Atração Fatal

33 Capitulo 32 - O Final


Notas iniciais
GALERA ESSE É O FINAL. To muito malo e triste pra caramba. O que tenho pra dizer pra vocês na minha penúltima nota inicial? Cara eu só tenho a agradecer, pq eu tenho os melhores e maiores leitores do Nyah amo vocês pra caramba, e não to dizendo isso da boca pra fora. Cara eu recebi comentários que me fizeram chorar pra caramba! Tem pessoas aqui (que eu não vou citar pq pode causar ciumes kkkk) que eu amo de paixão mesmo sem conhecer. Quero muito conhecer vocês então me Add no face https://www.facebook.com/Carininhaloka52 TO FALANDO SÉRIO QUEROP CONHECER E SER AMIGA DE VOCÊS

POV LEO

Eu não estava disposto a parar agora, estava tão próximo do ápice, estava tão bom aqui que eu fingi que não havia mais nada além daquela tarde.

Jason gemia baixinho meu nome no pé do meu ouvido, apertava seu braço com força e mordia os lábios para não deixar escapar qualquer barulho que indicasse vida dentro do quarto. Com uma das mãos aproximei ainda mais o quadril de Jason contra o meu forçando o ritimo e assim apressando o nosso orgasmo. Suas mãos passeavam pelo meu corpo, seu membro fazia um movimento majestoso dentro de mim, enquanto ele me fazia juras de amor.

Estávamos suados, puxei-o pelo pescoço e selei nossos lábios, e assim que o orgasmo chegou nenhum barulho escapou por entre nossas bocas.

E depois que tudo acabava eu me sentia um lixo.

Um lixo por trair Nico daquela maneira... É só que eu não resisto ao charme de Jason.

Eu sou um pai de família que vive com seu namorado e o filho de um ano em Nova York, tenho um bom emprego e uma boa vida, embora enfrente monstros algumas vezes, tirando isso a minha vida é perfeita. Ou quase...

Tudo começou na festa de casamento de Hazel e Frank, não podia simplesmente deixar de comparecer na festa de casamento da minha cunhada. Assim como Jason e Percy não poderiam faltar, tudo estava ocorrendo normalmente, até que ele veio me procurar. Juro por todos os Deuses do Olimpo que eu tentei ser forte, não queria falar com ele, tentei fugir... Mas quando ele me segurou e selou nossos lábios, a fortaleza que eu tinha construído durante todo esse tempo se desfez.

Encontrávamos-nos em minha casa, mas eu não achava justo trair Nico em sua própria cama. Agora nos encontramos em um Motel, e isso me deixava ainda mais perturbado.

Eu colocava a camisa enquanto Jason continuou deitado enrolado nos lençóis, ainda nu. Odiava fazer aquilo, só que era tão necessário.

– Vamos fugir – ele murmurou.

Aquela sugestão foi tão ridícula que eu me virei perplexo encarando-o com todo o desprezo que consegui juntar no meu olhar. Como ele podia imaginar aquilo?

– Não me olhe assim...

– Você é louco? – disse cortando-o.

– Não poderemos ser felizes aqui – ele explicou levantando-se da cama procurando a sua cueca pelo chão do quarto ai se deu conta que eu a rasguei algumas horas mais cedo.

– E seria fácil assim? Sem mais nem menos? Abandonar Nico e o meu filho para trás? – perguntei descarregando toda a raiva que estava passando.

– Não se faça de santo, se amasse tanto eles não estaria aqui – ele disse segurando meu braço com força.

– Cale essa boca, você não sabe o que é amor – indaguei

– Eu te amo, eu sei o que é amor – ele respondeu segurando a minha cintura.

– Amor? E seu filho? Sabe ele ainda existe – disse entre os dentes.

– Ele não é meu filho – Jason murmurou apertando meu braço com mais força – aquela criança não teria vindo ao mundo se eu pudesse escolher.

