At the Mills office
8 Uma briga no parque e uma briga no escritório
Notas iniciais
O fusca fora estacionado de maneira despreocupada na rua levemente movimentada, os filhos de Regina saíram do carro primeiro, esperando a loira em cima da calçada enquanto Agnes alisava a saia colegial preta que usava. Emma saira do fusca com um meio sorriso nos lábios, aquilo era como voltar no tempo de sua adolescência extremamente problemática. O fusca fora trancado e logo os três atravessaram a rua, contando o pouco dinheiro que possuíam para pagar as entradas do lugar. Henry dera a maior parte, afinal havia acabado de receber sua mesada. Ao entrarem, os olhos verdes de Swan se deslumbraram mais uma vez com a grandiosidade do lugar, as luzes e toda a alegria que as pessoas emanavam por simplesmente estarem ali. Agnes sorrira, cutucando Emma enquanto andava em direção à montanha russa.
—Está ouvindo a música que está tocando agora? —A loira aguçara seus ouvidos, tentando escutar a música que tocava por debaixo das vozes e dos gritos provindos das pessoas dentro dos brinquedos. —Acho que estavam esperando nossa visita, Emma.
A música que tocava era Trouble da cantora P!nk, o que fizera Swan quase que automaticamente dar risada, a letra da música mais parecia algo escrito sobre sua vida desde o momento em que ela aprendera a andar em sua infância. Ao olhar para o lado, Emma não vira Henry, o que instantaneamente lhe causara preocupação, não pelo menino ter sumido, e sim pelo que Regina poderia fazer se descobrisse que ela o havia perdido naquele parque imenso.
—Agnes, onde está seu irmão? —A menina sorrira, apontando para a fila gigantesca da montanha russa.
Henry estava no inicio da fila, o que não fazia sentido algum, pois havia muitas pessoas a frente dele antes que de fato chegasse ao final da fila para enfrenta-la. A menina então correra de encontro com o irmão, parando logo a sua frente, chamando Emma com as mãos em meio a sorrisos travessos.
—Você cortou fila, seu demônio? —Henry dera risada, colocando as mãos nos bolsos de sua calça.
—Achou mesmo que eu ia enfrentar uma fila dessa no meu primeiro brinquedo? Você é juvenil, Emma Swan! —A loira ficara boquiaberta, lhe dando um leve murro no braço, fazendo com que o menino desse dois passos para trás, ao passo que ela aproveitara para entrar na fila sem que fosse vista.
Antes que Emma pudesse de fato iniciar uma conversa contundente como a que estava tendo dentro de seu carro com os filhos de Regina, sua vez de ir à montanha russa havia chegado. A loira correra para pegar um lugar, esperando que Henry e Agnes entrassem posteriormente. Os cintos foram colocados, todos se certificaram que estavam bem seguros e então apenas esperaram que o resto das pessoas se acomodassem para que o brinquedo começasse a funcionar.
—Emma, obrigada. —Agnes dissera em um meio sorriso, olhando para a loira que estava ao seu lado. —Faz bastante tempo que não visitamos um parque de diversões, minha mãe diz que somos velhos demais para isso.
—Sua mãe é uma pirada, isso sim! —Henry dera risada, segurando na proteção de seu assento enquanto o brinquedo começava a ganhar vida.
—Ela prefere o termo “conservadora”. —A menina mordera o lábio inferior, sentindo um posterior frio em sua barrigada.
Ao terminar a frase, Emma dera risada, era engraçado ouvir que Mills era conservadora quando naquele mesmo dia mais cedo ela havia cedido a provocações de outra mulher. “Conservadora de araque, isso sim”. A loira negara com a cabeça enquanto o carrinho subia uma longa e íngreme subida. Agnes segurara na mão de Swan que se encontrava sob sua própria coxa, a menina estava claramente amedrontada, porém, mantinha o sorriso travesso em seus lábios.
—Se você fechar os olhos vai ter que me pagar um sorvete quando descermos. —Henry dera risada.
