Até Os Mais Fortes, Às Vezes Caem

17 Capítulo 17 - Tempo de Investigar


Notas iniciais
Avisos: Está fic é de conteúdo Slash, ou seja, relacionamento entre homens. Se não gosta, por favor, não leia.
Nota da autora: Gostaria de pedir desculpas pelo atraso, again.. X_X sorry... Minhas betas lindas a Ada Kaline e a Moe estavam envoltas com provas da faculdades e provas de vestibular... por isso esse capitulo demorou tanto para ser postado. E dêem as boas vindas para a Iza Amai que é minha amiga linda e se dispôs a betar os capítulos para mim. Ela não é fofa?

Até os mais fortes, às vezes caem – Capitulo 17.

Autora: Karla Malfoy;

Beta: Iza Amai e Moe Greenishrage;

Par/Personagem: Sherlock Holmes e John Watson;

Classificação: M (16+)

Tempo de Investigar

Algumas horas depois, eles ainda estavam na boate. John tentava ajudar o máximo que podia, pois os médicos e as ambulâncias eram insuficientes para a quantidade de pessoas que haviam se machucado. As vítimas se aglomeravam nos cantos da boate, do lado de fora e no estacionamento, várias delas tinham braços e pernas quebrados, luxações e contusões.

Havia sangue para todos os lados, John, felizmente, tinha saído ileso da confusão, seu amigo não teve a mesma sorte. Sherlock tinha levado uma pancada na cabeça e precisaria de pontos logo que conseguisse parar quieto por alguns minutos. Até o momento, ele tinha feito cinco mulheres chorarem, além de quase apanhar de alguns homens. John se revezava entre cuidar dos feridos e ficar de olho no detetive.

Sherlock não estava feliz. A polícia tinha demorado a chegar e, quando finalmente apareceu, o inspetor responsável não era Lestrade. O moreno tinha perguntado pelo inspetor, mas o homem chamado Bradstreet, que era o Inspetor designado para o caso, comentou que aquela área não era da divisão de Lestrade. Sherlock bufou e saiu para fazer suas próprias investigações.

Depois de meia hora, John, que estava enfaixando a perna de uma garota, ouviu um burburinho e precisou levantar a cabeça para ver o que estava acontecendo. Dois homens seguravam Sherlock, tentando algemá-lo. John terminou com a garota, levantou-se e foi até o amigo.

– O que está acontecendo? Espere! Tirem as mãos do meu amigo. – O loiro se aproximou do policial que lhe respondeu com um olhar nada amistoso.

– Esse doido estava importunando as vítimas!

– Eu não estava importunando, estava tomando o depoimento. – Sherlock se defendeu.

– E ele não é doido. Não é apropriado falar mal de uma das vítimas, idiota.

– Ele deve ser parente do Anderson, John. – Sherlock comentou sério.

– Sherlock é mais inteligente que toda a sua ascendência. – O policial ficou alguns segundos olhando para John, com certeza tentava entender se tinha sido insultado por um homem muito mais baixo que ele.

– Cala a boca, nanico!

– Nanico?! – Somente poucas coisas tiravam John do sério, ser insultado por causa de sua altura era uma delas.

O loiro se movimentou rápido, pegou o braço do policial e, usando o peso do homem mais alto, aplicou uma chave de braço para empurrá-lo contra a parede. O outro policial, que estava segurando Sherlock, soltou o moreno para acudir o companheiro, mas ao se mover, tropeçou no pé que o detetive colocou na sua frente, caindo de cara no chão.

– Nunca mais me insulte, ouviu? Ou vai ser a última coisa que vai fazer na vida. – John disse, próximo ao policial.

– Solte o policial, vire-se lentamente e levante as mãos! – Um homem às costas de John gritou. O ex-militar virou o rosto e viu cinco policiais com armas apontadas para ele e Sherlock.

O loiro soltou o policial e levantou as mãos em rendição. Ele olhou para o amigo que continuava a observar a situação com interesse, mas mantinha as mãos abaixadas.

– Eu disse para levantar as mãos! – O policial gritou para Sherlock.

– Sherlock, as mãos! – O loiro gritou.

– Oh! – Foi tudo que Sherlock disse antes de imitar John, levantando as mãos.

– Agredir um policial é crime! – O outro policial se aproximou de John e o empurrou contra a parede. O loiro ficou atordoado ao sentir seu rosto colidir contra o concreto. – Vou fazer questão de que vocês fiquem muito tempo na cadeia por causa disso.

Sherlock estava do lado esquerdo de John, igualmente prensado contra a parede. O moreno tinha um olhar quase assassino direcionado ao homem que prendia John.

– Então, será que temos nossos assassinos e baderneiros aqui? – O inspetor Bradstreet perguntou. – Nunca resolvi um caso tão rápido na vida.

– Oh, pelo amor de Deus! – Sherlock disse, dando uma risada.

– Do que está rindo, idiota? – O policial utilizou seu cassetete para acertar Sherlock nas costelas.

John tentou se mover para ajudar o amigo, mas estava firmemente preso à parede, com o policial às suas costas, que estava próximo demais para o seu gosto. O telefone celular de Bradstreet tocou, o inspetor deu um resmungo e o atendeu.