– Oh Deuses – murmurei

Não podia acreditar no que ele havia acabado de falar, afinal Gale era seu filho, como poderia dizer aquilo?

– Você é um monstro, sabia! Como pode amar alguém? E percy? – perguntei com a voz acida.

– Uma transa casual – ele respondeu fazendo cara de deboche – Ele sabe que eu saio com outras pessoas, Percy só não consegue superar o fato de ter perdido Nico pra você – ele respondeu.

Não reconhecia mais Jason, ele não era mais o herói que salvou o mundo e que me beijou na sala de maquinas no Argo II. Sua aparência era perturbadora, seus olhos eram duas esferas azuis vidradas e sem brilho, não tinha mais o corpo de um Atleta, agora estava completamente magro e suas mãos ásperas. Sabia que usava heroína e o uso daquela droga estava acabando com ele.

– Nós somos um lixo – murmurei. aquilo era tão ridículo e tão arrasador que dei uma risada de escárnio – Nós somos um lixo, você é um drogado filho da puta e eu um bêbado nojento que trai o companheiro por algumas horas de prazer – disse.

Jason me acertou com um soco, não reagi, estava tão cansado daquela situação, tão cansado de trocar as caricias de Nico pelas pancadas de Jason, que não neguei que ele me espanca-se.

Sentia tantas saudades da minha antiga vida, quando meu problema maior era salvar o mundo. De alguma maneira quando Jason me espanca, a dor é bem menor do que parece, a dor de saber que abandonei tudo que sempre amei consegui superar qualquer agressão. Quando ele me bate eu só me esqueço.

Jason se aproxima tentando selar nossos lábios e a única coisa que eu faço é guspir em sua cara. Um tapa foi o suficiente para que eu me abandona-se, só deixei.

Deixei que ele repetisse o mesmo ato nojento de quase dois anos atrás.

Logo seu membro tornava em carne viva a minha entrada, fui forte e não perdi a consciência diante de seu ato nojento. Seria forte, não daria o prazer de ser dele, de morrer em seus braços. Quando ele se satisfez procurando a roupa, e assim que estava completamente vestido, desnorteado e sem saber o que acontecia. Fiquei ali em posição fetal, sentindo um liquido escorrer do meu corpo, onde seus golpes me acertaram doíam e sangrava só que eu fiquei ali, sem fazer nada.

– Eu não agüento mais – ele gritou tacando um abajur na parede, se ajoelhou ao meu lado tocando meu rosto – eu não agüento mais... – ele murmurou.

Não respondi só aumentei a temperatura do meu corpo até que ele sentisse necessidade de me soltar, levantei com dificuldade e percebi que o chão tinha uma grande possa de sangue, do meu sangue, misturado com sêmen. Sai do quarto batendo a porta. Decidido que aquela seria a ultima vez que estaria ali.

Caminhei pelos corredores do Motel com a cabeça ao vento, não queria e nem poderia imaginar abandonar Nico e meu filho, mesmo fazendo o que faço, mesmo traindo-nos.

Eu era um lixo.

As minhas roupas tinhas marcas vermelhas e ao me deparar com o retrovisor do carro percebi que meu rosto estava absolutamente desconfigurado. Entrei no carro e dirigi o mais rápido possível pra casa, não me importei com o excesso de velocidade e muito menos com os semáforos.

Não demorou muito para que eu entrasse no estacionamento do prédio. Minha cabeça estava a mil, realmente por um instante havia cogitado realmente fugir com ele, ir embora daquele pesadelo e começar uma nova vida ao lado de Jason.

Como assim?

Pesadelo? Viver com Nico e meu filho não é um pesadelo, nunca foi! Nico realmente suportou tudo, absolutamente tudo o que eu havia feito com ele durante todo o nosso relacionamento. Todas as vezes que eu sai e cheguei bêbado, cuidou de Gale, de casa e tudo o que tenho feito para retribuir o seu amor por mim é dormir com Jason pelas suas costas além da longa cicatriz que corta o seu peitoral e seu rosto do lado esquerdo.

