Ataque da Sujeira
2 A Equipe
Uma carta ou um soldado foram os instrumentos utilizados por Levi e Erwin para chamarem aqueles que foram escolhidos para aquela missão importante.
Eren, olhando para a janela, tinha o pensamento distante. Agora o mundo estava em paz. Os titãs foram exterminados graças a ele e seus amigos. "E agora? O que eu faço? " pensava ele, sendo oprimido pelo peso esmagador do tédio. Mas seus pensamentos foram interrompidos ao soar de três batidas na porta. Um soldado trazia consigo um envelope e o entregou a Eren. Curioso, ele rasgou o envelope e tirou o bilhete de dentro. Os olhos moviam-se rápidos, lendo aquelas linhas. – Ei, Mikasa! E uma garota que antes dormia em sua cama, agora coçava as pálpebras e se arrastava em direção a ele.– O que foi, Eren? — perguntou ela com a voz sonolenta. – Veja. Leia! — e mal conseguia conter a felicidade ao estender o papel entre os dedos ansiosos para ela. Mikasa tirou as mechas negras da frente dos olhos e iniciou o seu processo de leitura. – Viu? Viu? — dizia Eren como uma criança ao pedir um brinquedo aos pais — O cabo Levi nos quer reunidos hoje à tarde no campo de treinamento. – Mas o que será que aquele baixinho estará tramando? Não temos mais nada para fazer. – Ora, Mikasa! — disse Eren — Não seja tão chata! Eu já estou cansado de ficar aqui só suspirando. — e tomou o papel da mão dela– Se você não vai, eu vou. Mikasa permaneceu em silêncio a olhá-lo. Depois suspirou e disse: – Ok. Eu também vou. *** Connie acordou exasperado, puxando uma faca que sempre guardava consigo caso alguém tentasse roubá-lo ou amedrontá-lo. Ficou girando, olhando o quarto a seu redor. Um som terrível vinha de algum lugar. Parecia que uma besta feroz se escondia debaixo do beliche, ou estaria enfiado nas trouchas do guarda-roupa. Ele engoliu um seco e abriu a porta do guarda-roupa, pronto para atacar aquela criatura. Mas não havia nada ali além do amontoado de roupas sujas dos soldados. O som voltou a ecoar. Dessa vez vinha do beliche. Connie andou sorrateiramente até o colchão, e seu cérebro demorou um pouco para assimilar. Ele subiu a escada e viu Jean na parte de cima do beliche, embolado no lençol; a baba escorrendo de seu lábio e molhando o travesseiro. O terrível som era apenas o ronco de Jean. Connie rangeu os dentes e, com raiva, sentindo-se um idiota, deu um cascudo forte o bastante em Jean para fazê-lo acordar assustado. E como se não fosse o bastante, Jean acabou batendo a testa violentamente no teto. Ele gemeu e afundou a cabeça nas mãos. – Idiota! Por que fez isso? – Se não quiser que todo mundo acorde achando que o quartel está sendo atacado por um monstro, tape essa fossa com uma rolha. – Desgraçado! O que quer dizer com isso?! — Jean pulou do beliche, enfrentando Connie. – Quer me enfrentar? Vá em frente. Mas aviso de que faça com a boca fechada. – Ora, seu... — Jean agarrou a gola de Connie, e os dois preparam-se para travar uma luta. Mas foram interrompidos quando Armin entrou no quarto, sorridente. – Pessoal, venham logo! Erwin, Hanji-sam e Levi heichou estão nos esperando no local de treinamento! – Hã? Como assim? Que eles tem para nos dizer? Não já destruímos os titãs? — disse Jean. – É! — concordou Connie — O que eles querem, Armin? – Bom... isso eu não sei. Mas Eren, Mikasa, Sasha, eu e todo o resto dos soldados foram chamados. Jean e Connie se olharam e ambos suspiraram. – Fazer o quê, né? — disseram os dois ao mesmo tempo. *** Reunidos alinhadamente no pátio de treinamento, os soldados sussurraram a respeito do que poderia estar acontecendo. O burburinho cessou quando Erwin, Hanji e Levi apareceram. – Estamos aqui porque há um assunto sério a tratar. — disse Erwin. — É uma missão importante. Eren se entusiasmou. – Limpar a cidade. — completou Hanji. O sorriso de Eren deu lugar a um arqueamento de sobrancelhas. – Vocês foram escolhidos pelo cabo Levi para esta missão. – Como é?! — Eren lamentou. – Algum problema? — disse Levi, dirigindo-lhe um olhar amedrontador – Não. — Eren engoliu um seco.
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