Ativistas Dos Direitos Do Amor.
1 Capítulo 1
Era mais um dia de protestos em favor dos direitos dos animais. Kyoko Sassagawa e Haru Miyura estavam com seus cartazes erguidos na frente das Empresas Vongola, devidamente mascaradas, estavam a ponto de arrombar o complexo. O mapa da instalação estava devidamente gravado em suas memórias e nos mapas dos celulares descartáveis que tinham recebido. Era uma ação rápida. Tudo cronometrado e emocionante. Tinha acabado de se filiar à Animal Liberation Front e estavam a ponto de arrombar aquelas instalações e retirar os beagles mantidos para os testes de cosméticos.
“Haru-chan, é agora! Eu nem acredito que faremos isso! Vamos repassar os procedimentos?”
“Kyoko-chan. Já fizemos isso em casa, já fizemos isso aqui. Vai dar tudo certo. Estamos fazendo o certo. Você lembra que não podemos machucar ninguém, certo? Nenhuma espécie de animal. Já vimos o manual de instruções. Já estamos com os equipamentos. Só temos que pegar os beagles e sair.”
“Ok, me perdoe Haru-chan, estou nervosa. É a primeira vez! Estou emocionada! Nervosa, como se finalmente estivesse achando meu lugar no mundo.”
“Sei como se sente Kyoko-chan, mas foco! Hahi!”
A ação começou. Ouviu-se uma explosão e as duas foram correndo conforme as instruções recebidas. Viraram para a direita e para a esquerda e chegaram à porta indicada. Claro que tinha um aviso enorme escrito “LABORATÓRIO DE TESTES.” Elas colocaram a substância corrosiva, esperaram 1 minuto e chutaram a porta.
O laboratório era a coisa mais horrível que já tinham visto. Os cachorrinhos estavam em gaiolas finas, as mesmas estavam enferrujadas. Eles pareciam limpos, mas assustadíssimos e grande parte deles apresentavam escoriações. Aquela cena apertou a garganta de Kyoko e enfureceu Haru. As duas foram em direção às gaiolas e as arrebentaram. Cada uma com dois cães nos braços foram em rumo à saída. Kyoko estava emocionada, estava gélida e não sabia o que fazer. Começou a tremedeira e ela começou a correr mais devagar, preocupando Haru que tinha se distanciado, mas a adrenalina também começou a correr em suas veias, junto à resolução dela e a corrida se estabeleceu. Chegaram ao final do trajeto, cada uma com dois cães. Foram para a van e os deixaram lá.
Kyoko tremia, tremia como vara verde, mas trazia um sorriso no rosto, sem falar aquela sensação de dever cumprido.
“E agora Haru-chan? O que a gente faz?”
“Agora, a gente leva eles pra um abrigo, tá tudo no mapa. Vamos esperar o resto do pessoal e vamos lá. Hahi!”
Os cachorros foram sendo colocados na van e quando a mesma ficou cheia, partiu rumo à Kukyo Land.
As duas não foram com a van, foram em um carro até um terreno baldio e deixaram as roupas lá pra não dar pra ser encontradas. Depois disso foram pra casa.
As duas moravam juntas e trabalhavam em empregos normais, mas Haru era mais engajada do que Kyoko.
“Kyoko-chan, e daí? Gostou? Achou perigoso? O que você achou?!
“Bom Haru-chan, eu gostei muito, achei que finalmente achei algo bom pra eu fazer com essa vida monótona.”
“Kyoko-chan, você sabe que não pode contar para o seu irmão, né? Sabe que ele trabalha pros Vongola, não é? Sabe que isso é crime, não? Você entende as implicações, não é?”
“Sim Haru-chan, eu detesto mentir pra ele, mas eu sei que é necessário. Não se preocupe, eu não vou fazer nada errado.”
“MAS COMO ASSIM AQUELES LOUCOS DA ALF QUEBRARAM MAIS UM LABORATÓRIO?” Gokudera esbravejava.
“Simples cabeça de polvo, eles entraram e tiraram os cães, simples assim. Eu já falei que fazer esse negócio com os animais é errado ao extremo.
“Olha cabeça-de-grama. Cala essa boca porque eu também não gosto disso, mas é tudo em nome do 10º! E se for por ele, a gente tem que fazer. Principalmente eu que sou o braço direito dele.” Gokudera esbravejou.
“Vamos esperar o Sawada chegar pra tratarmos no assunto ao extremo. Estou preocupado com a Kyoko. Ela não ligou nesse fim de semana. E se esses baderneiros chegarem perto dela, eles vão sentir meu punho ao extremo.”
Nesse meio tempo das discussões Tsuna chega junto com Yamamoto e Chrome.
“Oe Gokudera, sempai. Tudo certo?”
“O que você estava fazendo com o décimo, seu maníaco por baseball?!
“Simplesmente nos encontramos no caminho, nada além. E a Chrome também está conosco. Por que você não grita com ela também?”
“Simples, o Reborn-san me falou pra respeitar as mulheres. Se não, eu teria xingado também. E eu não acho que a Chrome tenha interesse em ser o braço direito do décimo, coisa que eu já não posso dizer de você, seu idiota. “
“Tá, tá, tá bom! Fiquem calmos.”
Nesse meio tempo, Tsuna que foi totalmente ignorado já foi ver as notícias e ficou furioso em constatar que mais um laboratório foi destruído pelos ativistas.
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