Até Os Mais Fortes, Às Vezes Caem

16 Capítulo 16 - Tempo de Dançar


Notas iniciais
Avisos: Está fic é de conteúdo Slash, ou seja, relacionamento entre homens. Se não gosta, por favor, não leia.
Aviso 2: Ler a fic sem qualquer outra presença humana por perto OU ter admiráveis habilidades de reflexo e audição para poder minimizar a janela toda a vez que ouvir passos se aproximando. Ponto principal: Visão de 180º graus porque a tela do computador ou do note que podem denunciar o que quer que você esteja lendo ou vendo. By leitora Lara - xD
Nota da autora: Gostaria de pedir desculpas pelo atraso, again.. X_X sorry...mas bem.. sobre o aviso acima, o capitulo 16 não tem nada demais, mas os demais capitulos podemos ter algumas cenas interessantes, tomei a liberdade de usar o aviso que a leitora Lara escreveu em uma review para adicionar na fic.. achei super fofo e criativo.. ^_^

Até os mais fortes, às vezes caem – Capitulo 16.

Autora: Karla Malfoy;

Beta: Ada Kaline;

Par/Personagem: Sherlock Holmes e John Watson;

Classificação: M (16+)

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Tempo de Dançar

O moreno retirou as mãos dos ombros de John, colocando-as em seu rosto.

– John, viu quem trombou em você? — Sherlock perguntou, seu tom de voz acusava o quanto estava agitado.

– Não... Eu não vi, Sherlock. Por quê?

– Você acabou de tropeçar no assassino... Literalmente.

– No assassino? Como assim? — Havia parado de limpar sua roupa, olhando aturdido para o outro homem. — Como sabe? Você viu? Sabe quem é?

– Não, John. Eu não o vi. — O detetive observava o local a sua volta, quando fixou seu olhar em uma parte do asfalto.

– Então, como sabe que trombei no assassino? — O loiro observava o companheiro que se encontrava agachado, retirando algo do chão. — Sherlock?

– O cheiro. — Observou o pequeno objeto que o homem mais alto segurava entre as mãos.

– Hum? Que cheiro? — Não estava entendendo.

– Seu cheiro, John. — Respondeu irritado.

– O que tem meu cheiro? — O doutor cheirou o braço, porém, tudo o que conseguia sentir era o próprio perfume. — Sherlock, se explique.

O moreno, que ainda estava agachado, direcionou seu olhar a John. Porém, antes de se levantar, levou o objeto que tinha encontrado no chão ao bolso. O detetive pôs-se a andar na direção do outro homem, que se encontrava parado, com os braços cruzados sobre o peito e ostentava um ar cansado.

– Não o seu cheiro, o do assassino; está impregnado em você.

John franziu as sobrancelhas; não havia sentido nenhum cheiro que não fosse o seu. Ocorreu-lhe a ideia de passar a mão sobre o pescoço, aspirando o cheiro que ali se encontrava, assim como Sherlock fizera, porém, como da outra vez, não havia nada fora do comum.

– Não, John. Aqui. — O Homem mais novo segurou a mão do doutor, levando-a a um ponto específico do pescoço. Ao fazer isso, seus dedos tocaram a pele da garganta do loiro, fazendo com que o mesmo usasse de um esforço descomunal para não expressar o prazer que sentia.

– O que está fazendo aberração? Ou devo chama-lo de "amor"? — Donovan escarneceu, parando perto dos dois homens.

John congelou com o comentário; a mão de Sherlock permanecia sobre a sua, em seu pescoço. O loiro tentou puxá-la, porém o moreno a manteve no mesmo lugar, fazendo com que o doutor, que sentia muita vergonha, desviasse o olhar para os próprios pés.

Segundos depois, quando se sentiu menos constrangido, voltou a mirar o amigo. O detetive fitava a sargento, que se encontrava próxima a eles, com um pequeno sorriso, que o médico classificou como perverso. Algo lhe dizia que nada de bom viria daquele tipo de sorriso.

– Sally! — Disse com uma falsa felicidade, deslizando a mão que se encontrava no pescoço do outro para o bolso de seu casaco. — Ficou dentro do armário por quanto tempo?

– Co... Com... Como? — A mulher gaguejou.

– Sinceramente, Sally, você deveria parar de esfregar o chão da casa do Anderson... Oh! Você não estava esfregando o chão, não é mesmo? Na verdade, o que ocorreu foi uma felaç... — O moreno foi interrompido por um forte puxão em seu braço.

– Sherlock! Vamos sair daqui, Lestrade está nos chamando. — Depois da ordem, arrastou o detetive consultor para a cena do crime.

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Os dois subiam as escadas do prédio, de encontro ao apartamento em que o corpo fora encontrado. Em determinado momento, Sherlock pôs a mão sobre o ombro de John, fazendo-o parar.

– Por que fez aquilo?

– Aquilo o quê? — O loiro sentia-se desconfortável com o olhar que recebia.

– Me interrompeu. — Disse, recomeçando a andar.

– Não gosto da Donovan, porém, nem por isso quero saber os detalhes da vida sexual dela com o Anderson. — O doutor escutou seu companheiro rindo.

– Ela estava provocando-lhe e, provavelmente, iria lhe insultar. — Disse, sem olhar para trás ou parar de subir as escadas.

– Normal. Hoje em dia todo mundo me provoca. – Respondeu, sua voz soando baixa, além de consternada. Olhou de forma significativa para seu amigo que estava de costas. John olhava os degraus ao subir a escada e não percebeu que o detetive parara abruptamente, o que gerou sua quase queda.

– Ai, Sherlock, que inferno. Não pare assim, eu quase cai.

O moreno desceu dois degraus, seu rosto ficando rente com o do loiro.

– Não gosto que as pessoas lhe insultem ou se aproveitem de você.