Abri a porta do apartamento e joguei a minha bolsa aos pés do sofá, onde Nico estava embalando Gale. Ele me olhou assustado, desviei o olhar rapidamente, porém quase tive certeza que seus olhos estavam vermelhos.

– Por Hades o que aconteceu? – ele indagou com a voz baixa, provavelmente para não acordar o bebe.

O ignorei e sai o mais rápido possível da sala.

Precisava tirar seu cheiro de mim, nunca mais, jamais voltaria a me encontrar com Jason, queria definitivamente acabar com aquilo de uma vez.

Abri o chuveiro e deixei a água cair.

Quem sabe lavar a alma.

(...)

Tinha acabado de tomar banho, Gale já dormi em seu quarto e Nico estava de braços cruzados em nossa cama encarando o chão.

Aproximei-me engolindo seco achando uma maneira de iniciar aquela conversa. Minha aparência não era a das melhores, tinha hematomas por todo o corpo, nojento e deplorável eram as palavras certas para o meu estado.

– Vai me dizer o que aconteceu? – ele murmurou.

– Ante de tudo, quero dizer que nunca planejei isso... Não queria mentir pra você, te enganar... Só aconteceu – falei tentando parecer calmo, ignorando a pergunta que ele havia feito.

– Me enganar? — Nico riu nervosamente. — o que está dizendo? Hey, você está tremendo como se estivesse com frio, o que há de errado? – ele continuou, sua voz estava nervosa como se pudesse prever o que estava preste a acontecer dali pra frente.

– Nico, o que vou dizer vai te magoar de uma forma inimaginável, e sei que isso vai acabar com qualquer respeito e amor que você ainda tenha por mim. – falei. Apertava as mãos dele com força, querendo contar, esperando ter força para fazer isso, desejando não ter mentido para ele antes.

Nico fitou o chão, suas mãos ficavam cada vez mais frias e as minhas ficavam cada vez mais quentes.

O quarto foi tomado por uma onda de escuridão que emanava de Nico, o desespero da teia de mentiras e farsas estava caindo sobre mim, não queria ter feito realmente aquilo... ou queria?

– Pelo amor dos Deuses Leo, não me diga que está apaixonado por ele novamente... Não diga que vai voltar pra ele – ele sussurrou. Sua voz beirava o desespero, e foi nesse exato momento que eu sabia que aquilo não seria uma conversa muito fácil.

Não tinha coragem pra falar o que estava acontecendo, minha voz não saia e meu corpo tremia involuntariamente.

– Ah, por favor, Não me diga que ele voltou e que você... Que você vai... – ele disse completamente confuso com um tom de voz alterado. – Valdez pelos Deuses, iremos nos casar em breve, temos uma família, o nosso filho ta crescendo, você não é feliz? Foi ele que fez isso com você?– ele indagou se afastando ainda mais de mim. E eu ainda não consegui encontrar as palavras certas.

A expressão de Nico era de confusão, que tornou-se de pura dor. Queria toca-lo e dizer que não era nada, que estava tudo bem, do mesmo jeito que venho fazendo durante todos esses meses, só que... Aquela era a hora, teria que contar.

De uma forma ou de outra.

– É ele não é? – ele murmurou com a voz embargada, balançando a cabeça para evitar as lagrimas que já escorria pelos seus olhos.

– Sim – sussurrei, virei o rosto sentindo as lagrimas escorrerem não sabia que rumo aquela conversa tomaria dali pra frente, só sabia que havia acabado.

Tudo Tinha acabado aqui. Nico me encarava com o rosto vermelho, enquanto eu segurava a cabeça e soluçava.

Eu o amava, tinha medo de perdê-lo, Nico cuidou de mim, cuidou de um filho que não era dele com todo amor e carinho enquanto eu dormia com Jason, que nunca se importou em saber se Gale continuava vivo ou não.

