Até Que o Contrato Termine
5 O Primeiro Erro do Contrato
Notas iniciais
Bella viu uma mulher parada na porta. Tinha cabelos castanhos, levemente ondulados; seus olhos eram castanhos, do mesmo tom que os de Edward, e ela parecia ser uma pessoa cheia de energia.
— Edward! — ela levantou os braços e o abraçou. — Que saudade que eu estava de você, meu filho! — deu um beijo nas bochechas dele.
— Mãe, o que você está fazendo aqui? — perguntou Edward, surpreso, mas sorrindo.
Ela desviou o olhar para Bella e ignorou a pergunta do filho.
— Quem é essa moça bonita, filho? — ela examinou Bella dos pés à cabeça.
O coração dos dois congelou. Um segundo de silêncio se passou, até que Edward disse:
— Mãe… essa é a Bella — disse ele, fazendo uma pausa. — Minha esposa.
O sorriso da mulher se ampliou. Ela encarava Bella como se fosse dar um abraço e nunca mais soltar.
— Esposa? — repetiu ela. O coração de Bella e um boneco de neve eram a mesma coisa. — Então… — ela andou em passos pequenos até Bella — você conquistou o coração do meu filho?
Os “casados” estavam com o coração na mão. Ambos pensavam que a mulher não tinha ficado satisfeita.
E então, com um sorriso ainda maior se formando em seu rosto, ela abriu os braços.
— Seja muito bem-vinda à família, minha querida.
Ela envolveu Bella em seus braços.
— Obrigada.
— Muito prazer, Bella! Meu nome é Esme, a mãe de Edward.
— O prazer é meu — disse Bella, totalmente sem jeito.
Esme virou-se para Edward.
— Há quanto tempo vocês estão juntos? — mas, antes que o filho pudesse responder, ela completou: — Não importa! Eu vou preparar um almoço especialmente para vocês.
Ela puxou sua mala laranja neon para dentro, fechou a porta e foi para a cozinha.
Enquanto Esme cozinhava, Bella e Edward foram para o quarto de hóspedes para discutir o que acabara de acontecer.
— Bella… eu não sabia que isso ia acontecer. Ela sempre avisa antes de vir.
— Não, está tudo bem. O que realmente me preocupa é: não dá para a gente fingir com sua mãe aqui.
Eles se encontraram em uma situação em que não conseguiam achar uma solução.
— Está bem — Edward não parecia tão incomodado quanto Bella. — Nós precisamos fingir mais ainda e… para fingirmos, talvez precisaremos quebrar…
— …algumas regras do contrato — completou Bella, infeliz.
Quando Esme finalizou a comida, todos foram para a mesa. Bella foi obrigada a se sentar ao lado de Edward, o que deixou pouco espaço entre os dois.
— Bella, espero que goste da minha comida: arroz, frango assado com batatas, salada de cenoura e beterraba e, para o toque final, o suco de maracujá da família Cullen.
Eles começaram a comer, e um silêncio se instalou.
— Querido — disse Esme —, quando foi que você e a Bella ficaram noivos?
Edward não sabia o que responder e, para ganhar tempo, tomou um gole de suco antes de falar:
— Foi… cinco meses… né, Bella?
— Foi sim, Edward.
— Não parece que vocês estão juntos há cinco meses. Vocês chamam um ao outro pelo nome! Mas então… — Esme mal comia de tanto falar — onde vocês se conheceram, nora?
— Foi na… — Bella estava imensamente desconfortável; não sabia o que responder. — No clube…
— Ah, o clube que frequentamos, Edward? Aquele que vamos todos os anos — ele afirmou. — Uma delícia, né, querida?
— Sim — disse Bella, forçando um sorriso.
Bella foi pegar o saleiro para sua salada, mas seu “marido” teve a mesma ideia. Suas mãos acabaram se tocando, e ambos as puxaram rápido demais, o que fez Esme perceber.
O resto do dia foi assim: fingindo costume, o que era realmente difícil. Esme não ficou em cima deles, nem observando, nem comentando. Quando deu seis da tarde, ela saiu com as amigas.
Então Bella, aproveitando a situação, foi até o quarto de Edward.
Toc, toc.
Ela bateu e só abriu quando ouviu um “pode entrar”.
— Licença.
Bella nunca tinha entrado no quarto de Edward, então foi uma grande surpresa. As paredes eram brancas, a cama era de casal e, ao canto, havia um grande guarda-roupa. Ele estava deitado na cama.
— Sim?
— Eu queria te pedir desculpa por tudo isso — disse ela, sentindo-se distante.
— Pelo quê? — ele se sentou.
— Por tudo. Se não fosse por mim, você não estaria nessa situação.
— Bella — ele se levantou e se sentou à frente dela, ainda mantendo um espaço — eu escolhi isso. Eu quis te ajudar. Eu que devia estar pedindo desculpas. Se você quiser, eu posso mandar minha mãe embora, ou sei lá.
Era tão lindo o jeito cavalheiro dele que, todos os dias, Bella pensava se Edward, mesmo não a conhecendo direito, morreria por ela.
Eles estavam tão focados em seus pensamentos que nem repararam que haviam quebrado uma das regras do contrato.
— Desculpa — disseram ao mesmo tempo, ao perceberem que estavam de mãos dadas.
— Me desculpa, eu nem reparei — disse Bella, ainda sentindo a maciez da mão de Edward.
Ela se retirou e, no corredor, viu Esme passando pela porta.
— Oi! — disse ela ao ver Bella. — Ai, minhas amigas desmarcaram, você acredita, menina?
— Que pena — Bella seguia para o quarto, e Esme a acompanhava.
— Ah… não faz mal.
Ao chegarem à porta do quarto, Bella disse à “sogra”:
— Boa noite — e fechou a porta, mas…
— Espera aí — Esme abriu a porta. — Querida, o que você está fazendo? Esse quarto é meu — disse sorrindo, achando que era brincadeira.
— Mas… onde eu vou dormir? — perguntou Bella.
— Ai, querida, no quarto do Edward — disse Esme, caindo na gargalhada.
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