—Um sorvete para mim e para Emma, afinal, estamos te vigiando. —A loira lhe lançara um olhar amistoso, arqueando a sobrancelha.
—Você se aproveita de tudo não é mesmo, seu pestinha. —Agnes sorrira, apertando ainda mais a mão de Swan tendo em vista que o carrinho estava prestes a despencar para uma enorme descida igualmente íngreme.
O que acontecera a seguir fora uma sucessão de gritos e caretas por parte de todos que se encontravam no brinquedo. A filha de Regina se agarra ao braço de Emma, fazendo dele seu porto seguro. Henry gritava como nunca antes em meio a risadas por ver a loira e sua irmã gritando da mesma maneira. O brinquedo dera mais uma volta, provocando uma serie de gritos e risadas por parte de todos. Ao saírem, Emma passara seu braço ao redor do pescoço de Henry, bagunçando seu cabelo enquanto se encaminhavam para o próximo brinquedo.
As horas começavam a rodar, porém, nenhum dos presentes no parque se incomodou com tal fato, tinham que estar em casa em um determinado horário, sua mãe não fazia ideia de onde eles estavam e por ultimo, mas de maneira alguma menos importante, eles estavam na companhia de Emma Swan. Haviam ido a praticamente todos os brinquedos, fazendo apostas e causando o terror no parque de diversões durante sua estadia no mesmo, enquanto o céu se tornava cada vez mais escuro devido às horas que se passavam. Enquanto Agnes se divertia em uma barraca de tiro ao alvo, uma menina, que Emma julgava ter a mesma idade que a filha de Mills possuía, se aproximara, lançando um olhar pouco amistoso para a menina de cabelo enrolado. A mesma franzira o cenho, pegando uma das armas para brincar na barraca também, porém, ao se aproximar de Agnes, a mesma a empurrara com o ombro, pedindo desculpa posteriormente, mas aquilo era somente o inicio de inúmeras provocações, ao passo que Swan e Henry assistiam de longe enquanto desfrutavam de casquinhas de sorvete de morango.
—Aquela é Amber, uma menina ridícula da nossa escola que detesta Agnes porque ela tira notas maiores e porque ela beijou o namorado da Amber. —Emma o olhara revirando os olhos.
—Eu fico irritada com essa rixa entre meninas, a gente deveria se unir e dominar o mundo, sabe Henry, deveríamos ser mais unidas e nos apoiarmos, mas não... Isso é exaustivo! —O menino a olhara com um meio sorriso.
—Emma, você pode tirar Agnes dali antes que Amber bata nela? Porque acho que é isso que vai acontecer. —Os olhos verdes vislumbraram a menina de cabelo ruivo praticamente em cima de Agnes, seu punho cerrado logo fora certeiro nos lábios da outra, ao passo que Emma correra em direção a elas.
—Hey. —A loira dissera em um tom autoritário, puxando Amber pelos ombros, encostando-a na parede em seguida. —Experimente encostar mais um dedo nela e ai sua briga será comigo! —A menina sorrira, tirando alguns fios de cabelo de seu rosto.
—Agnes tem uma guarda agora? —Swan sorrira, a encarando com o rosto bem próximo do dela enquanto algumas pessoas paravam para assistir aquele encontro explosivo.
—Amber o seu nome não é? —A menina afirmara com a cabeça em meio a um sorriso cínico. —Eu estou mais para um cachorro de briga, daqueles que estraçalha pescoços fininhos como o seu, eu sugiro que você nunca mais olhe torto para essa menina, está entendendo? E nem perca seu tempo me ameaçando, dizendo que vai entregar meu nome para a policia. —Emma sorrira, a largando. —Metade do departamento de policia me conhece e a outra metade joga baralho comigo. —Ela dera as costas para a menina que finalmente ficara seria pela primeira vez durante aquele encontro. —Vem Agnes, vamos embora, você não tem que frequentar o mesmo lugar que um lixo humano desse frequenta. —Swan passara seu braço ao redor do ombro da menina, lançando mais um olhar intimidador em direção a Amber antes de sair.
