Atena - Gaiden
16 Viagem para Atenas, a formação do sagrado Santuário
Notas iniciais

Depois de serem elegidos os primeiros cavaleiros, o momento de todos partirem para Atenas chega. A deusa e seus seguidores se dirigiam até a sala do mestre do continente, onde estavam reunidos diversos guerreiros que pretendiam seguir Atena.
–Fico feliz em que a Senhorita tenha conseguido os seus primeiros cavaleiros, mas muitos outros seguidores irão ate acompanhar. – O mestre de Mu se referia aos diversos Muvianos que estavam ao seu redor, equipados com misteriosas vestimentas de batalha.
–Ei, por que diabos todos estão vestidos dessas roupas estranhas? – Indagou Hiroto, olhando para as vestimentas.
–Essas vão ser as vestimentas que os guerreiros do santuário vão usar, elas foram criadas com auxílio de Atena e dos Muvianos, e elas serão muito usadas para os soldados e os novatos do santuário. – Respondeu o loiro. – Bem, os barcos já estão esperando todos, eu também enviei diversos pilares e moveis para ajudar na construção do santuário.
–Obrigada, eu realmente não sei como agradecer. – A deusa agradeceu. – Muito obrigada mesmo.
–De nada, não precisa agradecer, estamos fazendo isso para uma nova geração de paz na terra.
Todos pegavam o que precisavam, vestimentas, mochilas, comida, bebida, minerais e etc. Atena pegava a sua armadura e equipava a mesma em seu corpo. Quando eles saiam do castelo, a Deusa parava e fincava o cetro de Nike no solo.
–A senhorita não vem pro barco? – Perguntou Signus.
–Não precisa. Eu quero que todos que vão comigo, fiquem ao meu redor. – Solicitou a Deusa, concentrando cosmo no cetro.
–Teleport!
Todos se posicionavam ao redor de Atena. A deusa rapidamente formava uma esfera cósmica de coloração dourada, que ao cobrir todos, em questão de segundos eles estavam em Atenas, um local aberto e vago, perfeito para construir o santuário.
–Certo. Que a construção comece! – O yukida exclamava, erguendo o braço para cima como sinal de comemoração.
Todos começavam a construção rapidamente, pegando pilares e botando em seus devidos locais. Kyousha planejava as estruturas dos templos, e do coliseu. Hiroto ficava encarregado de usar a sua telecinese para mover os objetos em seus devidos locais. Dante ajudava na construção comum, e Nagashi ficava como auxiliar. Atena novamente fincava o báculo no chão, elevando grandes altitudes do solo para cima, criando escadas e montanhas em todo o local. Dias após dias se passava, o sol ia, a lua vinha, o sol ia, a lua vinha, e assim consecutivamente. A deusa estava no seu templo, apreciando o belo pôr do sol, emitindo um forte vento que balançava os seus belos cabelos castanhos.
–Paz... – Resmungou Atena.
Em questão de segundos a expressão da Deusa mudava, quando a mesma sentia um forte cosmo se aproximar da terra.
–Esse cosmo...
Na frente do santuário, os cavaleiros também sentiam o cosmo se aproximando do local. Do céu poderia ser visto um feixe caindo no meio do santuário, que ao se colidir com o solo, uma enorme cratera era criada.
–O que é isso?! – Dante se aproximava da enorme cratera, visualizando o estrago de perto.
Quando a fumaça passava, uma linda mulher morena, cabelos loiros, vestido branco e olhos rosados. Saia da cratera seduzindo todos os cavaleiros que estavam no local. Dante ficava corado ao ver aquela linda se aproximar dele e nem conseguia reagir diante a mesma.
–Quem é vo...cê? – Gaguejou Dante, se sentindo atraído pela linda mulher.
–Eu sou...
–Pallas! – Atena surgia no local, aparentando conhecer a jovem mulher.
–Quanto tempo, irmã! – A linda mulher corria até Atena, abraçando a mesma amigavelmente.
–Senhorita Atena, você a conhece? – Indagou Kyousha.
–Sim, ela é Pallas, a Deusa do amor e da tragédia.
–Deusa?! – Todos indagavam (menos as Deusas)
–Sim.
–Irmã! Você continua bela como sempre. – Pallas sorriu.
Todos os humanos do local ficavam chocados ao saber que Pallas era considerada irmã de Atena, eles arregalavam seus olhos demonstrando o espanto dos mesmos.
–Também é bom ver você, mas o que você faz aqui na terra?
–Irmã, desde que você saiu do Olimpo, as coisas nunca foram as mesmas, eu me sinto sozinha..., tendo que ficar solitária no Jardim do Olimpo. Ficar sem o amor de minha irmã é muito doloroso! Por favor, volte!
–Pallas, eu não posso...
–Como não?! Mas por quê?!
–Como protetora da terra, a minha missão é proteger os humanos de todo o mal.
–Mas você apenas se tornou protetora da terra por que foi elegida pelo seu pai, mas você não é obrigada a ter que aceitar pra sempre essa missão. Eles são apenas humanos, o que isso importa?
–Errada, Pallas.
–Como?
–No começo eu apenas estava aqui por ter sido elegida a protetora da terra, mas..., com o passar do tempo eu comecei a pensar diferente, os humanos me acolheram. Mesmo sendo pecadores, é com os seus erros que eles os reparam, e se tornam mais forte, eu vi que a raça humana não é como os Deuses dizem, ele são gentis. Mesmo tendo humanos ruins, isso não muda o meu pensamento, pois eu..., eu..., criei um vínculo de amizade entre eles! – Atena se lembrava de todos os seus momentos na terra, desde que chegou no continente e conheceu Hiroto.
–Está dizendo que vai me trocar pelos humanos?!
–Não é isso, Pallas, eu não te troquei e nunca vou te trocar por nada, mas é que eu criei fortes laços com os humanos, então se quiser você também pode ficar aqui.
–Não, eu não aceito isso! Os nossos laços sempre foram únicos! Não entendo como meros seres como os humanos tenham conquistado o seu amor tão rápido!
–Pallas, você está confundindo as coisas.
–Não, pois assim a nossa amizade nunca vai ser a mesma, eu não aceito compartilhar o meu amor com humanos! – Pallas elevava seu cosmo, enfurecida.
–Pallas, o que está pensando em fazer?! – Atena erguia o seu palmo para cima, convocando o cetro de Nike (báculo).
–Como eu não aceito compartilhar os humanos com você, então eu vou eliminar todos! – A deusa do Amor erguia o seu palmo para cima, formando uma enorme esfera roxa.
–Pallas, não!
A Deusa inimiga se virava em direção dos cavaleiros, disparando a esfera em alta velocidade.
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