– Estou ocupado, espero que seja importante. – E no segundo seguinte Bradstreet ficou muito pálido. – Como? Q...qu..quem? – Ele gaguejava. – Sinto muito senhor, eu não sabia.. eu na... não, claro, o senhor está coberto de razão! Claro, vou fazer o meu melhor! – O inspetor tremia. – Machucado? – Bradstreet virou e viu sangue no rosto de Sherlock e sangue escorrendo pelo canto da boca de John. – Não, claro que não.. eu... – O homem pegou um lenço do bolso e passou pelo rosto, enxugando o suor que tinha começado a brotar de sua testa. – Eles serão tratados como o senhor quiser! – A ligação terminou e ele ficou olhando para o aparelho como se ele fosse ganhar vida e comê-lo a qualquer momento.

O inspetor colocou o aparelho no bolso e seguiu, ainda trêmulo, ao encontro de Sherlock e John.

– Soltem eles, seus idiotas! – Os policiais olharam para seu inspetor, sem entender.

– Mas, chefe! – Um dos policiais reclamou.

– Cala a boca, idiota! Faça o que mandei.

Soltaram Sherlock e John. O loiro passou a mão em seu queixo e cuspiu o sangue que tinha acumulado na boca, provavelmente teria que procurar um dentista. O Inspetor se aproximou e tentou tirar a poeira da roupa do moreno.

– Me desculpe, senhor Holmes! Eu não sabia que era o senhor! – Ele sorriu amarelo.

– Suas desculpas são tão inúteis quanto o ar que solta de seus pulmões. – Sherlock respondeu, mordaz. – Agora eu quero cooperação total. Quero ver o corpo que foi encontrado no banheiro feminino.

– Claro! Tudo o que o senhor e o seu namorado desejarem.

– Nós não... somos... – Eles já avançavam e não escutaram John. – Que merda. – O loiro se apressou para alcançar seu amigo.

–x-

Eles voltaram para dentro da Boate, o inspetor Bradstreet os seguia ansioso. Ao chegar ao banheiro feminino o local tinha vários peritos catalogando a cena do crime, Sherlock parou a porta, ele parecia estarrecido com o que via.

– Tirem eles daqui! Agora! Estão contaminando as provas!

– Mas eles são os peritos. – Bradstreet contestou, mas o moreno lhe lançou um olhar frio. O inspetor não questionou mais, empurrou todos para fora do banheiro e deixou Sherlock e John a sós no recinto. O moreno tirou uma luva de látex do bolso do paletó que usava, colocou nas mãos e começou a examinar o cadáver.

Enquanto seu amigo obtinha as primeiras impressões do corpo a sua frente, John observava o local, o espelho do banheiro estava quebrado, o chão estava coberto de pequenos cacos de vidro, a parede próxima ao último Box estava manchada de vermelho e vários pequenos pedaços de massa cefálica podiam ser vistos no chão ou grudados na parede. O loiro viu o que parecia ser o resto do globo ocular do cadáver grudado na porta do Box. O ex-militar sentiu seu estômago se contrair diante do que via, o ar tinha um odor de sangue muito forte e John podia distinguir dos demais odores um leve cheiro de pólvora.

O Atirador, como Sherlock havia previsto, tinha atacado de novo, e o assassino do corpo que encontraram mais cedo, estava morto. Mas por que o corpo estava no banheiro feminino? O doutor podia ver pelas roupas que a vítima/assassino era um homem.

John olhou para Sherlock, o moreno observava tudo. O loiro pôde perceber que o banheiro só tinha uma única entrada que era a saída também, e não tinha muito espaço, era pequeno. Em um primeiro momento não havia sinais de luta, possivelmente o homem conhecia seu assassino ou foi pego de surpresa. Mas no banheiro feminino, o que ele fazia ali?

– Ele estava com uma mulher. – O detetive respondeu a pergunta que John não tinha feito.

– Como? – perguntou.

– John, você tem a irritante mania de fazer a mesma pergunta duas vezes. – Sherlock passou a mão com a luva pelo rosto e a luva ficou vermelha.

– Você ainda está machucado? Ninguém olhou o seu ferimento? – John se aproximou e baixando a mão tocou levemente no rosto de Sherlock.

– Pare John. Estou ocupado. – Reclamou afastando a mão do loiro de seu rosto e voltou a analisar o corpo encontrado.

– Você está sangrando, inferno! Por que não fizeram um curativo em você? – O loiro questionou novamente.

– Aparentemente meu médico achou que eu não era prioridade no atendimento dos feridos. – A voz de Sherlock soara normal, John não percebeu nenhum sentimento de raiva, decepção ou mágoa. Mas mesmo assim o loiro sentiu como se tivesse levado um murro no estômago.

Ele suspirou cansado, tinha negligenciado seu amigo e ele tinha razão. O loiro saiu do banheiro e foi em direção a um dos paramédicos que atendia uma mulher que chorava muito e que o braço estava em um ângulo não muito natural.

– Amigo, será que você pode me emprestar seu kit de primeiros socorros? Sou médico também. – O paramédico olhou para John, deixou a mulher aos cuidados de outro homem e se direcionou ao loiro.

– Médico? – Ele parecia reticente em acreditar nas palavras de John.

– Sim, médico... – John pegou seu documento de identidade que o identificava como médico e capitão do exército e mostrou ao homem.

O paramédico olhou surpreso para o documento de John que dizia: Capitão dos fuzileiros da RAMC.

– Meu tio também esteve lá, senhor! – Ele olhava com outros olhos para o loiro que parecia ansioso. – Ele sobreviveu a essa maldita guerra, está aposentado hoje em dia. O que posso fazer pelo senhor, capitão? Você deseja que eu veja sua... – O paramédico parou no meio da frase. –... Namorada?

