Atarashī ashita

2 0.2 - Decisões


“– O que...? — Encarei o quarto de minha mãe enquanto Yomono me puxava para fora de casa. — Espera...! “

(...)

– Onde...onde estou? — Encarei em volta. — Foi tudo um... pesadelo?

Não... não foi um pesadelo...

... Estou me recordando...

" – Os Delinquentes que fizeram isto com sua mãe! – Yomono apertava com força o cabo da faca. – Eu sei onde eles estão...Myokko... – Yomono se virou para mim – Vá procurar seu pai, depois eu te encontro lá. "

Yomono, onde você está indo...? Não pode ir lutar...

" – Mas também não podemos deixa-lo fugir! – Yomono saiu andando em direção à floresta. – Por favor, vá chamar seu pai..."

O que estou fazendo deitada...?

Me levantei, um pouco atrapalhada e corri em direção a cidade, até avistar uma grande multidão que atrapalhou um pouco o meu caminho até meu pai. Quando finalmente cheguei perto dos soldados, tentei achar meu pai e onii-chan. Onde...

...Onde estão vocês ?

– Aquele é Akira...? — Perguntou um indivíduo – Ele parece um pouco...acabado.

– O Filho deve ter dado trabalho – Respondeu o outro Indivíduo.

Realmente, Papai tinha uma aparência horrível. Seu cabelo marrom estava completamente bagunçado, com algumas faixas em sua cabeça e em seu braço – Provavelmente quebrou o braço. Tinha alguns cortes no rosto e um olhar triste. Onii-chan estava montado em um cavalo ao lado de papai, permanecia de cabeça baixa, evitando a multidão.

– Pai ! – Tentei sair da multidão.

Ele saia de seus devaneios após meu chamado, me encarava nos olhos e abrindo um pequeno sorriso torto enquanto parava o cavalo. Seakull parava seu cavalo no mesmo instante, saltando dele e indo em minha direção.

– Myokko...quanto tempo – Seakull abria um sorriso triste – Cuidou bem da mamãe ?

Aquela pergunta foi uma facada em meu coração. Não sabia como responder, como dar a noticia, não sabia o que fazer, mas parece que Seakull havia entendido, pois seu olhar era sem sentimento e completamente vazio. Meu pai se aproximou de nós dois, botando a mão em minha cabeça e bagunçando o meu cabelo.

– O que houve ? – Perguntou papai rindo – Vocês dois parecem estar tão abalados...

– Como...? – Seakull apertou os punhos.

– Mamãe... – Meu corpo começou a tremer novamente. – Ela...– Abaixei minha cabeça e juntei todas minhas forças para falar sem “desmoronar “, mas foi em vão. – Ela...morreu...

Papai parava de rir e seu sorriso se desmanchava aos poucos, me encarava nos olhos. Ele se ajoelhou na minha frente e segurou o meu braço com força, com um olhar de pânico.

– Quando?! Como?! Onde ?! – Perguntou papai, a procura de respostas — Myokko, onde você estava na hora ?!

– P...Para! Está doendo! – Tentei fazer ele soltar meu braço, mas acabei caindo no chão graças a força que tive de fazer. – Eu...eu estava brincando com Yomono e quando voltei...ela...a casa...

– Não precisa dizer mais nada... – Disse papai enquanto montava em seu cavalo. – Vamos, Seakull, Myokko. – Ergueu a mão em minha direção.

– Sim... — Segurei a mão de meu pai, que no mesmo instante me puxava, me ajudando a subir no cavalo.

Dois soldados com os braços abertos paravam em nossa frente, nos impedindo de partir.

– Onde vocês pensam que vão ?! – Perguntou o mais alto. – Não podem sair do nada!

– Já não basta vocês terem saído para falar com a criança – Disse o segundo homem, apontando para mim.

– Eu preciso ir...por favor, entend-

– Minha mãe acaba de morrer, não sabemos se foi uma morte natural ou nas mãos de um sujeito...- Disse Seakull, com um olhar frio. – E se fosse na mão de um sujeito, ele está a solta e pode estar exatamente agora matando outra pessoa ou roubado...a próxima vítima pode ser qualquer um, até mesmo...um familiar...então, poderiam dar licença ?

Os soldados assentiam e se retiravam, indo em direção a grande multidão que fechava a passagem.

– Abram passagem! – Gritavam – Deixem eles passarem !

(...)

– Myokko, fique aqui...Okay ? – Disse papai enquanto me ajudava a sair de cima do cavalo – Não vamos demorar muito, só vamos examinar o local...

Meu corpo estava mais pesado, sentia uma extrema culpa por não estar com a minha mãe em tal momento, pensando bem, não adiantaria de nada se eu estivesse ali, seria apenas um peso morto a minha mãe. De qualquer jeito, ela morreria.

Sai de meus devaneios assim que escutei uma voz família me chamando, parecia que estava vindo na direção da floresta, parecia a voz de...Yomono! Caminhei lentamente em direção à floresta, até poder ver Yomono se aproximando.

– Yomono...! – Encarei o corte que tinha em seu rosto – Você está...sangrado...

– Desculpe...eu... – Yomono encarou a lâmina da faca, que estava com um líquido vermelho, acredito que seja sangue – Eu não consegui mata-lo, mas...acho que facilitei um pouco, caso alguém queira procura-lo...

– O...o que você fez?

– “ Y “, de Yomono! – Ele abria um sorriso, botando o polegar na bochecha – Bem aqui!

Nossa “conversa” era interrompida com o som da única porta de pé caindo. Papai saia de dentro da casa, encarando nós dois com uma expressão séria, mas dava para ver o quanto estava arrasado por dentro.

– Yomono Rukasu, certo? – Perguntou meu pai, encarado-o.

– Sim, senhor... – Yomono o encarava nos olhos. – Eu...eu fiz algo errado?

– Não, pode ficar calmo... – Seu olhar ficou um pouco mais calmo. – Só quero conversar com você, me acompanhe...

Papai e Yomono foram se afastando. Infelizmente, não dava para ouvir o que diziam, mas Yomono permanecia quieto, apenas assentindo.

Assim que voltavam, papai se ajoelhou na minha frente, botando as mãos em meu ombro e me encarando nos olhos. Yomono parava em seu lado, encarado o chão.

– Myokko, você sabe que eu vou ter que voltar para a tropa...- Papai olhava para o símbolo em seu braço – Não posso deixar você sozinha nesta casa, seria muito perturbador para uma criança, então... – Ele se virava para Yomono – Você poderia ficar uns dias na casa de Yomono Rukasu? É Só uns dias, eu prometo...nesses dias, vou tentar achar um local para você fic-

– Eu quero ir com você! – Interrompi.

C O N T I N U A

Notas finais
review??