Atração Fatal

2 Capitulo 2 - O toque


Notas iniciais
POxa galera desanimei, se não tivesse recebido um comentário da minha leitora laysa (valeu linda *--* ) ficaria ainda mais triste. IMPORTANTE na parte em que Leo citar a Musica procure no vagalume, youtube ou qualquer outro lugar pra dar um clima o nome da musica é Isabel do grupo Il Divo Desabafos feitos #Partiu História

POV Percy

Nico era um menino de ouro.

Após terminar com Annabeth eu realmente me aproximei demais dele, sempre fazíamos algo juntos, eu necessitava da sua presença, necessitava do seu toque.

Em uma manhã, enquanto tomávamos café e Leo fazia piadas como de costume nossos olhos se encontraram. Suas orbitas mais escuras que as noites de inverno me fitavam divertidamente e eu sorri e para minha surpresa ele retribuiu o sorriso. Todos devem ter sentido o clima, logo que Leo parou de fazer piadas e olhava atentamente suas panquecas. Hazel e Frank olhavam alternadamente entre eu e Nico, Annabeth estava distraída em seu Laptop e Jason e Pipper trocavam risadinhas. Tive vontade de gritar a todos que não eram o que estavam pensando Nico era como um irmão pra mim, inocente, que precisava ser defendido a todo e qualquer custo.

Meus sentimentos sobre Nico eram conturbados, assim como nossa relação. Raramente tínhamos longos diálogos e as vezes (quase sempre) ele se isolava e não deixava ninguém chegar perto, nem mesmo eu, e isso me chateava vê-lo triste me deixava triste também. Aquele dia mais tarde Annabeth sentou ao meu lado na sala de estar do navio

– Você é a única pessoa que pode fazê-lo feliz Percy – disse ela me encarando com seus olhos cinza

– Como assim? Ele é um irmão pra mim Annie, não pode insinuar uma coisas dessas – respondi abalado. Afinal eu e Nico somos homens, e eu nunca compartilhei esse tipo de sentimento com ele, ele é tão inocente, tão puro que eu seria incapaz de tocar em um assunto tão... Sensível.

– Sabe por que te chamo de cabeça de alga? – ela perguntou com um sorriso nos lábios

– Porque você me acha lento e blá blá blá – respondi fazendo uma careta e isso a fez rir.

– Exatamente, ele não te vê como um irmão Percy! Ele deseja mais de você – ela falou compreensiva, não imagino que Nico pense nessa coisas, deve ser coisa da cabeça de Annabeth.

– E nós? – perguntei baixinho, embora estivéssemos separados ainda sentia algo por ela, e isso não é apagado da noite para o dia.

– Quando ficamos juntos Percy, estávamos abalados. Tinha acabado de perder Luke... – sua voz falhou — e você era tão bom amigo que acabamos confundindo as coisas sabe.

– Você sempre vai ser minha sabidinha – respondi sorrindo

– E você sempre será meu cabeça de algas

...

Enquanto cantávamos, vi algo que fez meu coração bater mais que bateria de escola de samba na Sapucaí. Nico atravessou a porta e veio ao nosso encontro. Vestia camiseta e um jeans preto, seus olhos ainda estavam vermelhos de tanto chorar e seus rosto estava amassado. Atrás da orelha ele prendia um cigarro.

Quando se aproximou sentou ao meu lado na cantoria e logo se juntou ao coro. A luz artificial da fogueira fazia com que seu rosto parecesse mais vivo, mais bonito. Olhei pra ele e nosso olhos se cruzaram, e me lembrei daquele menininho que jogava mitomagia que eu defendi a quatro anos atrás. Ele ainda era um menino pra mim, o meu menino.

– Obrigado – ele sussurrou

– Estarei sempre aqui, sempre – respondia.

As canções explodiam, nós riamos compulsivamente das coisas que Pipper e Frank contavam e olhávamos pras estrelas tentando inventar histórias engraçadas, Nico se enturmou rápido e estava com a cabeça encostada no ombro de Annabeth, os dois se curvavam de tanto dar risadas. A noite estava perfeita

POV LEO

Eu amava essa bebida!

Eu já nem precisava mais de copo, bebia diretamente na boca da garrafa.