– Não me importo. Não mais. — O médico tentou se mover, porém, Sherlock segurou seu pulso.

– Mas eu me importo. Ninguém fará isso na minha frente. — O detetive consultor foi lentamente puxando John em sua direção; se quisesse, o loiro poderia ter se soltado, entretanto, as íris verdes do outro homem estavam o hipnotizando.

– Ô, dá licença. — Um policial estava parado a alguns degraus abaixo dos dois. Sherlock lhe lançou um olhar congelante, contudo, John soltou-se da mão do parceiro.

– Desculpe-nos. — Estava sem graça.

– Esse pessoal arruma cada lugar para se agarrar... Eu, hein. — Disse, ao passar pelos dois.

– É melhor subirmos, Lestrade deve estar louco pelas suas deduções. — Proferiu, voltando a andar. — E, ah, você poderia, por favor, parar de esconder informações da polícia? Greg reclamou comigo.

Sherlock se limitou a resmungar, voltando a subir as escadas.

O inspetor da Scotland Yard observou os dois homens se aproximarem do local aonde o crime havia acontecido.

– Então, o que temos? — O chefe cruzou os braços, esperando pela enxurrada de informações que o detetive consultor iria lhe dar, contudo, segundos se passaram sem o moreno lhe dizer nada. O mesmo fitava fixamente a maçaneta da porta principal do recinto onde se encontravam.

– Sherlock? — Greg o chamou.

– Qual o índice de criminalidade desse bairro, Lestrade? — O moreno ainda observava à porta.

O inspetor chefe olhou para John; o loiro deu de ombros, também não sabia o que o outro queria com aquela pergunta.

– Sherlock, pelo amor de Deus, eu não pesquiso cada bairro em que acontece um crime. — O homem da Scotland Yard se aproximou do detetive.

– John? — O homem mais alto olhou em direção ao loiro, que por sua vez lhe direcionou um olhar confuso.

– Não sei. Aparentemente, não estamos muito longe de Chinatown, que não é um bairro conhecido por sua hospitalidade. — Sherlock lançou ao doutor um pequeno sorriso, que foi o suficiente para um grande calor se espalhar por seu corpo.

– Sim... O que acha disso? — Apontou para a porta.

O mais baixo aproximou-se da porta, começando a observá-la com atenção. Algo realmente era interessante. De forma rápida, contou mais de seis fechaduras fixadas à porta. Analisou uma a uma e pode testemunhar que nenhuma delas estava danificada. Seja lá quem fosse o assassino, podia deduzir que era conhecido da vítima ou no mínimo tinha meios de entrar.

– Muitas fechaduras para um apartamento, mesmo tão próximo à Chinatown. Acho que há três possibilidades: À vítima sabia que iria morrer, estava esperando por algo muito ruim ou estava marcada para a morte. — Tirou seu olhar da porta o direcionando para Sherlock, que ostentava um belo sorriso nos lábios.

– Isso, John! Começou a observar.

– Do que vocês estão falando? — Lestrade se aproximou.

O moreno caminhou até o centro do local, onde a vítima estava deitada de bruços, sem ferimentos, sangue ou algo que poderia ser suspeito. Abaixou-se, olhando mãos, unhas, cabelo, bolsos e por fim o calcanhar do indivíduo. Como as demais "presas" do "Homem-Bomba", ela tinha uma marca que lembrava um "D".

– Viu a marca, John? — Se levantou, retirando a luva de látex das mãos.

– Sim. A primeira vítima possuía uma também, não? Se não estou enganado... — Retirou sua caderneta do bolso, analisando suas anotações. — A primeira também possuía um "D", porém, a segunda tinha um "E" tatuado.

– Tatuado não. Queimado.

– Queimado? — O loiro aproximou-se da vítima. Ao olhar a marca, não podia se tirar uma opinião precisa, no entanto, nada passava despercebido aos treinados olhos do detetive consultor. Se ele havia dito que era uma queimadura, não duvidaria. — Mas quem faria isso a si mesmo?

– Oh, John, John, John... — Sherlock rodopiava pela sala. — Eles não se autoflagelaram. Qual idiota faria isso? — O médico abriu a boca para responder, mas preferiu manter a resposta para si. — Alguém os marcou como gados.

– Os marcou como gados? Posso saber o motivo da sua felicidade? — Não entendia a súbita alegria do amigo.

– Encontrei o motivo, John! O motivo!

– O motivo? — O loiro e Lestrade perguntaram ao mesmo tempo.

Sherlock retirou o celular do bolso, apertou uma tecla de chamada rápida e a pessoa do outro lado atendeu.

– Querido irmão.

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O médico descia as escadas do prédio, seguindo o detetive que se encontrava à sua frente. A conversa entre os Holmes havia sido estranha, cheia de meias palavras. O loiro acrescentou a habilidade de ler mentes através do telefone na lista de coisas que seu amigo podia fazer. Rindo do pensamento, repassou em sua mente a conversa incomum.

Lembranças da conversa

– Sim, eu quero a pasta.

Mycroft, do outro lado da linha, respondeu algo que não agradou Sherlock.

– Não. O que você está pensando, além de errado, é irrelevante no momento. — O moreno fingia que escutava, porém, sua expressão denunciava a falta de interesse nas palavras do mais velho.

– Sim, Mycroft, eu estou lhe escutando. — Disse, saindo de perto da porta, direcionando-se à janela do apartamento.

Sherlock puxou a persiana, olhando, por alguns segundos, os detalhes que nela havia. Logo em seguida, abriu-a, colocando sua cabeça para o lado de fora. O vento que entrava pela abertura balançava seus cachos, fazendo com que John sentisse uma tremenda necessidade de ocupar suas mãos; por fim, acabou por coloca-las nos bolsos de sua calça.

