Até Que Eu Morra - Dramione
6 Capítulo 4
Notas iniciais
Mais um capítulo para compensar meu atraso!!
Segundo Madame Pomfrey os machucados de Hermione não eram tão sérios e ela só desmaiara por conta da exaustão e ainda sim a velha senhora insistiu para que a garota continuasse na Ala Hospitalar, mas Hermione resistiu, ela não queria perder as aulas e queria ainda mais falar com Malfoy que já não estava mais a vista quando ela acordou.
Quando Hermione pisou no Salão Principal para tomar seu café da manhã, várias pessoas a olharam, mesmo Madame Pomfrey tendo curado seus ferimentos ela não estava na melhor das aparências, era óbvio que estivera em uma briga e ao olhar rapidamente para a mesa da Sonserina Hermione viu que Malfoy também estava em um estado particularmente horroroso. Assim que ela se sentou ao lado de Gina — uma coisa que ela vinha fazendo muito ultimamente — a garota logo lhe veio com perguntas.— É verdade o que estão dizendo por aí? – perguntou.— O que estão dizendo? – retrucou Hermione.— Que você e Malfoy brigaram e sem varinhas. Hermione olhou para Malfoy franzindo o rosto em uma cara de desentendimento e virou-se para Gina novamente.— Eu não sei o que houve com o Malfoy, mas tive um pesadelo e caí da cama, não sei como as outras garotas do meu dormitório não perceberam.— Você não está com cara de quem caiu da cama – disse Gina.— Bem, caia da cama, bata o rosto e quebre o braço, você ficará igual a mim. Gina se calou e as duas continuaram com seu café da manhã. Durante todo o dia Hermione esbarrou com Malfoy três vezes e ele nem sequer a olhou. Claro, ela não esperava que depois daquela noite, eles virassem melhores amigos e começassem a andar juntos, eles ainda eram inimigos afinal. Mas ela acreditava que merecia uma explicação pelo que ele havia feito e gostaria de agradecer ele também. E diante do modo de agir de Malfoy ela resolveu encontrar-se com ele sem sua permissão. Depois do jantar Hermione esgueirou-se pelos corredores mantendo a distância dos outros alunos. Ela entrou em uma sala que segundo descobrira era rota de Malfoy durante a sua ronda de monitor. Hermione não sabia o por quê de estar tão ansiosa para falar com seu inimigo de infância. Durante o dia todo ele a tratou como se nada tivesse acontecido, ela deveria ter entendido o recado e deixado para lá, mas não. Ela queria a verdade, queria saber os motivos que ele tivera para ajudá-la e ela iria extrair todos eles do sonserino. Duas horas depois e Malfoy ainda não tinha passado por aquele corredor, e aquilo estava deixando Hermione frustrada. Ela teria que procurar ao invés de esperar. A garota se levantou da cadeira e andou em direção a porta ao mesmo tempo em que a mesma começou a abrir. Hermione suspirou aliviada quando reconheceu o cabelo claro de Malfoy. Ele parecia não tê-la visto ainda, por isso Hermione pegou sua varinha e sussurrou o feitiço “Lumus”. Quando a luz se acendeu aparentemente do nada Malfoy deu um passo para trás e bateu contra a parede soltando um xingamento.— O que faz aqui, Granger? – perguntou depois de se recuperar – O toque de recolher foi há algumas horas.— Eu sei, mas devido ao fato de você ter fingido que não aconteceu nada na noite anterior, fui obrigada a tomar algumas medidas para falar com você – disse a garota.— Talvez eu não queira falar com você – soltou o garoto com desdém.— Eu preciso de respostas, Malfoy!— Vá para biblioteca, aposto que você irá encontrar muitas por lá.— Quero respostas suas. Por que me ajudou? E o que estava fazendo pelos corredores? Já tinha se passado a hora de suas rondas!— Você também estava passeando depois do horário e eu não estou te interrogando para saber o porquê.— Não é de mim que estão todos comentando, me culpando pela morte daquela garota. É de você que todos suspeitam. E eu não posso negar que você estar andando por aí depois do toque de recolher é muito suspeito. Malfoy riu.— Claro, eu matei a garota e você deveria ser a próxima vítima, mas por algum motivo muito estranho eu resolvi não fazer isso, talvez eu só quisesse te impressionar com minhas habilidades de salvador.— Você só estava com medo que descobrissem que era mesmo você o culpado – Hermione queria provar seu ponto.— Descobrir como? Ninguém nos viu juntos, ninguém nos viu trocando uma única palavra porque ao que parece você gosta de se encontrar comigo às escuras. Hermione ignorou a provocação do sonserino. Ela só pensava em como ela estava sendo burra, ela sabia que Malfoy não era o culpado, então por que ela tentava arranjar desculpas para jogar tudo em cima dele? Ela estava tão cega querendo descobrir o culpado que ficara realmente cega em relação às pistas. Hermione apertou os lábios, não sabia o que fazer e nem o que dizer. Malfoy a encarava com uma das sobrancelhas erguida, seu rosto continha um toque de diversão.