– Pelos Deuses, me diga – implorou ele.

Olhei para ele, seu rosto estava indecifrável, do mesmo jeito que o Nico do Argos II todo o meu medo de perder a única pessoa que realmente me amou estava tão visível que eu poderia tocar. Mas algo aconteceu, Nico entrelaçou meus dedos nos seus e acariciou minha mão com o dedão e exibiu um sorriso mínimo.

– Não importa se ele veio procurar você, eu te amo, se você está aqui isso significa que voltou pra mim – ele murmurou compreensivo. Isso só fez com que meu choro se intensificasse ainda mais, como ele poderia ser tão compreensivo comigo. – Não importa o que ele tenha falado pra você, saiba que eu ainda estou aqui, por você, por nós.

Não poderia continuar com aquela mentira.

Ele precisava saber.

– Eu e Jason ficamos juntos – falei

Após isso só me lembro do pior pesadelo da minha vida.

O pesadelo que retornou a acontecer.

Nada, absolutamente nada que eu tenha vivido naquela vida ou sentido consegue superar a dor que senti quando Nico se afastou de mim.

A frieza e o odor de morte que saia dele era rebatida pelo calor que saia por meus poros. Ele se virou lentamente e começou a fazer as malas, queria que ele discutisse comigo, gritasse e me batesse. Ele somente se fechou e ignorou a minha presença.

– Nico deixe-me explicar – murmurei

– Explicar? Isso não tem explicação – ele murmurou, quando se virou seus olhos faiscavam de raiva – Sabe de uma coisa Valdez, Percy veio aqui, me implorar pra voltar pra ele, que não ligava que eu levasse Gale junto, ele só queria ser feliz comigo – ele disse contendo as lagrimas – Sabe o que eu disse? Que a minha felicidade era ao seu lado.

– Eu precisava de Jason – murmurei, mas assim que aquelas palavras saíram me arrependi por cada silaba que disse, ele olhou pra mim como se tivesse sido ultrajado com aquelas palavras. Uma risada de escárnio rasgou o silencio que pairava sobre o quarto.

– Que bom que precisa de um drogado que te estupra com frequência – respondeu Nico. Fui atingido com uma facada e a vergonha me dominou.

– Eu te amo Nico – disse limpando as lagrimas dos olhos.

– Você me ama? – gritou Nico, então se lembrou que Gale dormia no outro quarto – Me ama? – sussurrou quase inaudível. – Olha Leo eu estive ao seu lado mesmo quando você quase tentou me matar, matar Gale, mesmo assim eu voltei e tentei. Tentei te dar tudo o que você precisava, mas acho que não foi necessário.

Não tinha resposta, ajoelhei no chão e chorei aquilo era a mais pura verdade. Meus soluços pareciam gritos desesperados que eu tentava conter a qualquer custo. Eu ouvia Nico soluçar baixinho parado na frente da cômoda onde ficavam as suas roupas, enquanto eu recordava de onde toda aquela desgraça havia acontecido.

Será que tudo teria sido diferente se naquela noite no navio eu tivesse beijado Jason evitando que ele fosse para o banheiro pegando Nico e Percy juntos? E se aquela surra não tivesse ocorrido? E se eu tivesse aceitado ser amante de Jason ainda no acampamento? Realmente não conseguia achar onde toda aquela seqüência de tragédias começava a acontecer.

Agora Nico estava sentado na cama, levantei e senti ao seu lado na cama. Mesmo de cabeça baixa conseguia ver as lagrimas de Nico molhar a sua perna.

– Eu estava feliz – ele murmurou

– Eu sei

– Não você não sabe – ele gritou levantando-se via que seu corpo tremia enquanto falava – Você não sabe seu bêbado maldito, eu te odeio, quero que você morra!