Enquanto o detetive consultor fazia sua análise da janela, Lestrade aproximava-se do fiel doutor.

– O que ele está fazendo? — Perguntou irritado.

– Hum... — Deu de ombros. — Creio que buscando rotas de fuga.

– Rotas de fuga? — O inspetor olhava para o relógio. — Sherlock, preciso liberar a cena do crime. Se você se esqueceu, a Scotland Yard tem seus próprios legistas. O que você tem para mim?

O moreno pareceu não ouvir à pergunta, continuando a perscrutar a janela do lado de fora.

– Sim, Mycroft, eu estou na janela. Pare de fazer comentários óbvios. Além de velho está ficando enferrujado?

O homem mantinha metade de seu corpo do outro lado, o que fez com que o pobre médico sentisse uma pequena vertigem.

– Por que ele está buscando rotas de fuga? — Perguntou novamente.

– Você viu a quantidade de fechaduras que aquela porta possuí? Olhando rapidamente, percebe-se que elas não foram forçadas. Como Sherlock deduziu, a pessoa conhecia o assassino ou o homicida tinha fácil acesso a esse apartamento. Ele está verificando outras possibilidades de sair do recinto sem forçar à porta.

– Como sabe que é isso o que ele está fazendo? – O inspetor passou a mão na nuca.

Dando de ombros novamente, o loiro respondeu: — Observando. — Depois da rápida resposta, desviou seu olhar para a janela, percebendo que o Holmes mais novo não se encontrava ali. — Sherlock? — Chamou um pouco mais alto do que pretendia, tendo uma ponta de pânico em seu timbre de voz.

Os dois homens que se encontravam de pé, ouviram barulhos vindos de outro cômodo do apartamento. Dirigiram-se ao barulho, encontrando Sherlock remexendo no armário da pia. Abria os postes que estavam à vista, cheirando um a um. O moreno ainda possuía o aparelho telefônico ao alcance da orelha.

– Oh, por favor, Mycroft! Não seja tão irritante. Aliás, você deveria parar de comer tantos bolos... Mais alguns e seus coletes não fecharão. — Ao terminar a frase, encerrou a ligação, levantando um pote na mão. — Lestrade, faça a análise desse chá... Creio que irá encontrar a causa da morte nesse frasco. Obviamente, o assassino deve aparecer morto dentro de um ou dois dias. Se formos rápidos, podemos chegar antes do atirador. Vamos, John, temos um lugar a ir.

– Ei! — Greg chamou, mas foi prontamente ignorado pelo moreno, como das outras vezes. — Pelo menos me mande um texto com os detalhes. — Pediu, assim que o detetive passou pela porta com o doutor em seu enlaço.

Fim da lembrança da conversa

Desceram o último degrau da escada e Sherlock já estava na calçada chamando um táxi. Ao levantar a mão, o automóvel apareceu. O loiro sabia que seu companheiro possuía vários dons. Fazer com que táxis aparecessem do nada era um deles. Ele mesmo não dispunha da mesma sorte. Havia dias em que passava horas e horas sem conseguir encontrar um veículo vazio, porém, era só o moreno levantar o dedo que logo um se materializava ao lado.

– John, isso é ridículo. — Ditou o detetive, assim que se sentaram no banco do carro.

– O quê? Ah, esquece. — Virou o rosto para a janela. — Posso perguntar para onde estamos indo?

– Diógenes. — Pegou seu celular, começando a digitar.

– O que vamos fazer lá? Pegaremos a pasta do caso com seu irmão? O que existe lá? Informações que a Scotland Yard não tem?

Sherlock Holmes o olhou surpreso. John não sabia se ficava lisonjeado ou com rancor da expressão do companheiro. Sem dizer nada, o moreno voltou para seu texto, enquanto o loiro suspirava resignado.

Depois de alguns minutos, estavam entrando no Diógenes Clube. Caminharam por um corredor amplo até pararem em frente a uma porta que o doutor conhecia bem. Sherlock passou pela entrada, deixando-a livre para que o médico o seguisse.

O mais velho dos irmãos Holmes se encontrava de pé, falando com alguém ao telefone. Sua fiel secretária estava ao lado da mesa do poderoso homem. Entraram, porém, o "Governo-Britânico" pareceu não perceber a presença de ambos. Anthea o fitou rapidamente, fazendo com que lançasse a ela um pequeno sorriso que foi decididamente ignorado. O loiro se sentiu desconsertado.

– Não ligue. Ela é treinada para ignorar toda e qualquer pessoa que não seja Mycroft ou eu.

Mesmo a resposta do colega de quarto não melhorou seu humor. Devia estar perdendo seu jeito com as mulheres, só podia ser. Sherlock suspirou ao seu lado. Logo depois, esparramou-se em uma poltrona no canto da sala. O doutor preferiu uma cadeira próxima ao bar que existia na sala do Holmes primogênito.

Observou, por breves segundos, que seu amigo tamborilava os dedos no braço da cadeira. Desviou sua atenção para a figura próxima a janela com o telefone ao ouvido.

O loiro não fazia ideia com quem Mycroft conversava. A conversa era tão baixa que chegava a ser inaudível. Pela postura do poderoso homem, podia observar que a pessoa do outro lado da linha estava em maus lenções.

O Holmes mais velho era interessante, impressionante. Não possuía a beleza arrebatadora de Sherlock, mas exalava força e poder, isso era inegável. O charmoso homem segurava o telefone com uma das mãos e a outra estava no bolso da calça. No lugar de suas roupas habituais, usava uma camisa roxa que provavelmente valeria mais que o aluguel pago pelo apartamento em Baker Street. O irmão do detetive pareceu perceber que estava sendo observado, virando-se na direção do loiro que o admirava. John sorriu sem graça, fazendo com que Mycroft pedisse um minuto na ligação.

