Notas iniciais
aí está o capítulo 13.
espero que gostem.

Trocava de roupa vagarosamente, tinha acabado de tomar meu banho e secar o cabelo.

Por que as aulas tinham que começar tão cedo? E o pior... Por que tínhamos que acordar com sono se já dormimos a noite inteira?

Sim, acordar cedo é a treva.

Tomei meu café, escovei os dentes, peguei minha mochila e peguei a estrada, assim dizendo.

Não deu nem dez minutos e eu já estava na escola, reencontrando meus amigos. Rima estava de muita conversinha com Nagihiko de uns dias pra cá, isso era bom.

Yaya sempre com seu jeito baby de ser e Tadase cuidando dos assuntos importantes, assim como um King deve fazer.

Bem... o Kukai? Não vinha nos ver à algum tempo. Quem sabe eu dava a idéia de irmos encontrá-lo na sua escola? Não seria uma má idéia.

- Amu-chan, vamos pra sala de aula! – Chamou Nagihiko.

- Certo! – Falei, correndo em sua direção.

As aulas passaram muito rápido, talvez por que eu estivesse gostando de ficar lá. Não que eu fosse nerd, mas gostava das companhias.

Depois da aula e da reunião dos guardiões, Ikuto me esperava na frente da escola novamente. Suas aulas terminavam mais cedo, por isso podia vir me esperar na saída da escola.

Corri até ele e puxei-o pra baixo pela nuca, chamando seus lábios para colarem-se nos meus. Sua língua quente entrelaçava-se na minha vagarosamente, ternamente.

Aquela sensação deixava-me em um estado crítico de quero mais. Entrelacei meus braços em seu pescoço enquanto Ikuto encostava-me no muro da escola, prensando seu corpo contra o meu.

Por incrível que pareça, a minha dificuldade para respirar por causa dos seus beijos deixava-me ainda mais sedenta.

Ao separar seus lábios dos meus, Ikuto mordeu meu pescoço, fazendo-me gemer seu nome ao pé de seu ouvido. Imaginei que nesse momento, um sorriso de canto estava formando-se em seus lábios.

Ikuto fazia aquilo de propósito, queria ouvir-me chamar por seu nome a cada toque seu. Isso o deixava ainda mais satisfeito. Ele queria ver-me pedindo por mais.

- Que bom que veio me ver de novo. – Falei sorrindo com o rosto colado em seu pescoço.

- Heh, acha mesmo que eu ia perder essa oportunidade? – Falou, sorrindo de canto.

Escorreguei minhas mãos até a barra de sua blusa, apertando-a enquanto Ikuto voltava a beijar minha boca ardentemente.

- Então é verdade mesmo? – Uma voz surgiu por trás de Ikuto, era a voz de Nagihiko. –Estão namorando?

Ikuto parou de beijar-me com uma expressão provavelmente irritada, virando o rosto vagarosamente para trás.

- Não. – Falou irônico. – É claro que estamos! O que é obvio de pensar quando nos vê assim?

- Calma Ikuto. – Falei com uma cara estranha.

Nagihiko começou a rir.

- Desculpe por estragar o momento. – Disse, com uma cara triste.

- Pare de fazer essas caras falsas. – Disse Rima com uma cara de paisagem.

Nagihiko desfez a cara triste na mesma hora.

- Te descobriram Nagi, Oh droga! – Falei rindo.

Estar com eles era tão divertido. Talvez eu devesse começar a sair mais, interagir mais com meus amigos.

Fazia tanto tempo que não saíamos todos juntos.

- Tadase, Yaya! – Chamei-os para interagir conosco.

Agora estávamos todos reunidos, conversando. Vi que Tadase era o único que parecia quieto, só falava quando seu nome era mencionado. O que me deixou meio preocupada.

- Gente, o que acham de irmos tomar um sorvete na praça? – Perguntei animada.

Yaya aceitou na hora.

- Por mim tudo bem. – Falou Rima, pouco se importando.

- Por mim também. –Falou Nagihiko.

Ikuto estava comigo, por isso nem precisou responder. Estava claro que iria também.

