Até mais, Castiel
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Suspirou e abriu os olhos. — Sim, acabou — cochichou, tocando meu rosto.
Segurei sua mão ali. — Está gelada — comentei divertido. — Fiz um ótimo trabalho.
— Agora vai ficar se achando por causa disso.
— É claro que vou... Cansou já?
— Eu só preciso me recuperar.
— Hm... No que você pensou? — Ela fez um biquinho. — Fala, vai.
— Pra quê? — perguntou envergonhada.
— Porque assim nós podemos fazer o que você imaginou.
Olhou para cima, pensando. — Eu... imaginei... você me comendo de quatro.
Fiquei surpreso com aquela. — Uau. — Dei uma risada.
De novo, ela escondeu o rosto com as mãos, rindo.
Segurei seus braços e a puxei, a fazendo se sentar. — E você quer que eu te coma de quatro agora? — Puxei suas mãos.
Sara olhou para baixo, mordendo o lábio, e afirmou.
Dei um beijo rápido em sua boca e levantei. Andei até a cama, vendo Dragon dormindo todo largado. Fiquei com um pouco de dó, mas ele poderia dormir no sofá.
— Ei. — Cutuquei sua barriga gorda. — Acorda, levanta daí.
Ele me olhou sonolento e deitou de novo.
— Mas você é um mimado mesmo — reclamei meio rindo.
Acabei o pegando no colo e o levei até a sala. O deitei no sofá e puxei a coberta que estava ali no encosto e o cobri. Voltei ao quarto e fechei a porta.
Fui até o criado mudo, abri a última gaveta e tirei uma cartela de camisinhas, e a deixei no tampo. Estendi a mão em direção a Sara, e ela levantou, ficando na minha frente.
— Tadinho do Dragon — comentou.
— Ele sobrevive. — Puxei a calça e a cueca para baixo e os tirei.
Destaquei uma camisinha e a rasguei com o dente, tirando o negócio gosmento de lá e estendendo a ela.
Sara a pegou, e eu me virei. Colocou a camisinha em mim e segurei seu rosto, o trazendo para perto de mim.
Nos beijamos um tempo e eu me afastei. — Pronta para realizar sua fantasia? — questionei com tom de atendente de telesexo, se é que isso existia.
Ela riu. — Para, seu besta.
Sorri e a puxei, me movendo para que ela ficasse de costas para a cama. Beijei seu pescoço e seios, e a virei. Beijei sua nuca e costas e segurei sua cintura.
— Sobe na cama — sugeri baixo.
Sara se ajoelhou e engatinhou para o meio da cama, e eu fiquei parado admirando a cena. Quando ela percebeu, se erguei e colocou as mãos na bunda, como se tampasse alguma coisa.
— Para. — Ela disse, com o rosto corado.
Levantei as mãos, em rendição e ajoelhei no colchão, ficando atrás dela. Dei mais alguns beijos em sua nuca, segurando seus seios com as duas mãos. As desci para a cintura, e a fiz se inclinar. Sara colocou as mãos na cama, ficando de quatro.
Separei as pernas dela e me segurei em direção ao seu sexo. Colocar a primeira vez era sempre uma pequena dificuldade.
Achei a entrada, as cegas, e empurrei, devagar, entrando. Depois que estava inteiramente dentro, me movi lentamente para nós dois nos acostumarmos.
Quando Sara curvou o tronco, eu soube que poderia ir mais rápido, então o fiz.
Segurei seus quadris, apertando a carne deles e comecei a estocar mais rápido, mas não forte. Ela poderia dizer o que queria.
— Foi assim que você imaginou? — perguntei baixo.
— Quase. — Ela disse entre um gemido e outro.
— O que mais você quer?
Sem falar, ela segurou seus cabelos como se fosse um rabo de cavalo e eu entendi.
Deixei seus quadris e segurei o cabelo dela, penteando de qualquer jeito e o segurando mais ou menos perto da raiz. O puxei, não muito forte e voltei a penetrá-la.
Ela gemeu, soltando o ar. — Mais rápido.
Atendi seu pedido, aumentando o ritmo e puxando um pouco mais seu cabelo.
Não resisti e dei um tapa em sua nádega esquerda, e ouvi ela rindo.
— O que foi? — Quis saber.
— Nada. Você me assustou. — Riu de novo.
— E você gostou?
— Sim.
— Quer de novo?