– Eu já atendo vocês. Anthea, querida, leve os rapazes para a outra sala. — Depois da ordem, voltou para o telefonema.

– Por favor, me sigam. — Sem largar o celular, a mulher seguiu à frente dos dois, indicando o caminho.

O detetive consultor que havia se levantado sem que ninguém percebesse, dirigiu-se à mesa de seu irmão, para logo depois se por para fora do lugar.

– Com quem Mycroft está conversando?

– Vai saber... Provavelmente evitando alguma guerra em algum país de terceiro mundo. Bem, você irá ficar aqui, esperando por ele. Pegue a pasta e vá para casa. Eu não posso esperar.

– Como? Para onde vai?

– Irrelevante. Espere-o e depois vá direto para Baker Street.

Sherlock entrou em outro corredor, desaparecendo sem esperar pela resposta do loiro.

– Eu mereço. — Andou mais depressa, pois a secretária de Mycroft estava bem à frente. Quando a fitou, percebeu que a mesma mantinha um sorriso sedutor nos lábios.

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A belíssima mulher esperava por John em frente a uma porta. Aproximando-se, o doutor tentou explicar que Sherlock não esperaria pelo irmão, entretanto, antes de terminar a frase, a moça lhe abriu passagem. Tinha a nítida impressão de que ela não havia escutado nenhuma de suas palavras. Por que todo mundo ignorava-o? Isto já estava ficando chato. Às vezes, sentia saudade de sua época no exército, onde todas às pessoas lhe tratavam com o respeito que um capitão merecia.

Porém houve a guerra. Depois que havia sido machucado, foi reduzido a nada. Quando retornou à Londres não tinha perdido apenas a saúde, mas também seu lar, amigos, propósito e muito do que era. Hoje, não passava de um mero mortal em meio a pessoas com poder, influência, inteligência etc.

Observava o local em que se encontrava. Anthea já não estava mais com ele, nem se dignificou a despedir-se. O cômodo em que se encontrava era amplo, além de completamente carpetado. O loiro aproximou-se da parede, passando o dedo pela textura, que por sua vez era macia ao toque; provavelmente a prova de som.

Conversas sigilosas deviam ser feitas ali. A sala era ornamentada por uma mesa circular grande com várias cadeiras. Tentou abrir as janelas, no entanto, todas estavam trancadas. Será que eles temiam que alguém em determinado momento da reunião enlouquecesse, querendo pular a janela? Riu sozinho, encaminhou-se na direção de um pequeno bar que tinha na sala.

Aproximou-se mais, observando as variadas opções de bebidas alcoólicas. Entre as que conhecia estavam: Uísque, Vodca, Licor, Rum e Gim. Todas pareciam intocadas. Seriam enfeites? Ou as reuniões eram tão tensas ao ponto de ninguém se dignificar a beber?

– A primeira opção se enquadra melhor para uma resposta com relação à pergunta, doutor.

– JESUS CRISTO! – Sentiu seu corpo todo gelar pelo susto. Se não fosse pela parede atrás de si, certamente teria caído. — Inferno, Mycroft. Quer me matar de susto?

O "Governo Britânico" estava sentado em uma poltrona próxima à porta. A camisa que usava estava com as mangas dobradas até o cotovelo. Mycroft se encontrava em uma forma displicente, diferente do habitual. Os três botões abertos de sua camisa dava-lhe um ar sensualmente provocante. O loiro sentiu a necessidade de desviar sua visão do peito do homem.

– Não percebi que você tinha entrado. — Limpou a garganta.

– Sou naturalmente silencioso. — O Holmes mais velho mantinha uma expressão neutra.

– Vocês parecem gatos. — O loiro sorriu. — Claro que você está mais para um leão do que para um gato. — Depois de perceber o que havia dito, "chutou-se" mentalmente.

– Leão? — O homem possuía uma sobrancelha levemente arqueada.

– Ignore. Deve ser a fome agindo junto ao meu cansaço. Quando estou assim, costumo falar sem pensar. — Percebeu como estava com fome.

– Oh, perdoe minha falha como anfitrião, John. — Pegou seu aparelho telefônico, discando um número.

– Não. Realmente não precisa se incomodar. Estava apenas reclamando alto. — Como sempre suas palavras foram ignoradas e o Holmes primogênito encerrou sua ligação, lhe lançando um olhar estranho.

– Não é porque meu irmão não detém o hábito de comer que você deve seguir o mesmo caminho. Apesar de ser compacto, um homem robusto como você precisa de proteínas.

– Compacto? — Sentiu seu rosto queimar; era a segunda pessoa a chamar-lhe dessa maneira. Qual o problema da família Holmes? Só porque eram altos e esbeltos como elfos o resto da humanidade era considerado um Hobbit? Certo, precisava parar de ler livros de fantasia.

– Desculpe-me. — Mycroft se levantou, pondo-se em direção a uma escrivaninha. De dentro da segunda gaveta, retirou uma pasta.

– Pediu desculpas por quê? — O loiro se acomodou em uma das cadeiras que estavam em volta da imensa mesa de centro.

– Você não apreciou meu comentário, foi rude da minha parte.

– Não se preocupe. Já estou acostumado a esse tipo de referência. — Viu o irmão mais velho de Sherlock semicerrar os olhos, não parecendo satisfeito.

– Eu sei que meu irmão não tem o mínimo de traquejo social ou se importa de forma ínfima com as boas maneiras, mas isso não quer dizer que eu seja da mesma forma.

– Eu não diss...

– Sim, eu sei. Tome, essa é a pasta com os dados que o meu pessoal levantou dos crimes correlacionados com o caso "Homem Bomba". Espero que Sherlock aproveite.

Levantou-se, pegando a pasta das mãos de Mycroft. Não obstante, começou a folheá-las.

– Você leu? — Perguntou o loiro.

