Atração Fatal
13 Capitulo 12 - Heróis?
Notas iniciais
POV LEO
Eu definitivamente iria virar churrasquinho de Leo.
O sol estava tão quente, que mesmo não podendo me queimar, Apolo estava conseguindo.
Colher uvas fazia com que e minha vontade de beber aumentasse a milhão, imaginava um bom vinho. Ai deuses não teria castigo pior.
A colheita de uva é complicada aqui no acampamento, pelo simples fato de você nunca conseguir colher todas as malditas frutas! Toda vez que eu colhia uma nascia mais oito no lugar. Estava horas colhendo e até agora não terminei a primeira fileira.
Enquanto cumpria o meu castigo, fiquei pensando no que Jason estaria fazendo. Não o vi o dia todo e estava com muita saudade dele. Talvez hoje no jantar nós pudéssemos ficar juntos, comer na mesma mesa, ficar abraçados durante a cantoria e quem sabe passar a nossa primeira noite juntos! Sei que é proibido, porém um castigo a mais ou um castigo a menos não fará a menor diferença.
Por muitas vezes tive que conter o impulso de sair correndo até o meu chalé e pegar aquele maravilho Whisky, ai deuses, me ajudem nessa difícil missão.
Entretanto não sabia se o meu suor era pela falta de bebida ou pela cena que vi hoje no lago. Nunca tinha visto Nico daquela maneira, tipo seminu. Na hora, com a minha bebida rolando pra lago nem reparei, mas agora pensando melhor vê-lo naquela disposição havia me excitado um pouco.
Sim, eu gostava de Jason!
Porém isso não evita que eu saia por ai e veja belos corpos masculinos. Com esse tipo de pensamento senti meu membro pressionar a calça e por um impulso o toquei, um gemido saiu baixinho, logo que estava no meio do acampamento.
Voltei a tocá-lo, porém pressionando com mais força em um movimento ritmado. Fazia um tempo que não fazia aquilo, me masturbar durante uma guerra não era muito “certo”.
Ajoelhei no chão deixando o saco de uvas na frente de toda a ação. Se alguém chegasse de repente parecia que estava simplesmente arrumando o saco.
Retirei o meu membro da calça e comecei a fazer movimentos vai e vem. Minha mente viajava sobre uma possível noite com Jason, seus cabelos loiros, sua cicatriz em seu lábio contra o meu, nossos corpos suados um sobe o outro, suas mãos fazendo caricias me levando ao delírio...
Sentia tremores por todo o corpo, uma sensação de prazer tomava conta dos meus músculos, sentia a minha respiração irregular ficar cada vez mais alta, aumentei a rapidez dos movimentos, por que eu tinha que fazer uma coisa rápida e básica, logo que poderiam me pegar a qualquer momento aqui.
Percorria com a mão toda a extensão do meu pênis, dando uma atenção especial para o topo, mordia os lábios para evitar que um gemido sai-se muito alto. Minha cabeça tentava recriar uma noite perfeita Jason e eu, juntos, pra sempre.
Não demorei muito para atingir o orgasmo, borboletas tomaram conta do meu corpo e ele ficou leve e tremulo.
Tratei de me limpara rapidamente, antes que alguém chegasse e me pegasse naquela situação.
Colhi mais dois sacos de uvas, estava tão detraído que nem vi a ninfa se aproximando.
– Quiron disse que você pode ir tomar banho para o jantar – ela disse sorridente
– Sim, claro – respondi assustado.
...
Cheguei ao meu chalé e vi Nico ajoelhado com uma roupa anti-fogo tentando pegar algumas peças no chão, ele xingava em grego antigo com a tamanha desorganização do chalé. Ele se aproximou da forja e deu um salto para trás com a alta temperatura. Eu não pude deixar de rir, ele virou com a cara cheia de raiva e eu me aproximei.
– Pode deixar que eu termino essa parte – disse retirando algumas peças com as próprias mãos, elas estavam quentes, outras pegavam até fogo. Nico me observava com cara de surpresa.
– Obrigado – ele murmurou.
Ele saiu de perto das forjas, suas mãos tocavam a parede e ele andava por entre as mesas de matérias em silencio e extremamente curioso.
– Vocês dormem no chão? – ele perguntou
– O que?
– Eu perguntei se vocês dormem no chão? – ele disse novamente me fitando, eu não pude deixar de não rir com a sua pergunta inocente.
