Atração Fatal
12 Capitulo 11 - No lago
Notas iniciais
POV LEO
Assim que saímos todos passaram a se olhar diferente.
Nem podia imaginar que Annabeth, a certinha e magnífica filha de Atena, fugia do navio para ir a festas. E Frank e Hazel, dormindo no mesmo quarto fazendo sei lê o que.
Todos foram almoçar e rever os amigos, menos eu. Estava tão cansado, exausto e ainda com muito dos efeitos da abstinência, a única coisa que eu queria era encontrar Jason.
O procurei por todo acampamento, e nada dele aparecer. Talvez ele estivesse em algum lugar escondido de todos, significava que nem eu podia atormentá-lo. Resolvi que mais tarde falaria com ele, precisava desesperadamente de algo pra beber. Tipo agora.
Procurei no chalé de Hermes se alguém teria algo pra me arrumar, porém eles não tinham nada forte o suficiente além de algumas cervejas. Não estava em condições físicas e mentais para escolher, peguei as cervejas coloquei dentro da minha bolsa e fui andar, mas antes disso é melhor eu conferir com os filhos de Baco/Dionísio se eles teriam algum bom vinho.
Fui até o chalé e ninguém estava lá. A essa hora deveriam estar organizando o jantar de hoje a noite, ninguém sabe fazer festa como a prole do Deus do vinho. Procurei por toda parte até começar a sentir um aroma de uvas, como as vinícolas estavam tão longe só podia ser uma pessoa.
Mark Taneson era de longe o cara mais descolado do acampamento. Era alto e forte com seus cabelos ruivos caindo sobre os ombros. O filho de Dionísio estava sentado na entrada da floresta tranqüilo e com os olhos fechados. Caminhei devagar a fim de não assusta-lo e estragar meus planos.
– Hey Taneson — chamei.
– Valdez! Como vai meu caro mecânico? — ele perguntou fazendo um sinal para sentar ao seu lado.
– Estou bem sim! Só vim fazer uma perguntinha pra você — falei deixando em aberta a questão.
– Diga qual é a da sua preferência meu jovem — Ele disse e eu fiz uma cara de surpresa que o fez rir — Não fique com essa cara! A galera aqui só me procura para uma coisa, então, diga o que prefere!
– Hã... Whisky italiano — murmurei ainda confuso
– Vamos ver — ele disse conferindo um pequeno pergaminho que surgiu do nada — são apenas trinta Dracmas de ouro.
Uau, que caro! Entretanto não queria discutir e perder a única oportunidade de beber algo sem gosto de papel. No meu cinto ferramentas as dracmas de ouro, xingando mentalmente ele por cobrar tão caro. Quando juntei todas as moedas e entreguei.
– Aqui está à localização, só seguir o mapa! Além disso, eu não te vendi nada Valdez — ele disse e me entregou um mapa. E assim voltou a fechar os olhos.
Com os nervos em frangalho me pus de pé e com a maior calma que reuni, entrei floresta a dentro. Ninguém poderia desconfiar o que estava fazendo e por isso evitei não sair correndo. Quando estava a alguns metros minhas pernas amoleceram e eu cai no chã. Não agüentava dar mais nenhum passo, me esforcei e obriguei a caminha, estava tão perto!
Quando cheguei no local marcado no mapa, comecei a cavar com as mãos, o desespero era grande demais para ser controlado. Quando minhas mãos tocaram a garrafa fria, quase desmaiei de tanta adrenalina.
Meus braços doíam com a exaustão, meu corpo tremia e tive que fazer tanta força para permanecer de joelhos. Assim que consegui pegar a garrafa, sentei-me encostado em uma arvore próxima e abri com os meus próprios dentes.
Arranquei a tampa e molhei meus lábios com o melhor sabor de todos os tempos. Bebia aquele Whisky como se estivesse bebendo água, sentia aquele liquido queimar a minha garganta e me sufocar.
Mantive o controle para não beber toda a garrafa, logo que teria que viver muito tempo até conseguir achar algo tão divino, além de não chegar bêbado na minha sessão de terapia contra o álcool. Fechei a garrafa e coloquei na bolsa e bebi mais três cervejas que não tinha comparação ao meu Italiano preferido (depois de Nico).
Fiquei ali por um bom tempo, só sentido os efeitos do álcool tomarem levemente conta do meu corpo, até ouvir um barulho. Contrai meu corpo e joguei as latinhas no buraco e rapidamente o tampei.
Permaneci imóvel até ouvir a voz de Nico.
– Venha logo Percy, eles irão nos ver!
– Calma eu estou indo — respondeu Percy.
Não sei para onde eles iriam e também não tinha vontade de saber, levantei e tentei dar a volta na floresta. Mas eles estavam próximos demais logo logo iríamos nos encontrar apertei o passo até chegar no lago do meio da floresta e resolvi me esconder atrás de uma pedra. Nico e Percy chegaram logo depois, olhei para ver se a barra estava limpa para ir e vi-os tirando a roupa ficando apenas de cuecas. Eles entraram no riacho aos beijos mergulharam. Levantei calmamente sem tentar fazer barulho, só que eu sou o Leo, e nada da certo na minha vida!
Bebi tanto que minhas pernas não já me respeitavam, escorreguei e fiz o maior barulho, Percy saltou do rio e gritou.
– Quem está ai?
Não respondi, tentei-me por novamente de pé e minha bolsa caiu do meu ombro, deixando o meu Whisky e a minha ultima cerveja rolarem ficando a vista dos dois. Sai correndo para pega-las
– Você esta bebendo novamente? perguntou Percy, Nico estava atrás dele usando seu corpo com barreira.
– Isso não é da sua conta — respondi e dei as costas
– Quiron não vai gostar disso — Ameaçou Percy
– Você vai falar isso antes ou depois de contar que estava nadando no Riacho nas putaria com o Nico? — falei o provocando
– Leo — murmurou Nico envergonhado
– Desculpe-me — disse deixando a vergonha tomar conta de mim.
– Leo isso é um problema, você precisa de ajuda — falou Percy
– Na moral eu nem tomei metade da garrafa, eu precisava beber! Estou me sentindo até melhor — me defendi.
– Você comeu hoje? — perguntou Nico
– Não!
– Você sente mais falta de bebida do que de comida! Isso é doença — disse Nico. Um barulho veio da floresta e eles correram para por suas roupas e eu arrumei a bebida na bolsa. Quando estavam prontos Percy me disse.
– Essa é a ultima garrafa que ira beber, entendido?
– E essa é a ultima vez que vocês quebram as regras do acampamento — e então fomos cumprir os nossas afazeres.
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