– Não.

– Por quê?

– Há outras ocorrências a serem resolvidas. Por enquanto, não é do meu alcance.

– Então qual o motivo desse dossiê? Tenho certeza que não foi a pedido de seu irmão.

– Você realmente é uma pessoa interessante, John Watson. — A voz do primogênito soou um tom mais baixo que o normal.

O doutor escutou batidas na porta; um homem bem vestido pediu licença e entrou empurrando um carrinho.

– Seu pedido, senhor Holmes.

Mycroft era um anfitrião exemplar, disso não havia o que questionar. Conversava amenidades enquanto John saciava sua fome. Enquanto comiam, observava o homem a sua frente. Sem dúvida, era muito diferente de seu irmão mais novo. Morava um tempo considerável com Sherlock, acostumando-se ao silêncio, que sempre se fazia presente.

Enquanto o outro terminava a sobremesa, o médico folheava o arquivo que continha fotos, desenhos, além de vários relatórios de autópsias das vítimas.

– Creio que você deve ir agora. – Mycroft disse.

– Está me mandando embora? — Perguntou sorrindo.

– Não. Porém, Sherlock está impaciente com a sua ausência.

Assim que terminou de falar, o celular do loiro vibrou. Pegou o aparelho de bolso, vendo que se tratava de um SMS.

"Quando parar de tricotar com meu irmão, tenha a bondade de vir para casa. — S.H."

– Como é que ele sabia? — O aparelho telefônico vibrou novamente.

"Diga a Mycroft para fechar o zíper da calça. — S.H."

Tentou de todas as maneiras não olhar em direção da braguilha de Mycroft, entretanto, falhou miseravelmente, vendo que mais uma vez Sherlock estava certo. Iria abrir a boca, mas antes de dizer algo, o Holmes mais velho olhou para sua calça, fechando os olhos por alguns segundos. Logo em seguida, subiu o zíper de sua vestimenta.

– Perdoe-me.

– Preciso ir. — John levantou-se, se dirigindo para fora da sala.

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Foi deixando em Baker Street por um dos carros do poderoso homem. Subiu os degraus que levavam a entrada principal de seu apartamento de forma lenta. Pensava em como o detive soubera que seu irmão estava com o zíper da calça abaixado. A única solução cabível era câmeras escondidas. Deveria ter uma delas, pois, só isso explicaria.

O loiro entrou em seu lar, deparando-se com a visão de seu amigo empoleirado no sofá, com a expressão distante e quieta. Havia um notebook aberto na mesinha de centro; O médico percebeu que era o seu.

– Sherlock, você pegou meu computador para usar, de novo? — O detetive parecia não perceber a sua presença até então.

– Não, John. Eu peguei seu computador para jogá-lo pela janela. Mas é claro que foi para usar.

– Eu troquei a senha.

– Agora me diga algo que eu ainda não saiba.

Aproximou-se do aparelho, vendo-o ligado. No navegador, encontrava-se digitado o endereço eletrônico restrito da Scotland Yard.

– Como conseguiu acessar esse site, Sherlock? É preciso de uma senha. — Observava os dados na tela.

– A senha de Mycroft abre portas. – O moreno tinha um cartão entre os dedos.

– Você... — Começava a compreender. — Me usou de distração para roubar esse cartão?

– Não seja tão sentimental, John.

O loiro estava prestes a contestar, quando percebeu que o parceiro tinha descoberto sua nova senha. Sentiu seu coração bater mais rápido, num desconforto gigantesco.

– Eu... Eu vou fazer um pouco de chá. — Retirou-se da sala.

Chegando à cozinha, encostou a cabeça na porta da geladeira. Sem sombra de dúvidas, estava muito ferrado.

– Descobrir sua senha foi verdadeiramente estimulante dessa vez. Levei mais de dez minutos... Hum, bem, acho que agora quero minha recompensa.

Sentiu seu sangue esquentar, seu rosto ficando rubro pela vergonha. Gostaria de fugir dessa condição de uma vez.

– John? — Chamou-o. — Você achou realmente que eu não descobriria ou fez aquilo para que eu descobrisse? A senha não poderia ser mais sugestiva, meu caro.

– Não sei do que você está falando. — Desconversou.

– Abre aspas. — Sherlock fez o gesto de aspas invisíveis com as mãos. — "Se conseguir descobrir, faço o que você quiser." Fecha aspas. — O moreno olhava para o mais baixo. — São suas palavras, não minhas. Ou melhor sua senha não minha.

– Certo... Vamos acabar logo com isso. O que você quer? — Sabia que se arrependeria amargamente por suas palavras.

– Eu quero sair para dançar. — Disse, ostentando um grande sorriso.

– O quê?

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A música estava muito alta; o local se encontrava cheio, como se todas as pessoas de Londres estivessem concentradas em um só lugar. John se perguntava como havia sido convencido a ir num recinto daquele. Não se arrependia de ter aceitado o pedido de Sherlock, porém, sabia que era questão de tempo para isso acontecer. Já previa o gosto amargo do arrependimento. Bem, era tudo culpa dele, afinal, deveria ter escolhido uma senha menos provocativa. Sentiu um arrepio na espinha quando se lembrou da dita cuja. Nada poderia ser pior que aquilo... Ou poderia?

Ambos caminhavam entre as pessoas; O médico sentia o detetive consultor à suas costas, a mão em seu ombro indicava o caminho a ser seguido.

– Sherlock? — Precisou gritar. — O que estamos fazendo aqui? — A música continuava alta. Parara de caminhar, o local estava lotado demais, não havia como prosseguir.

– Vamos, John, não pare. — O moreno abaixou o rosto, falando rente ao ouvido do loiro.

– Como? Só se eu passar por cima das pessoas. — Apontou para a multidão que dançava a sua frente.

