Atração Perigosa
3 A Primeira Impressão
Notas iniciais
PV Renesmee
_Bom dia! – disse ao porteiro.
_Bom dia senhorita!
Enquanto me dirigia ao elevador, fui controlando os nervos. Eu não era de ficar muito nervosa, mas aquela entrevista de emprego estava realmente mexendo comigo. Apesar de saber que meu currículo era muito bom e que qualquer administrador que se prese não dispensaria uma advogada como eu, eu também tinha consciência da minha pouca experiência. Além disso, tinha o fato de que se eu conseguisse aquele emprego, iria poder ajudar meu pai a reabrir o escritório e isso era um
assunto que me inquietava.
Sempre me preocupei bastante com a aparência e claro que isso contava em qualquer emprego, então prendi meus longos cabelos vermelhos e coloquei um tailler bege com um scarpin de saltos médios.
Desci no 25º andar, que era onde ficava a sala de Aro e me dirigi à sala a direita ao final do corredor que ficava em frente ao elevador, como Félix me disse. Em frente a essa sala havia uma moça morena.
_Bom dia. Posso ajudá-la? – ela sorriu pra mim, aparentando ser muito simpática.
_Bom dia. Eu tenho hora marcada com o Dr. Aro Volturi. – ela me olhou mais atentamente – Meu nome é Renesmee Cullen.
_Ah sim, senhorita Cullen. Sou Claire, secretária do Dr. Volturi. – ela consultou o relógio – A senhorita chegou um pouco cedo, mas vou ver se ele pode atendê-la agora.
Claire pegou o ramal que estava ao seu lado e ligou, ainda faltavam 30 minutos para o horário marcado.
_Senhorita Cullen ele está ocupado e pediu que aguardasse 20 min. Sente ali que eu vou pegar um café para a senhorita.
_Obrigada Claire, mas não vou querer.
_Gostaria de alguma outra coisa?
_Bem, posso te pedir uma coisa – ela assentiu – Me chame de Renesmee – ela sorriu, acho que poderíamos nos tornar amigas.
Esses 20 min passaram bem rápidos, enquanto eu conversava com Claire. Ela parecia ser uma boa pessoa, e pelo jeito era bem eficiente também. Ela me contou um pouco sobre como é trabalhar na Volturi, coisa que ela entendia bem, pois estava ali há três anos. Disse que Aro era bem exigente com os funcionários, mas que não era nenhum tirano. Contou-me sobre alguns advogados e notei que ela falou muito bem de um tal de Dr. Ateara, que era advogado criminalista, assim como eu. Ficamos conversando por um tempo até que saiu de dentro da sala do Dr. Aro um rapaz alto, bonito e moreno, nos cumprimentou e saiu. O ramal tocou novamente e Claire atendeu.
_Renesmee, pode entrar que o Dr. Volturi a está aguardando.
Levantei e me dirigi à porta, Claire a abriu para mim e eu entrei. A sala tinha uma decoração moderna, mas suntuosa. Atrás de uma mesa grande de mogno e vidro estava Aro Volturi, que se levantou e veio em minha direção.
_Bom dia Dr. Volturi.
_Bom dia Dra. Cullen – ele me estendeu a mão – Sente-se – ele me mostrou uma cadeira que ficava em frente a sua mesa, a qual ele contornou e sentou-se – Muito bem, Félix me falou que gostaria de trabalhar conosco aqui na Volturi.
_Isso mesmo. Trouxe aqui o meu currículo – estendi a ele, que começou a lê-lo.
_É filha de Edward Cullen – fui responder, mas vi que não era uma pergunta – Seu currículo é muito bom Dra. Cullen, infelizmente lhe falta experiência.
_Dr. Volturi, quero esse emprego. O senhor está precisando de advogados e como pôde observar uma profissional com o meu currículo, não é muito fácil de se encontrar. Posso garantir que o que me falta em experiência, é compensado em determinação. Além do mais, experiência se adquire com o tempo – ele me olhou por um momento.