— Já que você parece não ter provas contra mim deveria voltar ao seu Salão Comunal e menos dez pontos para a Grifinória – a garota bufou – E da próxima vez que eu ver você passeando por aí Granger eu irei levá-la até a Diretora. Hermione não respondeu e voltou a caminhar em direção a porta novamente.— Eu vou com você – comentou Malfoy. A morena estacou.— O quê? – perguntou.— Eu vou com você, como posso ter certeza que você não vai trazer mais morte enquanto anda por aí? Hermione sentiu a raiva borbulhando dentro de si, mas permaneceu em silêncio. No caminho até o Salão Comunal da Grifinória nenhum dos dois disse uma única palavra. Malfoy caminhava alguns passos atrás de Hermione. Quando chegou ao retrato da Mulher Gorda ela murmurou a senha e entrou sem olhar para trás, mas pode ouvir um risinho sarcástico atrás de si. Ela já estava a caminho da escada dos dormitórios quando um movimento chamou sua atenção. Gina estava sentada perto da janela, seus olhos fixos em Hermione.— Onde você estava? – ela perguntou. Hermione hesitou. Não sabia se contava a verdade ou não, ela não se acostumara com a amizade de meninas, mas ainda assim Gina era sua amiga. Com um suspiro Hermione se aproximou da janela e sentou ao lado de Gina. A garota ainda a encarava.— Eu estava com o Malfoy – soltou rapidamente. Ela observou os olhos da outra garota se arregalarem e sua boca se entreabrir.— O q-quê? – perguntou a ruiva.— Eu estava com o Malfoy – e de repente Hermione sentiu vontade de confessar tudo e foi o que ela fez. Contou tudo para Gina, contou sobre o bilhete e suas suspeitas, sobre o sonho da noite anterior, seu encontro com a besta, Malfoy e sobre achar que ele não era culpado pela morte de Elise. A Weasley ouviu tudo e assentia de vez em quando, demonstrando prestar toda atenção. Quando finalmente terminou seu relato Hermione encarou a amiga com expectativa.— É muita coisa para armazenar – disse Gina.— Eu sei, eu estava me sentindo sufocada com todas essas coisas, mas agora que lhe contei acho que vou poder pensar melhor sobre o assunto. Gina concordou.— Isto é tão estranho, depois que você-sabe-quem morreu eu achei que finalmente tudo seria normal e aí vem um monstro estranho e voltamos a época de mortos e feridos.— Todos nós achamos que tinha acabado depois da Guerra, eu nem imagino quem pode estar fazendo isso – exclamou Hermione.— E a ave? – perguntou Gina – Você sabe o que é?— Eu nunca vi nada igual. Ela parecia ser marrom ou preta, estava muito escuro para eu ter certeza, tinha garras muito afiadas e asas enormes, eram quase do tamanho do corredor. E tinha aqueles olhos em um tom dourado, a cabeça era tão grande quanto o resto do corpo, com uma espécie de bico cheio de dentes. Mas eu não tenho certeza se ela é assim ou eu imaginei tudo, minhas lembranças estão um pouco confusas – comentou Hermione.— Precisamos descobrir que coisa é essa, tenho medo de que logo tenha outra vítima e que seja uma de nós, eu vou te ajudar Hermione. Hermione se sentiu agradecida com a ajuda que a amiga prometera, mas ela sabia que talvez não fosse o suficiente.
Notas finais
Gostaram?? :)
Fale com o autor