaram nada. Só tenho que agradecer à inteligente defesa da minha advogada que me garantiu estar aqui, fora daquele lugar.
_E suponho que o detento Sam Uley ter assumido a autoria
do crime também não o surpreende. – eu já sabia que esse Uley havia confessado ter matado Riley, pois era a nova notícia que falava todos os jornais.
_O que posso dizer... Imagino que eles tinham suas contas
pra acertar.
_Sei.
_Como é trabalhar na melhor empresa do ramo de direito no
país? – ele mudou de assunto.
Continuamos conversando amenidades e descobri que Jacob poderia ser uma companhia agradável quando queria. Surpreendi-me em notar que o diálogo entre nós fluía de forma natural e diferente de todas as outras vezes. O garçom trouxe os pedidos e começamos a comer.
_Fale-me sobre você Renesmee.
_Não tenho muita coisa pra falar sobre mim. E também não
gostaria de fazê-lo.
_Tudo bem. Então vou falar sobre mim.
_Não precisa. Li a sua ficha.
Ele olhou pra mim, franzindo as sobrancelhas, ficou sério
e toda aquela frieza voltou ao seu olhar. Abaixou os olhos e voltou a comer. Ficamos em silêncio durante o resto do jantar.
_Vai ficar nesse silêncio até irmos embora? – perguntei
já cansada de todo aquele clima pesado.
_Você não quer falar de você, e como acha que sabe tudo
de mim, então não tem por que conversarmos.
_Você queria esse encontro não queria, Black? Sabe que
nós dois não nos suportamos.
_Você não me suporta. Eu nunca disse que não suporto
você. Só te acho extremamente metida e chata às vezes.
_Certo. Combinamos de ter um jantar amistoso e já está
quase no final. Olha não queria ser desagradável, ok? – ele sorriu de canto e balançou a cabeça. – Ainda mais quando você me surpreendeu sendo gentil, coisa que eu nunca imaginava que podia ser.
_Ah, não tinha isso escrito na minha ficha criminal?
Ele colocou um tom de voz cortante e resolvi ficar calada
novamente e não fazer uma cena no restaurante, discutindo com uma pessoa que no fim eu não tinha nenhum vínculo. Ficamos assim até chegarmos à porta da minha casa.
_Chegamos.
Jacob desligou o carro, o parando em um estacionamento
que tinha em frente à casa dos meus pais, do outro lado da rua embaixo de umas árvores.
_Então... – virei pra ele que me olhava ainda sério. – É... Obrigada pelo jantar. Tchau – abri a porta do carro e sai.
_Um momento Renesmee. – ele disse após ter aberto a porta do carro de seu lado.
Parei do lado a porta do passageiro, olhando pra ele que
dava a volta no carro, e dirigia-se lentamente para mim, parando a minha
frente.
_Ainda não cumpriu com o nosso acordo.
Eu estava sentindo toda aquela força que emanava do seu
corpo muito próximo a mim. Toda aquela energia masculina, que me fazia vibrar mesmo sem nem ter me tocado ainda.
_Pensei que não iria querer mais o beijo depois desse
jantar.
Ele gargalhou alto e se aproximou mais ainda de mim,
arqueando uma sobrancelha.
_Aí é que você se engana. Vou cobrar nosso trato até o
final. Quero o beijo e quero agora.
Não tinha como fugir, afinal eu havia dado a minha palavra. Aproximei-me dele já preparada pra cumprir aquele sacrifício. Na verdade, o que mais me incomodava nessa aposta toda desde o início era esse
beijo, porque eu sabia o poder que aquela boca tinha. Havia sentido isso na pele. Eu era perfeitamente ciente e me lembrava bem da sensação esmagadora de abandono, quando aquela língua se encontrava com a minha. Coloquei minhas mãos em sua cintura e levantei a cabeça olhando fixo para sua boca. Seus lábios eram carnudos e ele os entreabriu enviando seu hálito quente ao meu rosto, e isso me fez passar a língua pela minha boca em expectativa. Ele segurou em meu pescoço com as duas mãos, aproximando o meu rosto do dele.
_Lembre-se, um beijo dado com vontade.
E foi a última coisa que eu escutei antes de sentir o choque violento de sua boca contra a minha. Ele sugou meu lábio inferior, fazendo-me entreabrir a boca e sua língua ávida me invadiu. O beijo foi se intensificando, então eu não pensei em mais nada, que não fosse seus lábios, sua língua e seu corpo... Jacob enredou uma de suas mãos em meus cabelos e colocou a outra em minha cintura, colando meu corpo todo ao dele. Aquilo não era um beijo, ele fazia sexo com os lábios,
língua e dentes, era isso. O céu e o inferno ao mesmo tempo. O meio das
minhas pernas latejava e doía, completamente molhado. Lembrei que nesse momento eu podia aproveitar, porque depois eu teria a desculpa de que era parte da aposta, então comecei a passar minhas mãos em suas costas, ainda por cima do blazer, sentindo e apertando todos aqueles músculos. Ele aprofundou ainda mais o beijo, deslizando as mãos por toda extensão das minhas costas nua, só parando na minha bunda, onde apertou firme levando meu quadril de encontro ao seu, não deixando dúvida que ele estava tão excitado quanto eu. Não pude mais conter o
gemido que teimava em escapar por minha garganta e gemi desavergonhadamente na sua boca.