_Meu filho me falou muito sobre você, Dra. Renesmee. Disse que tinha uma personalidade forte, que era muito dedicada e que amava a sua profissão. Pelo visto, sobre a sua personalidade ele está correto.
_Sim. E nas outras também.
_Pois bem. Diga-me, é corajosa?
_Por que a pergunta?
_Tenho um caso aqui em mãos – ele segurou uma pasta, bem grossa – É um traficante de armas, que contratou nossos serviços, e meus outros advogados criminalistas estão todos muito ocupados com outros casos. Ele está preso na prisão estadual há um ano. Se você quiser pegar esse caso, está contratada.
_Eu aceito.
_Não quer nem ler a ficha dele primeiro, antes de aceitar?
_Não precisa. Aceito o caso.
_Tudo bem – ele me olhou e balançou a cabeça com aprovação – Então peça a Claire que lhe acompanhe no departamento pessoal, para os procedimentos de contratação, depois ao setor contábil para explicarem sobre o pagamento e por fim ela vai lhe mostrar sua sala –ele me entregou a pasta do processo – Aqui está. E Dra. se precisar de alguma ajuda com o processo, fale com o Dr. Quill Ateara, ele também trabalha na sua área e é um advogado bastante competente. Quero que você já comece no caso amanhã. Terá que ir à prisão conversar com o seu cliente.
_Tudo bem. Obrigada, Dr. Volturi. – apertamos as mãos e me virei para sair
Ao sair me deparei com Félix, que estava conversando com Claire, a qual parou a conversa para atender o ramal.
_Olá Renesmee!
_Oi Félix!
_E aí? É a nova advogada da Volturi?
_Bom, parece que sou.
_Mas isto é ótimo!
_Parabéns, Renesmee! – Claire me falou empolgada, assim que desligou o telefone.
_Obrigada. E Claire, Dr. Aro pediu que você me acompanhasse ao departamento pessoal, setor contábil e que me levasse a minha sala.
_Sim o Dr. Aro, acabou de me informar – quando Claire fez menção de se levantar, Félix a impediu.
_Pode deixar Claire, eu acompanho Renesmee.
_Não quero incomodar, a Claire mesmo me leva.
_Não é incômodo algum Renesmee, e também eu estava indo até aquele andar. E depois você volta e a Claire te leva a sua sala.
_Ok, então vamos.
Descemos no elevador até ao 23º, que era onde ficava o departamento pessoal e preenchi os documentos necessários para a contratação. Félix me explicou sobre os horários na empresa, que eram bem flexíveis. Devido ao nosso trabalho a conversa com grande parte dos clientes era feita na prisão mesmo. Ainda tinha os acompanhamentos de processos e despachos de documentos no Fórum e idas ao departamento de Polícia. Então, a maioria de nosso trabalho era de campo.
Félix esperou eu terminar de preencher todos os documentos necessários para a contratação e me acompanhou até o setor contábil da empresa. Chegando lá, insisti que ele podia ir e que depois eu iria sozinha até Claire, mas ele queria me esperar e que depois me acompanhava até ela. E só mudou de opinião, após o telefone dele tocar e alguém o chamar para uma reunião em seu setor. Félix era um amor de pessoa, mas não precisava de toda aquela atenção. Não acredito que ele iria começar com aquilo de novo, iria tomar muito cuidado pra não magoar ele e deixar bem claro que a nossa relação sempre seria de amizade.
A coordenadora do setor contábil me explicou a respeito dos proventos, que variava de acordo com cada processo. Então tudo dependia do caso que o advogado pegava. A Volturi ficava com 60% e o advogado com os outros 40% do valor cobrado ao cliente. No final eu fiquei muito satisfeita pelo valor e pela forma do pagamento.
