Até Os Mais Fortes, Às Vezes Caem

12 Capítulo 12 - Tempo de Mentir


Notas iniciais
Avisos: Está fic é de conteúdo Slash, ou seja, relacionamento entre homens. Se não gosta, por favor, não leia.
Resumo do Capitulo: Adivinha quem vai parar na cadeia junto com John? Sentiram saudades do Holmes mais velho? E John terá um péssimo dia. E as coisas ficam um pouco quentes no final do capitulo.

Até os mais fortes, às vezes caem – Capitulo 12.

Autora: Karla Malfoy;

Beta 1: Ada Kaline;

Beta 2 e Consultora Holmes de Qualidade: SHOLMES;

Beta 3: Moe Greenishrage

Par/Personagem: Sherlock Holmes e John Watson;

Classificação: M (13+)


Tempo de Mentir

John encontrava-se na viatura policial, estava sendo levado para a sede da Scotland Yard. Apesar de Anderson ter merecido o soco, agredir um oficial era crime e o médico precisava arcar com as consequências. Lestrade, que havia sido condescendente, permitiu que seus homens não algemassem o loiro.

Quando chegaram à sede da polícia, John foi conduzido até o local em que iria ficar detido. Donovan abriu a porta da cela, fazendo com que John entrasse.

– Sua acomodação pelas próximas horas, doutor. – A Sargento não disfarçava a alegria, que estava estampava em seu rosto.

– Obrigado. — Foi tudo o que o homem disse, ao mesmo tempo em que olhava o espaço diminuto dentro da cela. Assemelhava-se ao seu tempo no exército. A Sargento trancou a cela, rumando para a saída, quando escutou a voz do loiro chamando.

– Sargento?

– Sim, doutor? – Voltando, cruzou os braços sobre o peito.

– Qual é o procedimento? Por quanto tempo ficarei aqui? — John apoiava-se às barras de ferro.

– Bem, você ficará preso até alguém pagar a fiança. Caso isso não seja feito, ficará por aqui até a audiência com o promotor. Isso poderá levar dias, se quer saber minha opinião. — Donovan ostentava um sorriso radiante, após o seu comentário.

John sabia exatamente o sentido de toda aquela demonstração de felicidade. Certamente, a mulher acreditava que Sherlock jamais perderia seu tempo indo até a delegacia para tirá-lo dali. Ele próprio se perguntava se o detetive largaria a cena do crime para soltá-lo.

O médico suspirou, cansado. Encostou sua testa nas barras frias da cela, afundando-se em autocomiseração. Já havia perdido a noção do tempo, quando escutou vozes vindo em sua direção, uma delas se destacava entre todas.

– Sherlock? — Sua voz soava incrédula.

O detetive ostentava um ar entediado, enquanto Lestrade apresentava uma feição engraçada, tentando segurar um riso. John sorriu ao ver o moreno, porém o ato se desfez ao observar os pulsos do mesmo, algemados.

O inspetor guiava o detetive, empurrando-lhe pelas costas, até pararem em frente à cela em que o médico se encontrava.

– O que houve? – Questionou, confuso.


Lestrade abriu a cela, retirou as algemas dos pulsos de Sherlock, empurrando-o para o local do cárcere.

– Sinto muito, John. Vocês terão que compartilhar da mesma cela. A não ser que queira ficar junto com alguns dos assassinos que Sherlock prendeu — Ditou Lestrade, fechando a porta da cela e deixando-os, sem dar maiores explicações.

O detetive consultor analisou o local de reclusão, do mesmo modo que o seu companheiro de cela havia feito algum tempo atrás. Alisou uma prega inexistente em seu casaco, indo em direção à cama, sentando-se. John, que estava parado próximo às grades, esperava uma explicação do mais novo. Porém, o tempo corria e a explicação não vinha.

– Não vai me explicar? – John se afastou das grades e postou-se em frente ao moreno.

– O que exatamente você quer que eu explique? — O mais alto retirou o cachecol do pescoço, jogando-o em qualquer canto do local em que se encontravam.