– Quem está machucado é o meu amigo e ele não gosta muito que outros médicos o examinem, então eu gostaria de fazer isso, se não se importa.

– Não, claro que não. Fique à vontade. – O paramédico pegou uma caixa e entregou a John.

– Assim que terminar, eu devolvo. – John se afastou indo em direção ao banheiro feminino, os peritos estavam do lado de fora e conversavam entre si aos sussurros. A conversa não parecia muito feliz, eles pareciam cansados. John também estava, já passava das cinco da manhã e deviam estar todos cansados e com sono, assim como ele.

John entrou e encontrou Sherlock raspando algo da parede e colocando em um pequeno recipiente. O loiro colocou a maleta em cima da pia do banheiro e se dirigiu para seu amigo.

– Venha Sherlock, tenho que olhar seu rosto. – Colocou a mão no ombro do amigo, mas o moreno ignorou sua presença e o braço em seu ombro. – Sherlock?

– Estou ocupado, John.

– Ocupado coisa nenhuma, você ainda está sangrando.

Sherlock terminou de coletar o que queria e foi para perto do espelho próximo à pia e olhava dentro do bojo procurando algo. O loiro parou ao seu lado e chamou novamente.

– Sherlock, por favor, deixe-me olhá-lo. – Sherlock parou o que estava fazendo e olhou para o homem mais baixo ao seu lado.

– Fique a vontade. – O moreno pegou algo em cima da pia e começou a olhar contra a luz. – Faça isso enquanto eu trabalho.

– Eu preciso que você se sente. – John olhou para cima, não tinha condições nenhuma de fazer um curativo com Sherlock de pé.

– Se quiser fazer isso tem que ser comigo de pé. Não tenho tempo de sentar, a luz está fraca e se eu sentar não conseguirei ver nada.

– Então se sente na pia. – Ele sugeriu.

– Não. – Retrucou.

– Sherlock, deixa de ser teimoso. – O mais alto lhe direcionou um olhar indignado. – Sim, está sendo infantil. – O moreno o ignorou e voltou a observar o objeto em sua mão, contra à luz.

Sherlock estava encostado na pia do banheiro. John pensou por um momento e tomou uma decisão, dobrou a mangas de seu Jumper e se postou na frente de seu amigo. O moreno parou de observar o objeto em sua mão e olhou para o loiro. Ele levantou uma sobrancelha de forma inquisitiva. John lhe lançou um olhar determinado, Sherlock deu um meio sorriso que podia ser traduzido como: Eu sei o que você quer fazer, mas você não vai ter coragem.

John semicerrou os olhos e se aproximou mais, e em um movimento rápido ele levantou os braços e colocou as mãos em volta da cintura de Sherlock, usando sua força para levantá-lo do chão e colocá-lo em cima do mármore da pia.

O moreno soltou um "Oh" de surpresa ao ser levantado do chão quase como se não pesasse nada, e para não cair colocou as mãos em volta dos ombros de John. Quando estava seguro sobre o mármore, ele olhou para John, o médico tinha um pequeno sorriso divertido no rosto e o moreno tinha um ar de surpresa.

John estava entre as pernas de Sherlock — eles estavam muito próximos — o loiro podia sentir o cheiro inebriante do perfume que seu amigo usava, o detetive consultor ainda estava com as mãos sobre seus ombros.

– Creio que o corte está em minha têmpora esquerda e não em meus olhos. – Sherlock disse sério e tirou as mãos dos ombros do mais baixo. John saiu do estado de torpor que estava, limpou a garganta e se afastou para pegar o que precisava na maleta de primeiros socorros.

– Então... – John disse. – Como conseguiu esse machucado?

– O atirador, eu quase o peguei saindo do banheiro, mas ele me acertou com a arma antes que eu pudesse ver de forma nítida.

– Você trombou com o atirador? Jesus, Sherlock, isso foi perigoso! – Ele olhou para o amigo e ele tinha um pequeno sorriso nos lábios. – O que você sabe? Por favor, sobre o caso... não sobre hoje à noite, sobre o que descobriu sobre o atirador. – O sorriso nos lábios do moreno se ampliou.

– Creio que posso localizá-lo agora. – Sherlock tinha um cartão entre os dedos enluvados.

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Era domingo, John se sentia muito cansado, estava se sentindo muito assim ultimamente, devia estar ficando velho. Os carros passavam rápido pela rua, o loiro tinha sua cabeça apoiada no vidro da janela do táxi, eles tinham acabado de sair da cena do crime. Sherlock tinha dado todos os detalhes pertinentes ao caso para o Inspetor Bradstreet. Claro, os dados que ele julgava pertinente, Sherlock era muito possessivo com as informações que conseguia e só fornecia caso julgasse que você o merecia. Caso contrario, podia esquecer. Como por exemplo, seu amigo não disse ao pobre homem que tinha encontrado um cartão, que supostamente tinha caído do bolso do atirador.

O inspetor tinha se mostrado muito feliz em fornecer toda a ajuda que Sherlock precisasse, John não precisava ser um gênio para saber que toda essa bondade tinha a ver com a ligação que o homem havia recebido. O loiro tinha suas suspeitas, o nome Holmes abria portas, principalmente se o Holmes viesse depois de Mycroft. E o irmão de seu amigo ainda se dizia trabalhar em um "pequeno" cargo no governo britânico. O médico tinha suas dúvidas sobre a quem realmente o primeiro ministro David Cameron reportava suas decisões ou opiniões.

