At the Mills office
7 Um telefonema e uma saída pela cidade
Notas iniciais
Sua chegada era única, impossível era não saber quando Regina Mills chegava ao escritório, até mesmo os funcionários mais novos, os estagiários que estavam ali há alguns dias, todos sabiam seu nome, todos sabiam quem ela era e o que a sua figura representava. Regina, na maior parte do tempo, inspirava a mescla de desejo, medo e poder, como se seu corpo apenas exalasse isso na medida em que ela caminhava pelos corredores do lugar como se estivesse pisando em seu palácio particular. A morena de olhos penetrantes e pele macia possuía suas particularidades únicas, o que inspirava certo fogo no que tangia a melhoria de quem trabalhava para ela. Indo contra algumas normalidades de um escritório de advocacia, Regina possuía seu andar naquele prédio médio no centro da cidade, uma parte só sua onde ela exercia o que ela mais gostava de exercer: poder. A porta do elevador se abrira, revelando a bela mulher em seu vestido vermelho bordo com decote reto, tampando toda sua pele até o inicio do pescoço, porém, a medida que ela caminhava para fora do elevador, era possível ver o decote extremamente generoso na parte de trás do vestido. O mesmo possuía mangas longas, e seu comprimento acabava três dedos abaixo dos joelhos de Mills. A mulher segurava seu sobretudo em seu antebraço direito, caminhando em cima de louboutains monumentais com uma expressão séria, não distribuía sorrisos fáceis, ainda mais naquela tarde em particular.
O andar era ocupado apenas por mulher, esse era seu requisito, não havia a presença de nenhum ser humano do sexo masculino ali, por mais que por vezes um ou outro subisse até tal andar para entregar documentos, mas não permaneciam por tanto tempo. Era um ambiente extremamente seguro, polido e que inspirava competência, coisas que Regina presava em todos os âmbitos de sua vida. Enquanto fazia seu caminho até sua sala, duas de suas assistentes a seguiam com alguns papeis em mãos, explicando-a a ela como funcionaria a reunião daquele tarde, porém, os pensamentos da senhorita Mills ainda se encontravam turvos pelo encontro que tivera com Swan antes de se dirigir de volta a seu trabalho. A enorme porta de sua sala fora aberta, revelando um ambiente de extremo bom gosto. A organização ali era o principal ponto. Deixara o sobretudo em cima do sofá que antecedia sua mesa, e então encaminhara-se para sua cadeira, sentando como uma rainha em seu trono real. Regina suspirara, sentindo falta da nicotina em seu corpo... Já fazia tanto tempo, anos a fio sem ascender um cigarro e puxar sua fumaça para dentro, não seria ali que ela facilmente iria ceder.
—Você. —Ela apontou para uma das assistentes, uma mulher cujo cabelo loiro descia até o inicio de seus ombros. —Mande o motorista buscar Henry na casa de Emma Swan ás quatro e quarenta em ponto, nada mais, nada menos. —A mulher afirmara com a cabeça, saindo da sala imediatamente. —Você. —Ela olhara para a outra mulher, uma morena de olhos verdes intensos. —Eu preciso saber tudo sobre o baile anual, então trate de conseguir todas as informações para mim, isso é tudo! —A mulher saira logo em seguida, caminhando às pressas em cima de seus saltos.
Na casa de Emma Swan, o clima parecia ser bem mais ameno, por mais que a loira lutasse contra os impulsos de seu próprio corpo. Ao entrar em sua casa, Henry dedilhava lentamente sua guitarra, uma Eagle STS001 Strato vermelha reluzente, que fizera os olhos verdes brilharem, era uma guitarra linda. A loira fechara a porta atrás de si, enquanto tentava normalizar sua respiração falha, seus nervos estavam a flor da pele.
—Sei que minha mãe pode ser difícil... —O menino dissera sem tirar o olhar da guitarra. —...Mas ficara mais fácil lidar com o tempo, acredite, eu sei. —Emma sorrira, parando atrás do sofá de frente ao menino.
—Se importa se eu subir para tomar um banho rápido? Estou suada! —Ele dera um meio sorriso.
—Tudo bem, Emma, vou treinar alguns acordes enquanto isso. —A loira o olhara com uma expressão neutra, ao menos ela tentava ter uma expressão neutra enquanto mordia seu lábio inferior para controlar seus desejos.