– Explicar o porquê de estar preso comigo. Tenho a absoluta certeza de que não é para me fazer companhia, ou por estar sentindo saudades. — John riu do próprio comentário e logo depois se sentou ao lado de Sherlock na cama. O loiro percebeu que o colchão era fino, sentindo a armação de metal abaixo de si.

O detetive lhe direcionou um olhar que dizia "não seja ridículo".

– Então?

– O que pode deduzir? — O mais novo olhou-o com seus olhos perspicazes. O doutor sabia que o moreno estava realmente entediado e o usava como cobaia para sair desse estado.

– Sherlock, pelo amor de Deus, nós estamos presos.

– Sua primeira dedução está perfeita, mas eu esperava algo mais profundo. Vamos lá, John. Ficaremos aqui por muito tempo. — O detetive comentou com um pequeno sorriso.

– Muito tempo? Poderíamos ligar para a senhora Hudson.

– Ela não está em Baker Street. Saiu e ficará uma semana fora. — Depois do comentário feito, Sherlock levantou-se, aproximando-se das grades de ferro, segurando-as.

– Não existe ninguém para nos tirar daqui? — John começava a ficar preocupado não só com o estado em que se encontrava, mas também com as saídas cada vez mais longas de sua senhoria.

– É o que parece. — Sherlock levou sua testa de encontro às barras frias de metal. Ao fazer isso, John pôde observar que seus dedos estavam machucados.

– Sherlock? — O doutor levantou da cama, aproximando-se do amigo. — O que aconteceu com os seus dedos? — John segurou sua mão, porém o moreno o afastou, como se tivesse levado um choque. — Sherlock? — O mais baixo aproximou-se mais.

– Eu acertei o Anderson. — O moreno disse simplesmente.

– Como? Acertou o Anderson? Também?

John Watson não acreditava no que acabara de ouvir. Quando percebeu, estava rindo feito um maníaco e era acompanhado pelo detetive. Ambos encostaram-se às grades, escorregando até se sentarem no chão. O loiro segurava a barriga, devido à dor que sentia por conta dos vários minutos rindo. Sherlock Holmes havia agredido o legista. O que será que o homem tinha feito?

Quando os risos cessaram, o médico fitou o homem ao seu lado, observando que o mesmo mantinha as pálpebras cerradas. Uma pequena ruga se formava em sua testa. John era médico, podendo gabar-se de conhecer sintomas de variadas doenças.

– Sim, John, tenho cefaleia. Até um ser brilhante como eu, às vezes pode ser acometido por uma doença completamente banal e mundana. — Sherlock permanecia com os olhos fechados.

– Cefaleia? — O doutor sorriu. — É difícil encontrar alguém que não seja um profissional da saúde utilizando esse termo. Geralmente, pessoas normais preferem a famosa dor de cabeça.

– John, não me insulte. Não faço parte do que você taxa por “normal”. — O detetive ostentava uma expressão de desgosto, fazendo o doutor Watson sorrir.

– O que Anderson fez para você socá-lo? Pelo que eu posso ver, deve ter sido sério. Você não costuma perder o seu tempo com ele. — O loiro fitava o outro homem que permanecia com a fronte abaixada, seus olhos continuavam cerrados.

John fechou os olhos também, se sentindo cansado. Seu corpo enviava-lhe sinais de que algo não estava certo. Não conseguia discernir se estava ficando doente ou se ainda havia algum resquício da droga em seu corpo. Ainda não parara para pensar no que tinha acontecido no Pub, tentava imaginar como a droga havia entrado em seu corpo. Algo em sua bebida? Sebastian? Existiam variadas possibilidades, porém o doutor descartou a última. O rapaz não parecia ser do tipo que drogaria outro indivíduo para conseguir algo. Além de ser bonito, forte e extremamente sedutor, não possuía motivos para querer lhe drogar. Realmente não conseguia entender.

Foi retirado de seus devaneios pela voz do homem ao seu lado.

– Ele lhe insultou. — Sherlock mantinha os olhos abertos, encarando-o.

– Isso não é novidade. Não foi a primeira vez. Além de tudo, você nunca fez nada. — O doutor não conseguia entender o raciocínio do mais novo.