Mas deixando essas divagações de lado, o caso do "Homem bomba" parecia se complicar mais quando era na verdade para estar no caminho de uma solução. Mas, quanto mais se sabia mais obscuro ficava. Sherlock parecia saber agora o motivo das mortes. Isso era realmente importante? John se perguntava. Havia motivos que justificassem a morte de alguém? O Assassino era mal e pronto. De certo a vida não era pintada em preto e branco, John, mais que ninguém, sabia disso, a guerra mudava as pessoas, seus princípios são destruídos, queimados e remodelados com sangue e carne. A pessoa vê a vida com outros olhos, lutar pela sua vida faz isso com você.

John balançou a cabeça, estava divagando de novo. Bem, pelo pouco que tinha conseguido arrancar de seu amigo, todas as mortes tinham um propósito, que Sherlock se recusou a contar na hora, mas estavam todos interligados. John não conseguia ver nada que ligasse aquelas pessoas. Eram homens e mulheres que trabalhavam em lugares diferentes, as profissões eram nas mais diversas áreas e nem amigos em comum elas tinham. Pelo pouco que tinha lida do dossiê que Mycroft tinha feito, a única coisa que os ligava era suas personalidades solitárias, sem famílias. Ah claro, não podia esquecer-se da maldita marca no calcanhar. O que aquilo queria dizer? Tatuagem não era. Quem em sã consciência iria se deixar queimar? Gado, Sherlock havia dito. Mas o quê? Por mais que John pensasse não vinha nada a sua cabeça.

– É melhor parar, John. Você não é muito bom nisso, ainda. – Sherlock disse do outro lado do táxi. Ele tinha os olhos fechados.

– Não sou bom em quê? – John perguntou já sabendo a resposta e se segurando para não socar o homem ao seu lado.

Sherlock abriu os olhos e o olhou atentamente.

– Você ainda é muito novo nisso, John. Em ver os detalhes, mas já está caminhando no rumo certo. Com um pouco de incentivo seria um detetive melhor que Donovan.

– Não sei se isso é um elogio ou um insulto. – John deu um pequeno sorriso.

– Em um futuro próximo escolherei melhor a comparação. – Sherlock voltou a fechar os olhos.

Em minutos eles chegaram à Baker Street, Sherlock subiu as escadas de dois em dois com a energia de uma criança que tinha passado o dia todo comendo doce, e John seguiu seu caminho de forma lenta que faria inveja a qualquer lesma.

– Vamos, John! – O detetive consultor gritou no andar de cima.

John parou no meio da escada resistindo à imensa vontade de se sentar e passar o resto da sua vida miserável ali. Ele passou a mão pelos olhos cansados, estava com fome e com sono e ainda tinha que agüentar um sociopata funcional com arquétipos de criança de cinco anos ligado em uma tomada de duzentos volts. O que ele tinha feito para merecer isso? Oh, obvio. Ele tinha invadido o Afeganistão.

– John! O que está te segurando ai em baixo?

– Ah cala boca! Estou cansando e vou subir no meu próprio tempo.

John escutou passos no andar de cima, Sherlock provavelmente estava indo em direção à porta e o som parou.

– Seu chá vai esfriar.

John podia sentir o cheiro de Earl Grey vindo de cima, Sherlock era filho da puta, mas sabia como incentivar as pessoas quando queria, para seu próprio beneficio, com certeza.

Após alguns minutos, John terminou de subir as escadas e encontrou o moreno sentado no degrau com sua caneca " I Love RAMC" nas mãos.

– Você está tomando chá na minha caneca? Essa é a minha caneca, Sherlock! – O moreno lhe lançou um olhar indignado.

– Claro que não, estou te esperando para lhe entregar. – Estendeu a caneca na direção do loiro que não sabia o que dizer. – Minha mãe dizia que quando alguém lhe faz um favor, faz parte da etiqueta você retribuir dizendo obrigado.

– Só quando o fazem sem interesse. – John pegou sua caneca, passou pelo detetive e sentou-se em sua poltrona vermelha na sala.

John tirou o casaco e o colocou no encosto da poltrona, logo em seguida tirou os sapatos e meias e os colocou de lado. Quando se sentiu mais confortável, pegou a caneca e tomou um longo gole de seu chá. Ele sentiu o gosto do chá e o calor lhe aqueceu por dentro, estava perfeito, sabor, temperatura e sem açúcar, como gostava. O mundo estava menos cinzento naquele momento.

Após alguns segundos de paz interior ele ouviu o barulho inconfundível de teclado. Seu teclado, seu notebook, que por sinal não era ele que estava usando. Antes de abrir os olhos ele ponderou sobre o que fazer: Podia gritar com Sherlock por ele estar usando seu computador de novo, mas não adiantaria, podia pedir explicações sobre o caso e como ele tinha descoberto a motivação do atirador, mas com certeza Sherlock não iria lhe dizer, pois se quisesse já teria feito. Podia também... bom melhor não... suspirou cansando e se levantou, indo em direção ao seu quarto.

– Aonde você vai, John? Preciso que termine de ler o dossiê que Mycroft lhe deu.

– Mas você não queria o dossiê só para conseguir aquele cartão do seu irmão? – John tinha um ar derrotado.

