Atração Perigosa
7 A aposta
Notas iniciais
PV Jacob
O camburão balançava e o fato que eu estava com os pés e as mãos algemadas, não dava muito apoio para o meu corpo à medida que o veículo seguia veloz e costurando por entre as tumultuadas
ruas de Nova Yorque. Eu estava dentro da viatura sendo escoltado até o Fórum, para um segundo julgamento, só que desta vez o próprio Juiz era quem iria julgar o pedido da minha condicional. Não tinha visto minha advogada desde a última vez que ela tinha me encontrado há cinco dias atrás. Renesmee havia saído tão furiosa como quanto com tesão daquela sala naquela manhã, eu tinha certeza absoluta que o meu desejo por ela era muito bem correspondido. Depois de beijar e se entregar daquela maneira ela poderia dizer quantas vezes quisesse e até jurar que não me queria bem fundo entre as suas coxas que eu sabia que era tudo mentira. Ela começou não cedendo no início, mas depois ele correspondeu a mim em tudo. Eu tinha ficado com vontade de matar aquele imbecil daquele guarda que tinha atrapalhado o amasso que eu estava dando nela, porque
se ele não tivesse nos perturbado eu ia comer ela bem ali, mas foi melhor
assim. Eu iria fazê-la ficar cada vez mais louca desejo por mim ao ponto de não pensar em outra coisa do que ter meu pau enterrado dentro dela, e isso já estava bem perto.
Eu não costumava negar aos desejos do meu corpo e o meu tesão por ela aumentava cada dia mais. Eu tinha certeza que esse tesão louco iria acabar depois de uma boa foda. Depois de uma noite toda desfrutando daquele corpo de Renesmee, com o meu pau bombeando fundo e gozando várias vezes de todos os modos, eu nem sequer vou lembrar quem é aquela ruiva mais. O problema maior é que ela era uma carne nova e eu como o abutre que sou, só pensava nessa comida. Quando eu pegar ela de jeito, vou usar e abusar e ela ainda vai adorar, e até pedir mais.
O carro parou e o guarda abriu a porta do camburão, e me tirou de dentro me dirigindo até uma sala para aguardar o horário do julgamento. Geralmente era essa hora que o advogado iria ver como estava o seu cliente, mas a minha advogada não apareceu e eu não sabia
se era porque ela tinha medo que eu a agarrasse de novo ou se era porque ela não sabia como iria lhe dar com a situação. E no momento o que me preocupava mesmo era a sentença que o juiz poderia me dar. Eu precisava desta condicional para sair logo daquela prisão e voltar a tocar os meus “negócios”. Já estava na hora de sair daquele buraco e se eu não conseguisse pelos meios legais, iria buscar meus próprios meios.
Chamaram-me e o guarda me escoltou até o Juiz. Quando entrei naquela sala Renesmee já estava lá, com aquelas roupas formais que sabe lá porque sempre me deixava duro, nos encaramos
por um momento e eu dei um leve aceno de cabeça cumprimentando-a, ela limitou-se a continuar me olhando. Ela estava nervosa e eu sou prepotente o suficiente para apostar que a minha presença a afetava mais do quê o fato de que o emprego dela dependia do êxito que ela viesse a ter neste julgamento. Sentei na cadeira e o Juiz começou a falar.
_Senhor Jacob Black foi condenado com a pena privativa de liberdade por porte ilegal de armas e sonegação fiscal. E também foi condenado a dois anos e dois meses de reclusão pelo primeiro e um ano de reclusão mais a multa de quinhentos mil dólares pelo segundo. Como já cumpriu um ano, dois meses e treze dias da sua pena, o senhor já alcançou assim dois terços de sua reclusão e por isso é concedido a sua
advogada o direito da petição da liberdade condicional – ele virou-se para
Renesmee – Tem a palavra Dra. Cullen.