– Antes, ele não ousava insultá-lo na minha frente. A primeira vez que se atreveu a fazê-lo, você não me deixou agir. E hoje, você o socou e quando você foi levado por Sally, ele lhe insultou novamente. Não me importo com o que as pessoas pensam ou falam ao meu respeito, John, mas, de certa forma, me incomoda quando isso se direciona a você. — Sherlock se levantou, indo em direção à cama, jogando-se nela. Gemeu ao sentir a armação de aço contra seu corpo magro.

– Obrigado por defender a minha honra. — John sorriu, sendo brindado com uma risada vinda do detetive. Sherlock permanecia com uma pequena ruga em sua testa.

– Por que não pede a Lestrade um analgésico? — O loiro levantou-se. O detetive consultor limitou-se a apenas resmungar. — Você ligou para o Mycroft?

Sherlock fitou John como se o homem possuísse duas cabeças.

– Por que motivo eu faria uma tolice dessas? — O moreno apertou o casaco sobre o corpo e virou-se para a parede.

– Sherlock, pelo amor de Deus, ligue para Mycroft e sairemos daqui em poucos minutos. — Não conseguia entender a origem do problema daqueles dois irmãos.

– Ele já sabe que estamos aqui. — O moreno disse contra a parede.

– Sabe que estamos aqui? Você ligou? Oh, graças a Deus. — John aproximou-se da cama, porém Sherlock fazia questão de ocupá-la por completo.

– Por que em sã consciência eu ligaria para Mycroft? — O moreno encolheu-se na cama.

– Se você não ligou para o seu irmão, como ele pode saber que estamos aqui? — John empurrou o detetive, sentando-se na beira do leito. — Sherlock, deite direito. Terá dores nas costas se continuar curvado. — O homem que estava deitado, gemeu.

– Mycroft me segue por toda parte. Já que não tem vida, fica me perseguindo para tentar ter um pouco de diversão em seus dias. Patético. — O mais novo bufou de raiva, fazendo com que um gemido escapasse. — Oh.

- O que foi? Ainda dói? — O doutor pensou por um breve momento. — Deite sua cabeça em meu colo. — O detetive resmungou algo, mas fez o que lhe foi pedido.

Pousou a cabeça nas pernas de John, fazendo com que o loiro hesitasse por um curto momento.

– Sherlock, pegarei sua mão por alguns segundos, tudo bem? — O mais alto fez um sinal de concordância.

Utilizando o dedo polegar e o indicador, o médico fez uma pressão contínua na mão do homem, ficando assim por aproximadamente três minutos.

Logo depois, utilizando-se do polegar, fez pressão entre as sobrancelhas. Após algum tempo, guiou suas duas mãos à nuca de Sherlock, aplicando uma determinada pressão no músculo. Nesse ponto, o moreno gemeu. Suas feições indicavam à dor que havia sentido.

- Eu acho que encontrei o ponto mais dolorido. — John sorriu. O moreno suspirou, cerrando os olhos mais uma vez.

O doutor continuou assim por copiosos minutos, sentindo o detetive relaxar sob seus dedos. Vez ou outra, o mais novo soltava alguns gemidos, o que não estava ajudando em nada a imaginação do médico. Continuando com a técnica, John pôs-se a massagear as têmporas do homem abaixo de si, fazendo círculos. Sherlock fazia um barulho baixo com a garganta, assemelhando-se a um ronronado de gato. O mais velho sorriu com o pensamento.

– Não sabia que conhecia a técnica do Do-In, John. — Disse Sherlock, com a voz lânguida e sonolenta.

– Foi algo que aprendi no exército, com um soldado que era chinês. Era útil quando alguns dos remédios acabavam. Como está a sua cabeça? — O médico mirava o homem deitado em seu colo que estava de olhos fechados e mãos cruzadas sobre a barriga.

– Muito melhor. Mycroft chegará em poucos minutos. — O detetive abriu os olhos, observando o teto por um tempo, para logo depois fechá-los novamente.