Voltei para me encontrar com Claire e ela me levou ao 24º andar, onde ficava a minha sala. Ao sair do elevador, viramos à direita e notei que tinha várias pequenas salas separadas por divisórias de madeira. Cada andar daquele prédio era enorme.
_Aqui está a sua sala Renesmee – Claire me disse abrindo uma porta – Gostou?
_Gostei – a sala era pequena e com todos os móveis planejados, num tom de bege. O espaço era prático, moderno e funcional. E ainda tinha uma pequena pia que não destoava em nada com a decoração – É muito bonita.
_Que bom. Os banheiros ficam no final do corredor.
_Ok – Claire olhou para fora da sala.
_Bom, pelo visto sua secretária deu uma saída. O nome dela é Kimberly Bell. Aqui tem uma secretária que atende cinco advogados. Como não ficam por muito tempo trabalhando aqui, não tem necessidade de cada um ter uma secretária.
_Pra mim está ótimo.
_Então é isso. Vou te deixar aí, apreciando a sua sala. Qualquer coisa que você precisar pode chamar a Kimberly, ela trabalha aqui há muito tempo e é uma ótima profissional. E você sabe que pode contar comigo também.
_Muito obrigada, Claire.
Fiquei ali por um tempo, olhando a minha sala e mexendo nos arquivos. Decidi começar a analisar o processo que Dr. Aro tinha me incumbido. Li todo o processo e fiquei interessada em saber mais desse caso. Ia me dedicar com afinco a ele e provar ao Dr. Aro que vale mais a competência do que a experiência.
Saí do escritório à procura de mais informações a respeito desse sujeito. Fui à delegacia e ao Fórum, e no final do dia já tinha juntado bastante material para o caso. Fiquei impressionada com a ficha de meu cliente. Jacob Black, esse era o seu nome. Suspeito de inúmeros crimes, tais como vários assassinatos, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha e tráfico de armas. E o único crime que conseguiram provar alguma coisa era de tráfico de armas e mesmo assim uma coisa pequena, pelo jeito apenas uma ponta do iceberg. A polícia o investigava há tempos, e nunca tinha descoberto nada. Ele tinha conseguido uma pequena fortuna com vários negócios e com investimentos bem sucedidos na bolsa de valores, o que a polícia achava que era tudo fachada. E pelo jeito meu cliente era bem esperto, porque só conseguiram pegá-lo por que um funcionário seu o delatou, após ser ameaçado pelo FBI. Eles tinham montado toda uma operação para pegá-lo em flagrante, o que se tivesse acontecido ele pegaria provavelmente prisão perpétua. Mas pelo jeito Jacob descobriu a traição do seu funcionário e conseguiu se livrar do flagrante. Então as únicas provas que tinham contra ele eram algumas fotos, uma arma no carro e o depoimento daquele delator.
Muito interessante! Essas provas são inconsistentes. Peguei seu processo novamente e olhei mais atentamente a foto 3x4 que estava na última página. Não tinha observado, mas ele parecia ser muito bonito, apesar daquelas fotos deixarem sempre as pessoas horríveis. Dava pra notar que ele tinha cabelos pretos, pele morena, mas de um tom diferente, talvez devido à foto. E o mais impressionante eram os olhos muito expressivos e de um negro assustador.
No outro dia fui à tarde para a Penitenciária Estadual, e após me explicarem todo o procedimento para a visita do advogado ao seu cliente me encaminharam para uma sala, onde fiquei aguardando o carcereiro buscá-lo. Após 10 minutos a porta da sala se abriu e a pessoa que apareceu por ela, me deixou assustada.
