Ativistas Dos Direitos Do Amor.
2 Capítulo 2
Notas iniciais
“O que eu vou fazer? Essa é a terceira vez no mês que atacam o laboratório. Desse jeito vamos à falência! O que essas pessoas veem de tão errado em nossos laboratórios?” Tsuna estava desesperado.
Em tempo: Tsunayoshi Sawada era um homem bom, mas completamente idiota em relação aos empreendimentos. Ele realmente não sabia os tipos de experimento e os testes que eram feitos. Na verdade, o departamento científico pertencia a um laboratório terceirizado. E atencioso como era, Tsuna não sabia nem as origens dos testes. Ele ainda se perguntava o motivo pelo qual era presidente do complexo Vongola, mas não confiava 100% em suas capacidades de liderança. Achava que era pelo tutor que teve ao longo da adolescência, tanto o cargo quanto as pessoas que vieram com ele.
Não que ele fosse ingrato ou algo do tipo. Antes de Reborn aparecer, ele era a pessoa mais solitária do planeta. Quando ele apareceu dizendo que Tsuna era descendente direto de Vongola Primo e consequentemente herdeiro das empresas Vongola, claro que o garoto não acreditou, mas depois começou até a agradecer pelas coisas mirabolantes que teve que fazer para se preparar.
Ele arrumou amigos e conseguiu falar com a garota pela qual era apaixonado na escola, Kyoko, mas infelizmente, a vida os afastou, mas não tanto, já que o irmão dela trabalhava com ele. Mas Tsuna, bobo como era, nem perguntava como ela estava.
Pegou o jornal e deu de cara mais uma vez com aquela notícia. Essa bendita ALF acabando com todos os laboratórios. Mas por quê? Aquelas notícias eram mentirosas. Nunca que eles fariam testes com animais. Nunca mesmo! Tsuna era tão inocente que realmente não acreditava nisso, mesmo os seus “guardiões” alertando-o sobre uma possível veracidade dos fatos.
Ainda estava ponderando quando a irmã de Gokudera entrou na sala. Eles não se davam muito bem, mas naquele dia ela estava de óculos, ainda bem. Se não, Hayato iria passar mal. Ele tinha uma espécie de ojeriza dela que se manifestava fisicamente. Caso ela mostrasse os olhos pra ele, ele vomitava, simples assim. Era um distúrbio psicológico e ele se recusava ir ao analista pra tratar. Dizia que o Décimo não poderia ficar sozinho, já que ele era o braço direito dele.
Quando Bianchi entrou, Yamamoto ficou coradíssimo. Tsuna não entendeu nada. Pelo que sabia, Bianchi era extremamente apaixonada por Reborn, seu tutor, mas era um amor unilateral.
“Bom dia Tsuna, Hayato, Yamamoto Takeshi, Ryohei, Chrome...como estão?” ela perguntou.
“Bianchi, porquê dos óculos?” Tsuna perguntou.
“É que eu fiquei acordada a noite inteira, só isso.” E nisso, Yamamoto engasgou.
Todos ficaram sem entender nada, mas Reborn entrou. “Ciaossu.”
“Reborn.” Uníssono.
“Tsuna-de-nada, o que você está fazendo que não conseguiu parar esses ataques ainda? Que tipo de chefe você é?”
“Você acha mesmo que é fácil controlar uma revolta quando estamos na Itália e os laboratórios principais ficam em Nanimori?” Tsuna exacerbou-se.
“Mas quem disse que ficaremos na Itália. Não te falaram? Que tipo de chefe você é quando não sabe que estamos transferindo a sede para Nanimori, seu idiota?” Reborn falou.
“Vamos voltar pra Nanimori? É isso que está dizendo?” Tsuna perguntou.
Antes que Reborn respondesse, Ryohei estava dando socos desenfreados no ar. “Estou extremamente feliz! Vou poder morar com a Kyoko de novo! Vamos ficar extremamente juntos.”
“Essa frase não ficou muito boa onii-san.” Tsuna falou.
Yamamoto e Chrome também ficaram muito felizes. Ele por ficar mais perto do seu pai e ela por poder rever os amigos da Kokuyo Land, o lugar onde morava antes de ir para a Vongola. Tsuna também estava feliz em ver os amigos, sem falar que estava secretamente feliz em rever Haru, sua amiga e Kyoko, que ainda era seu grande amor da adolescência.
“E foi por isso que eu vim aqui chamá-los, estamos nos mudando hoje. Por que não estão arrumando nada ainda? VAMOS LOGO” Reborn espalmou a testa.