– Como sabe que ele chegará em minutos? — O médico parara de fazer a massagem nas têmporas de Sherlock, levando suas mãos ao cabelo do mesmo, iniciando uma leve carícia. A sensação era boa, os cachos eram macios ao toque, fazendo John suspirar em enlevo. O loiro foi se abaixando, inconscientemente, até ficar com a face próxima aos cachos do moreno, aspirando o cheiro bom que ali residia. Sherlock, percebendo os movimentos do doutor, abriu os olhos, observando que seus rostos estavam perigosamente próximos. John podia sentir o hálito do detetive em sua fronte, podia notar a curiosidade nos olhos azuis. O moreno vagarosamente entreabriu seus lábios.

– Espero não estar interrompendo nada, garotos. — John se afastou rapidamente, enquanto Sherlock saltava como um gato que acabara de receber um banho de água fria.

John Watson fitou as grades da cela em que se encontrava podendo ver um Mycroft com um ar entre curioso e divertido no rosto, porém, o que mais chamou a atenção do loiro foi o traje que o Holmes mais velho estava usando. Seu usual terno elegante fora trocado por uma camisa de polo branca, juntamente com uma calça jeans preta.

– Passeando com o príncipe da Arábia? — O Holmes mais novo encontrava-se de pé, encostado a parede.

– Príncipe da Arábia? — John olhava de Sherlock para Mycroft sem entender.

– Além de lamber as botas da rainha, Mycroft serve de babá para alguns príncipes que vem à Londres.

– Você deveria ser mais grato, Sherlock. Estou aqui para soltá-lo. — Holmes se apoiava em seu guarda-chuva. Algo em seu olhar denunciava que sua paciência chegava ao limite.

– Por algum acaso, eu lhe pedi para vir? — A voz do homem mais novo era grave e letal. — Se meta nos seus próprios assuntos e me deixe em paz.

O Holmes mais velho fechou olhos por breves segundos, respirando profundamente.

– Temo que tenham que ficar um pouco mais por aqui, querido irmão. – Mycroft olhava para as unhas bem feitas. Em milésimos de segundos sua fachada de gelo havia voltado.

– Como? Por que teremos que ficar? — Um aturdido John perguntou.

– Meu pessoal está providenciando a liberação de ambos, contudo, deve levar um tempo além do esperado.

– Mais tempo do que o esperado? Pelo amor de Deus, Mycroft. Por que não diz de uma vez que irá nos deixar aqui, mofando, por que esta é a sua vontade? — Sherlock disse exasperado do outro lado do local.

O Holmes sorriu.

– Até mais meu querido irmão. Nos vemos depois, John. — Dizendo isso, o poderoso homem se afastou.

– Mycroft? Mycroft? — O doutor protestava da cela.

John viu Mycroft se afastar e ignorar seu chamado, John queria gritar de frustração.

– Sherlock, pelo amor de Deus! – John segurava as barras da cela. – Era só você ter sido um pouco mais educado.

– Nunca irei pedir nada a Mycroft! – Sherlock disse, fazendo bico.

– Pois é! Agora estamos presos na mesma cela e, pelo humor do seu irmão, só vamos sair daqui amanhã e ainda são três horas da tarde. – John gemeu e olhou na direção do mais alto — E só tem uma cama. – O loiro sentiu um arrepio descer pelas suas costas.

– É só você dormir no chão. – Sherlock estava em pé, mas resolveu sentar na cama.

– Eu? No chão? Nem morto! – John se afastou das barras e ficou encarando Sherlock. – Já dormi no chão quando estava no exército por tempo suficiente e dormi naquela cama com o colchão duro como pedra em Salisbury, não vou fazer isso aqui.

– A cama é perfeitamente capaz de comportar nós dois. – O moreno disse.

John o olhou, Sherlock só podia estar brincado. Aquele homem avesso a contato íntimo falando para dormirem na mesma cama?

– Sherlock, não vamos caber os dois nessa cama. – O loiro cruzou os braços sobre o peito.

– Posso ser grande, mas minha estrutura física é magra e você não é tão grande assim. – John o olhou indignado, Sherlock olhou para o loiro e respondeu logo em seguida. — Não estou te chamando de baixo, você é compacto.

– Compacto? – O mais baixo sentiu a indignação lhe queimar por dentro.

Sherlock revirou os olhos.