_ Muito bem Meritíssimo, estou aqui para apresentar o meu pedido para que conceda o benefício de liberdade condicional ao senhor Jacob Black. Fato que foi condenado a três anos e dois meses de pena total de reclusão pelos crimes de porte ilegal de armas e sonegação fiscal, mas de acordo com a Constituição do nosso país e do estado de
Nova Yorque, ele já possui requisitos para este benefício. Sua avaliação
psicológica consta de parecer favorável, meu cliente possui bom comportamento na prisão e ainda há o fato de que as provas as quais o senhor Jacob Black ainda está sendo investigado por outros crimes são inconsistentes. Apenas uma foto, que pode muito bem ser uma boa montagem, contando toda a perícia que a tecnologia hoje têm e também a palavra do senhor Riley Beens, desafeto do senhor Black e uma pessoa que é usuária de drogas, e que não é nenhum exemplo de idoneidade na sociedade...
Renesmee foi colocando os fatos com uma segurança que eu não imaginava. Realmente ela era muito competente e havia estudado muito sobre esse processo. Eu me surpreendi com a sua capacidade e vi que dessa vez o meu dinheiro tinha sido empregado em um advogado que valesse a pena. Ela sabia bem o quê estava fazendo. Com aquela roupa que ajustava perfeitamente em suas curvas ela foi andando para mais perto do juiz, despejando toda a minha defesa e aquilo me excitou. Eu não sabia por que, mas tudo que ela fazia sempre acabava comigo neste estado, com o pau duro e latejante entre as pernas. Aquela mulher era uma cobra dissimulada que sabia como levar as pessoas, como eu bem podia comprovar com os guardas naquele local e também com o juiz que olhavam embasbacados as curvas dela, enquanto a mesma se movia. Eles podiam olhar o quanto quisessem, porque no final quem iria desfrutar de toda aquela carne seria eu e eu iria guardar bem isso na memória para lembrar quem estava com o pau entre as coxas dela no momento em que estivesse a fodendo. Ela continuava falando e me peguei imaginando seus lábios em volta do meu membro, enquanto sua língua passava pelo comprimento, repetidas vezes, me ajeitei na cadeira tentando acomodar melhor meu pau dentro da calça, já que ele ainda crescia em tamanho e largura.
_Muito bem. – o Juiz finalmente falou depois de um momento que Renesmee havia silenciado. – Como neste caso não
temos jurados por se tratar de um julgamento de liberdade condicional e não de uma condenação, eu vou analisar melhor este processo e o pedido deste benefício que a Dra. Renesmee apresentou, e darei a sentença em dois dias. Estão dispensados.
O promotor, ainda tentou argumentar alguma coisa, mas o juiz negou e bateu o martelo, dispensando a todos definitivamente. Depois de tudo que Renesmee tinha dito e mostrado eu não tinha dúvidas que a minha condicional iria ser concedida. O guarda pegou em minhas algemas e foi me encaminhando até a saída, mas Renesmee nos parou no meio do caminho.
_Muito bem doutora, realmente estava preparada. Parabéns pela minha defesa. – ela podia ser a metida que fosse, mas como advogada merecia o meu respeito.
_Obrigada senhor Black. – ela voltou-se para o guarda. – Pode levá-lo até a sala privada, preciso conversar com meu cliente. – o guarda assentiu e em seguida me guiou até a sala.
Ele me sentou em uma cadeira e logo Renesmee entrou, e o guarda nos deixou sozinhos. Ela olhou demoradamente para as algemas dos meus pés e depois para as das mãos, e então subiu o olhar
para o meu rosto.
_Está com medo de que me solte doutora?? – sorri pra ela e movimentei as algemas – Como pode ver estão firmes, como sempre.
_Medo de você? Não. Quem deveria ter medo é você Jacob Black, já que te disse tudo o quê pretendo fazer se voltar a me tocar e não estava brincando. Se ousar me tocar de novo, te denuncio e a julgar que já está com um pé para fora da prisão, acho que não vai querer correr o risco de colocá-lo de volta pra dentro.
_Talvez não tenha medo de mim, mas com certeza tem medo das reações que provoco em você.
_Rá, rá, rá. Você se acha realmente Jacob.
_Onde está o senhor Jacob Black, Dra. Renesmee?? Será que estamos nos tornando mais íntimos??