Era um homem de mais ou menos um metro e noventa de altura, eu pensei que o tom de sua pele era por causa da foto, mas não, sua pele era de um moreno avermelhado e mesmo com o uniforme da penitenciária dava pra ver que ele era bem musculoso. Seus cabelos lisos e negros estavam meio bagunçados, a boca era vermelha e carnuda, tinha traços bem marcantes e o maxilar quadrado. Seus olhos eram escuros e frios e ao caminhar notei que ele tinha um ar de superioridade e arrogância, mesmo com as mãos e pés algemados. Ele era incrivelmente lindo!!! Parecia que ele tinha uma placa no peito escrito: Perigo afaste-se! Mas o que na verdade mais me assustou foi o pensamento que me ocorreu na hora: Ele me jogando em cima daquela mesa e me possuindo sem cuidado algum, enquanto eu gemia como uma louca.
PV Jacob
Os dias na penitenciária passavam iguais. Comida horrível, várias brigas, homens estuprando outros e às vezes alguma morte, seja por suicídio ou assassinato mesmo. Realmente a prisão não era pra qualquer um. Formavam-se vários grupos também, porém eu ficava sozinho e seguia uma regra, a qual todos pareciam entender: não mexo com quem não mexe comigo. Como minha fama era grande, ninguém parecia querer pagar pra ver do que eu era capaz.
Eu já tinha passado por vários lugares e conhecido muitos buracos. Eu pensava que no orfanato era ruim, mas isso aqui era pior do que qualquer outro lugar. Eu não tinha passado por nenhum reformatório, então a minha única idéia de como era ficar preso, era a experiência dos anos no orfanato. Depois que fugi de lá, fiquei vários anos escondido, pois devido ao meu comportamento, era certo que se me pegassem iria direto para algum centro de detenção juvenil.
Eu fazia exercícios na cela mesmo, pra não ficar tanto tempo ocioso. Era tanta flexão e abdominal que não acabava mais. Tínhamos um período de banho de sol, que era um momento de duas horas que os presos praticavam algum esporte, faziam musculação, ou apenas ficavam sentando no pátio conversando. Eu não ficava conversando com ninguém, ficava na minha. Afinal eu não tinha entrado ali pra arranjar nenhum amiguinho. Então eu ia ficar conversando pra quê?
Logo após o almoço no segundo dia após a visita de Collin, no dia em que encerraria o prazo que o dei pra contratar um advogado que preste da tal firma, ele voltou. Claro que me trouxe boas notícias. Chegou dizendo que foi até a tal empresa e que conversou diretamente com Aro Volturi, e ele mesmo o garantiu que encontraria um advogado para me defender ainda essa semana. Pelo jeito que Collin me disse que tinha sido a conversa não duvidava mesmo que Aro me ajeitaria um advogado logo, logo.
Virei-me e me aproximei do policial, já pronto para retornar para minha cela após a conversa com Collin, faltava ainda 40 min para o horário de visitas acabar, mas ele já havia me falado o que eu queria saber e ficar de conversinha ali naquela sala, não era pra mim.
Estendi minhas mãos algemadas para o policial, pois quando estávamos na sala com visitas às mãos eram algemadas na frente, mas fora isso éramos sempre algemados com as mãos para trás.
_Espere aí. Tem mais uma visita pra você – o policial me disse, apontando para o lugar onde Collin estava.
Virei-me novamente e vi Leah me encarando e sorrindo. Mas que merda de sorrisinho era aquele? Collin não tinha dito que ela tinha vindo. Talvez porque eu me levantei logo, assim que soube que ele tinha conseguido um advogado e que nossa “empresa” ia bem aos cuidados do Lobo. Leah, já tinha vindo umas duas vezes aqui, mas pensei ter deixado bem claro que quando eu quisesse vê-la eu chamaria. Voltei de novo e me sentei, ela já segurava o fone, então eu peguei o meu.
_Ah Jacob... Tudo bem? – ela não tirava aquele sorriso irritante da cara.
_O que você acha, hein Leah? Olha bem aqui na minha cara. Você acha que eu estou bem? – ela sacudiu a cabeça – E porque você tá com esse sorrisinho irritante na cara? – ela ia abrir a boca pra me responder e eu a cortei erguendo minha mão – Deixa eu adivinhar. Você achou que eu ia ficar feliz em te ver?