– Era um dos motivos, mas alguns dos funcionários de Mycroft são realmente bons, pois querem o impressionar, então deve ter algo lá que não está nos arquivos da Scotland Yard. – O moreno voltou a digitar no computador.

– Mas eu pensei que você iria descobrir alguma coisa com o acesso que o cartão de Mycroft lhe dá. Não achei que realmente tinha algo no dossiê.

– Oh, John. Tem sempre algo em qualquer lugar. Grave minhas palavras, nem tudo é o que parece, mesmo o mais honesto dos homens guarda segredos. – O loiro semicerrou os olhos, ele não tinha entendido nada que Sherlock havia dito. Ele podia falar inglês às vezes.

– Só tem uma coisa que não entendo.

– Só uma? – O moreno perguntou sem levantar os olhos do computador, seus dedos correndo velozmente pelos teclados.

– Ah, cala a boca! – John disse irritado. – Mycroft me seqüestrou naquele dia porque queria que eu o fizesse desistir do caso do " Homem bomba", por que ele lhe entregaria esse dossiê se nele tem informações que podem fazer com que você avance no caso? – o loiro voltou a se sentar.

Sherlock parou de digitar, olhando-o com um sorriso maior que o do gato de Cheshire, o Natal parecia ter chegado mais cedo, mesmo que Sherlock vivesse dizendo que o odiava.

– Oh John, até que enfim uma pergunta inteligente.

–x-

John sempre dizia a si mesmo para não se ofender com as coisas que Sherlock lhe dizia, pois para seu amigo todos eram idiotas, incluindo ele.

– Não seja dão duro com você mesmo, John. Você se esforça! – Sherlock parou de digitar e se voltou na direção do loiro.

– Não está ajudando. – Ele se levantou. — Chá? – Sherlock levantou sua caneca. – Você poderia muito bem vir pegar seu chá.

– Você está indo à cozinha pegar chá, qual o propósito da minha presença no recinto para a mesma finalidade? E eu fiz o chá dessa vez. – Sherlock deu um sorriso muito presunçoso.

John olhou para sua caneca vazia, testou o paladar para ver se tinha algo estranho.

– Oh John, pelo amor de Deus, não seja chato. Eu não pus nada no chá. Preciso de você acordado, por que eu iria drogá-lo? – Sherlock voltou a digitar.

O loiro foi à cozinha, pegou seu chá e trouxe mais para seu amigo.

– Então? – Qualquer outra pessoa perguntaria o que John queria, mas em se tratando de Sherlock, não era preciso que John completasse a sentença.

O moreno terminou de digitar alguma coisa e fez um som muito satisfeito com a garganta apertando a tecla enter no teclado.

– Agora é só esperar o programa processar os dados. – disse muito feliz.

John cogitou pegar um jornal para passar o tempo até que Sherlock se dignificasse a responder. Mas Sherlock se levantou, espreguiçou seu corpo esguio e olhou pela a janela. Quando voltou, sentou-se a mesinha de centro de frente para John.

– O dossiê...

– Aleluia...

– Não me interrompa. – reclamou.

– Não, claro que não. – O loiro se desculpou.

– John... – o loiro colocou a mão sobre a boca e o moreno sorriu de forma discreta.

Sherlock se levantou e começou a andar pela sala enquanto falava.

– Pessoas morrem todos os dias, das mais diversas formas e motivos. Em sua maioria os motivos são óbvios, idiotas e chatos. – Sherlock olhou para John esperando que ele o interrompesse por falar que os motivos das mortes eram idiotas, mas o loiro estava sentando em sua poltrona e ainda tinha uma das mãos sobre a boca, o moreno se virou para não mostrar o sorriso que tinha no rosto e continuou sua narração. – Nada fora do normal até ai. Mas, corpos aparecendo em locais normais e sem motivo aparente... normal também. Contudo, atiradores matando supostos assassinos... convenhamos, é um tanto inusitado, mas isso não atrairia a atenção de Mycroft nem por um segundo... mas as marcas nos calcanhares das vítimas quer dizer alguma coisa. Eu fiquei pensando por dias sobre o que isso queria dizer. A arma do atirador é uma arma fabricada e usada em outro país, militar eu diria, sem ter visto a arma não posso ter certeza e esse tipo de poderio bélico não é permitida a entrada aqui na Inglaterra.

– Falha na segurança, por isso o interesse de Mycroft. – Os reais motivos de Mycroft se fazendo claros agora. – Mas não é só isso, ele não quer que você se envolva porque acha que pode gerar um problema diplomático entre países, uma coisa que você sabe fazer bem é irritar as pessoas.

– Você me interrompeu. – Sherlock disse, mas sua voz não soara irritada e sim com uma nota de admiração mal disfarçada.

– Desculpe. – John se calou novamente e agora tinha as duas mãos sobre a boca.

– O que disse está certo, mas não completo e não é toda a verdade, o caso não se resume só em falha de segurança, não é só como uma arma entrou por nossa alfândega sem que tivéssemos ciência, claro que isso ocorre com muita freqüência. Óbvio que no departamento de Mycroft com menor incidência. Mas temos que nos preocupar do por que, John. O porquê é sempre necessário, qual é a motivação do crime. – Sherlock revirou os olhos para John e fez um movimento com a mão que dizia para ele ir em frente e falar.

– Motivação? O cara é maluco Sherlock, não precisa de motivo...

