Atração Fatal
20 Capitulo 19 - A dor de uma paixão
Notas iniciais
POV NICO
Fiquei ao lado de Leo durante a noite toda.
Ele não queria ser tocado de maneira alguma, acabou me queimando diversas vezes enquanto eu tentava limpa-lo e cuidar dele.
Seu corpo tremia entre os soluços que ele dava. Era de partir o coração vê-lo daquela maneira vulnerável e exposto à situação. Mal consegui pegar no sono.
– Jura que essa história não vai se espalhar no acampamento! — Ele murmurou deitado na cama. Sua voz era seca e ele não chorava mais, estava duro feito uma pedra.
– Leo, Quiron tem que saber pra...
– Ninguém vai saber – ele me cortou dizendo entre os dentes.
– Tudo bem – eu murmurei
Ele novamente ficou em silencio, não conseguia conciliar todos os fatos daquela noite, meu encontro com Percy me abalou demais! Ele fugia de mim como o diabo foge da cruz, ok isso não faz sentido para um semideus, mas você entendeu né!
Eu fiquei sentado no chão esperando que Leo se acalmasse, e conseguisse dormir. Porém ainda consegui ouvir sua respiração irregular e uns sussurros inaudíveis.
– Ele me amou um dia – ele me disse olhando para o teto.
– Eu sei disso – respondi, mesmo sem saber ao certo o que Leo esperava dessa conversa.
– Eu estou com uma dor horrível Nico.
Levantei-me assustado, sentei na beirada da cama e olhei para seus olhos incrivelmente vazios.
– Onde dói Leo? – perguntei tentando manter a calma.
Ele levantou a mão e a posou no coração. Em seu peito havia diversos arranhões, como se ele estivesse tentando arrancar aquele sentimento de seu peito. Meus olhos se encheram de lagrimas, imaginando a dor que ele sentia naquele momento.
– Vai passar Leo – murmurei com a voz embargada.
– Eu o amo, e dó saber que ele me feriu assim – falou com a voz seca.
– Leo eu não sei como reagir a isso – desabafei com lagrimas rolando em meu rosto.
Ele virou e encarou o outro lado do quarto ficando de costas para mim. Sem refletir sobre o que fazia, deitei por trás dele o acariciando. No inicio ele ficou imóvel, paralisado. Depois se virou e encostou a cabeça em meu peito. Fazia carinhos em seus cabelos
Ficamos assim por um bom tempo, até ele pegar no sono.
Espero que isso ajude melhorar a sua dor.
...
Sai do chalé de Hefesto sorrateiramente, sem que ninguém me visse e passei a andar pelo acampamento. Senti um clima diferente no ar, todos estavam diferentes, uma áurea negra banhava o lugar, principalmente os romanos, alguns estavam até chorando. E eu gelei, será que a história havia vazado? Será que todos estavam sabendo do que Jason fez com Leo?
Eu ia caminhando quando encontro Pipper na porta de seu chalé chorando com a cabeça entre as mãos, me aproximei relutante para perguntar o que tinha acontecido, temendo o pior.
– O que houve no Acampamento Pipper? – perguntei sem mais delongas.
– Você ainda não sabe? – ela perguntou assustada e ao mesmo tempo admirada
– Não, dormi até mais tarde hoje! – menti esperando que ela não me fizesse mais perguntas.
– Jason está morrendo – ela respondeu pausadamente.
Não esperei que ela visse a minha reação, sai correndo para o chalé 3 e nem bato na porta automaticamente pulo para dentro dele e encontro Percy e Annabeth discutindo. Isso não interessava somente gritei.
– Você matou Jason?
– Você também, como se já não bastasse Annabeth! Olhe aqui, eu não envenenei Jason, passei a noite aqui no meu chalé. Droga! – ele gritou novamente
– Só espero que seja verdade! – murmurou Annabeth e saiu batendo a porta atrás de nós.
Não sabia se podia acreditar em Percy, ele já quase matou Jason duas vezes, como posso confiar que dessa vez ele não tenha chegado mais próximo do resultado desejado.
Eu me aproximei dele o suficiente para sentir o cheiro de maresia que saia por seus poros, cheguei mais perto para poder sentir o calor de sua pele e respirarmos o mesmo oxigênio. Seus olhos estavam lindos feito o mar em dias de tempestade.
– Eu vou embora – sussurrei
– Quando? – ele perguntou com a voz embargada.
– Hoje a noite – disse entre as lagrimas.
Por um bom tempo ficamos ali, chorando encostado um no outro. Seus soluços faziam a minha alma tremer dentro do meu corpo e a vontade de te-lo pela ultima vez me consumiu por completo.
Selei nossos lábios pedindo passagem para a minha língua. Ele se afastou de mim e acabou caído e batendo a cabeça da beliche de cima.
– Não posso Nico – ele murmurou virando o rosto
Aproximei-me novamente dele, determinado a não deixa-lo escapar, dei um longo beijo em seu pescoço e lambi a sua orelha e disse sussurrando em seu ouvido:
– Não estou pedindo sua permissão.
Percy não entendia que se fosse embora sem passar mais uma noite com ele, ficaria louco, não encontraria mais motivo pra viver, não saberia que rumo tomar na minha vida.
Beijamos-nos, agora nossas lagrimas se misturavam, e mesmo com os lábios colados sentias os seus soluços e seus sussurros de dor, eu deitei sobre ele e começamos a nos beijar ainda mais. E quando o ar foi necessário, comecei a chorar eu tremia assim como ele. Eu necessitava daquilo, como poderia passar a minha vida inteira.
– Vamos fugir – sugeri entre os soluços
– Se eu fugi com você jamais seremos felizes – ele respondeu derramado algumas lagrimas em meus olhos
– Nós não estamos sendo agora – eu disse
Ele virou e ficou por cima de mim, suas mãos me apertaram contra a sua ereção e isso me fez gemer. Ele veio, meteu a mão na minha bunda com vontade e começou a me encoxar e me beijar. Lambia meu pescoço e mordia minha orelha, dizendo que eu era o cara da vida dele. Já dava pra sentir o pau dele latejando contra o meu por cima da roupa
Tratei de rapidamente tirar a minhas roupas e ele fez o mesmo, tudo em silencio, Logo que era meio dia e todos estavam zanzando por ai.
Fui beijando de seu pescoço até seu membro, e ele se contraiu todo quando passei a língua sobre a sua cabeça. Iniciei os movimentos vai e vem com volúpia e vontade, se aquela fosse a minha ultima vez com Percy, que seria a melhor.
Ele acariciava os meus cabelos enquanto eu fazia sexo oral, seus gemidos eram contidos e quando sussurrava meu nome só faltava explodir de prazer. Com cautela Percy puxou os meus cabelos ao seu encontro e me beijou.
– Quero sentir você – ele sussurrou em meu ouvido
Deitei de lado e levantei a perna para facilitar a penetração. Não doeu tanto como a ultima vez, mas ainda sim doeu. Percy forçava a minha entrada e eu gemia por causa da dor e o do prazer, ele com sua mão livre começou a me masturbar, a sensação era inebriante.
Logo chegamos ao orgasmo juntos, sentia a respiração irregular de Percy no meu pescoço logo ao pé do ouvido. Tratei de me vestir logo antes que alguém pudesse sentir a nossa falta e ligassem os pontos.
Esse seria o fim.
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