– Sim, John compacto. Você aparenta ser mais baixo do que realmente é por causa dos músculos que adquiriu no período que estava no exército. Sua estrutura muscular é muito bem definida para um médico. Não sei por que tenho que ficar lhe dizendo o óbvio com frequência.

John olhou para seu amigo sentado na cama, absorvendo cada palavra do que ele tinha dito. Sherlock tinha reparado nele? O loiro limpou a garganta, tentando não ficar vermelho com a imagem mental do moreno olhando para seu corpo.

– Não sei por que estamos tendo essa conversa, você não dorme. Então eu fico com a cama e você fica como sempre, acordado. – John sorriu para o moreno a sua frente.

O loiro pôde ouvir seu amigo soltar um suspiro de indignação.

– Tudo bem, John, eu não durmo. Contudo, eu penso e medito sobre os casos e com certeza não faço isso em pé em nosso apartamento.

O mais baixo se lembrou de todas as vezes que viu seu amigo deitado de qualquer jeito no sofá ou em sua poltrona favorita.

– Ok, mas se você me chutar ou me derrubar da cama eu não respondo por mim.

Sherlock deu um sorriso satisfeito em sua direção e John pode ver seu amigo fazer um gesto amplo com as mãos indicando para ele se sentar na cama, John ignorou e voltou para perto das barras da cela. Ficar no mesmo apartamento que o moreno já era difícil. Sentir seu cheiro em todos os lugares e vê-lo dia após dia, seminu pelo apartamento era uma coisa, mas ficar trancado em uma cela com um espaço ínfimo era querer demais do seu autocontrole.

“- Autocontrole? Que autocontrole?” – John riu do próprio pensamento.

– O que é tão engraçado, John? – O moreno perguntou e sua voz era um tom abaixo do normal.

John ignorou a pergunta do mais alto. Aquela situação estava ficando ridícula, o loiro se sentia de volta à adolescência, quando acordava de manhã com uma ereção ou molhado por causa de algum sonho que teve durante a noite.

O loiro já tinha perdido a conta de quantas vezes tinha acordado de madrugada, com uma ereção do tamanho do Everest, depois de ter sonhado com o moreno. E o sonho era o mesmo em todas as noites. O sonho era com ele chegando ao apartamento depois de um dia de trabalho cansativo na clínica e assim que ele colocava os pés na sala, Sherlock lhe empurrava contra a parede e começava a lhe tocar em todos os lugares possíveis. John sentia aquela mão grande e quente em seu corpo lhe apertando. O loiro sentia o mais alto pressionar o corpo contra o seu e sentia nitidamente a ereção de Sherlock contra a sua perna... Oh Deus e a sensação era tão boa.

No sonho, John sentia o moreno morder seu pescoço e mordiscar o lóbulo da sua orelha, sua roupa jazia no chão e, como num passe de mágica, ele sentia uma mão em sua nuca e a outra em seu membro já duro. Sherlock lhe tocava de forma intensa, ele deslizava a mão por sua ereção e com o polegar, ele pressionava a ponta, fazendo com que visse estrelas.

Em determinado momento, Sherlock parava de lhe beijar os lábios e fazia uma trilha de beijos molhados por seu pescoço, ombros, mamilos, barriga até chegar em seu membro. Nessa hora, Sherlock lhe direcionava um olhar cheio de luxúria e pura malícia e colocava seu membro na boca. E, nessa maldita hora, ele acordava.

John bateu o punho na grade da cela e gemeu frustrado.

– Problema?

John escutou a voz rouca e profunda do amigo às suas costas, ele arregalou os olhos, lembrando-se de onde estava. O loiro limpou a garganta.

– Não... não, estou bem. – John fechou os olhos, tentando se acalmar. Ia ser um dia longo.

– Você parece frustrado. – O moreno comentou displicentemente. – Sua postura está rígida e seus ombros estão tensos.

– Estou bem, pare de me analisar. – John disse, sentindo um pouco de raiva de si mesmo.

– Se você não me fala o que têm, tenho todo o direito de ver os fatos em seu corpo.