– Não seja tão denso, John. O atirador é muito profissional e sabe muito bem o que ele faz, e o faz muito bem, ele está sendo pago para isso. Ele não é louco, diria que é muito lúcido para nos seguir a maior parte do tempo, ele foi até a Salisbury, lembra? Uma caçada é o que ele está fazendo, John.

– Caçando? Como assim, Sherlock? Não estamos na África e isso aqui não é um safári. Pensando bem, ele só matou os assassinos das vítimas.

– Sim, só matou os assassinos, mas não o rotule como um bom homem que está fazendo um bem para a sociedade. – o detetive completou.

– Eu não iria fazer isso. – John reclamou.

– Você tende a ver o lado bom nas pessoas, John. – O loiro não respondeu ao comentário. – Assim que o seu computador lento terminar de processar as informações que eu digitei, terei a resposta para o caso.

– Então vamos ficar aqui sentados esperando enquanto o MEU computador lento processa as informações?

– Não seja tão sentimental, John. Mas não, temos algumas coisas para fazer. Preciso que olhe nos relatórios de Mycroft as autópsias das vítimas e dos assassinos, eu normalmente pediria para ver os corpos, mas por algum motivo todos eles foram cremados.

– Cremados? – John olhou para Sherlock. – Ok, sendo repetitivo. Então?

Sherlock pegou o dossiê e separou em pequenas partes, deu algumas para John e ficou com algumas para si.

– Anote qualquer coisa fora do normal. – Se sentou no sofá e se pôs a ler os arquivos.

John ficou olhando para as pastas, o que seria algo fora do normal para Sherlock? Bom, ele era médico e dos bons, ele saberia se visse algo fora do normal.

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Depois de várias horas, John sentiu as costas doerem e seu estômago reclamar, eles precisavam comer, John precisava comer. Ele se levantou e perguntou a Sherlock o que ele queria comer, mas como sempre recebeu o silêncio como resposta, ele poderia ligar e pedir para entregar, mas precisava esticar as penas e aliviar seus olhos da papelada. O loiro ficou olhando para seu casaco atrás da porta, mas não o pegou, o tempo já não estava tão frio assim, estava com uma camisa de manga longa, xadrez que deveria esquentá-lo. Olhou se tinha dinheiro na carteira e saiu para comprar algo para comer.

Algum tempo depois, quando voltava e subia as escadas, escutou o som do violino de Sherlock, Sherlock devia estar tendo dificuldade de pensar em algo. Ele dizia que a música limpava sua mente, contudo, John prestou atenção nos acordes que escutava. Eram suaves e fluídos, o que queria dizer que Mycroft não estava no apartamento. John não queria nem pensar no que o Holmes mais velho faria quando descobrisse que Sherlock havia roubado seu cartão. Mycroft iria descobrir cedo, com certeza, e John não sabia se queria estar perto para ver a fúria do "Governo Britânico".

John entrou no apartamento e foi direto para a cozinha, ele tinha comprado comida só para si, pois como Sherlock mesmo dissera, comida retardava o processamento das informações do cérebro e ele estava em um caso, de certo não iria comer. Pelo menos ele bebia, não iria morrer de desidratação.

O loiro levou a comida ao microondas, pegou uma taça de vinho no armário e encheu o copo com o líquido vermelho, massa com chá não iria muito bem, por isso tinha comprado uma pequena garrafa. Encaminhou-se para a sala com o prato e a taça. Colocou ambos na mesa e foi em direção ao seu computador, que ainda parecia processar o que Sherlock havia digitado ali. Seu amigo estava próximo à janela e continuava a tocar sem tomar ciência da sua presença, ou completamente ciente, mas alheio a ela.

John foi para a sua poltrona e começou a comer. Ele comia macarrão a bolonhesa e no seu prato tinha pequenas azeitonas que ele colocou no canto, não que ele não gostasse, ele amava aquelas pequenas coisinhas verdes, mas sabia que Sherlock as amava também, claro ele nunca tinha dito isso com todas as palavras, mas as poucas vezes que tinha saído para comer, Sherlock tinha sempre se recusado a ingerir qualquer tipo de alimento, porém sempre acabava comendo as azeitonas existentes em seu prato.

Sherlock tinha parado de tocar, ele havia se sentado e olhava em direção a parede como quem vê através dela. John sempre gostou de observar seu amigo pensar, ele possuía pequenos padrões de comportamento e nesse momento algo distraia sua mente. John sorriu internamente, pegou seu copo que estava pela metade de vinho e voltou para a cozinha para enchê-lo, quando regressou à sala e pegou seu prato para comer novamente, faltavam duas azeitonas e Sherlock tinha voltado a tocar. Às vezes seu amigo era tão previsível.

John tinha terminado de comer, quase esvaziando sua taça de vinho e voltou para suas autopsias. O loiro olhava para toda aquela papelada, fotos, descrições, desenhos e nada ali parecia fora do lugar, a morte das vítimas que foram encontradas em suas casas trancadas tinha sido tratada como morte natural. Todos sabiam que de natural não tinham nada, mas como outros fatores não foram encontrados até então não tinha como contestar. Sherlock havia encontrado aquele pote na casa da última vítima, ele havia dito que elas haviam morrido por envenenamento, mas como provar agora sem corpo? Pelo menos o último ainda estava no necrotério e o conteúdo do pote estava sendo analisado no laboratório em St Bart's.

O loiro levantou a cabeça de seus papeis quando percebeu que Sherlock havia parado de tocar, viu que seu amigo olhava de forma assassina para seu computador e tinha um olhar saudoso para a janela.