Agnes acabara por abraçar a loira, sentindo as lágrimas queimarem seus olhos na medida em que desciam, era um choro que expressava sua mais pura e genuína raiva. Ao chegarem à parte externa do parque, Swan parara, se abaixando para verificar o ferimento no lábio inferior da menina que pouco sangrava pois era mínimo, talvez inchasse.
—Acho que não vai precisar dar ponto ou algo do tipo, mas vamos por gelo nisso, consegue aguentar até chegarmos a minha casa? —A filha de Mills de supetão olhara para uma figura atrás de Emma, seus olhos ficavam cada vez mais arregalados enquanto Henry coçava a cabeça. —Agnes, o que foi? Parece que viu um fantasma! —Swan sorrira.
—Ela viu a mãe dela, Miss Swan. —Emma engolira seco, fechando os olhos enquanto franzia o cenho como sempre fazia quando se metia em confusão. —O que diabos você está fazendo nesse lugar com os meus filhos? E porque minha filha parece ter saído de uma briga de bar? —Regina arqueara a sobrancelha direita, fitando a mulher ainda de costas para si. —Ficar virada de costas para mim não fara com que eu despareça, Miss Swan.
—Acha que se eu correr agora, bem rápido, eu possa ter alguma chance de salvação? —Agnes sorrira com a indagação feita por Emma, negando com a cabeça em seguida, ao passo que a loira se virara para encarar o furacão que estava atrás de si. —Oi, Regina. —Ela dissera coçando a cabeça, olhando para os lados com um meio sorriso em seus lábios. —Tudo bem?
—Miss Swan, eu estava para perder minha cabeça, liguei para o celular de todos e ninguém me atendia, meu motorista chega a sua casa e não há ninguém, vocês poderiam estar mortos ou coisa do tipo. —A mulher respirara profundamente, enquanto via o céu se escurecer cada vez mais devido à hora. —Vocês dois. —Regina olhara para os filhos com uma expressão séria. —Já para o carro, direto para casa. —O final da frase fora direcionado ao motorista. —E quanto à senhorita. —Os olhos castanhos cheios de fúria se direcionaram a Emma. —Me leve ao meu escritório, precisamos conversar.
—Você me mata com seus olhos e agora me pede uma carona? —Emma a olhara enquanto a mulher caminhava com um pé na frente do outro em direção fusca do outro lado da rua. —Eu te odeio. —Swan revirara os olhos.
—Ainda consigo ouvir o que você diz, Miss Swan. —Regina dissera sem olhar para trás.
—Que ótimo que consegue! —A loira dera um trote para alcança-la, dando a volta no fusca para abri-lo, e posteriormente adentra-lo.
Após entrar, Regina colocara o cinto e se focara em manter seu olhar direcionado para frente. Por mais que Emma tentasse iniciar qualquer assunto, a morena lhe cortava com uma faca afiada, e então voltava a sua postura inicial, mantendo tal ritmo até que chegassem ao prédio de onde ela trabalhava. Mills saira primeira, batendo levemente a porta do fusca ao sair do mesmo, seus saltos ecoaram pela rua consideravelmente movimentada, a medida em que Swan saia do carro, correndo novamente para alcança-la. O elevador fora tomado minutos depois, com a greve de silêncio ainda vigente até que saíssem do mesmo, caminhando até a sala de Regina. A morena parara no meio da sala, fazendo com que Emma empacasse na porta, fosse por medo de adentrar a fortaleza da rainha ou pelo simples medo da bronca que iria levar. O escritório estava vazio naquele andar, afinal, Mills havia mandado todos para casa mais cedo, o dia havia discorrido bem a ponto de não terem trabalho na parte da noite.
—Você é tão irresponsável. —Regina se virara, apontando seu dedo em direção a Emma. —Pretendia levar meus filhos para a cadeia com você? Sem contar o lábio de Agnes, o que aconteceu? —Seu tom era agressivo.
—Ela brigou com uma menina imbecil do colégio dela, me desculpe, intervi tarde demais, eu iria fazer um curativo. —Mills dera um passo para trás.