Aquilo funcionou como uma descarga elétrica e num piscar
de olhos Jacob me imprensava entre ele e o carro, enquanto descia as mãos por todo o meu corpo, acariciando, apertando e me deixando louca. Dava pra sentir toda a longitude daquele membro enorme sob a calça. Passei minhas mãos por sua barriga, por dentro do blazer, mas ainda por cima da camisa sentido os detalhes daquela barriga e por Deus, mesmo havendo esse tecido entre minhas mãos e a sua pele dava pra sentir o quanto o corpo dele era trabalhado. Jacob desceu a boca por meu pescoço, lambendo e arranhando os dentes, enquanto sua mão também
descia até a minha coxa esquerda apertando e subindo ela até minha cintura, dando espaço a ele entre as minhas pernas. No instante seguinte, ele começou a pressionar sua ereção e a movimentá-la em círculos sobre mim, meu vestido havia subido e Jacob cada vez se esfregava mais forte e mais rápido, minha visão já estava nublando pelo prazer e eu senti que começava a se formar o orgasmo no fundo do meu ventre. Nós gemíamos alto entre beijos e amassos.
_Jacob, nós não faremos isso.
_Eu acredito que nós já estamos fazendo.
Ele voltou a me beijar mais forte e me apertar por todos
os lados, eu passei minha mão por dentro da sua camisa e quase tive um AVC ao tocar aquela pele, estava muito quente e a dureza daqueles músculos era incrível. Separamos nossas bocas de novo e Jacob passou a lamber o meu pescoço, e morder, enquanto eu me limitava a gemer. Ele desceu minha perna da sua cintura, abaixou as mãos passando nas minhas pernas por fora e subiu levando a mão na parte de dentro bem no meio delas. Primeiro friccionou minha carne por cima da calcinha, me torturando, depois colocou sua mão por dentro da calcinha e grunhiu em aprovação ao notar o meu estado de excitação.
_Ah Ness, tão molhada... E pra mim.
Eu ia falar alguma coisa, mas sua mão começou delinear
meus lábios íntimos, me deixando em agonia por mais. Quando ele introduziu um dedo na minha intimidade e começou a estocá-lo lentamente, eu pensei que estava morrendo. Voltou a me beijar, e foi aumentando o movimento de entra e sai no meu interior. Minha cabeça rodou. Continuamos nos beijando insanamente, enquanto eu ia passando a mão naquela gostosura de corpo que ele tinha. Ele colocou mais um dedo e estocou mais forte. Aumentei os gemidos e fora de mim comecei a rebolar em seus dedos.
_Assim delícia. Está me deixando louco pra me meter dentro
você. Goza pra mim Ness.
Já estava vindo, eu podia sentir. Ele fez mais alguns
movimentos e eu explodi em êxtase. Uma sensação de prazer incrível e de que o mundo se acabava. Eu gemi muito alto, ou talvez até gritei e por sorte a rua estava deserta àquela hora. Jacob ainda introduzia os dedos em mim, agora devagar e foi tirando-os pouco a pouco, enquanto meu corpo dava os últimos espasmos do orgasmo incrível que havia tido. Ele me apertou e mordeu meus lábios, abriu os olhos para mim e levou os dedos que a pouco entravam e saiam de mim a boca. Eu nunca havia visto aquilo, nunca nenhum namorado havia feito aquilo antes, ele os sugou e fez isso de uma maneira tão erótica que me fez excitar novamente.
_Hum... Muito bom. – ele segurou a minha cintura – Quero
entrar na sua casa. Já! – ele esfregou o nariz em meu pescoço de cima a baixo me estremecendo. – Vou fazer que goze tantas vezes que nem saberá quem é.
Aí que me deu um estalo no cérebro. Mas eu ainda sabia quem eu era. E ao contrário das minhas ações, eu não era puta de nenhum bandido. E Alec??? Meu Deus eu amo o meu namorado!!! O quê eu fiz??? O quê eu estava fazendo??? Estava louca! Ele era Jacob Black, famoso traficante de armas, cafajeste, assassino, um puto dum gostoso, mais um bandido de qualquer jeito. Empurrei-o com toda a força que eu tinha e sai correndo para casa.
Notas finais
N/B: Gente!!! Sou só eu quem está sentindo um calor abrasador???? Um copo de água gelada não é suficiente, após um capitulo desses. Oh meu Deus! Jake me leva pra jantar que eu deixo vc entrar na minha casa amor!!! kkkk Ah, essa Nessie é uma tonta, se eu fosse ela aproveitava mais e depois colocaria toda a culpa na aposta! Kkkkkkkkkkk Jake é mt esperto, e Nessie bobinha para o nosso contentamento aceitou a aposta e a cumpriu rs Quem ai está louca assim como eu pra ler logo o próximo cap?! Então já sabem o que fazer, né?! Vamos exercitar os dedinhos e deixar mts reviews e claro recomendações para nossa querida autora que nos presenteou com este cap. Fantástico! Boa semana a tds!!!!! Bjo!!! Dayalukina.
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