– Não se atreva a jogar meu computador pela janela, se fizer isso você será o próximo a seguir o mesmo caminho. – John disse na sua melhor voz de capitão do exército, Sherlock fez um som amuado.

– Essa porcaria não é rápida o suficiente. – Se jogou no sofá.

– Se queria agilidade, deveria ter levantado essa sua bunda magra do sofá e ido ao seu quarto pegar o seu próprio computador. Talvez assim você não estaria passando tanta raiva.

– Não, eu não poderia usar o meu computador. – Sherlock colocou seu violino de lado.

– Por que não? – John estava com medo da resposta.

– A pesquisa que estou fazendo com o cartão de Mycroft é em sites que não são classificados como muito seguros.

– Você está querendo dizer que está infectando meu computador de vírus? – John nem podia acreditar no que estava dizendo.

– Talvez. – foi a simples resposta que recebeu.

– Meu DEUS, SHERLOCK! – John agora estava gritando. – Tem muita coisa minha ai, isso pode ser hackeado, eu posso perder tudo que tenho salvo ai, pelo amor de DEUS!

– Não se preocupe, salvei todos os seus dados e arquivos nesse pendrive. – o moreno jogou um pequeno objeto na direção do loiro, que pegou por ter reflexos muito bons.

John olhava para o pendrive na sua mão e para Sherlock, ele colocou a cabeça entre as mãos e começou a contar de trás para frente. Sherlock se levantou do sofá, pisou por sobre a mesinha e parou ao lado de John, o loiro pode ver por sua visão periférica que Sherlock tinha pegado sua taça de vinho e a levou aos lábios.

– Meu Deus, o que é isso, veneno? – Sherlock cuspiu dentro do copo. John ficou olhando para ele, sem saber como reagir aquilo.

– Desculpe, eu pensei em comprar um Chateau Pape Clement, ou Chateau Lafite Rothschild, mas o mercado não tinha em estoque. – John respondeu, sua voz carregada de sarcasmo.

– Seu Frances é péssimo. – o moreno comentou, sua voz vindo da cozinha. – Se você quiser, posso lhe ensinar algumas frases interessantes.

Agora sua voz estava bem às costas do loiro, ele sentiu o hálito de Sherlock em sua nuca, seu corpo traidor reagiu imediatamente àquela voz rouca e sensual à suas costas.

Vous n'avez pas besoin de se cacher, pas moi. – Sherlock disse com uma voz sedosa.

A língua francesa nunca tinha lhe parecido tão sedutora em sua vida como agora, John sentiu o sangue se concentrar em uma determinada parte de sua anatomia.

Je voudrais savoir ce que je pense en ce moment. – O moreno completou.

John não sabia o que Sherlock estava dizendo, mas essas palavras, que ele não compreendia, saindo da boca do moreno com aquele timbre rouco e sensual, estavam fazendo com que John se sentisse muito duro no momento.

Vous ne dites rien? – Sherlock ronronou.

O medico juntou todo o seu auto controle, que não era muito naquele momento, e se levantou não se importando que Sherlock o visse com uma pequena ereção – bem, ele não classificaria como "pequena"- ele parou bem na frente do moreno.

– Estou cansado e com sono, vou tomar um banho e me deitar, amanhã tenho que ir trabalhar. – E foi em direção ao quarto de Sherlock, mas antes de sumir da vista do detetive ele se virou e disse. – E antes que eu me esqueça: Schrauben sie! E eu não me importo se a pronúncia está certa ou não. – Entrou no quarto e bateu a porta, mas ainda pôde escutar a risada que seu amigo tinha dado na sala.

–x-

John estava deitado há pelo menos umas duas horas, mas já tinha rolado na cama, já tinha tentando dormir em várias formas e posições, contudo o maldito sono não vinha. Ele olhava para o teto e sentia a irritação crescer no peito, aquele não era seu quarto, não era a sua cama, não eram nem mesmo seus lençóis, como esperava poder dormir?

E uma vozinha irritante no fundo de sua mente lhe dizia:

– "Mas no outro dia você dormiu muito bem ao lado de Sherlock."

Ah, vá para o inferno! – Ele xingou e colocou o travesseiro sobre o rosto. Nem os lençóis e nem o travesseiro tinham o cheiro do amigo, era completamente frustrante e ridículo. – John Watson, quando você se tornou um pervertido? Cheirando as coisas dos outros? – Ele gemeu insatisfeito.

– O problema é a ausência do cheiro?

John tirou o travesseiro do rosto e olhou para a porta vendo Sherlock parado o olhando, ele estava usando seu robe de seda azul. Quando ele tinha aberto a porta? O loiro viu que o robe estava com a faixa frouxa ao redor da cintura do amigo, e viu que Sherlock usava nada mais que o robe por sobre a pele.

Sherlock entrou no quarto e desamarrou a faixa da cintura, deixando o robe descer por seu corpo, revelando assim como John havia previsto, ele estava completamente nu. O loiro sentiu a garganta seca. Ele não conseguia parar de olhar para Sherlock parado no meio do quarto completamente nu. Sherlock se dirigiu para a janela e puxou as cortinas, deixando o quarto mais escuro, ele andava pelo quarto com uma naturalidade enervante. Andou na direção da cama, levantou o lençol e se sentou.

– O.. oqe...oq.. o que você está fazendo? – John gaguejou.