_Não Jacob... Olha... É que eu senti sua falta, e... – lancei um olhar gelado pra ela que me entendeu e parou de gaguejar na hora, me deixando continuar.
_Deixa eu te falar uma coisa Leah. De novo – disse seco olhando bem pra ela – E olha que só estou repetindo porque te considero um pouco diferente dos demais. Mas não se acostume, você sabe bem que eu não gosto de falar duas vezes a mesma coisa – ela concordou – Nós nos curtimos, gosto de fazer sexo com você e pelo modo como você grita pedindo mais, acho que isso também é bom pra você. E sabe que eu te acho gostosa pra caralho. Você trabalha comigo há muito tempo e reconheço sua lealdade, e sua fidelidade a mim. E só. É só isso que nós temos, só o que vamos ter. O dia que não der desse jeito pra você, tudo bem. Pra mim mulher não falta – ela abaixou os olhos – Você me entendeu?
_Sim Jacob. Eu sei disso. Eu só queria ver como você estava.
_Eu estou péssimo! Eu tô fulo da vida. Eu tô aqui preso, trancafiado nessa droga de lugar, enquanto a vida segue lá de fora. Tá satisfeita?
_Sinto muito Jacob. Não devia ter vindo.
_Escute Leah. Já fez um ano desde que eu tô aqui preso e daqui uns dias vou poder receber outro tipo de visita, aí então eu mando te chamar, mas até lá não apareça mais aqui. Certo?
_Ok – ela me olhava triste. Mas o que ela queria? Amor??? Comigo??? Fala sério!!!!
_Então tá. Ah e diga ao Lobo pra tomar cuidado com algum monitoramento que possa ter em alguma das nossas cargas – ela balançou a cabeça concordando.
Não esperei ela falar mais alguma coisa e me levantei, indo de encontro ao policial. Enquanto seguia para minha cela fui me lembrando de uma de nossas várias transas. E puta que pariu, eu estava necessitado de uma boa trepada e Leah era a mulher certa pra isso. É, realmente o sexo com ela era muito bom. Ainda bem que ela sabia que na nossa relação não havia cobranças. Como eu havia dito o que ela teria comigo, além da nossa relação de patrão e empregado, era sexo. E o dia que ela não quisesse, era só falar. Com certeza eu não iria forçá-la a nada. Estupro era um crime que eu jamais praticaria. Nunca precisei forçar a barra com mulher alguma. Eu sou Jacob Black e as mulheres é que se atiram em cima de mim.
Ao entrar na minha cela, Sam já estava lá e começou a puxar assunto como de costume.
_Demorou mais na visita hoje, hein Black?! – ele sempre arrumava um jeito de puxar papo comigo.
_Você fica aí marcando o tempo que eu estou fora, é Sam? Faça um favor pra você mesmo e fecha essa boca.
_Sabe, acho que você está precisando de uma boa transa pra se acalmar – ele riu debochado. Esse cara era um pé no saco.
_Tá oferendo seu rabo pra mim? Olha aqui, meu negócio é mulher, não curto esses lances de viado, não. – ri da cara dele.
_Cara eu gosto de mulher, aliás, de uma única mulher. Já te disse que sou casado – dei de ombros. Não tinha como eu não saber, ele sempre falava dessa mulher dele e do filho – E pelo visto você gostou da visita de hoje, tá até fazendo piadinha.
_Não gostei da visita e sim da notícia que recebi. E isso não é da sua conta – peguei a toalha e fui pro banheiro tomar um banho.