Terminei de recolher as peças e a joguei em um compartimento que é chamado de “cantinho da bagunça” ou simplesmente “joga ai que depois a gente conserta”. Andei até o canto, e apertei um botão, um computador surgiu e eu digitei o código dos quartos. Um elevador surgiu da parede inferior do chalé, Nico olhava surpreso.
– Simplesmente siga-me! – eu disse fazendo sinal para que ele entrasse no elevador, assim que nós estávamos dentro. Eu digitei a senha do meu quarto e o elevador começou a se mover.
Tive que rir da cara que nico fez assim que as portas de abriram. Tinha que ser modesto, porém todas as modificações e a decoração do quarto, feito por mim, estavam perfeitas.
Meu quarto tinha apenas quatro paredes, sendo o banheiro com paredes de vidro com uma banheira e um pequeno chuveiro. Uma cama redonda de lençóis pretos de seda chinesa. Minhas duas mesas com objetos de mecânica e um pequeno closet aberto.
Tirei a minha camiseta suada e joguei no cesto de roupa suja, Nico olha de boca aberta para a tela que se projetava na parede inferior do quarto, eu peguei o controle e a liguei, um vídeo game surgiu e eu disse.
– Pode jogar enquanto tomo banho – disse e entrei no banheiro para me arrumar para o meu loiro.
Só depois que a água corria pelo meu corpo e eu ensaboava minhas partes intimas que me lembre do tamanho da merda que tinha feito.
Nico não poderia estar no meu quarto, campistas de chalés diferentes, DROGA! Mas a cena já estava feita e e melhor eu não esquentar por isso.
...
Terminei de tomar banho e sai enrolado em uma toalha, Nico jogava entretido o game de gregos lutando por bolos poderosos. (criação de um de meus irmãos)
Quando fui até o closet escolher uma roupa para a cerimônia de hoje à noite, acabei separando uma para Nico também. Quando joguei uma segunda troca de roupa na cama ele me olho com um pouco de rubor.
– Fica tranqüilo, acho que não vai dar tempo de você ir até o seu chalé e tomar banho. Pode usar o meu banheiro – disse
– Porque você é assim? – murmurou Nico
– Como assim? Só falei pra você tomar banho! – disse em minha defesa
– Não é isso... É q-que às vezes você me trata tão mal e outras me trata tão bem – ele falou, e eu senti meu rosto esquentar. Atravessei o quarto e peguei a minha mochila com o meu Whisky. Tomei um gole antes de responder.
– Eu te amei muito Di Ângelo
– E não ama mais? – ele perguntou, eu o encarei, e pela primeira vez senti sinceridade nas palavras que ira pronunciar, tomei outro gole e respondi.
– Não mais Nico. – fiz uma pausa tentando escolher as palavras certas para o que eu ia dizer – Sei que você é feliz com Percy. Aquela noite no navio, depois de ficar completamente bêbado por sua causa, descobri que eu me apaixonei por outra pessoa, e sofria inconscientemente por você!
– Desculpe-me – ele sussurrou
– Não se culpe, a culpa é dos deuses do amor! – disse fazendo graça e ele conseguiu sorrir – Agora eu e Jason estamos tentando algo.
– Jason? – ele perguntou perplexo.
– É estamos nos conhecendo melhor! Eu o amo mais do que todas as forças e ele vêm correspondido bem ao meu amor
– Vocês formam um belo casal – Nico disse.
– Quem sabe, ainda não o vi hoje. Não agüento de tanta saudade! – desabafei com Nico.
– Ele deve estar triste com o “problema” – disse nico com cautela – Ele provavelmente vai a cerimônia hoje a noite, vocês poderão ficar juntos.
– Assim espero.
POV NICO
Tantas revelações, porém agora me sinto mais próximo de Leo.
Estávamos saindo do elevador quando Percy olhava impacientemente para todos os cantos, quando nos viu saindo, juntos, sua cara fechou e ficou meio avermelhado.
– Olá Nico, oi Leo – disse – Fui ao seu chalé mais disseram que você estava aqui então vim esperá-lo.
– To saindo – disse Leo levantando as mãos e saindo do chalé.
Me aproximei de Percy e selei nosso lábios, ele estava frio e me encarava com um pouco de raiva. Eu ri da sua expressão.