Ele jogou o resto de suas roupas na mala, saiu pela porta do quarto e entrou no quarto de Gale, o desespero tomou conta de mim assim que ele saiu com meu filho nos braços.

– Não pode levar ele – murmurei encostando a minha mão no batente da porta.

– O meu filho vai comigo – ele respondeu, seus olhos atingiram um tom de negro tão escuro que eu recuei com as forças de suas palavras.

E assim foi a ultima vez que vi Nico e meu Filho.

POV PERCY

– Mãe – chamei baixinho.

Ela estava na cozinha enquanto cuidava de Heloisa, a minha irmãzinha, pode parecer idiotice, mas aquela cena era a única capaz de me tirar do meio dos meus demônios.

– Diga Filho — ela disse levantando os olhos pra mim.

Não era mais o maioral do acampamento meio sangue, a única coisa que eu consigo fazer desde que não tenho mais nico por perto é ficar em casa e as vezes transar com Jason.

– Eu estou indo embora – disse sentando ao seu lado.

De uns tempos pra cá, meu pai me ofereceu um cargo no seu reino no mar, não gostava da idéia de abandonar tudo pra trás. Só que depois que Nico dissera que não ficaria comigo, que era feliz ao lado de Leo, acabei desistindo dele, e de todas as batalhas que tinha cravado durante toda a minha vida, dizer a Nico que ele poderia ser feliz com outro homem foi a mais difícil que eu enfrentei.

– Pra onde filho? – minha mãe murmurou com a voz embargada enquanto acariciava meu rosto.

– Vou ir trabalhar com meu Pai, prometo que eu vou vim visita-la – eu disse tentando soar corajoso, só que saiu vazio e triste.

– Não pode fugir Percy – ela disse

– Não estou fugindo, só estou esquecendo – falei deixando uma lagrima encontrar o meu sorriso.

Ficamos em silencio compartilhando aquela longa despedida, ela sabia assim como eu que se eu saísse por aquela porta, jamais voltaria. Suas mãos se envolveram em meu rosto e ela beijou a minha testa. Sorri e levantei.

– Eu te amo filho – ela disse, e eu concordei com a cabeça.

SOU COMPLETAMENTE INFELIZ! E não sei onde isso tinha começado, será que se eu não tivesse batido em Jason a minha vida seria diferente? Será que eu e Nico estaríamos no Acampamento meio sangue agora cantando em volta da fogueira de mãos dadas?

Pensar no Acampamento fez meu coração doer! Como sentia falta daquele lugar. Foi tão bom lutar contra os titãs, lutar pra salvar o mundo das mãos de Gaia.

E como era legal o Argo II, com todo mundo feliz, antes dos problemas começarem. Como era legal no fim da noite, depois da janta fazer uma pequena fogueira e rir.

Eu perdi tanto.

– Você provou o seu valor – disse uma voz atrás de mim.

A cozinha foi dominada por uma brisa marinha, ele estava ali. Meu pai estava ali.

– Você provou o seu valor filho – ele disse colocando a mão sobre meu ombro – vá atrás dele, ele ainda o ama, sei disso, agora vá!

Não fiquei ali por muito tempo, não tinha a menor idéia do que ele estava falando, e não ficaria ali para raciocinar, somente sai. Sai correndo, e em um pulo já estava nas ruas de Nova York, corri com todas as minhas forças, o ar já fazia falta em meus pulmões. Queria ligar pra Nico e dizer o que tinha acabado de acontecer.

O apartamento dele não era tão longe dali, e nem sabia o que dizer a ele quando chegasse lá, eu já tinha ouvido um não o que poderia me garantir que dessa vez ele estava livre? Que ficaria comigo? Não perdi tempo e continuei correndo.

O apartamento era no fim da rua, correndo ao encontro deles passo por um acidente de carro que parecia grave. Vi dois corpos embrulhados, uma maior e uma menor, que mais parecia uma criança, provavelmente mortos e prontos pra autopsia.