_Chega de descaramento!!! Olha aqui, vim aqui apenas para te lembrar de se comportar adequadamente esses dois dias para que consiga essa condicional, assim você terá o que quer, eu ganharei o caso e poderemos enfim ficar livres um do outro.
Levantei-me e caminhei lentamente até ela, que continuava me encarando. Essa mulher podia ser fresca e metida, mas a sua coragem eu tinha que reconhecer. Ela me enfrentava e isso não era comum nem entre os homens que eu convivia, muito menos com as mulheres do meu meio e isso me dava um puta tesão aumentando assim o desejo que eu sentia por ela. Renesmee não se moveu e ficou me encarando até que fiquei frente a frente com ela, quase tocando nossos pés, eu inspirei sentindo aquele perfume característico dela.
_Não tem que me dizer o que fazer, eu sei muito bem. Serei o bom menino de sempre. Não há ninguém mais interessado de sair daquele buraco do que eu.
_Então... Certo. Vemo-nos em dois dias.
Ela deu dois passos de costas, ainda olhando pra mim, então se virou e saiu. Eu podia muito bem tê-la agarrado de novo, mas o que é dela estava guardado e os planos que eu tinha seriam muito
prazerosos para os dois.
Naquela noite eu fui dormir pensando no quê eu iria fazer logo após sair daquele lugar, tinha tantas coisas pendentes e teria que me colocar por dentro dos esquemas de novo. Com certeza teria muitas contas a acertar com quem achou que Black não voltaria e claro tinha que começar meu plano de ataque com Renesmee.
No outro dia depois do almoço, quando entrei no pátio para o banho de sol, não acreditei no quê meus olhos viram. No mesmo momento em que me veio um ódio profundo, me deu uma vontade louca de rir, na verdade, de gargalhar e aquela era primeira vez que tinha
vontade de fazer aquilo em muito tempo. Eu senti que teria a minha tão esperada vingança e já até podia sentir o sangue daquele imbecil em minhas mãos.
Meus capangas queriam vingar-me, mas não os deixei. Queria fazer aquilo por minhas próprias mãos, eu sou um homem que não gosta de delegar a ninguém o quê é de minha responsabilidade e livrar o mundo desse covarde com certeza era a minha responsabilidade.
Riley Beens, o bastardo que ajudou a me colocar nesse maldito lugar, sorria como se estivesse num acampamento de férias conversando com outros presos e não notou a minha presença até que eu estivesse bem atrás dele.
_Ora, ora, olha só quem está aqui.
Ele ainda estava rindo, quando olhou para trás. Sua pele foi ficando mais branca do que papel na mesma hora em que seus olhos focaram a minha pessoa. Covarde e medroso como era, isso não me
surpreendeu nem um pouco e qual foi a sua surpresa de se ver na prisão junto daquele a quem ele tinha deletado, pelo jeito ele não esperava, para dizer a verdade nem eu. Na prisão seguíamos um código de conduta completamente diferente das leis fora dos muros e segundo as leis dos bandidos, ser um dedo duro só perdia para estuprador na escala de quem-morre-primeiro aqui dentro.
_Black??? Não sabia que estava aqui – os olhos dele estavam tão esbugalhados que não me assustaria se eles saltassem pra fora.
_E imaginou que eu estaria onde? Num Spa descansando??
_Não... É que....
_Não gagueje Riley – bati nas costas dele amigavelmente, como velhos conhecidos que se reencontram – Achei
que ficaria feliz de saber que tinha um velho amigo na mesma prisão. – ele
engoliu em seco e posso dizer que só faltou se borrar todo.
Eu não iria contar a ninguém ali dentro sobre ele ser um cagüeta, com certeza os detentos iriam querer matá-lo e isso era uma coisa que só eu teria o gostinho. Os outros presos se afastaram um pouco, mas ficaram nos olhando, prestando atenção em nossa conversa.
_Bem, espero que seja boa a estadia na prisão. Curta o tempo que você ficar aqui.