—Ela nem deveria estar com você, muito menos Henry, não sei onde estava com a cabeça... Miss Swan, seus serviços não serão mais necessários, na verdade, quero que a senhorita suma. —A morena a fitava com fúria em seus lábios. —Você não se contenta em bagunçar apenas meus sentimentos em tão poucos dias, você quer bagunçar meus filhos, com tudo. —Ela suspirara. —Você alega me odiar, eu odeio você de volta! Eu odeio tudo o que você representa, a irresponsabilidade, o completo descaso, cresça Emma! Ninguém quer estar com alguém tão instável assim. —A loira dava passos lentos para frente, tomando certa coragem para fazer o que queria fazer. —Eu a odeio tanto, idiota! —Regina se virara para andar até sua mesa, porém seu braço fora puxado com certa força.
Swan a tomara em seus braços em meio a respiração pesada causada pelo imenso desejo que sentia, fazendo com que a mesma andasse para trás até que topasse bruscamente com a mesa. Emma a segurara sem gentileza alguma, pousando suas mãos na cintura bem delineada da outra mulher, subindo seu corpo para coloca-la sentada sob a mesa com certa hostilidade. Regina fechara os olhos enquanto seu vestido subia cada vez mais, sentindo as mãos de Emma subirem por sua pele desnuda, arranhando posteriormente toda a extensão de suas coxas, possibilitando que suas pernas se abrissem para que o corpo da loira se acomodasse ali.
—Diga mais uma vez. —A loira sussurra na volta do pescoço de Regina, a puxando com certa violência para perto de si, colando seu corpo ao dela. —Diga mais uma vez que me odeia!
—Eu... —Regina pendera a cabeça para trás, sentindo os lábios vorazes de Emma lhe tomarem a pele do pescoço com igual violência. —...Eu...
—Eu, eu... Você o quê, Regina? —A loira voltara a olhar para os olhos castanhos turvos de desejo enquanto sua voz era tomada por desejo. —Perdeu sua postura porque eu quebrei seus muros?
—Eu... —A mãos Mills seguraram a blusa da mulher a sua frente sem gentileza alguma, trazendo-a para mais perto, colando seu nariz ao dela. —...odeio você! —Suas pernas abraçaram o quadril de Emma, trazendo-a para mais perto ainda. —Eu odeio você!
Os olhos verdes foram tomados de desejo, enquanto Regina sentia sua cintura ser apertada mais uma vez. Os lábios de Emma Swan tomaram os lábios da mulher a sua frente como se fossem seus há tempos, sem gentileza, sem meios termos, era tudo ou nada naquele momento. As línguas travavam uma batalha por poder, quem ganhasse perderia o controle de seu corpo primeiro, cedendo às emoções mais profundas que uma nutria pela outra. Regina descia suas mãos pelas costas bem definidas da loira, arranhando-a por cima do tecido da blusa, fazendo com que Swan gemesse em seus lábios, provocando um incêndio em seu corpo. Mills sentira seu cabelo ser puxado em resposta, fazendo com que sua cabeça fosse para trás. Logo, seu pescoço sentira o hálito quente provindo dos lábios de Emma, os beijos e as leves mordidas deixadas ali enquanto a loira descia suas mãos pelas costas desnudas da morena, chegando a bunda da mesma, apertando com força o suficiente para faze-la gemer baixo em seu ouvido.
—Acho que posso conviver com seu ódio se ele sempre me for mostrado dessa maneira. —A loira sorrira, se afastando de maneira brusca. —Acha que é a única que pode começar uma brincadeira e depois ir embora como se nada tivesse acontecido? —Regina a olhava com os lábios inchados pelo beijo recente. —É sempre um prazer jogar com você, Regina Mills. —Ela piscara, lhe dando as costas.
—Emma! —Mills dera um grito que fizera a loira sorrir, mordendo seu lábio inferior, ao passo que a morena fora deixada com a barra de seu vestido no nível de seu quadril.
Fale com o autor