Atena - Gaiden
18 Triunfo de uma nova geração - Final
Notas iniciais

A batalha continuava e se tornava cada vez mais tensa. Atena estava tão ferida quanto Pallas, pois agora elas teriam que deixar seus sentimentos de lado e lutar até a morte.
– Hiroto, vá. – Nagashi se levantou, expondo seu corpo ferido. – Atena precisa de sua ajuda, faça seu dever de um cavaleiro.
– Obrigado, Nagashi! – O ruivo segurava o punhal firme, e ao pegar impulso nos seus pés, o Muviano corria na direção das Deusas. – Atena, pegue!
Quando Hiroto lançava o punhal, a Deusa se movia para o lado de Pallas, botando o seu braço delicadamente na frente do seu ombro.
– Irmã... – Pallas resmungou.
– Adeus, irmã... – Atena se despedia, deixando cair uma pequena lágrima de seus lindos olhos.
Sem hesitar, a Deusa pegava o punhal, movendo o objeto contra o peito de Pallas. Nesse momento, todas aquelas lembranças das duas juntas eram lembradas. As flores dançavam como um lindo retrato de despedida, os mares ficavam calmos e quietos, a força do vento mudava, representando a tristeza e a dor das duas.
– Irmã... – Pallas deixava cair uma última lágrima, perdendo as forças do seu corpo e sendo sustentada pelos braços de Atena. Quando a Deusa fechava os olhos, o seu corpo começava a sumir em um pequeno brilho de despedida.
– Pallas... – Atena se ajoelhou, soltando o punhal no chão. – Me desculpe...
O clima do local se tornava tenso, o céu ganhava diversas cores, se tornando uma aurora boreal acima do exausto Signus.
– O que está acontecendo? Uma Aurora Boreal em plena Grécia? – O Siberiano Indagou.
Signus abria seus olhos lentamente, e ao se levantar, a Aurora desaparecia do céu em questão de segundos. Kyousha também se levantava e ficava de lado com Atena, preocupado com o estado da Deusa.
– Obrigada, cavaleiros. – Atena agradeceu sorrindo, onde rapidamente o anel espiral sumia de seu pulso.
Dias se passavam e o santuário estava normal e calmo, muitos templos, dormitórios e residências foram feitas ao redor. No final do santuário estava sendo construídas as doze casas com a ajuda do cosmo de Atena, o local onde vai habitar os cavaleiros de ouro.
– A senhorita está bem? – Hiroto adentrou no templo.
– Sim, é bom saber que a construção do santuário está acelerando cada vez mais. – Disse Atena, sentando em sua cama.
– Sim, mas eu não vi aqui atoa, estou aqui para informar sobre o tempo.
– Tempo? Como assim
– Acho melhor á senhorita ver com os próprios olhos. – Preocupado, o ruivo caminhou lentamente para a varanda do templo, junto de sua Deusa.
Ao chegarem na varanda, eles avistavam uma intensa chuva que só piorava cada vez mais, as nuvens do céu estavam escuras e repletas de trovoes, os pequenos rios e lagos da Grécia começavam a se elevar ao limite, chegando a transbordar água para as vilas próximas ao local.
– Hiroto, por favor, vá logo direto ao ponto.
– Senhorita, eu a chamei até aqui para dizer que já esta chovendo á um dia.
– Um dia? Tem certeza disso, Hiroto?
– Com certeza, mas a Senhorita não percebeu?
– Eu percebi a chuva, porem eu estava cansada por causa do uso de cosmo para elevar as montanhas do santuário e acabei dormindo.
– E então?
– Hiroto, cadê os outros?
– Estão todos no santuário, menos Nagashi, ele saiu para a Sibéria, e disse que ia trazer novos aspirantes para se tornar cavaleiro, junto com um curandeiro.
– Certo, treinem o máximo, pois iremos ter outra batalha que pode ser pior que a anterior. – Atena se virou, ficando séria.
– A senhorita não está afirmando que... – Hiroto hesitou.
– Sim, Poseidon está agindo, essa chuva não é uma simples chuva, é um Diluvio causado por ele. Quando eu toquei em uma gota dessa chuva, eu senti a presença do seu cosmo.
– Certo, eu irei reparar as armaduras de Kyousha e Signus que ficaram danificadas! – Hiroto exclamou, correndo em direção á saída do templo.
Templo de Poseidon
O deus dos mares estava sentado em seu enorme trono, a sua frente estava Yudei, o general marina de Dragão Marinho, irmão gêmeo de Dante.
– Senhor Poseidon, se possível eu já quero partir. – O general de ajoelhou.
– Tudo bem, vá.
Yudei expressava um sorriso maligno, e se levantava educadamente, se virando e caminhando até a saída do templo do Deus dos Mares.
Santuário de Atena
Em um local desconhecido do santuário, Dante caminhava levemente pelas escadarias, sofrendo uma grande dor de cabeça que lhe atormentava.