Saí deixando ele congelado, eu já bolava qual seria a
melhor maneira de despachá-lo para o quinto dos infernos que era o lugar dele e possivelmente o meu também. Sentei no canto que eu costumo me sentar e fiquei acompanhando os movimentos de Riley, ele voltou para o grupo de presos que ele estava conversando. Fiquei pensando o que levaria ele até ali, eu sei que ele era um bandidinho de merda e que tinha muitos delitos, mas mesmo assim com outras penitenciárias nesse estado era muita coincidência ele estar na mesma prisão que eu. Esperei os outros saírem de perto dele e me aproximei novamente, e o chamei.
_Me siga.
_P-Por quê??
_Quer que eu diga a todos o cagüete que você é? Quer que todos aqui saibam do dedo duro que está no meio deles?
_Não!!! Pelo amor de Deus não faça isso não.
_Sempre suplicando, né Riley? Tst, tst, sempre rogando a Deus pelos seus pecados. Seja homem e assuma suas dívidas por você mesmo, sem se esconder atrás de ninguém.
_Vai me matar???
_Quero conversar com você. Vai me seguir ou não?
Ele deu um aceno de cabeça e eu passei na frente dele, mostrando a ele para onde ir. Tinha um espaço ao fundo que ficava encoberto dos outros, eu sabia que ali também era um ponto cego das
câmeras de segurança, porque eu já havia visto uns detentos cheirando pó no mesmo lugar. Como todos agora tinham ido jogar futebol, dei uma olhada pra trás verificando que ninguém tinha nos visto entrando naquele lugar. Os policiais também estavam concentrados em quem estava jogando, pois sempre aconteciam brigas durante as partidas. Nós dois entramos num beco que formava na junção de dois pavilhões. Virei já encarando-o.
_Black, eu sinto muito cara, eu não queria ter te denunciado, mas eu fui coagido, eles me torturaram e me ameaçaram eu não queria, mas não teve jeito... – ele começou antes que eu dissesse qualquer coisa e eu fiquei parado escutando o mesmo falar aquele monte
de merda, e desculpas esfarrapadas que só faziam minha raiva crescer e minha paciência encurtar mais ainda.
_Achou que não encontraríamos de novo Riley? Achou que a merda desses policiais não te jogariam aqui comigo pra eu poder dar cabo de você?
_Q-quê??? Eu... Eu...
_Alguma porra de momento você achou que tinha uma merda de importância pra eles? Eles não conseguiram as provas sobre mim que os mesmos queriam pra me deixar apodrecer aqui dentro e
então te jogaram aqui como uma isca para eu poder te matar, e então teriam um crime pelo qual me condenar com pena de morte. – ele ficou lívido.
_Mas você é muito esperto, não é mesmo Black??? Você não vai me matar. Vai??
_Realmente eu sou muito esperto mesmo e quanto a te matar... – parei olhando pra ele, que estava parecendo aliviado.
_C-como você disse esses policiais querem isso pra te condenar e você não vai dar esse gostinho a eles. Eu tenho certeza que você odeia a esses tiras mais do que a mim.
_Sabe Riley nisso você está certo. – tirei minhas mãos do bolso já tirando a meia que eu tinha tirado do sapato, enquanto observava Riley e saltei atrás dele já passando a meia em volta do pescoço dele e apertando forte, não dando chance dele gritar. – Mas isso não quer dizer que o meu ódio por você faça você escapar dessa, vai morrer agora e por minhas mãos. – eu queria muito ver o sangue dele, mas uma morte limpa era melhor para encobrir as pistas, afinal eu queria minha vingança, mas
não sou burro. Apertei firme minha meia em volta do pescoço dele sem colocar em nenhum momento minhas mãos nele. Ele levou as mãos até o pescoço numa tentativa de afrouxar o aperto que a meia exercia na sua garganta, mas era em vão. Cheguei o corpo dele mais perto e falei bem perto da sua orelha – Posso dizer que nunca mais você vai dedurar ninguém seu cagüete filho da puta. – ele caiu no chão e eu apertei mais forte e continuei até ter certeza que ele estava morto. Olhei bem pra ele esticado no chão com os olhos abertos e totalmente sem vida. Bem, estava feito. Limpo e rápido.