– Isso deve ser óbvio até mesmo para você John. – Sherlock revirou os olhos. – Indo dormir. – Ele emendou, vendo que John aparentemente não tinha entendido. – Problema?

– 'O inferno sangrento. Como vou sobrevier a isso?' – perguntou mentalmente.

Continua...



Nota da autora: Oie pessoal! \\o\\... Esse é o décimo sétimo capitulo da fic, espero que tenham gostado... o que? Tem alguém querendo me matar porque parei naquela cena? Que isso gente, paz e amor.. \\o\\... *sai correndo*


Enquanto isso no Castelo de Greyscow...

Karla: Cara eu sou muito má... *rindo*

John: ok, acho que chegou a hora de você e eu conversarmos.

Karla: Ô.o Oh você fica super fofo quando está com raiva.

Mycroft: Concordo, ele fica deveras interessante.

Sherlock: *revira os olhos* Vocês não têm mais o que fazer não?

Karla: O_o

John: Mas eu tenho uma reclamação a fazer! *tentando se fazer ouvir*

Karla: Mas eu concordo com o Mycroft, John é fofo e apertável.

Mycroft: *arqueando a sobrancelha* Eu não disse isso.

Karla: Ah confessa.

John: *Sai batendo o pé*

Karla: Ô.o foi alguma coisa que eu disse?


Gostaria de agradecer as reviews que eu recebi do capítulo 15 e 16: Aurora, Erundule, Mylena, Naty, Victoria, Lara, Dilikilol, Paulinha, Iza Amai, Lia Collins, Gabby, Piper, Orfieu.

Se eu esqueci de alguém, forgive me!

Repostas das reviews sem login do capitulo 16:

Mylena: Eu sabia que você iria gostar da parte do Hobbit.. ^_^ sim ação.. \\o\\... o capitulo 17 já está pronto, só estou aguardado a betagem... como pode ver já saiu.. xD~~~espero que tenha gostado, espere maiores emoções no capitulo 18 e leia sozinha.. *vermelha*

Naty: Mycroft seduzindo todos Holmes xD~~~ #todasamam Sou perva, fazer o que xD~~~ brigada por ler e comentar.

Mesmo com a Betagem da Iza Amai se por acaso sobraram alguns erros, lembrem-se eles são todos meus.


Indicações de Fics

Alguns leitores veem me pedindo fics para indicar, eu leio MUITOOOOO vocês não fazem ideia de quanto... vários fandons e etc... essa por enquanto é a minha única fic de Sherlock, do fandom de Harry Potter eu tenho algumas que podem ser lidas no meu perfil do FFnet e no Nyah, mas caso vocês não sem importem de ler fics em inglês, tem um site que eu uso para armazenar todos os links de todas as fics que eu li do fandom de Sherlock e que considero boas para indicar, o link do site é:

www . delicious . com / karlamalfoy

Tirem os espaços e vão ser felizes, existe todo tipo de fic nesse meu link, pois eu tenho o gosto bemmmm variado, eu deixo a minha mente aberta para várias possibilidades.. xD. Então cuidado ao ler cada fic, em sua maioria elas são NC17, então se lembrem do aviso que a Lara escreveu, sejam ninjas na hora de ler, ou espere ficar sozinha em casa para desfrutar dessas maravilhas,.. \\o/


Contatos: Para quem quiser entrar em contato comigo, fique a vontade e me adicionarem no Twitter: karlamalfoy, MSN: karlamalfoy Hotmail. com ou pelo e-mail: karlamalfoy (arroba) yahoo . com . br . Serão todos muito bem vindos!


Atualização no dia – Sem data, i'm sorry não posso mais dar uma data e depois vir e pedir desculpas por não postar na data combinada isso me mata cada vez que acontece ... mas vou tentar atualizar a cada duas semanas ou três, eu espero.


------> EDITADO <---------

Tradução das Frases em Frances: Várias pessoas me perguntaram sobre as frases em francês.. xD achei que o google tradutor iria dar conta do recado.. >__< mas aparentemente não... bom.. então estou editando o texto para que todos possam saber o que nosso querido detetive disse ao John, não é nada demais... bom.. segue abaixo \\o/


Vous n'avez pas besoin de se cacher, pas moi: — Você não precisa se esconder, não de mim.

Je voudrais savoir ce que je pense en ce moment?: — Gostaria de saber o que estou pensando neste momento?

Vous ne dites rien?: Você não diz nada?



Cenas do próximo capítulo:

– Então, você está começando a ficar excitado, você deve está se sentindo desconfortável em suas calças. Pois está se mexendo constantemente na cadeira, está tentando disfarçar, mas não está tendo sucesso. Suas pupilas estão dilatadas, posso ver um pouco de suor em sua pele e o músculo da parte superior da sua pálpebra esquerda está relaxada. – Sherlock comentou como se fosse a coisa mais natural do mundo dizer em um jantar que seu amigo está com o pau duro.

– Eu não estou excitado. – o moreno lhe lançou um olhar de advertência. – Ok, estou meio duro. — John admitiu, brincando um pouco com a massa com o seu garfo. — Eu estou supondo que você está também, porque você está apresentando as mesmas reações.

Sherlock baixou as mãos e pegou o próprio garfo.

– Totalmente duro, na verdade. — Disse ele, imperturbável. — Precisamos mudar o assunto para algo mais mundano, para não chamar a atenção quando nos levantamos para ir embora.