– Oh, por favor! — Passou pelo doutor, pegando sua mão, conduzindo-o pela aglomeração.

Bem diferente de quando caminhava à frente, as pessoas davam passagem para que Sherlock prosseguisse; muitos paravam o que estavam fazendo para observar o belo homem passar. John podia escutar os comentários feitos em voz baixa, direcionados ao seu amigo. Mulheres e até mesmo homens teciam elogios que preferia não escutar.

– E aí, bonitão... Quer ter um pouco de diversão? — Uma mulher belíssima, alta, portadora de lábios pintados de carmesim tinha bloqueado a passagem.

O detetive observou-a de cima a baixo, soltando a mão de John. Aproximou-se do rosto da mulher, dizendo algo em um tom incrivelmente sensual.

– Se ainda não percebeu, já estou acompanhado e, mesmo que não estivesse jamais me interessaria por alguém como você. Deveria voltar para casa. Para o seu próprio bem, pare de se prostituir. Agora faça o favor de sair da minha frente. Venha, John. — O moreno segurou a mão do parceiro, se direcionando ao bar do local em que se encontravam.

O doutor olhou para o detetive consultor sem entender o que havia acontecido. Olhando para trás viu a mulher com o rímel borrado; ela soluçava enquanto se caminhava para um canto qualquer. Ambos pararam próximo ao balcão do pequeno bar.

– Peça algo para bebermos. — Disse Sherlock antes de se afastar.

– Sherlock? Aonde você vai? Sherlock! Mas que droga! — Quando se virou para o barman, surpreendeu-se ao reconhecer o homem. — Sebastian?

O loiro mais jovem direcionou seu olhar para John; por um segundo, o médico achou ter visto uma expressão de preocupação passar pelo rosto do rapaz, porém, logo foi substituída por um bonito sorriso.

– Ei, que prazer em vê-lo. O que faz por aqui? Você não me pareceu ser muito fã de boates... Não dá última vez. — Fez com que seu sorriso ficasse maior, fazendo o médico sorrir de volta.

– Estou aqui com um amigo. Fui, praticamente, arrastado até aqui.

– Amigo? Está se referindo a Sherlock? Ele está aqui? — Encheu uma caneca de cerveja, entregando-a ao doutor. — Por conta da casa. — Disse, lhe dando uma piscadela.

– Obrigado. — Sorriu sem jeito. — Sim, estou aqui com Sherlock.

– Ele não me parece o tipo de cara que gosta de boates lotadas. Pelo porte, achei que gostasse mais de clubes privativos. — Atendia a outras pessoas, enquanto conversava com John.

– Bom, ele não gosta nem de um nem de outro, eu acho. — Respondeu com incerteza.

– Então não estão aqui por diversão?

– Depende do seu conceito de diversão. — Sorriu. — Vou tentar procurá-lo no meio de todas essas pessoas. Foi bom rever-lhe, Sebastian.

– Mais uma caneca? – Perguntou.

– Por favor. — Depois que a caneca lhe foi entregue, levantou-se.

– John? — O barman chamou.

– Sim?

– Cuidado. — Disse, soturnamente.

– Cuidado com o quê? — O loiro questionou.

– Com as mãos bobas. — Ostentou um sorriso debochado.

– Eu se me defender. Não precisa se preocupar. — Riu, afastando-se logo em seguida.

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Vários casais dançavam enquanto outros se agarravam em locais escuros. Suspirou, segurando seu copo de cerveja. O loiro havia se afastado do bar, na tentativa de encontrar o detetive. Começava a perder a paciência com a quantidade de pessoas ao seu redor. Tentava não ser pisoteado, mas a tentativa parecia vã.

Sua tranquilidade se esgotou quando sentiu uma mão em suas nádegas.

– Oh, por Deus! Que merda é essa?

– John? John Watson? — A voz denotava um tom surpreso.

– Oh, droga. Ian? É você?

– John... — O homem ria. — Três continentes, Watson? Você por aqui... Foi mal por passar a mão na sua bunda, cara. — Ian desatou a gargalhar.

– Três continentes, Watson?

Uma voz profunda foi ouvida próxima aos dois homens. O médico olhou para trás, vendo Sherlock encarando-o. O moreno aproximou-se de ambos, estendendo a mão para o colega de John.

– Sherlock Holmes.

– Ian Cawths. — O homem corpulento apertou a mão que lhe era oferecida. O detetive lhe fez uma breve análise, deixando escapar um imperceptível sorriso.

– Você conheceu John na época da faculdade, foram colegas de quarto, estudaram juntos em Bart's, no entanto, você não foi para o exército, pois preferia a tranquilidade e a segurança de um consultório particular.

– Sherlock, por favor. — John murmurou.

– Nossa... Não sabia que contaria toda a minha vida para o seu amigo, Watson. Hum, é amigo, não é? Sua fama na faculdade não mostrava esse seu outro lado, sabe. — Riu do próprio comentário.

– Mas tem algo interessante em toda essa história. — O detetive comentou, fazendo com que Cawths sorrisse ainda mais, aproximando-se das costas de John.

– E o que seria, bonitão? — O loiro revirou os olhos. Seu colega dava em cima de Sherlock descaradamente.

– Como alguém que se formou em medicina em Bart's não foi para o exército ou para a guerra, como se é esperado de todo graduando da instituição?

– Sherlock! — Sua voz soou mais alta.

– Oh, está claro! Você forjou documentos que o faziam inapto para o serviço militar.

O doutor esperava uma explosão de ira do velho parceiro, todavia, uma profunda gargalhada foi ouvida à suas costas. Virou-se, se deparando com o antigo companheiro de faculdade rindo abertamente. Desviou seu olhar para o moreno, percebendo que o mesmo exibia um pequeno sorriso nos lábios bonitos.