Calcei minha meia e sai daquele lugar vendo que os outros ainda estavam na quadra, e vendo todos os guardar com a atenção voltada pra lá, caminhei em direção aos outros. Sentei-me e fiquei olhando aquele jogo. Bom eu não menti, queria conversar com ele, só que também queria matá-lo depois.
PV Renesmee
Minha cabeça estava longe e fora de controle, porque por mais que eu não quisesse não parava de pensar naquele beijo. E por mais que eu quisesse negar isso pra mim mesma, aquilo tinha me afetado e muito.
Eu já tinha tomado uns três banhos desde que eu tinha saído daquela penitenciária, mas não tinha conseguido me livrar daquela sensação de calor do meu corpo, por mais que eu pensava ainda não tinha conseguido entender nada do que tinha acontecido, mas uma coisa eu sabia, eu odiava aquele homem. Eu só não sabia do que eu tinha mais raiva, se era de ter um cliente tão cretino e cínico ou por estar atraída pelo meu cliente cretino e cínico. Meu Deus eu quase transei com um bandido dentro de uma prisão!!! Eu devia ser internada, porque só podia estar ficando louca.
Resolvi ficar em casa o resto do dia, pra ver se eu conseguia entender o que se passava comigo, mas não consegui. Meu corpo parecia pensar por si só e não acompanhava o meu cérebro
quando o assunto era aquele Black. E que beijo aquele homem tinha??? Eu juro que se o guarda não batesse naquela porta eu teria transado com ele e depois me arrependido pelo resto da minha vida. Quando eu dei por mim nossos corpos estavam colados assim como nossas bocas e sua língua me invadindo, tudo muito rápido e o pior, me vi correspondendo a tudo, me agarrando a ele como se eu fosse uma das muitas putas que ele tinha. Ódio!! Eu tenho o meu namorado, que eu amo, AMO! E estou muito bem obrigada, mas como aquele homem me afetava era uma incógnita para mim. Por mais que eu quisesse pensar em outra coisa me vinha
aquela cena na cabeça... O que tinham sido aqueles beijos??? O cara não me beijou, ele simplesmente veio e tomou posse da minha boca com perícia, não só da minha boca... Argh!! Talvez se ele não fosse bandido... Não, nunca!!! Aquele ser arrogante saído do quintos dos infernos podia até ter pegada, mas era um safado e não era só por ser bandido não, ele era mal. Definitivamente ele era perigoso.
Esse homem estava mexendo demais com a minha libido e me fazendo pensar em sexo mais freqüentemente de que eu costumo fazer, na realidade, eu estava pensando em sexo com uma freqüência que nunca havia feito antes em minha vida e até em sonhos o cafajeste não me dava sossego. Eu estava precisando de Alex como nunca, do seu
carinho, do seu amor... Eu tinha que acabar logo com esse caso e me ver livre desse sujeito pra eu poder ter paz.
Os dias se passaram normalmente e estava mais tranqüilo na Volturi. Claire e Quil estavam ficando mais próximos e embora ainda não tivessem saído nem uma vez juntos, eu tinha certeza que não
ia demorar muito. Félix estava viajando a trabalho e isso me dava mais liberdade de ir e vir dentro da empresa sem ter ele sempre como uma sombra.
Em casa as coisas ainda estavam um pouco fora do eixo, mas meu pai jurava que estava gostando mais de lecionar do quê gostava de advogar. Ele ainda estava com poucas turmas na carga horária, mas estava tentando conseguir mais. Eu ainda estava procurando um apartamento para morar e até já tinha conversado com meus pais sobre o assunto. Eles não gostaram muito da idéia no princípio, mas depois me apoiaram. Depois de ganhar o processo eu poderia alugar o apartamento e terminar de pagar a dívida que meu pai fez no banco tentando não vender a Cullen.