Fiz uma pequena oração ao meu Tio Hades e continuei correndo, estava tão eufórico que nem percebi que em meu rosto um sorriso largo estava formado.

Subi pelas escadas, logo que não teria paciência para esperar o elevador parar e me levar para o andar desejado.

Assim que cheguei ao andar de Nico, ouvi gritos horríveis pelo corredor e meu coração falha uma batida assim que percebo que vem do apartamento dele. Corro rapidamente para a porta e vejo uma cena arrasadora.

Leo se debatia nos braços de Frank enquanto Hazel estava ajoelhada ao seu lado chorando. Minha cabeça estava a mil, entrei no apartamento as pressas ignorando os olhares que me seguiam, revirei os quartos e não encontro nem Nico e Gale no apartamento.

Volto pra sala alterado, andando de um lado para o outro, alguém segura meu braço, olhei assustado o rosto de Annabeth, queria entender o que estava acontecendo ali, só que minha cabeça girava e eu não conseguia perguntar. Leo gritava, chorava e se debatia no chão. E eu tapei a boca suprimindo um soluço quando começo a entender o que tinha acontecido, no que estava acontecendo.

A cena do acidente invadiu a minha mente, aquele carro era muito familiar.

– Ele não sofreu – murmurou Annabeth.

POV LEO

Já fazia quase duas horas.

Duas horas que ele havia me deixado.

Pela primeira vez em toda a minha vida eu me sentia realmente muito triste. Mas não o segui sabia que aquilo era realmente o fim, não dava, simplesmente tudo tinha acabado. Andei pelo apartamento e só dei por mim quando a campainha toucou.

Limpei as lagrimas e abri a porta, a surpresa me dominou assim que vi Hazel e Frank, forcei um sorriso e disse.

– Olha se veio falar com Nico, ele nem o bebe estão – Disse um pouco desconfortável evitando qualquer conversa começasse ali, tentei fechar a porta mas Frank impediu segurando-a com a mão.

– Leo precisamos conversar – ele disse em um tom compreensível.

Fiquei perplexo com o que estava acontecendo, só me afastei da porta dando passagem pra que eles entrassem. Hazel segurava fortemente a mão de Frank e evitava me encarar, já sabia o que eles iriam dizer provavelmente dizer por que trai Nico com Jason. Porém deixei que eles começassem a conversa.

– Vim ver como você está – murmurou Hazel

– O que está acontecendo? – perguntei com um tom de voz acido.

– Leo, Jason foi encontrado morto em um motel – disse Annabeth entrando no apartamento com os olhos vermelhos e cabelo bagunçado. Meus olhos se encheram de lagrimas, mas fiz um sinal para que ela prosseguisse – Ele morreu de overdose de heroína.

Não disse nada somente caminhei até o centro da sala, e peguei um cigarro, o cigarro que Nico havia deixado.

– O que vocês vieram fazer aqui, já disse que Nico não está – Falei com a voz acida fazendo Hazel soluçar, não era a minha intenção de magoá-la só não compreendi porque ela ficou tão chatiada.

– Leo aconteceu um acidente – disse Frank colocando a mão no meu ombro, meu coração falhou uma batida e minha respiração ficou irregular afastei a mão dele com um tapa, porém ele não se importou e me apertou em um abraço – Ele não sofreu – ele murmurou.

Demorei pra associar as palavras que ele havia me dito como assim ele não sofreu? Hazel chorava descontroladamente e Annabeth segurava seus soluços. Fiz uma careta mostrando que eu não compreendi. Frank me apertou mais forte e Annabeth começou a falar.

– Um motorista atravessou o farol vermelho, foi tudo muito rápido, Nico e Gale não sofreram, morreram imediatamente.

Um grito foi necessário para que eu acabasse em lagrimas.

Esse é o fim.

Notas finais
Amo vcs comente e me façam chorar