Ato
1 Capítulo Único
Notas iniciais
A ideia inicial veio da música Dollhouse da Melanie, mas acabei saindo um pouco disso e indo para o teatro, mas não me arrependo tanto porque especulam que o teatro surgiu na Grécia.
Aqui, escrevi eles como uma família real (reis, rainhas e afins...).
Boa leitura.
A família real era o símbolo da perfeição, ou ao menos, deveria ser.
As boas maneiras, os bons relacionamentos e sorrisos permaneciam no salão de baile após o final da festa.
Ártemis não estava mentindo, como algum nobre especulou, ao dizer que aquela família estava à beira do caos. Era como uma peça de teatro, atrás das cortinas nunca estava tudo impecável, sempre haveria alguém à beira do desespero. Naquele caso, todos estavam.
Casos de estupro, violência doméstica, alcoolismo, traição, amando quem não era seu cônjuge, “superprotegendo” alguém, esses eram apenas a visão geral e usando as palavras certas, poderia fazer qualquer pessoa pensar que não eram nada demais.
Para Ártemis, aquilo era tudo demais. Estava farta de se esconder com Apolo no piso falso do quarto de Hermes, quando o pai deles chegava bêbado e batia na sua mãe, e a estuprando também, dele manter Atena trancada em seu próprio quarto, castigando-a toda vez que ela saia até para comer sem sua permissão. Cansada de ver Deméter triste ao falar com Persefoné, essa resultada de uma noite de “sexo forçado com Zeus”, como Deméter dizia para não preocupar as crianças, mas bem, aquilo já os preocupava bastante. Exausta de ver Afrodite trair seu marido com Ares, e de Hefesto se jogar cada vez mais no trabalho e em álcool, de ver Hades, Héstia, Poseidon e Deméter sendo impedidos de se aproximarem de Ártemis, Apolo e Atena, por medo de Zeus de que eles pudessem tirar seu trunfo e suas maravilhosas futuras máquinas de dinheiro, afinal, os gêmeos eram extremamente habilidosos em tudo que faziam, se destacando em algumas, como música e habilidades físicas.
Quando as cortinas se abriam, as câmeras disparavam flashes sem parar, eles eram a família perfeita. Como bonecas de corda, com falas, bastante maquiagem e árduo ensaio, não eram permitidas falhas, ninguém deveria saber do que acontecia nos bastidores, mas Ártemis desejava com todas as forças, que alguma pessoa corajosa e curiosa espiasse pela enorme cortina vermelha.
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