Até Que o Contrato Termine
9 Capítulo 9 - O Preço de Ficar
Notas iniciais
Depois de dois dias do reencontro, eles continuaram seguindo as regras do contrato — exceto a dos beijos. Todos na casa estavam alegres. Esme foi embora no terceiro dia, deixando a casa sem vida e sem brilho. A rotina continuou a mesma.
Enquanto Edward cozinhava, Bella, que já estava posta à mesa — pois havia sido obrigada a não ajudar —, olhava para ele com paixão. Ela não conseguia acreditar que ela e Eddie tinham se reencontrado.
— Bella — disse ele, assustando a garota.
— Sim?
— Você quer… sair para jantar hoje? — perguntou, mexendo a panela de arroz e adicionando água logo em seguida.
— Sim. Por quê?
— Hã… é porque… porque sim.
— Está bem. Que horas? — ele começou a arrumar a mesa.
— Às oito. Certo?
— Sim.
Assim que terminaram de comer, ao meio-dia, sentaram-se no sofá e assistiram a um filme de romance. Era sobre um casal que não estava em um bom relacionamento e havia se separado. O homem, determinado a reconquistar a mulher, tentava de tudo, mas não conseguia agradá-la, e…
— Bella — disse Edward, pausando o filme no momento em que o homem tentava pular a janela para entrar na casa da ex. — Precisamos nos arrumar. Já são seis horas.
Eles estavam tão concentrados no filme que nem haviam reparado na hora. Bella não perdeu tempo e foi direto para o banho. Queria ficar bonita para o jantar.
Depois do banho quente, vestiu um vestido tomara que caia vermelho, passou um batom da cor dos lábios, arrumou o cabelo e borrifou seu perfume de flores. Com a autoestima elevada, achou-se linda.
Edward tomou banho em seu quarto e saiu antes dela. Vestia um terno preto com gravata, extremamente elegante.
— Uau — disse ele, levantando-se do sofá e analisando Bella. — Você está linda.
— Obrigada — disse ela, tímida. — Você também está lindo.
Ele sorriu.
— Vamos?
— Sim.
Eles desceram pelo elevador até o térreo. Lá encontraram a pessoa que mais viam pelos corredores daquele prédio: Jacob.
Ele estava ajoelhado no chão diante de Renesmee.
— Por favor, Rê, volte comigo, por favor — Bella nunca, em quinze anos, havia visto Jacob chorar.
— Eu não vou voltar com você, Jacob. Você é machista, grosseiro e tóxico. Meu coração não te merece — ela dizia. — E mais: eu vou ficar com seu apartamento e suas coisas pelo que você fez comigo…
O restante da conversa eles não ouviram, pois já haviam entrado no carro de Edward.
O restaurante onde jantariam era um dos mais caros e famosos da cidade. Bella nunca tinha comido ali — nem em nenhum outro restaurante, já que Jacob nunca a levava para sair.
— Edward, esse restaurante é muito caro, e eu não tenho dinheiro para pagar.
— Bella — ele começou a gargalhar — eu sou um cavalheiro. E, mesmo que você tivesse dinheiro, eu não deixaria você pagar.
— Mas…
— Eu deixo você pagar o próximo jantar, tudo bem?
— Teremos um próximo jantar?
— Muitos — respondeu ele, saindo do carro e abrindo a porta para Bella.
Assim que entraram, foram levados a uma mesa no canto do restaurante, com vista para a rua.
O garçom se aproximou e perguntou:
— Boa noite. O que o senhor e a senhorita irão querer hoje?
— Ravioli recheado de queijo com molho de manteiga e ervas — disse Edward, após uma rápida olhada no cardápio.
O garçom anotou e voltou o olhar para Bella.
Ela demorou alguns segundos antes de responder, analisando os preços.
— Pode ser… um peixe grelhado — disse, um pouco sem graça. Era a opção mais barata.
— Certo — respondeu o garçom, afastando-se.
O silêncio voltou a se instalar entre eles.
Quando a comida chegou, comeram sem trocar muitas palavras. O clima estava estranho. Desde o dia em que a mãe de Edward havia ido embora, tudo parecia diferente. Apesar de morarem juntos havia algum tempo, eles mal se conheciam de verdade.
Bella mexia no peixe, sem muito apetite.
— Está bom? — Edward perguntou, quebrando o silêncio.
— Está… sim — respondeu ela, forçando um pequeno sorriso. — E o seu?
— Ótimo — disse ele, mas logo voltou a comer.
Pouco depois, o garçom retornou.
— Gostariam de ver o cardápio de sobremesas?
Edward nem hesitou. Olhou para Bella antes de responder:
— Pode ser um petit gâteau para nós dois?
Ela levantou os olhos, surpresa, e assentiu levemente.
— Tudo bem.
O garçom sorriu e se afastou.
— Com licença, vou ao banheiro — disse Edward, levantando-se e retirando o guardanapo do colo.
Ele demorou um pouco. O petit gâteau chegou.
Edward voltou à mesa e pegou a colher. Parecia tenso.
Partiu o doce e, após engolir, disse:
— Bella…
Ele se levantou, olhou discretamente para o outro lado do bar e respirou fundo. Em seguida, posicionou-se diante dela.
Apoiou um joelho no chão e tirou uma pequena caixinha do bolso.
Abrindo-a, perguntou, ainda nervoso:
— Você aceita namorar comigo?
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