– Você é ridículo quando fica com ciúmes! – disse. Ele passou os braços sobre meus ombros e eu abracei a sua cintura. Quando começou a caminhar, eu parei assustado.
– O que houve? – perguntou
– Eles irão nos ver – murmurei com a cabeça beixa
– E qual é o problema? Eu estou somente caminhando com o meu namorado! Que mal é nisso? – ele me disse segurando meu queixou e selando nossos lábios.
– Eles rirão de nós – falei contendo as lagrimas
– Eu não me importo – ele sussurrou no meu ouvido.
E então saímos de mãos dadas até o refeitório.
Não podia estar mais feliz.
...
Estavam todos com cara de esgotados. Os castigos não acabaram só comigo, mas com todos.
Leo olha para todo lado, provavelmente a procura de Jason. Suas mãos não paravam quietas, ora espremia e fazia dobraduras com o guardanapo ora batiam uma musica completa.
Percy acariciava meu rosto, e todos, absolutamente todos olhavam pra gente. Annabeth nem estava incomodada digitava completamente animada no seu Laptop e Pipper flertava indiscretamente com um garoto do chalé de Ares. Hazel e Frank tentavam resolver um sudoku com muita dificuldade e as vezes pedia auxilio para Annabeth que resolveu praticamente todo o enigma.
Quiron se aproximou e notou toda a cena da mesa e sorriu.
– Vamos subam no palco improvisado a cerimônia ira começar – disse
– Onde está Jason? – perguntou Leo
– Está vindo – ele respondeu e todos subiam ao palco.
...
A cerimônia começou o acampamento todo se levantou, palmas, gritos e urros. Quiron bateu os cascos no chão e todos ficaram em silencio.
– Heróis, estamos aqui hoje para saudar a volta dos salvadores do Mundo – ele disse e novamente se tranformou em bagunça o acampamento gregos e romanos se abraçavam e gritavam juntos. Quiron levantou a mão e começou a dizer – A Annabeth Chase e Frank Zhang, os maiores estrategistas de batalhas que o Olimpio já viu. Leo Valdez a maior mente mecânica que já existiu. Pipper McLean a mais bela lutadora em batalha. Nico Di Ângelo o rapaz mais corajosos que existe. Hazel Levesque provou qual realmente é a verdadeira riqueza. Percy Jackson e Jason Grace a melhor dupla Grego Romana – todos gritaram assim que Jason subiu ao palco com ajuda de muletas e Rayna, a situação ficou incontrolável.
Assim que recebemos as coroas de louro de ouro, toda a tripulação do Argos II levantou as mãos em sinal de vitória. Leo ria feito um louco, se aproximava de Jason quando todos começaram a gritar.
– Beija, beija beija...
Eu fiquei com cara de bobo imaginando pra quem estavam dizendo isso, não havia nenhum casal conhecido ali. Os únicos que todos do acampamento conheciam bem o suficiente para propor esse tipo de relacionamento era...
Minha espinha congelou, e eu olhei para Annabeth em desespero, provavelmente ela entendeu o recado, porque seus olhos estavam brancos e alternavam entre mim e Leo. Frank olhou para ele também já imaginando a cena bem antes que ela acontecesse.
Reyna subiu novamente ao palco, se aproximou de Jason e selaram os lábios. Já não era possível escutar nada, o barulho era estrondoso.
A cara de Leo foi de partir o coração, seu sorriso desapareceu e seus olhos ficaram vermelhos. Porém ele não chorou, serrou os punhos e fechou os olhos. Balançou a cabeça e voltou a sorrir novamente.
Quem conhecia Leo como nós conhecemos sabia que ele estava prestes a desmoronar.
Assim que a cena “romântica” acabou Quiron de permissão para o inicio do jantar descemos do palco e Leo saiu em disparada, Percy segurou seu braço evitando que ele fizesse uma besteira.
– Leo você não vai sair daqui, acalme-se – disse Annabeth.
– Me deixe ir – disse leo entre os dentes.
Jason se aproximou e Frank colocou seu corpo entre Leo e Jason.
– Leo de deixe explicar – ele murmurou
– Me deixe ir – repetiu Leo com a voz cheia de dor, abaixando a cabeça para que as lagrimas não caíssem.
Percy soltou seu braço, e ele saiu correndo em direção a floresta. Todos olharam pra Jason a fim de uma explicação, entretanto não era hora nem lugar pra fazer isso.
Não era hora de lavar roupa suja.
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