Se minha mãe tivesse visto essa cena ela odiaria ver me bebendo diretamente da garrafa, e odiaria ainda mais eu estar bebendo feito um louco. Meus sentidos já estavam sendo alterado pela bebida, me sentia mais lento e mais tonto.

Fui até a cômoda e liguei o som, uma musica triste soava no fundo, Isabel, minha musica de fossa era do grupo favorito da minha mãe, sendo assim me grupo favorito também.

Mexia meu corpo tentando encontrar o ritimo da musica, ouvi o som da risada do pessoal e aumentei o som. Lagrimas escorriam pelo meu rosto, estava me sentindo muito só àquela noite.

– volar caer, al fondo del dolor, soña perder, imperios de ilusion – cantei baixinho

Comecei a sentir um calor estranho, e tirei a camiseta e a bermuda ficando só de cueca Box, virei à garrafa bebendo mais e acabei engasgando, tossi e apoiei uma das mãos no joelho.

Os Deuses não seriam tão bons em me deixar morrer sozinho no quarto agora, era necessário que eu sofresse mais. Um amor impossível, uma solidão sem fim. Pensei no que Nêmesis me disse, sempre serei a sétima vela. A dor agora se tornou insuportável, não era uma dor física mais sim espiritual, tive que me controlar pra não pegar fogo e incendiar o navio.

Sentei na cama e apoiei as mãos na cabeça, levantei o rosto para evitar que as lagrimas continuasse a cair. Sem perceber já estava no fim da segunda garrafa e passei mal, muito mal.

No inicio foi uma mal estar que acabou me deixando muito enjoado, antes que desse conta e fosse para o banheiro meu jantar foi parar sobre o meu colo, comecei a me sentir muito tonto e uma dor que se espalhava por todo o meu corpo me impedia que eu ficasse ereto. Acabei caindo no chão e espalhado ainda mais o que restava em meu estomago, tentei me virar para não me engasgar com o vomito, acabando de bruços no chão frio do Argos II. Minha bexiga parecia incontrolável e a esvaziei naquele momento, urinei deitado no chão e senti um certo rubor por isso, parecia um garoto, um garoto bêbado, semi nu, deitado no próprio vomito e urinado no chão.

Minha situação era deplorável, minha vontade de viver ia esvaindo-se do meu corpo, sentia-me cada vez mais leve e minha visão foi ficando turva, entretanto enxerguei o suficiente antes de apagar.

Um estrondo fez a porta bater violentamente na parede, Nico e toda a tripulação do Argos II entro no quarto, me deixando com muita vergonha, lagrimas saiam compulsivamente dos meus olhos e eu tentava balbuciar algumas palavras foi quando eu apaguei.

POV JASON

A noite estava muito divertida, estávamos desenterrando muitas canções e histórias. Hazel contou como foi a sua primeira vez em um shopping Center e quase pirou. Riamos feitos loucos, foi quando subitamente Nico deu um pulo e gritou o nome de Leo, Hazel parou de rir e também pronunciou o nome de Leo saindo correndo até as cabines, todos a seguimos assustados com a situação.

Nico parou na frente da porta dele, forçou a maçaneta mais estava fechada, antes que alguém pudesse impedir ele arrombou a porta e deu espaço para a pior cena que eu já vi em toda a minha vida. Meu coração parou, minhas pernas quase cederam e um suor frio percorria meu corpo.

Leo estava deitado sobre uma possa de vomito somente de cueca Box, visivelmente abalado enquanto tentava pronunciar algumas palavras. O quarto cheirava a bebida e a urina, e ele estava chorando. Por um momento ninguém teve nenhuma reação, todos estavam perturbados com aquela cena. Então olharamos para Nico e Hazel a fim de alguma explicação.

– Ele estava se rendendo para a morte, senti sua alma saindo do corpo ele...- Nico não conseguia terminar a frase, mais não era preciso, todos olharam para Leo e percebeu o que Nico queria dizer, ele havia tentado suicídio.

Ajoelhei perto dele e vi se ele ainda estava respirando, eu estava tremendo com aquela situação. Leo tinha tentado cometer suicídio, eu sabia que ele andava bebendo, só não imaginava que já tinha chegado naquele ponto.