Subira a escada de maneira ágil, tirando o top assim que pisara em seu quarto. A calça de moletom e a calcinha acabaram por ir ao chão, deixando uma pequena trilha de peças até o banheiro. Swan ligara o chuveiro as pressas, apoiando seu antebraço direito na parede azulejos brancos. Enquanto a água descia por seu corpo quente, causando sensações a mais, sua mão livre descia por seu próprio abdômen de maneira lenta, descendo posteriormente por seu ventre, fazendo o caminho até seu sexo que se encontrava encharcado naquele momento. Seu dedo médio guiara-se até seu clitóris, posicionando-se com tamanha maestria que o gemido baixo chegara até seus lábios sem que ela percebesse. Sua testa se apoiava a logo acima de seu antebraço, enquanto seu dedo fazia movimentos circulares cada vez mais rápidos. Seu quadril serpenteava na medida em que ela mordia o próprio lábio inferior, segurando os gemidos, segurando dentro de si o nome de Regina que queria sair em alto e bom tom. Os lábios, a pele macia, a cintura bem delineada e cheiro de pele mesclado ao perfume que ela usava todos os dias. Os olhos verdes se fechavam enquanto sua mente viajava sozinha para outros lugares, viajava pelo corpo de Regina Mills e todas as sensações que ele lhe causava. Emma jogara sua cabeça para trás sentindo seu corpo tencionar de maneira gloriosa, as costas se arqueavam e suas pernas perdiam as forças. O corpo entrava em uma viagem longa e intensa de sensações descontroladas, chegando a um orgasmo intenso enquanto a água batia contra sua pele.
—Regina... —Ela suspirara, recuperando seu folego.
Após terminar seu banho, Emma saira do banheiro enquanto se enxugava. Ao passar a toalha por seu corpo, a loira tencionara fechando os olhos, sentindo as sensações que o tecido lhe proporcionava. Por fim, os olhos verdes se abriram, turvos de desejo pungente. Sua primeira reação fora correr até seu celular, desbloqueando o mesmo em uma velocidade incrível. Procurara pelo número que desejava e então ligou, escutando o celular chamar por duas vezes antes que fosse atendido.
—Miss Swan... Algum problema com meu filho? —Regina estava sentada sob sua mesa com as pernas cruzadas, em sua mão esquerda haviam alguns papeis importantes que ela lia antes de atender ao chamado de Emma.
—Termine o que você começou! —A morena arqueara a sobrancelha, deixando os papeis em cima da mesa.
—Não faço ideia do que a senhorita está falando, Miss Swan. —Emma sentia seu corpo tencionar cada vez mais, a voz rouca, o “Miss Swan” dito de uma forma que a fazia duvidar de sua sanidade.
—Você me deixou quente, Regina, fez com que meu corpo entrasse em combustão no momento em que foi embora. —Emma fechara os olhos. —Termine o que começou!
—Miss Swan, isso é completamente inapropriado... Eu sou casa...
—Casada, você é casada e que se foda, você não tem o direito de fazer com que a minha cabeça exploda dessa maneira. —Swan mordera seu lábio inferior. —Sua voz me causa arrepios por todo o corpo, meu corpo se entrega a você de maneira completa, eu não tenho controle. —Fora a vez de Regina fechar seus olhos, sentindo arrepios por todo seu corpo.
A voz de Emma Swan era tomada por desejos naquele momento, fazendo com que a mesma se tornasse mais grave, boa de ouvir ao pé do ouvido. Do outro lado da cidade, as pernas de Regina Mills se descruzavam, abrindo-se lentamente enquanto sua mão livre descia por seu abdômen.
—Miss Swan. —Ela tentava parecer séria, queria permanecer no controle, porém, havia perdido tal coisa há muito tempo. —Eu estou trabalhando.
—E eu estou dizendo para que você termine o que começou. —Swan se olhara no espelho próximo a mesa de seu quarto, vendo o efeito que Regina lhe causava.
—Eu... Emma, não torne tudo ainda mais difícil. —Era a primeira vez que Swan ouvia a voz de Mills se quebrar daquela maneira. —Tenho deveres que estão acima de meus desejos pessoais, não torne tudo ainda mais difícil... Eu preciso ir. —A morena encerrara a ligação, respirando fundo, tentando voltar a ser a mulher centrada que era em seu local de trabalho.
Por fim, Emma Swan jogara seu celular em cima da cama, se trocando rapidamente, pois Henry a esperava no andar debaixo. Colocara um short preto da Adidas que geralmente usava para correr, uma regata igualmente preta por cima de um sutiã liso. Após pentear o cabelo que já fazia cachos enormes, Emma pegara sua guitarra, a colocando nas costas. Descera descalça pela escada, encontrando menino imerso em seu próprio mundo. Ela sorrira, dando a volta no sofá para se sentar em seguida.