- Tadase-kun, venha com a gente. – Pedi.

- Gostaria muito, mas não posso, tenho coisas pra fazer em casa. Obrigado, Amu-chan. – Falou, indo embora correndo.

- O que deu no Okosama King? – Falou Ikuto, arqueando uma sobrancelha.

Tadase não era assim, tinha alguma coisa errada com ele. Não era de seu feitio ficar fugindo ou escondendo-se.

-

Estava sentada no murinho que separava o parquinho da praça, com Ikuto em pé na minha frente enquanto minhas pernas ficavam uma de cada lado de sua cintura.

Ikuto segurava o sorvete em suas mãos, lambendo-o enquanto conversávamos. Mantinha minhas mãos em seus ombros, lambendo e mordendo o sorvete também.

Rima e Nagihiko estavam conversando e tomando sorvete ali perto enquanto Yaya foi brincar com as crianças no parquinho.

- Ikuto... – entristeci o olhar. – Você odeia a sua mãe?

- É claro que não! – respondeu. – E por que essa conversa agora?

- Ontem,quando fui te procurar na sua casa... sua mãe atendeu a porta e... Bem... Ela parecia triste. – Falei, vacilante. – E quando você me levou pra sua casa aquela vez, você ficou nervoso quando a viu.

- Não é que eu a odeie. – Começou. – Eu amo a minha mãe, só não gosto de vê-la naquele estado.

- Então por que... – fui interrompida.

- Quando ela se casou com meu padrasto... o fez por obrigação. – abaixou a cabeça. – Ela não o ama. Fez isso porque... caso contrário, perderíamos tudo. Meu pai biológico tinha dívidas com a Easter... Dívidas grandes. Eles podiam tomar tudo o que tínhamos... Então aquele maldito tomou proveito disso, casou-se com nossa mãe para poder usar a mim e à Utau. Não me importaria de perder tudo... Desde que minha mãe continuasse a mesma. Arrumaríamos um jeito pra vivermos, recomeçaríamos tudo... mas ela acabou cedendo.

Ikuto parecia tão triste, deve ter tido uma vida difícil. Com um padrasto terrível, que o forçava a fazer coisas cruéis.

- Foi aí que minha vida virou um inferno... Tive que fazer trabalhos para a Easter por obrigação. Minha mãe não sabe de nada disso... Ela nem imagina que estou sendo procurado.

- Então por que não disse pra ela?

- De que adiantaria? Ela só se sentiria culpada, ficaria se lamentando pelos cantos por ter tomado tal decisão. Eu só não quero que... Ela sofra mais.

Senti que se eu não fizesse nada, Ikuto se quebraria em pedaços, ali na minha frente. Ikuto era sempre forte, costumava esconder suas tristezas nas mais escuras profundezas de seu coração... Mas mesmo assim... ele continuava sendo um ser humano com fraquezas como qualquer um.

Apenas trouxe Ikuto para mais perto de mim, abraçando-o. Ikuto correspondeu ao abraço, afagando seu rosto em meu pescoço.

Passei as mãos por sua nuca, subindo para seus cabelos.

- Sua mãe ainda vai se orgulhar de você. – Falei, agora olhando para seu rosto.

Ikuto não disse nada, apenas sorriu pra mim, selando seus lábios nos meus.

Dessa vez... o sorriso de Ikuto foi sincero.

Já estava anoitecendo, tinha que ir pra casa logo.

Lambi o sorvete ainda em sua mão, saltando do murinho em seguida, puxando-o pela nuca e beijando-o ardentemente.

- Tenho que ir agora, te vejo depois. – Tirei as mãos de sua nuca e abanei para os guardiões antes de sair correndo.

Ikuto tinha muitos problemas, não podia depender dele pra me levar pra casa toda vez. Tinha que aprender a me virar sozinha se quisesse viver com ele.

E isso me pareceu ser um bom desafio.

“Não precisa se preocupar em me proteger... eu posso fazer isso sozinha.”

Fiz uma promessa e terei que cumpri-la.

Crescer. – Sorri ao pensar nisso, palavra estranha, não?

Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.