– Pare, Pare! – Dante gritou, adentrando em uma casa grega. – Pare, eu já falei que não vou te obedecer! Você não manda em mim.
O cavaleiro não suportava a dupla personalidade, e seus cabelos começaram a mudar para uma coloração branca, criando uma aura negra ao redor do seu corpo.
– Deixe-me realizar o seu desejo, eu, Sraosha, a personificação da obediência, simbolicamente representado por um galo! – Ao ser dominado totalmente pela personificação, Dante despertava uma poderosa essência cósmica. O jovem caminhava lentamente até a armadura de gêmeos, e ao elevar o seu cosmo, a armadura dourada respondia ao seu chamado, equipando o cavaleiro.
Templo de Atena
A deusa sentia o misterioso cosmo de Dante, refletindo sobre os acontecimentos atuais no santuário. Hiroto novamente adentrava ao local junto de Nagashi com os novos aspirantes a cavaleiros.
– Senhorita, eles chegaram. – O ruivo informou alegremente.
– Que bom que voltaram.
– Atena, antes de tudo, eu quero que a senhorita me siga. Vocês também podem seguir.
Ao caminharem pelo templo, e ao adentrar na sala do grande mestre, se encontrava uma taça gigante feita de prata.
– Essa é a armadura de taça, e como é da constelação de taça, ela também toma a forma de uma taça enorme. Então eu resolvi criar ela para matar a sede da Senhorita após suas batalhas até aparecer um cavaleiro digno e lhe representar.
– Obrigada. – A deusa se aproximava da enorme taça, bebendo uma parte da água localizada na armadura.
– Só você mesmo para fazer essas coisas, Hiroto. – Nagashi comentou.
– Certo, vamos. – Após beber a água, Atena se virava, andando até a saída da sala.
De repente, a água da taça começava a transmitir um forte brilho no local. Um dos garotos trazidos por Nagashi se aproximava da taça, olhando surpreso para a água.
– Quem é esse garoto? – O Muviano indagou.
– É um dos aspirantes que eu trousse para o santuário. – O Yukida respondeu. – Kyousuke, saia dai!
O garoto ignorava e rapidamente aproximava o seu rosto da água, mostrando uma possível imagem do futuro.
Península, próxima a Atenas.
Dante de Gêmeos e Yudei de Dragão marinho se encontravam na mesma península de antes, sozinhos eles estavam dispostos a lutar até o fim.
– Vejo que você foi tomado completamente pela sua dupla personalidade. – Yudei ficou em posição de luta, encarando seu irmão.
– Yudei, não ache que tentando fazer eu voltar ao normal vai mudar algo, eu vou acabar com você aqui e agora! Explosão Galática. (Gyarakushian Ekusuporojon)
Sua energia cósmica, ao alcançar o auge e ser partilhada igualmente em ambos os braços, todo o poder avança contra o adversário. A energia cósmica começa assumir a forma de uma galáxia cheia de planetas indo em direção do oponente. Em seguida a galáxia se choca e explode com o oponente de forma fulminante e devastadora. O poder da explosão é identico ao de uma supernova, e uma técnica letal, perigosa e extremamente difícil de escapar pois a área da galáxia toma todo o lugar onde o oponente está. é muito poderoso, porque o choque do golpe é muito similar mesmo á explosão de uma galáxia, causando um poderoso efeito big bang capaz de pulverizar o inimigo por completo.
Santuário de Atena
– Deixe-o. – Atena ordenou.
Kyousuke admirado com a água, botava o seu rosto dentro do liquido da taça, e ao abrir os seus olhos, possíveis imagens do futuro começava a vagar pela visão do garoto. Kyousuke estava vestido com a armadura de prata de taça, ao redor estava Nagashi de Aquarius, Hiroto de Aríes, Signus de Cancêr, Dante de Gêmeros e Kyousha de libra. O garoto tirava o rosto da água após se surpreender com a visão.
– Não se preocupem, se vocês se tornaram cavaleiros de ouro, isso indica que sobreviveram á batalha contra Poseidon. – Kyousuke sorriu confiante.
– Cavaleiros de ouro? Como assim? – Nagashi indagou, espantado.
– Parece que já temos um concorrente a cavaleiro de taça. – Atena sorriu, entendendo o que o garoto quis dizer.
A Deusa se virava para trás rapidamente, saindo do local acompanhada de seus cavaleiros, ao parar na frente do santuário, ela olhava para o céu e refletia, se lembrando dos obstáculos de sua vida e de todos os humanos que ajudou ela a chegar até aqui, pois a partir daquele dia, batalhas e batalhas vão acontecer, mas o que ela sabe é que, não importa quem seja o inimigo, não importa o perigo a frente, os cavaleiros sempre vão levantar, e um dia se tornaram lenda.
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