– Uau, ele é fantástico. Johnny, se você não estiver pegando-o, pode deixar comigo.

– Não me chame dessa maneira, Ian. — Riu sem jeito. — E não, não estou pegando ninguém.

– Ninguém? Oh, Senhor, esse não é o Johnny que eu conheço. Mas, me diga, Sherlock, como descobriu tudo aquilo sobre mim? Tenho certeza que não foi nosso garotão aqui que contou, afinal, jamais revelei esse segredo a alguém.

– Só lhe contarei se você me explicar o "três continentes, Watson.".

– Não, sem chance. Adeus, Ian. — Puxou o moreno pela mão, arrastando-o para longe de seu colega. Quando percebeu, estavam no centro da pista de dança.

– Se queria dançar era só ter dito, John. — Enlaçou o menor pela cintura, puxando-o para perto.

– Eu não queria dançar... Eu nem gosto de dançar, poxa. — Reclamou, sentindo o corpo do detetive muito próximo ao seu. O calor que os corpos emanavam era delicioso.

– Então, vai me contar sobre o apelido?

A música era lenta, envolvente. Para a surpresa do loiro, além de exímio violinista, o moreno era um ótimo dançarino.

– Qual é o sentido da pergunta quando já se sabe a resposta? Pare de me perturbar. — Virou o rosto para o lado oposto.

– Seria interessante ouvir de você, meu caro John. — Sussurrou provocante em seu ouvido.

– Por que estamos aqui? O que procura? O vi olhando em todas as direções desse local. — Levantou a cabeça, encarando o outro.

– O perfume do assassino que senti em você. Junção de bebidas, cigarro, drogas ilícitas e outras pequenas coisas.

– Você sentiu tudo isso? — Perguntou espantado.

– Sim. Então fiquei pensando onde poderia encontrar todos esses aromas juntos.

– Boates. — Completou. — Mas qual? Como sabia que o assassino esteve justamente nessa?

– Fiz uma pequena pesquisa, reduzindo as possibilidades. Restam dez.

– DEZ? — Disse exasperado. — Vamos ter que rodar mais dez boates?

– Eu estou perto o suficiente para você não precisar gritar, John. — Sherlock movimentava-se de forma graciosa. Olhando em seu relógio de pulso do moreno, o doutor percebeu que já passavam das três da manhã.

– Podemos ir para casa? Já está tarde. Se não encontrou nada até agora, creio que não irá encontrar mais.

– Mais uma música e vamos. — Sentiu o moreno encostar o queixo no topo de sua cabeça. Ficaram em um vai e vem letárgico, até que o detetive parou os movimentos abruptamente.

– O que foi? — Tentava olhar na direção em que o parceiro observava.

– Nosso suspeito. Vamos!

Tentaram se movimentar o mais rápido que conseguiam, porém, a quantidade de pessoas que ali se encontravam dificultava a tarefa. O detetive consultor empurrava-as de sua frente, enquanto John vinha atrás se desculpando.

O local se tornou insuportável no momento em que escutaram uma mulher gritando em plenos pulmões que havia ouvido um tiro. O recinto virou um pandemônio, pessoas gritando, trombando, sendo derrubadas no chão; com toda algazarra, o doutor perdeu o companheiro de vista. De momento em momento, esbarravam em seu ombro, quase sendo jogado ao chão. Resolveu encostar-se a uma parede, procurando Sherlock com os olhos. Depois de minutos angustiantes, pode ver o moreno se movimentando de forma cambaleante, com o rosto coberto de sangue.

– Jesus Cristo! Sherlock! — Gritou, correndo o mais rápido que conseguiu. Empurrava as pessoas de sua frente, não se importando com pedidos de desculpas. — Sherlock? — Aproximou-se mais, vendo o amigo meio tonto.

– O assassino.

– Você o encontrou? – Perguntou preocupado.

– Ele está morto.

Continua...

Nota da autora: Oie pessoal! \\o\\... Esse é o décimo sexto capitulo da fic, espero que tenham gostado... e me desculpem pelo atraso... X_X

Enquanto isso na sala dos vingadores...

Lestrade: Aleluia não vou ser alvo de tiros dessa vez. *feliz da vida*

Karla: Sorry por te usar amore... _ , mas sabe como é, eu preciso de um bode expiatório. *suspira*

Lestrade: Mas por que sempre eu? Por que não o Mycroft?

Karla:: *ficwriter pensando* Ohhh *_*

Sherlock: Realmente Mycroft, zíper aberto? *riso debochado*

Mycroft: *olhar assassino para a autora*

Karla: O_o

John: Eu não falo mais nada. Toda vez que eu reclamo, as coisas só pioram. Para o meu lado, evidente.

Karla: Ownn John, você sabe que eu faço isso, porque eu te amo com todo o meu coração \\o/ — *abraça e aperta*

Lestrade: *saindo de fininho*

Irmãos Holmes: *olhar que destrói planetas*

Karla: Ô_O# *largando o loiro*

John: *caindo no chão*

Karla: Acho que dessa vez não escapo. *desmaia*

Gostaria de agradecer as reviews que eu recebi do capítulo 15: Cintia, Lia Collins, Victoria Martins, Mylena, Naty, Orfieu, Piper, Chrizes, Thais, Mell, Ana Paula, Lara, Gabby, Catwoman, Gina, Maria Luiza, Nahtlia, Erundule, Iza Amai

Se eu esqueci de alguém, forgive me!

Repostas das reviews sem login do capitulo 14 e 15:

Naty – Cap 14: Oie.. leitora nova... espero que tenha gostado do capitulo 15 \\o/ seja bem vinda ao time! *aperta e não solta mais*

Nathlia – Cap 14: Ahh amou? Sério? *_* fico muito feliz que tenha gostado.. *dance* Obrigada mesmo por ler e comentar... espero que tenha gostado do capitulo 15 ^_^

Livia – Cap 14: X_X sorry... *abraça e não solta* Espero que tenha gostado do capitulo 15 \\o\\~~

Gina – Cap 14: O John estava meio drogado, então o "amor" é justificado xP eu acho.. ô.o Brigada por ler linda!

