Até Que A Morte Nos Separe
2 Capítulo 2: A Saideira
Desacelerei o by Text-Enhance\">carro e baixei a janela, o cheiro de urina misturado com lixo e outras coisas invadiu todo o lugar, diminui um pouco o som e rodei algumas vezes pela Augusta observando tudo ao redor. Mulheres voluptuosas se insinuavam no meio fio com suas roupas curtíssimas e suas maquiagens fortes, cada uma tentava chamar atenção a sua maneira para conquistar o cliente. Parei ao lado de uma negra de cabelos claros, ela se debruçou na janela com um sorriso e olhar felino perguntando o que eu iria querer, fechamos um acordo e ela entro no carro. Conversamos um pouco para quebrar o gelo e eu ficar mais confortável, a levei até um hotel e comemos no restaurante do hotel de luxo depois subimos para um quarto que eu pedi e antes mesmo de chegarmos ao quarto já nos agarrávamos. Entramos no quarto e a joguei na cama, ela começou a tirar minha roupa e acariciar meu corpo enquanto eu deslizava minha mão pelo seu corpo me deliciando com cada curva que encontrava. Enquanto ela tirava o resto de sua roupa, fui até o frigobar e abri uma garrafa de champanhe para nós, seus olhos brilharam quando viu a taça. Ela bebeu tudo em um único gole e entusiasmado segui seu ato, voltamos a nos acariciar e até me beijar ela beijou, mesmo que tivesse deixado estritamente fora de cogitação. Estávamos seminus na cama elegante do hotel quando ela apagou, vesti minha roupa novamente e aproveitei para ir até o banheiro, parei de frente para o espelho e me observei por um tempo antes de socar violentamente o espelho.
– MAS QUE MERDA EU TO FAZENDO – me pergunte histérico.
Sentei no vaso sanitário e chorei copiosamente, mesmo que eu tentasse parar não conseguia as lágrimas continuavam escorrendo mesmo que eu me xinga-se mil vezes tentando fazer parar. Em lágrimas terminei de vestir a roupa, dobrei as roupas da mulher e deixei dez vezes mais do que combinamos sobre a mesa e paguei o resto do dia no hotel para ela juntamente com um spá antes de sair. Deixei um pequeno bilhete sobre o criado mudo para quando a mulher acordasse. Voltei para Monte Luz ouvindo a fita de Laura novamente enquanto chorava como um bebê, antes de sair do carro chorei mais um pouco sequei o rosto com a manga da camisa e fui para o nossos quarto. Laura estava sentada em uma poltrona de frente para a janela totalmente absorta em um livro, caminhei na ponta dos pés até ela e cobri seus olhos com as mãos e perguntei quem era. Ela sorriu e apenas abaixou minhas mão, me puxou pelo pescoço e me beijou docemente.
– Como foi seu dia querido – ela perguntou.
– Ah Laura, eu sou um fraco – respondi me afundando na poltrona ao lado da sua.
– Claro que não é – ela respondeu enquanto brincava com meu cabelo.
– Mas eu não cumpri a promessa que te fiz – respondi sincero.
– Tudo bem amor, mesmo que você não cumpra ainda vou te amar – ela respondeu e pegando minha mão a beijou.
– Como eu te amo – eu disse.
– Eu também sempre te amarei – ela respondeu.
– Até a eternidade – afirmei e ela repetiu a mesma coisa.
Como aquele era nosso primeiro dia de lua de mel na cidade resolvi fazer um programa romântico, saímos para passear no parque e andamos de bicicleta juntos até um lago onde havia uma cachoeira. Nadamos na cachoeira e exploramos a caverna que havia atrás dela, depois disso fizemos um piquenique a beira do lago e passamos o dia todo ali namorado e conversando. O dia estava perfeito, o sol agradável e o vento perfeito nos fizeram adormecer deitados sobre o lençol do piquenique, ficamos ali os dois abraçados dormindo sabe-se lá Deus por quanto tempo, mas foi maravilhoso. Quando acordamos Laura estava felicidade pura e enquanto voltávamos caminhando para o hotel depois de termos devolvido nossas bicicletas passamos por uma festa tradicional da cidade.
Laura me puxou para dentro da festa, ela era apaixonada por estudar a história e cultura de outros povos, as pessoas vestiam máscaras de feras da floresta e dançavam em volta de uma fogueira enquanto entoavam cânticos. Entramos na roda e começamos a cantar, dançar e pular juntamente com aquelas pessoas, Laura sorria como uma menina travessa ao ir na festa que a mãe não deixou. Eu a seguia dançando e pulando sem entender nem metade do que estava rolando, mas apenas feliz por estar na presença dela, sua alegria e jeito de ser estava começando a contagiar as pessoas que a incentivavam a dançar mais.
Ela era a mulher mais fantástica que já havia encontrado em toda a minha vida, a primeira vez que nos vimos foi como em uma história de cinema, um homem – mas prefiro chamar apenas de babaca para não fazer parte do mesmo grupo que eu – vinha dirigindo e falando no telefone. Laura estava comprando um guarda-chuva em um vendedor de rua quando viu duas crianças conversando enquanto atravessavam o sinal vermelho na faixa, o homem muito ocupado em sua ligação não viu as crianças e continuou em alta velocidade. Quando Laura percebeu o desastre que iria acontecer ela pulou em cima das duas crianças jogando-as na calçada. O homem só viu o vulto de Laura na sua frente e tentou desviar jogando o carro exatamente para a calçada que ela havia jogado as crianças, Laura empurrou as crianças mais uma vez e a mim juntamente para fora da calçada. O homem bateu com o carro no poste que por sua vez estava com a lâmpada frouxa que caiu na cabeça de Laura desmaiando-a no local.
Como ela havia salvado minha vida e a das crianças acompanhei ela na ambulância para o hospital e fiquei de prontidão até ela acordar, Laura abriu os olhos só três dias depois e com um sorriso resplandecente. Expliquei a ela o que aconteceu e ela além de estar irritada com o motorista ficou irritada apenas com o governo que deixou aquela lâmpada solta e poderia ter caído na cabeça de qualquer pessoa. Ela assim que terminei a história perguntou muito preocupada se as crianças estava bem e eu a acalmei dizendo que as crianças apenas ficaram assustadas com tudo, mas estavam ótimas. Seu alívio era visível, ela voltou a recostar na cama e quando o médico disse que ela teria que ficar internada alguns dias em observação ela irritadíssima disse que perderia aulas importantes da faculdade. Vendo o desespero de Laura me ofereci para todos os dias ir na sua faculdade e pegar a matéria com seus colegas de classe para ela.
Depois daquilo começamos a sair frequentemente e descobrimos que tínhamos tanta coisa em comum que era completamente incomum, não demorou muito para me ver perdidamente apaixonado pela minha salvadora. Um dia tomei coragem e pedi Laura em namoro, ela para minha surpresa aceitou como se já esperasse isso e não demorou quase nada para termos certeza que iríamos nos casar. Quando a apresentei a minha família os parabéns eram tão sinceros que pensei ter me enganado de casa, principalmente da minha mãe que adorava criticar qualquer garota que eu pensasse em gostar. Laura era assim, tão gentil, cheia de vida, engraçada e interessante que ninguém conseguia odiá-la, nem minha mãe – e isso era um milagre de santa Laura.
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