— ... sim.
Dei outro tapa, mais forte e ouvi outro gemido, meio risada. — Você acha que consegue gozar assim?
— Hm... não sei. Acho que não. Parece que está longe.
— Podemos tentar em outras posições.
— Claro. Mas você também tem que gozar.
— Isso não é dificuldade nenhuma.
— Então goze.
Fiquei mais um tempo metendo, até chegar no orgasmo. Depois que a sensação sumiu, sai dela e já tirei a camisinha e dei um nó, a deixando no criado mudo.
Me sentei na cama, encostando no encosto, e Sara sentou em meu colo, com as pernas nas laterais das minhas coxas.
Enlacei sua cintura com os braços, e ela abraçou meu pescoço. Trocamos alguns beijos demorados, e Sara pegou outra camisinha, a abriu e a colocou para mim.
Se posicionou e nos encaixou, se apoiando nos meus ombros.
Começou a se movimentar e segurei sua bunda, apertando.
Ela parecia se sentir poderosa enquanto se movia e isso era excitante.
— Assim tá bom? — Ela perguntou.
— Sim. — Olhei em seus olhos, vendo como ela se divertia ali. — E está bom para você?
— Está sim. — Sorriu, enroscando os dedos nos meus cabelos. Respirou pela boca em um gemido baixo. — Me avisa quando estiver perto?
— Eu já estou perto.
— Sou gostosa demais para conseguir segurar, né? — Sorriu de lado.
Sorri, segurando suas costas e a puxando para mais perto. — Exatamente.
Minha respiração ficou mais alta, e Sara continuou no mesmo ritmo. Fechei os olhos e a apertei, mostrando que estava gozando por causa dela.
Sara segurou minha cabeça em seu peito enquanto seus movimentos diminuíam gradativamente, até parar.
Soltei o ar de uma vez e levantei a cabeça. Meu coração desacelerava aos poucos e eu analisei seu rosto, enquanto ela saia de mim e tirava a camisinha.
Deu um nó e a deixou junto com a outra. Me deu um beijo terno e permaneceu perto, fazendo um carinho no meu pescoço.
— Satisfeita? — perguntei, também fazendo carinho em sua cintura.
— Estou, e você?
— Também... Que tal um banho quente?
— Boa ideia. — Se ergueu, saindo da cama.
Saímos do quarto e fomos para o banheiro. Deixei a luz apagada e entramos no box. Liguei o chuveiro e a água quente caiu sobre nós.
Nos beijamos debaixo do chuveiro, e explorei seu corpo com as mãos. A virei, ficando de costas para mim e desci a mão até seu sexo.
— Achei que tinha acabado. — Ela disse baixo.
— Não quer gozar de novo?
— Não disse nada. — Deu de ombros rapidamente.
Sorri e comecei a masturba-la pelo clítoris com movimentos circulares, enquanto brincava com seu mamilo esquerdo.
Não demorou muito até ela ter outro orgasmo e ficar mole nos meus braços, e depois disso me pus a lavar seu corpo com o sabonete.
Sara fez o mesmo comigo, demorando mais em certas regiões e acabou por me fazer gozar de novo. Mas depois finalizamos o banho direito.
Emprestei roupas quentes para ela e fui pendurar as toalhas na lavanderia, e vi pelo relógio do micro-ondas que já eram mais de onze da noite.
Encontrei Sara fazendo carinho no Dragon no sofá, e fiquei atrás dela.
— Vai dormir aqui?
— Sim, olha as roupas que eu estou vestindo.
— Você já vestiu coisa pior na rua. — A provoquei.
Ela esticou a manga do moletom e bateu em meu braço com o tecido. — Fica na sua.
— Tá com fome?
— Hm... sim.
— Vou pedir uma pizza, pode ser?
— Pode.
Liguei para a pizzaria que costumava comprar, e pedi uma pizza marguerita. Deixei o celular na mesa e admirei Sara enchendo Dragon de carinhos na barriga, que estava virada para cima.
E, por um momento, imaginei aquela cena como se fosse algo diário. Sara vestindo minhas roupas, brincando com Dragon... só faltava uma xícara de chá na mão.
— Tem chá aí ainda? — Ela se virou de repente, me olhando.
Acabei rindo. — Deve ter aquela sua caixa no armário, só não sei se ainda está bom.
