Notas iniciais
Uma pequena introdução do o que vai acontecer.

Deitado naquele chão gelado, minha respiração ofegando ia lentamente tomando o compasso normal. Lá estávamos nós, dois amigos com sede de sangue um do outro. Era possível ver Fernando, desmaiado a quatro metros de mim, completamente ensanguentado e cortado pelos vidros que forravam o chão embaixo de suas costas marcadas. Não tão diferente de mim, que comecei a me levantar, tentando ficar em pé, tentando resistir às dores físicas que faziam aquele chão gelado ser o melhor colchão que já existiu.

Ao aproximar-me daquele corpo desfalecido, consigo ouvir sua respiração forte e seu cheiro de suor e terra emanando de seu corpo. Porém, antes de dar um fim nele, ouço um barulho. Eram eles, vindo para nos pegar. Eu sabia que não haveria saída para nenhum de nós e, por mais que eu o quisesse morto, ninguém iria tirar o direito de seu sangue jogar em minhas mãos anunciando a morte de mais um dos vários que matei. Decidi escondê-lo, jogando seu corpo mole em um armário, um dos poucos móveis que ficaram intactos depois de toda a destruição que causamos.

Ao virar-me e ir em direção à porta, eles a arrombam;

— Achou que escaparia de nós? – Perguntou o homem de capuz marrom e uma pistola na mão

— Sei lá, sua cara feia é tão escrota que...

Antes que eu pudesse terminar a minha amostra gratuita de sarcasmo, o homem me deu um chute muito bem dado em minha face que, sem tempo de reagir, caí como um peso morto no chão, cuspindo o pouco de sangue que restava em meu corpo.

O homem então se agacha, aproxima-se de meus ouvidos e diz bem baixo, porém com uma voz grave, que daria medo, se eu conseguisse sentir isso.

— Estou cansado de suas piadinhas.

— E eu cansado de falar com trouxas como você.

O homem, após sorrir e se levantar, chuta meu abdômen, causando uma dor excruciante e tirando todo o ar de meus pulmões que, durante alguns segundos, parecia que eu não conseguiria mais respirar.

— Levem esse babaca daqui! – Gritou o encapuzado após me dar outro chute, que a essa altura nem estava doendo mais – Deixe que o Sr. Harris vai decidir que fim ele leva.

Ao me levantarem, o homem negro de olhos verdes e cicatrizes terríveis em seu rosto diz:

— Vamos ver se depois de alguns tapinhas você ainda vai conseguir fazer piadinhas.

Notas finais
Obrigado por ler!!!

Os próximos capítulos ficarão prontos em breve.