O corpo dele tremia com o frio do chão e com a sujeira que ele fizera. O levantei com cuidado e o abracei, me odiando por não ter o convencido a ir cantar conosco, por simplesmente aceitar que ele ficasse sozinho, me odiava por falhar em cuidar dele, de protegê-lo, eu havia abandonado e uma tragédia quase aconteceu. Se tivesse perdido Leo...

– Jason leve-o para o banheiro de um banho de água gelada para tirar essa ressaca, Hazel e Frank vá distrair o treinador enquanto eu, Percy e Nico ficamos aqui para limpar essa bagunça – ditou Annabeth e todos corremos para completar a nossa função.

Peguei Leo no colo e o levei para o banheiro, o arrumei na banheira enquanto tentava tirar a sua cueca, quase enlouqueci, sem membro estava exposto e é completamente bonito e grante se compararmos a estatura baixa dele.

Ouvi uma batida na porta e Frank entrou com uma pequena trouxa de roupa.

– Annabeth mandou vesti-lo com isso – ele colocou a roupa em cima da pia e comentou – bom divertimento.

Quando saiu ficou somente Leo e eu, tive que ser forte pra não acabar cometendo uma besteira ali. Liguei a água morna e deixei que caísse sobre seu corpo, ele resmungou um pouco.

Em uma das mãos coloquei um pouco de xampu e comecei a ensaboar os seus cabeços que estavam sujos pelo vomito. Confesso que aquele momento a minha excitação era maior que o meu nojo. Enxaguei a sua cabeça e comecei a lavar o seu corpo. Por muitas vezes tive que chacoalhar a cabeça para que os pensamentos maliciosos não tomassem conta de mim, eu tremia e de vez em quando Leo dava sinal de vida e isso me assustava logo que o volume em minha calça estava aumentando. Quando chegou o momento de ensaboar as suas partes intimas, tive que pedi força pra não fazer algo que muito, mais muito provavelmente me arrependeria depois (ou não). Já tinha visto Leo de sunga algumas vezes, mais nada chegaria perto de vê-lo completamente nu.

Minhas mãos deslizaram para lavar seu membro e suas nadegas. Comecei devagar impedindo que todos os meus desejos extravasassem. Quando toquei em seu órgão ele gemeu e eu imediatamente retirei a mão, simplesmente não poderia fazer aquilo, era errado se aproveitar de alguém em um momento tão indefeso. E tornava isso ainda mais repugnante se essa pessoa vulnerável é seu amigo. Decidi que ele na morreria se ficasse sem suas artes intimas sem lavar. Terminei seu banho e o sequei fiz o Maximo que pude para ele não bater a cabeça, mas ele fez assim mesmo umas quatro vezes. Quando terminei de vesti-lo, o encostei no canto do banheiro e fui ver se a barra estava limpa.

Percy estava na porta do quarto com um saco preto, enquanto Annabeth e Pipper terminavam de arrumar a cama.

– O que tem no saco? – perguntei, Percy abriu o saco e vi que nele tinha diversas bebidas que variavam de Whisky a rum.

– Sim, você acabou de dar banho no mais novo alcolotra do pedaço – disse Percy sarcasticamente.

– Leo precisa de ajuda – murmurei voltando ao banheiro para busca-lo.

...

– Você precisa durmi aqui com ele, para caso ele passe mal a noite – disse Pipper

– Tudo bem – respondi – mais onde?

– vocês são meninos ora essas, divide a mesma cama, ele não vai se importar – disse Annabeth saindo do quarto levando Pipper e Percy com ela.

Leo estava respirando normalmente, depois do susto que levei, mesmo que Pipper não sugerisse eu dormiria com Leo para garantir que ele não fizesse mais nenhuma besteira.

Eu deitei e o aninhei sobre o meu corpo, Leo apoiou a cabeça sobre meu ombro e sua perna em meu membro, abracei ele com mais força, enquanto as cenas de algumas horas atrás passavam sobre a minha mente. Eu tive medo, um medo horrível de perder Leo Valdez, enquanto ele dormia eu beijei sua testa e disse

– Eu te amo

Notas finais
Desculpe os erros de português ok Feliz natal Comentem viu u;u