Kyoko acordou exausta. Não tanto pelo esforço, mas pela emoção. Ela finalmente tinha deixado o facebook e se tornado uma ativista, ou pelo menos começado. Estava feliz, satisfeita. Tanto que nem percebeu o celular tocando.
“É o meu irmão. O que será que aconteceu?” — atendendo — “Oi onii-chan, o que aconteceu? Tudo bem?”
Gritando, naturalmente, ele contou que a base seria transferida pra Nanimori e que eles poderiam morar juntos de novo.
Cortou-lhe o coração ao dizer que ela estava bem morando com a Haru e que ele podia dividir a mansão com os amigos, ela não ia querer morar com eles, achava melhor não misturar as coisas. Ele sempre poderia visitá-la. Ele não entendeu, mas assentiu. Sua irmã estava crescendo.
Kyoko parecia ingrata, mas vamos e convenhamos, ela tinha acabado de ajudar a arrebentar um dos laboratórios daqui, como ela ia morar na mansão Vongola? Com os Vongola? Com as pessoas que querendo ou não, ela estava tentando destruir, nem que fosse um beagle de cada vez? Isso não era ético e Kyoko estava cansada de sempre tentar agradar, tentou fazer algo por ela mesma dessa vez.
“Onii-chan, eu estou crescendo, lembra? Como você me disse pra crescer quando foi pra Itália. Eu agradeço muito e estou muito feliz que você está voltando. Mas eu sei que uma das regras é morar na mansão Vongola e eu não quero morar aí. Só isso. Você entende, não?”
“Eu fico extremamente triste, mas eu entendo Kyoko. Você também tem que criar asas, não? Mas eu fico preocupado ao extremo com você.” Ryohei disse.
“Onii-chan, você pode ficar extremamente descansado, porque você vai estar perto de mim, tá? Nada de mal vai acontecer.”
“Assim eu fico extremamente aliviado. Tchau extemo Kyoko.”
“Tchau Onii-chan.”
E desligou
Kyoko ficou preocupada. Se o irmão dela estava voltando, isso significava que Tsuna também estava. Ela teve uma queda por ele na adolescência, mas ele nunca a correspondeu, pelo menos não que ela tenha percebido. No entanto, a preocupação maior era com Haru, já que ela teve um relacionamento conturbadíssimo com Gokudera que culminou no término e na ida dele para a Itália e isso significava que ele estava voltando também.
Os dois acabariam se encontrando de uma maneira ou de outra e a amiga ficaria destroçada. Ainda se lembrava o quão magoada Haru ficou. Ela dizia que ele gritou, chamando-a de idiota e dizendo que ela nunca entenderia. Na verdade, ninguém entendeu, ninguém. Kyoko acreditava que Haru entrou para ALF pra afrontar Gokudera e no começo foi exatamente isso, mas Haru se encontrou na causa, viu que podia ser mais do que uma mulher idiota e essa mulher estava responsável pela bancarrota das empresas Vongola. Podia se chamar de vingança para o bem.
“Kyoko-chan, quem era?” Haru perguntou sonolenta.
“Haru-chan, sente-se. Eu preciso lhe contar uma coisa.” disse séria.
“O que foi?”
“Os Vongola vão voltar pra Nanimori. Meu irmão acabou de ligar.”
“Mas você acha que eles estão voltando por quê?? E você vai morar com seu irmão?”
“Não, eu já falei pra ele que como ele teve a oportunidade de crescer, eu também preciso. Isso eu deixei claro, mas a razão, Haru-chan, deve ser porque a maioria dos laboratórios que a ALF está arrebentando são aqui em Nanimori. Não tem nenhuma ação desas na Itália. Você acha que temos que contatar o Mukuro-sama? O Ken, o Chikusa?”
“Acho sim. Mas temos que tomar mais cuidado ainda, porque conhecendo a máfia como eu conheço, eles já devem estar tomando suas providências. Reborn-chan não é um homem que se deixa enganar por embustes infantis. Vai saber se não estamos sendo seguidas?” Haru disse.
“Mas Haru-chan, eu comecei ontem. Estávamos mascaradas. Não teve como.”
“Kyoko-chan, sempre estamos fazendo recrutamento de novos militantes. Claro, de maneira disfarçada, mas mesmo assim. Pra um Vongola ligar A+B, mesmo que seja aquele idiota do Gokudera, não é muito difícil. E ele vai voltar, não?”
“O onii-chan não falou nada Haru-chan, mas é bem provável. Se Tsuna-kun vier, Gokudera-san também virá.”
“Porque as coisas não podiam ficar mais perigosas e destrutivas do que já são, não?”
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