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Enfim chegou o dia do julgamento. Cheguei ao tribunal e não fui até a sala de espera conversar com o meu cliente. Eu já estava muito nervosa com o andamento do processo e a presença dele não iria ajudar a me acalmar, aliás, só iria piorar meu nervosismo. Eu precisava muito ganhar esse processo, tanto pelo dinheiro como também pelo respeito como advogada que eu tanto almejava. Eu estava me sentindo mal por querer colocar um bandido de volta à sociedade, mas não era uma alienada que não soubesse que isso acontecia todos os dias. Estaria sendo uma hipócrita se dissesse que não sabia que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde comigo, quando decidi seguir esse ramo do direito. Eu não acreditava na inocência do Black, mas eu acredito
na ressocialização de um detento e tão pouco acho justo à pena de morte para qualquer indivíduo.
Quando o Juiz chamou o meu
cliente e ele entrou com todo aquele porte de segurança que ele sempre
ostentava, tive que colocar a minha máscara de indiferença pra esconder todas as emoções que se abateram sobre mim ao vê-lo ali: raiva, desejo, medo, atração... Tudo veio de uma só vez e eu me segurei para não demonstrar o quanto a presença daquele homem já me abalava.
Durante todo o julgamento ele se comportou com a sua superioridade habitual. A frieza dele era impressionante, seu rosto totalmente impassível não mostrava nada do que ele estava sentindo ou pensando. Eu nem pensaria que era o mesmo homem que tinha me
beijando dias antes, exceto pelo fato de quê meu corpo o reconhecia e me fazia arder entre as pernas ao olhar muito para ele.
Concentrei no quê o Juiz dizia e no quê eu deveria dizer para o pedido de condicional, e me esforcei para me desligar da presença de Jacob dentro daquele tribunal. O Juiz deu recesso de dois dias para pensar sobre a condicional, mas pelos meus argumentos não tinha como ele negar o pedido para o benefício. Ainda tive que enfrentar meu cliente
cara a cara, antes dele seguir para a prisão para reforçar que agora só
dependia dele o término desse processo. Como sempre ele ficou jogando comigo, daquele modo cínico e descarado que ele sempre fazia pra me tirar do sério e o pior ele sempre conseguia. Minha vontade de esbofetear a cara dele incontáveis vezes era tanta que minha mão chegava a doer pelo formigamento que sentia na mesma. Ele sempre me irritava e fazia a minha raiva por ele aumentar mais ainda, mas o pior era que meu corpo continuava não querendo acompanhar minha cabeça e ficar sempre excitada e molhada na sua presença estava me incomodando bastante.
Acordei bem humorada e mais disposta depois de conversar com Alec durante muito tempo durante a noite passada. Ele tinha o poder de me acalmar e de me fazer sentir melhor, e saber que se aproximava o dia que ele chegaria, me deixava feliz. Eu já estava pronta para o trabalho e iria para o escritório até a hora de ir ao tribunal. Hoje era o dia que enfim teria o resultado do pedido de condicional do Black, que com certeza seria atendido e por fim me veria livre daquele bandido de uma vez por todas.
_Bom dia querida! — meu pai me cumprimentou, enquanto soprava uma xícara de café que fumegava.
_Bom dia pai! — me sentei com ele à mesa, peguei um copo de suco e uma torrada.
_Dormiu bem?
_Sim, muito bem. – na verdade, tinha dormido bem mesmo e por fim depois de muito tempo não havia tido aqueles “pesadelos” de sempre, os quais o meu cliente e eu fazíamos sexo selvagem das
mais variadas maneiras.
_Hoje que o Juiz dará seu parecer sobre o seu pedido de condicional, não?
_Sim. — peguei um jornal que estava em cima da mesa e que pelo jeito meu pai ainda não havia aberto e comecei a ler. – Hoje vou conseguir ganhar este processo e com certeza serei uma advogada
reconhecida na Volturi – tomei um gole de suco e uma notícia me chamou a atenção: Morte na Penitenciária Estadual. Comecei a ler e engasguei com o suco que eu estava tomando. Eu não podia acreditar no quê eu lia. Mas era um filho da puta mesmo esse Jacob Black.
_Filha? Nessie tudo bem?
Levantei, já vendo tudo vermelho de raiva. Ah, mas eu ia agora naquela Penitenciária, acabar com aquilo agora mesmo. Se aquele idiota queria se afundar ele que fosse sozinho.