John sentiu o corpo gelar. Ainda bem que ele estava de costas para Sherlock, caso contrário ele teria visto o pequeno volume em suas calças. Oh Deus, ele estava virando um adolescente de novo. E o que mais o deixava frustrado na situação toda é que quando acordava de madrugada, após o sonho, ele não conseguia se satisfazer.

Sua mão, que tinha sido sua grande companheira nas infindáveis noites de masturbação, não estava mais dando conta do serviço. Então ele ficava olhando para o teto, com a ereção o incomodando. O loiro tinha que levantar para tomar um banho gelado, pois só assim seu pequeno problema ia embora. John começava a acreditar que sua “técnica” como Sherlock havia dito, não era tão boa afinal.

– Venha John! Sente-se.

– Estou bem de pé. – John mentiu.

– Se ficar mais cinco minutos na posição em que está, seu ombro esquerdo começará a doer, por causa da pressão que está exercendo sobre ele. E logo sua perna vai doer também. A não ser é claro que você goste de sentir um pouco de dor, mas creio que não é o caso.

John suspirou, resignado, olhou para baixo e viu que já estava em condições de ir até Sherlock. Quando se virou, sem perceber, puxou um pouco sua blusa para baixo. Quando se aproximou da cama, ele ouviu um trovão. Que ótimo, ia começar a chover e ele não estava vestido com uma blusa tão quente. Com certeza iria esfriar e ele iria congelar até os ossos.

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Chovia lá fora, raios e trovões podiam ser ouvidos. Vez ou outra, a luz oscilava e o frio aumentava dentro da cela. E não havia cobertores à vista, Sherlock parecia muito quente em seu casaco.

O moreno estava sentado na ponta da cama e John, para seu próprio bem, se sentou próximo à cabeceira, balançando os pés para fora da cama vez ou outra, para se esquentar. Depois de algum tempo sem dizerem nada um ao outro, John escutou Sherlock gemer e franzir a testa.

O governo Britânico deveria sancionar uma lei proibindo Sherlock de gemer, isso era um atentado ao pudor. John se sentiu muito tentado a tapar os ouvidos, mas ouvir Sherlock gemer era tentador demais. Seu amigo gemeu de novo, não aguentando, perguntou:

– O que foi Sherlock? – John tentou firmar a voz, mas como sempre, falhou miseravelmente.

– Minha cabeça. Dói! – E gemeu novamente.

– Pelo amor de Deus Sherlock, pare com isso! – John mordeu os lábios.

– Parar com o quê? – A voz do moreno estava irritada. – Minha cabeça dói e por isso não consigo pensar.

Sherlock o olhou e John pode ver certo brilho de diversão naqueles olhos. Aquilo significava problema, para John é claro.

– John, encoste suas costas na cabeceira da cama e estique suas pernas sobre ela.

– Por quê? – O loiro perguntou.

– Não questione, só faça o que mandei! – Sherlock parecia ter tido alguma ideia e isso dava arrepios em John.

– Ok, está bem! – John obedeceu. – E agora?

– Agora tire os sapatos e afaste um pouco as penas uma da outra. – o moreno parecia pensar sobre algo.

O que Sherlock estaria pensando? John não questionou, ele tirou os sapatos e afastou as pernas. Ao fazer isso, John viu seu amigo começar a desabotoar o seu casaco e o tirar. O loiro sentiu um frio na boca do estômago.

O mais alto se aproximou, John prendeu a respiração, Sherlock sentou de costas para John, entre suas pernas, encostou suas costas no peito do loiro e os cobriu com o seu casaco como se fosse um cobertor.

– Sherlock? O que significa isso? – John sentia o corpo quente do amigo sobre o seu.

– Eu estou com dor de cabeça e você está com frio. Eu te esquento e você faz aquela massagem de novo em mim. Ambos ficamos felizes.

De onde estava, John não podia ver o rosto do amigo, ele balançou a cabeça.

– E por que eu faria isso? – John perguntou, divertido.

– Porque você é médico e cuida de doentes e porque você é meu único amigo e não me deixaria sentindo dor, sabendo que pode aliviá-la. – O moreno comentou, se mexendo para achar uma posição melhor sobre John, o loiro tinha prendido a respiração e só a soltou quando o moreno parou de se mexer.