Deitei-me na cama esperando o sono chegar. Os dias aqui eram lentos e não tinha nada que ajudasse a passar, o que ajudava ainda era os exercícios que eu fazia no horário de banho de sol. Minha mente trabalhava sem parar pensando em mil coisas que eu deveria fazer assim que saísse dali. E a primeira da lista era matar o sujeito que me fez parar aqui. Isso sim era uma coisa que me distraia aqui, ficar imaginando como acabaria com aquele dedo duro. Enquanto eu não fizesse isso não teria descanso. E ainda havia muitas coisas pra mudar nos negócios assim que eu botasse os pés na rua.
Tantos assuntos pendentes, eu aqui trancado. Isso era uma merda! Não podia nem brigar, porque senão minha pena aumentava. E ainda sem sexo. Que porra! Será que dia que o advogado que Collin falou viria? Era melhor que esse sujeito não demorasse, eu não era o tipo de homem que gostava de ficar esperando.
No outro dia logo após o lanche da tarde, o policial me chamou dizendo que tinha alguém querendo falar comigo. Como não era horário normal de visitas, imaginei que devia ser o tal advogado. E minhas suspeitas se confirmaram ao me dirigir àquela sala. Paramos na porta e o policial algemou meus pés e passou a algema das mãos para frente, e abriu a porta.
Ao entrar naquela sala, eu podia jurar que meus olhos me traiam. Era uma mulher e fazia mais de um ano que eu não via uma mulher de tão perto sem um vidro no meio. Eles deviam ter me trazido pra sala errada. Mas quando o policial fechou a porta atrás de mim, vi que a sala era aquela mesma. Voltei minha atenção pra mulher à minha frente. Ela era ruiva, e estava com os cabelos presos, sua pele era muito clara com lábios rosados e volumosos. Seus olhos eram de um castanho profundo e ela olhou diretamente dentro dos meus olhos. E ao contrário da maioria das pessoas, ela não parecia ter medo de mim. Ela me olhava
atentamente, parecia estar me estudando. Ela estava sentada e quando se levantou vestida com um conjunto de saia e blusa percebi o quanto ela era gostosa. Inspirei sentindo seu perfume no ar, era doce e cítrico ao mesmo tempo, diferente de tudo que eu já havia sentindo. Talvez fosse só o fato de que eu estava trancafiado aqui há tanto tempo, que a fez parecer tão atraente pra mim. Meu membro se contorceu dentro da calça louco, depois de um ano sem se afundar numa mulher. O Collin devia querer que eu pegasse mais cadeia ainda, provavelmente por estupro me mandando uma advogada daquela, depois desse tempo todo que eu estava na seca. Minha vontade era de empurrar ela naquela parede e estocar meu membro bem fundo nela, sem descanso, por horas e horas seguidas.
Notas finais
N/B: Heyyy Lindas!!!! Eita que essa fic tá demais e a tendência é melhorar ainda mais!!! A cada capítulo Josy se supera!!!! Bem, a Nessie conseguiu o emprego. E ainda ganhou um admirador à tira colo kkkkk Ninguém merece esse Félix!!! Ela que não é boa nem nada, já ficou toda assanhadinha quando viu o meu Jake Putão kkkkkkkk. Gente que Jake é esse??? Pelo amor, esse homem ainda vai me matar qualquer dia desses!!! Mas o melhor pra mim foi ver Leah ser maltratada kkkkkkkkkkk E esse encontro hein??? Já deu pra perceber que a química, o fogo da paixão baixou naquele cubículo kkkk Aff se eu fosse a Nessie, eu diria pra ele: Meu bem, se você quiser meus serviços vai ter que me fazer ver a galáxia primeiro! kkkkkkkkkkkkkkk Quem ai assim como eu tá tremendo na base com esse Jake Putão levanta a mão /0/ rs. Bom, meninas vamos por esses dedinhos em ação e deixar muitos reviews, porque a fic merece! Quanto mais review tiver, mais rápido nossa querida autora posta um novo capitulo e assim matamos a nossa curiosidade desse encontro que promete sair faísca! Beijão!! Dayalukina
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