_Não pai, não está nada bem. Mas vai ficar. – deixei o jornal em cima da mesa e corri para o carro.
Entrei naquela sala totalmente enfurecida com aquele idiota. Joguei minha pasta na mesa e o encarei furiosa, não me dignei a sentar, minha conversa com ele iria ser rápida.
_Bom dia doutora. – ele teve o desplante de me cumprimentar, colocando na cara aquele sorriso cínico que ele tinha prazer em sempre me dar.
_Guarde esse cinismo pra você mesmo Black. Eu pensei que você era esperto, mas me diga uma coisa você é louco ou é só um idiota mesmo??
_Se não fosse a pessoa que está me ajudando a sair desse lugar eu faria com quê você se arrependesse por me chamar de idiota. Hum... Mesmo assim talvez ainda faça. – ele estava sentado e me olhou impassível.
_Não me venha com ameaças seu cafajeste. Eu pensei que você realmente quisesse sair daqui e agora você mata um homem, e ainda dentro de uma unidade penal, o que piora bem mais as coisas.
_Não sei do que você está falando.
_Chega de cinismo Black. – apoiei minhas mãos na mesa olhando pra ele o que fez o mesmo encarar meus seios com um olhar de predador, fazendo meu corpo reagir da maneira vergonhosa que costuma
reagir diante dele sem o meu consentimento. Levantei-me e cruzeis os braços sobre o peito. – Você, eu e outros mais sabem que você matou Riley Beens. E agora com certeza, você não vai ganhar essa condicional e eu vou perder esse caso. Pensei que você era mais esperto.
_Bem mais do que imagina doutora – ele continuava me olhando de cima a baixo, sempre me analisando.
_Como isso aconteceu? Agora nunca vou conseguir essa condicional. Merda! Como pôde?
_Isso não vai dar em nada.
_Como não vai dar em nada? – olhei pra ele cansada. – Vou abandonar este caso. Está decidido. Você não precisa de mim e eu preciso da minha reputação.
_Acalme-se e sente-se. Sabe muito bem que não pode largar o caso. Precisa do meu dinheiro. Por isso ainda está aqui.
_O quê??
_Pensou que eu não sabia? Acha mesmo que eu não sabia que o escritório do seu pai foi fechado e que sua família está passando por algumas dificuldades? – olhei pra ele perplexa – Sim, eu sei que
seu pai tem uma dívida no banco e que quer pagá-la pra ele.
_Como soube??
_Tenho meus meios.
_Me investigou??? – esse homem me fazia sentir mais raiva dele a cada dia.
_Qual a surpresa, você não fez o mesmo comigo.
_É diferente, sou sua advogada, tinha que fazer isso. Você não podia fazer isso. Você não tem esse direito.
_Eu sou seu cliente e precisava saber quem era a pessoa que estava me defendendo.
_Investigando a minha vida?? Você é absurdo. O que mais sabe sobre mim??
_Algumas coisas...
_Você é inescrupuloso. Mas isso já não tem importância, eu estou indo embora agora.
_Sente-se doutora. Quero fazer um acordo.
_Escuta aqui, eu não vou sentar, estou de saída. Você é um canalha e eu não faço acordos com bandidos.
_Não precisa me elogiar o tempo todo. E creio que este acordo você vai querer fazer.
_Você escutou?? – peguei minha pasta e olhei pra ele de novo. – Já disse não, eu...
_Só me escute – ele me interrompeu. – Depois você pode falar o que quiser. – ele olhou pra mim e eu esperei que ele continuasse. – Se você perder o caso como você está tão certa que vai, eu lhe pago integralmente todos honorários os quais combinei com a Volturi. Sei que
Aro paga os seus funcionários com parte do quê recebe. Mas vou ressarci-la e receberá o valor integral dos seus honorários. Sei que com esse valor vai dar para pagar a dívida do seu pai e ainda vai sobrar dinheiro.
_Como?
_Isso mesmo que você escutou. Pago tudo e ainda você vai estar livre de mim, definitivamente.
_Por quê?
_Digamos que é um bônus pelo seu desempenho como uma boa advogada. – ele frisou a palavra boa e eu notei o toque de malícia que ele colocou, mas decidi ignorar.