—Henry... O que você gostaria de aprender primeiro? —Ela tirara a guitarra da case, a trazendo para seu colo.
—Queria aprender a irritar minha mãe como você faz. —Swan rira alto. —É sério, Emma, você a tira do sério como ninguém, nem mesmo meu pai consegue fazer isso.
—Não é muito difícil, quer dizer, só preciso ser eu mesma, isso já faz bem o trabalho. —O menino dedilhava o começo do solo de The Trooper, da banda Iron Maiden, fazendo com que Emma o olhasse com certa admiração. —Você toca bem para um iniciante!
—Não sou tão iniciante assim, toco guitarra há dois anos, sem que minha mãe saiba, obviamente. —Ele sorrira de forma travessa. —E por falar nisso, você fuma? —Ele tirara um pequeno baseado do bolso, o oferecendo a mulher a sua frente.
—Garoto, você é bem pior do que eu pensava. —Ele dera risada. —Me dê isso aqui... Criança não pode fumar isso, me deixe acabar com isso! —Ela sorrira, pegando o pequeno baseado da mão do menino, andando até a cozinha para acende-lo posteriormente. —Merda... —Ela soprara a fumaça. —...Onde vocês arrumam essas coisas?!
—Emma, acho que deveríamos sair... —Ela o olhara sentindo o inicio de uma confusão se iniciar. —Mas você tem que apagar isso ou então seu carro irá virar uma montanha russa... Acredite, eu sei exatamente como é.
—E aula de guitarra? —Henry dedilhara o resto do acorde inteiro, fazendo com que a loira ficasse boquiaberta. —O que você está fazendo na minha casa se já sabe tocar? —Ela sorrira, dando mais um longo trago.
—Só queria sair de casa um pouco, sem que minha mãe colocasse a policia atrás de mim. —Emma dera risada.
—Garoto, sua mãe definitivamente vai colocar a policia atrás de nós hoje! —Ela entregara o resto do baseado na mão do menino, para depois sumir pela porta da cozinha. —Guarde a guitarra, vamos sair! —A loira calçara um all star preto que havia deixado na cozinha, voltando à sala minutos depois. —Vamos, eu não tenho o dia inteiro para lhe ensinar como é tocar o terror em Londres!
Henry se levantara, indo em direção à porta com certa animação, não era primeira nem a ultima vez que ele estaria quebrando regras, mas algo lhe dizia que quebrar regras ao lado de Emma Swan elevaria tudo o que ele possivelmente já fizera em seu inicio de adolescência. A loira pegara as chaves do fusca, saindo de casa posteriormente, encontrando o menino parado ao lado do fusca com o baseado já apagado.
—Vamos buscar minha irmã, ela precisa ir conosco. —Emma coçara a cabeça.
—Sua mãe vai me matar, depois vai matar você e sua irmã, e depois vai me matar novamente. —Por mais que Swan soubesse o que tudo aquilo poderia causar, seu corpo lhe implorava para que ela o fizesse e o fizesse bem.
Logo, o fusca tomava as ruas com seu som ligado no volume máximo. You Shook Me All Night long, do AC/DC tocava majestosamente como escolha de Henry Mills. Ambos colocavam seus cintos enquanto Emma acelerava cada vez mais, seguindo as indicações de Henry sobre o endereço onde eles deveriam achar sua irmã. O endereço não era tão longe dali, ao passo que Swan estacionara o carro em uma rua não muito movimentada enquanto o filho mais novo de Regina descia do carro para buscar sua irmã do outro lado da rua. Mesmo de longe, era possível ver o quanto a filha de Regina era bonita, seu cabelo castanho em cachos bagunçados e olhos tão expressivos quanto os de sua mãe. Ambos adentraram o carro com certa agilidade, Henry no banco da frente e sua irmã no banco traseiro. A menina sorrira para Emma, fazendo com que a loira vislumbrasse o sorriso de Regina ali.
—Agnes Mills... É um prazer conhece-la! —A menino mudava a música, encontrando algo que lhe agradava pelo som metálico das guitarras no inicio da música, “Do You Wanna” da banda The Kooks começava a ecoar por todo o fusca. —Você vai nos levar onde, Emma?
—Não sou o tipo de pessoa que corrompe os corrompidos, então vamos ao parque de diversões causar alguns problemas como crianças normais! —Agnes sorrira, colocando sua mochila ao seu lado, a abrindo com agilidade enquanto tirava sua blusa do colégio para se trocar. —Esperta! —Swan arqueara a sobrancelha, voltando sua atenção para o volante. —Hoje nós não teremos regras! —Agnes e Henry sorriram. —Espero que não se importem.
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