Passando por mim, Sara foi para a cozinha e abriu o armário acima da pia, e achou a tal caixa de chá. Olhou a data de validade. — Tá bom ainda. Você nem tomou nada?
— Eu tenho cara de quem toma chá?
Ela fez bico e revirou os olhos. — Chato. — Deixou a caixa no balcão. — Depois eu tomo.
Esperamos a pizza chegar, o que não demorou muito, e comemos vendo televisão.
Depois, Sara foi fazer seu chá, e eu fui arrumar a cama.
Me sentei, me cobrindo e olhando as mensagens no celular. Alguns contatos mandaram mensagem, perguntando se eu não queria sair.
Nem me dei ao trabalho de responder. Joguei o celular na gaveta do criado mudo no mesmo instante que Sara entrou no quarto, segurando a xícara com as duas mãos.
— O que você guardou aí? — Se aproximou e sentou na cama.
— O celular. — Dei de ombros.
— Por quê? — Estranhou.
— Sei lá.
— Não quer que eu veja as menininhas te mandando mensagem? — Sorriu, bebericando sua bebida.
— Se quiser olhar, fica à vontade. Ignorei todo mundo.
Ela negou com a cabeça, e se sentou do meu lado. Peguei as cobertas e cobri suas pernas, enquanto me sentava mais próximo.
Sara parecia uma criança tomando aquele chá, como se estivesse enrolando para dormir. Seus cachos estavam quase secos, caindo sobre suas costas e ombros.
De repente, ela me olhou. — Que foi?
Senti o rosto corar e desviei os olhos. — Nada.
— E você ainda acha que me engana. — Terminou de beber e deixou a xícara no criado mudo, e deitou de lado.
Só levantei para apagar a luz e voltei, me deitando também de lado e a puxando para perto. Dei um beijo rápido em sua boca. — Boa noite.
— Credo, já vai dormir. — Ela brincou.
— Não está com sono? Eu estou.
— Pff, fracote.
— Dessa vez eu deixo você me ofender, mas da próxima não vou ser tão tolerante.
— Que próxima? Quem disse que vou voltar?
Olhei para seu rosto, já que ela tinha dito aquilo mais seriamente do que eu gostaria. Mas então ela riu.
— Brincadeira. Eu volto uma vez por ano.
— Vai ter que vir mais vezes, ou o Dragon morre de saudade.
— O Dragon ou você? — Deu um sorrisinho de lado.
— Os dois. — Dei de ombros, mas acabei sorrindo.
Sara abraçou meu pescoço de repente e me beijou, deitando no meu travesseiro em seguida e me olhando nos olhos. — Eu te amo.
Não era a primeira vez que tinha ouvido isso dela, mas de alguma forma, agora soava diferente de antes, e isso me deixou feliz e triste ao mesmo tempo.
— Eu também te amo — sussurrei.
Como se entendesse aquela minha confusão, seu olhar se tornou preocupado. Encostou sua testa na minha e me abraçou, se aconchegando em mim.
Deslizei meu braço por debaixo do pescoço dela e a fiz deitar a cabeça em meu ombro, e terminei de abraça-la, quase fazendo um casulo com meus braços.
Fechei os olhos e senti a respiração dela ficar mais leve, sinal de que tinha adormecido.
Acariciei seus cabelos e me deixei dormir, sem saber se aquilo iria se repetir algum dia.
Quando acordei, senti algo perto das minhas coxas, e quando abri os olhos, vi que era Dragon. Sara não estava ali, e me perguntei se ela estaria no banheiro ou tomando café.
Levantei, indo primeiro ao banheiro, que estava vazio, e depois para a cozinha, mas nem sinal dela.
Voltei ao quarto, e percebi que as roupas que ela usou estavam dobradas na poltrona, e meu celular estava ali em cima.
Com desânimo, o peguei, esperando ter algum sinal dela.
Deslizei a tela e vi que havia uma mensagem.
“Até mais, Castiel.”
Voltei a cama e me deitei, encarando o teto sentindo um peso no peito.
Um barulho de mensagem encheu o quarto e rapidamente peguei o celular.
“Caramba, tem uns croissants muito bons aqui no terminal.”
Acabei sorrindo, feliz por aquela não ter sido a última mensagem.
Escrevi uma resposta.
“Não acabe com o estoque da loja.”
“Vai nessa, não sou você.”
Ainda bem que ela veio atrás de mim.
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