Atarashī ashita
8 0.8 - Tropa de Exploração
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Assim que se aproximavam do lago, paravam de correr. As crianças se encaravam no lago, surpresos por voltarem a sua forma humana novamente; Estavam em extrema magreza, completamente sujos e seus cabelos cobriam o rosto.
– Interessante... Então foram vocês que roubaram o poder dos titãs... – As crianças se viravam rapidamente, encarando de onde veio a voz. — Ambos têm raiva daqueles que os abandonaram... Estou errado? – Perguntou se aproximando da criança. – Venha comigo... Vamos fazê-los pagar por tudo que fizeram vocês passarem...
As crianças se aproximavam do mesmo.
– Daqui em diante, você se chamará... Cronos. E este aqui será... Jápeto. – Após nomeá-los, abria um longo sorriso. – Vocês nunca mais vão passar pela solidão se estiverem ao meu lado!
850 – Atualmente
– Onde está o meu pai?! – Me aproximei dos soldados, mas os cavalos recuavam lentamente. – Eu exijo saber!
– Me desculpe... – Seakull saltava de seu cavalo, se aproximando com os punhos cerrados. Sua aparência não era a das melhores, parecia bem diferente da ultima vez que o vi. – E... eu tinha que estar no lugar dele...
– O que quer dizer com isso?!
– Ele... ele tentou me proteger... – Ele esfregava a mão no rosto. – Eu me distraí por poucos segundos e nosso pai me protegeu... ele deu a vida dele em troca da minha...
– Você é um babaca! – Segurei meu irmão pela gola de sua camisa, fazendo-o ficar na mesma altura que a minha. Giukino botava a mão em meu ombro e me encarava nos olhos, provavelmente tentando me alertar que aquilo não era a coisa certa a se fazer. – O que foi ?
Seakull me encarava, agora ele tinha a mesma expressão e provavelmente, sentia a mesma coisa que eu quando minha mãe morreu, a culpa. O Garoto abria seu bolso do peitoral direito, pegando uma coisa que não eu não consegui reconhecer direito, botando-a em minhas mãos.
– O que é isto? — Parecia ser um emblema de peito da Tropa de Exploração. Estava um tanto sujo, com algumas gotas de sangue respingadas no desenho e com vários cortes. – Isso é...!
– Tenshigawara, você se lembra de que estamos atrasados? – Perguntou um soldado que passava por perto de nós. – Chega de conversa!
– S... sim, perdoa-me! – Seakull montava em seu cavalo. – Myokko, me desculpe mesmo por isso...
– Apenas me prometa que a morte de nosso pai não seja em vão.
– Eu prometo... – O Garoto abria um sorriso fraco. – Até alguma hora.
(...)
– Recrutas, formem a fila! – Um homem subia no palco, encarando os soldados com uma expressão séria. Sua altura era regular, adequada com a sua estrutura corporal, pele era clara e cabelos negros jogados para trás.
– Primeiramente, me mandaram aqui para falar da “realidade” fora das muralhas, o quanto é perigoso, mas também para dar uma motivação. – O Homem amassava o papel e jogava por trás. – Mas seria a mesma coisa que mentir para vocês. A Realidade de vida fora das muralhas não existe; quando você vai para lá, já vai como alguém morto e quando voltam, está pior do que morto. – Alguns soldados já começavam a demonstrar pânico. – Mas vocês não acham que podem mudar isso? Basta terem fé em si mesmo, assim como os soldados que ainda permanecem vivos nesta tropa. – O Homem abria um sorriso esperançoso. – A Tropa de Exploração sempre está precisando de pessoal. Como em toda missão temos baixas, estamos sempre com falta de homens, e nós contamos com vocês.
– Senhor, não acha que foi “realista” dem-
– Aqueles que descobriram a realidade, e mesmo assim desejam dedicar suas vidas, que permaneçam aqui. – Interrompeu. — Aqueles que desejam ir para outro setor estão dispensados.
Era um tanto nostálgico ver tal cena; A Maioria dos soldados com expressão de medo, correndo com o rabo entre as pernas. Os que haviam restado continuavam encarando o homem, todos pareciam firmes e realmente, estavam dispostos a dar vida por pessoas repugnantes que não sabem o significado de “obrigado”.
– Todos aqui presente são bem vindos a Tropa de Exploração! Dediquem seus corações! – O Homem posicionava seu braço esquerdo com o punho fechado em direção ao coração, enquanto o direito ficava na costa. – Vocês passaram no primeiro teste, foi quase uma “pressão psicológica”, suportaram bem e ainda estão dispostos, tenho orgulho de vocês.