Ana Paula – Cap 14: Acho que vou tentar a vida como roteirista de novela mexicana, será que fico rica? xD Fico muito feliz que tenha gostado do capitulo, e o do 15? Acho que gostou também né? Obrigada por ler e comentar linda!

Maria Luiza – Cap 14: Eu sei como é ficar mais que ocupada.. #_# e sim, assim que tiver um tempinho me adiciona no Twitter, assim eu sempre informo como está o andamento da fic. Sherlock é uma pessoa que se parece muito com um felino, felinos são extremamente possessivos.. coitado do John. \\o/ — Acho que todo mundo quer um pedaço do John.. xP até eu \\o\\~~~ brigada por ler linda!

Cintia – Cap 15: Vontade de chorar? Noooo *pega o lencinho e entrega pra Cintia* fica assim não amore... Ahh o Lestrade é um amor, fica com raiva dele não.. xD Tortura é meu sobre nome.. \\o/ Brigada por ler e comentar...

MylenaCap 15: Seu nome não estava na review, mas eu acho que é você xD Coitado do Lestrade, não é por querer, ou será que é? Será que ele tem uma queda pelo Sherlock? Ô.o humm... Você cismou com o Sebastian hein? Kkk brigada por ler e comentar! o/

Naty – Cap 15: Ô.o na verdade eles são meus! *agarra dos dois e sai correndo* acho que gostou do capitulo.. xD brigada por ler e comentar... o/

Ana Paula – Cap 15: Claro que pode me chamar de Kal, fique a vontade ^_^ Se diverti com as minhas conversas? Acho que um dia ainda vou apanhar.. E isso não vai ser legal.. kkk Que bom que gostou do capitulo. Sobre a pergunta indiscreta, qual nome? O da Ada, ou da Moe, ou o meu? xD~~~~

Gina – Cap 15: Bom, você viu que a mão boba não era de Sebastian.. xP ele era inocente.. tadinho.. todo mundo implica com o pobre, lindo e gostoso do Sebastian.. deixa ele ser feliz gente.. \\o/... espero que tenha gostado.. e acho que o cap 14 é o favorito da maioria dos leitores.. xD.. obrigada por ler.

Maria Luiza – Cap 15: Todo mundo que teve hemorragia nasal levanta a mão o/... Sim, ele tem muita influencia sobre Sherlock, ele só precisa saber como usar.. _ ele é uma anta.. brigada por ler linda!

Nathlia – Cap 15: Bom, como pode ter visto, Mycroft apareceu seduzindo todas \\o/.. sorry pelo atraso.. _ .. sobre as fics eu repondo mais abaixo.

Mesmo com a Betagem da Ada Kaline se por acaso sobraram alguns erros, lembrem-se eles são todos meus.

Contatos: Para quem quiser entrar em contato comigo, fiquem a vontade e me adicionem no Twitter: karlamalfoy, MSN: karlamalfoy Hotmail. com ou pelo e-mail: karlamalfoy yahoo . com . br . Serão todos muito bem vindos!

Indicações de Fics

Alguns leitores veem me pedindo fics para indicar, eu leio MUITOOOOO vocês não fazem ideia de quanto... vários fandons e etc... essa por enquanto é a minha única fic de Sherlock, do fandom de Harry Potter eu tenho algumas que podem ser lidas no meu perfil do FFnet e no Nyah, mas caso vocês não sem importem de ler fics em inglês, tem um site que eu uso para armazenar todos os links de todas as fics que eu li do fandom de Sherlock e que considero boas para indicar, o link do site é:

www . delicious . com / karlamalfoy

Tirem os espaços e vão ser felizes, existe todo tipo de fic nesse meu link, pois eu tenho o gosto bemmmm variado, eu deixo a minha mente aberta para várias possibilidades.. xD. Então cuidado ao ler cada fic, em sua maioria elas são NC17, então se lembrem do aviso que a Lara escreveu, sejam ninjas na hora de ler, ou espere ficar sozinha em casa para desfrutar dessas maravilhas,.. \\o/

Atualização no dia – 18/11/2012. *sai correndo*

Próximo capitulo: Sherlock irá explicar a John quantos paus ( vocês pensaram besteira não, é?) se faz uma canoa.. O_o ops.. não é isso.. peraii.. É com quantos cartões precisa para fazer uma pesquisa interessante na internet.

Cenas do próximo capítulo:

John estava deitado ha pelo menos umas duas horas, mas já tinha rolado na cama, já tinha tentando dormir de várias formas e posições, contudo o maldito sono não vinha. Ele olhava para o teto e sentia a irritação crescer no peito, aquele não era seu quarto, não era a sua cama, não eram nem mesmo seus lençóis, como esperava poder dormir?

E uma vozinha irritante no fundo de sua mente lhe dizia:

– "Mas no outro dia você dormiu muito bem ao lado de Sherlock."

Ah vá para o inferno. – Ele xingou e colocou o travesseiro sobre o rosto. Nem os lençóis e nem o travesseiro tinham o cheiro do amigo, era completamente frustrante e ridículo. – John, Watson, quando você se tornou um pervertido? Cheirando as coisas dos outros? – Ele gemeu insatisfeito.

– O problema é a ausência do cheiro?

John tirou o travesseiro do rosto e olhou para a porta vendo Sherlock parado o olhando, ele estava usando seu robe de seda azul. O robe estava com a faixa frouxa ao redor da cintura do amigo, e John pode perceber que Sherlock usava nada mais que o robe por sobre a pele.

– O inferno sangrento.