_E se depois de tudo que aconteceu eu ganhar o caso? O que você vai querer?
_Quero um encontro.
_O quê??? — com certeza eu não tinha ouvido direito.
_Um encontro com você. Só nós dois. Nada de cliente e advogada, apenas Jacob e Renesmee. – olhei pra ele estupefata. – Ah e com tudo o que eu tenho direito inclusive o “depois”. – ele era louco.
_Esquece.
_Vou reformular: um encontro, nada de profissional. Pode ser um jantar, mais quero também um beijo no final. O que você tem a perder se tem tanta certeza de que eu não vou conseguir a condicional?
_Porque você quer isso? Isso não faz o seu tipo e além do mais já me beijou antes.
_Primeiro você não me conhece. E depois quero um beijo dado com vontade, não um roubado, apesar de quê os outros não foram de todo ruim...
_Mais pra quê isso? — mudei de assunto, ignorando o calor que me abateu ao pensar no beijo dele.
_Hum... Quero conhecê-la melhor. Só isso.
_Sei.
_Pense. O que você pode perder? Está tudo aí. Você mesma disse que não tem como eu ganhar à condicional. Então você
vai poder largar o caso, ninguém vai poder dizer que você não é uma boa
advogada poque afinal de contas foi o seu cliente que não ajudou, pode se afastar de vez de mim e ainda recebe o dinheiro.
_Não sei não...
_Pegar ou largar. Você escolhe.
Fiquei parada pensando. Eu precisava do dinheiro e com a vontade que a polícia estava de não deixar Jacob sair da prisão esse crime era um prato cheio. A minha defesa tinha sido muito boa, mas
o delito era grave e todas as circunstâncias apontavam para ele. Mesmo assim havia alguma coisa nele que não estava clara, ele não jogava pra perder, mas nesse caso tudo estava contra... Não tinha como ele ganhar.
_Tudo bem.
_Temos um trato então? – ele me estendeu a mão.
_Sinto que vou me arrepender muito disso. – apertei a mão dele, sem deixar de notar o calor que ela me passava.
_Não se esqueça. Quero um beijo de verdade, dado com mais vontade do quê o da última vez.
_Não se preocupe com isso senhor Black, — me dirigi a porta e antes de sair me voltei pra ele. – Você não vai ganhar.
Ele sorriu de canto e falou alguma coisa que eu não entendi.
(*) O livramento condicional consiste na antecipação da liberdade ao condenado que cumpre pena privativa de liberdade, desde que cumpridas determinadas condições durante certo tempo. Serve como estímulo à
reintegração na sociedade daquele que aparenta ter experimentado uma suficiente regeneração. Traduz-se na última etapa do cumprimento da pena privativa de liberdade no sistema progressivo, representando uma transição entre o cárcere e a vida livre.
Notas finais
N/B: Holla! Esse capitulo demorou séculos a fio, mas a espera compensou hein?! Josy está de parabéns pelos excelentes capítulos, vcs não acham??? Meu Jacobão Putão tá gostoso demais, é muita gostusura numa só pessoa minha gente! Rs Nessie ta caidinha pelo TDB do Jacob, mas quem não ta???? Só trouxa! Ela arrasou no tribunal. Jake acertou as contas com o cagueta do Riley e querem saber eu AMEI! Kkkkkkkkkkkkkkk Eu sou má! Não tem jeito. E essa proposta hein?! Se eu fosse a Nessie eu mudava essa aposta, ficaria assim: Se eu ganhar a gente janta e depois vc me janta e se eu perder tbm claro que com um bônus vc terá que ficar comigo trancafiado no quarto por dias a fio, afinal eu tô pra baixo, pois perdi a aposta. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Ô meu Deus sonhar é tão bom! Bem, meninas eu achei o cap o MUST, agora queremos saber de vcs. O que acharam??? Minha Best friend merece mais reviews e recomendações??? Então vamos botar os dedinhos pra funcionar, afinal não custa nada alegrar nossa escritora fodástica, né? Bom final de semana a tds!!! Beijos! Dayalukina.
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