– Senhor, você acabou se esquecendo de se apresentar... – O Soldado murmurava.
– Não, eu não esqueci. Apenas os meus soldados e superiores saberão quem sou eu. – O Homem se virava para a nossa direção, abrindo um sorriso confiante. – Me chamo Tenshigawara Hayato, capitão da Tropa de Exploração, e conto com a ajuda de vocês! – O Homem pegava uma folha de dentro de seu casaco. – “Amanhã, me esperem em frente ao refeitório do exército.” Dispensados.
– Sim, senhor!
– Tenshigawara...? Ele é o seu irmão! – Rukasu murmurou. – O Seu irmão é o capitão da Tropa de Exploração!
– Até eu fiquei surpresa... – Murmurei. – Não vejo a maioria dos meus irmãos há anos, não me recordo mais de suas aparências, apenas de seus nomes... A única coisa que eu tinha para me lembrar de suas aparências, eram apenas fotos, mas perdi todas fotos por causa do incênd...
– Uh, desculpe... – Rukasu coçava a cabeça. – Eu te fiz lembrar-se do passado, certo?
(...)
– Em breve, vamos sair de dentro da muralha para uma nova missão. – Hayato conduzia os soldados. – Pelo que eu saiba, a maioria nunca viu um titã de verdade, apenas em figuras de livro, certo?
– Sim, senhor!
– Nossa equipe de Elite conseguiu trazer dois titãs para experimentos. Era para ser um segredo, mas vocês precisam ver como são e como agem os titãs de verdade, se não, poderemos ter grandes baixas em nossa missão por causa do medo de ver um titã pela primeira vez.
– Vamos poder ver a equipe de Elite? – Perguntou Roxy.
– Talvez eu os apresente para vocês. – Hayato se aproximava de algumas barracas, olhando ao redor. – Chegamos!
Realmente, tiveram um belo plano para um “esconderijo”, ninguém nunca pensaria em entrar em uma floresta. O Local era bastante agradável; tinha um belo cheiro, várias árvores e cabanas feitas de madeira ao redor.
Uma garota saia de dentro da floresta, segurando uma coroa de flores. – Hayato, o projeto não era um segredo? – A Garota nos encarava – Uh, deixa. Seus titãs estão mais adentro há floresta.
Sua aparência me era um tanto familiar; Possuía longos cabelos de um tipo de "loiro platino", que combinavam perfeitamente com a sua pele clara, sua expressão era neutra e parecia ter uns 10 centímetros a mais que eu.
– Hild! – Apontei para a garota, que parecia ter se assustado com a minha atitude. – Eu me lembro de você! Eu sou a Myokko, sua irmã caçula!
– Myokko! – Hild abria um sorriso. – Você cresceu! Um pouco, mas cresceu!
– Esta é Tenshigawara Hild, Líder da Elite e nossa irmã.
– Ela não tem cara de líder. – Higuchii murmurava para Jake.
Em um piscar de olhos, Hild aparecia de frente para Higuchii, com uma lâmina próxima ao pescoço do mesmo. – Você ainda não me viu em um campo de batalha, mas se quiser, posso te demonstrar aqui e agora o que sou capaz.
– Quantos irmãos vocês têm? – Perguntou Jake enquanto afastava Higuchii da garota.
– Somos cinco ao total. – Respondeu Hayato. – Vamos continuar com o segundo teste, que seria como vocês vão reagir ao ficar cara-a-cara com um titã.
– Parece ser fácil, afinal, eles não estão presos? – Perguntou Mark.
– Então você será o primeiro a fazer o teste. – Hild pegava Mark pela gola da camisa, arremessando-o para dentro da floresta. O Garoto se levantava lentamente, tirando a poeira de seu uniforme, um tanto desconfortável, Mark olhava para frente, se deparando com um titã de 12 metros o encarando com os olhos sedentos de sangue.
O Garoto ficava completamente sem reação. O titã avançava em sua direção com a boca totalmente aberta, pronto para mata-lo com apenas uma dentada, por sorte, Hild o puxava pela camisa novamente, tirando ele de perto do titã, que dava uma mordida no ar.
– Parece ser fácil para você agora?! – Perguntou Hild, se aproximando do garoto que ainda não demonstrava reação alguma. Provavelmente estava em estado de choque.
C O N T I N U A
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