– Chantagista! – John riu e foi acompanhado pelo moreno. — Você sabe por que está com dor de cabeça, não sabe?

John pegou a mão de Sherlock e apertou o ponto onde o Do-In dizia para pressionar e ficou segurando.

– Irrelevante.

– Como irrelevante, Sherlock? Seu corpo está te mandando uma mensagem de que algo está errado e você simplesmente diz irrelevante?

– Sim, não tenho tempo para coisas triviais como comer ou dormir enquanto estou resolvendo um caso.

John sentia a mão de Sherlock tão quente e delicada, tão diferente da sua, que era grossa e um pouco calejada. O loiro soltou a mão do amigo e, com os dedos, procurou outro ponto entre as sobrancelhas do moreno, pressionou e, depois de três minutos, começou a fazer pequenos círculos com a ponta dos dedos. A julgar pelos suspiros que o mais alto dava, a massagem estava aliviando a dor.

John tirou os dedos da testa do amigo.

– Sherlock levante a cabeça um pouco. – o moreno foi obediente. – Isso! – John, com os dois polegares, começou a pressionar a nuca de Sherlock.

– Ohhh! – O moreno gemeu e John parou por causa do som – Por favor, John! Não pare isso é muito bom!

John engoliu seco, respirou fundo e voltou a pressionar o ponto na nuca de Sherlock. Seu amigo fazia sons com a garganta que deveriam ser proibidos. Será que o moreno sabia o quanto era sensual? Ou ele fazia isso de propósito?

O médico parou de pressionar a nuca do moreno e começou a fazer círculos nas têmporas de Sherlock. O mais alto ainda fazia sons que se assemelhavam a um ronronar, John riu.

– Johnnn? – Sherlock pronunciou seu nome de um jeito lânguido e preguiçoso, o loiro fechou os olhos.

– Hum... – Foi tudo o que conseguiu dizer, ele estava começando a ficar incomodado em suas calças.

– Você não tem TOC, tem?

– TOC? – John perguntou.

– Sim, John, transtorno obsessivo-compulsivo. – Sherlock esclareceu.

– Eu sei o que é TOC, Sherlock! Eu sou um maldito médico. – John sentiu o moreno rir sobre seu peito.

– Nas ultimas semanas você não tem dormido direito, além de ter desenvolvido o hábito de levantar de madrugada para tomar banho. E, a julgar pelo barulho do chuveiro, banho frio. – John xingou o amigo de todos os nomes que conhecia em sua cabeça, maldito detetive observador, como ele sabia disso? Que audição era essa que Sherlock tinha?

– Eu só acordo com calor. – John mentiu descaradamente.

– Oh, por favor, John! Você é o homem mais friento que eu conheço. E estamos no final do inverno, ainda está frio, principalmente nas madrugadas. Não que eu sinta frio, mas você dorme com dois cobertores. Se o “calor” – Sherlock fez um sinal de aspas imaginárias com os dedos. – te incomoda, era só tirar os cobertores e dormir com um lençol.

– Vou me lembrar disso na próxima vez que eu for dormir. – O loiro olhou para o teto. Por que ele tinha que achar um companheiro de apartamento tão inteligente? Pior, por que ele foi se apaixonar por ele? John suspirou, cansado.

– John, você sabe que mais cedo ou mais tarde eu vou descobrir. Por que não me conta?

– E onde estaria a graça? – O loiro disse sem pensar e mordeu a língua no segundo seguinte, quando Sherlock parou de ronronar.

– Está me desafiando a descobrir? – O tom de voz de Sherlock era baixo.

– Não... Não estou te desafiando a nada. Já disse, é só calor.

O loiro tirou os dedos das têmporas do amigo e começou a brincar com os cachos negros da cabeça de Sherlock. O moreno pareceu aprovar o toque, suspirou e voltou a fazer os pequenos barulhos com a garganta.

John sentia que podia ficar passando as mãos pelos cabelos de Sherlock o dia todo, eram tão macios. Devia ser muito bom poder puxá-los quando eles estivessem fazendo sexo... John balançou a cabeça, espantando o pensamento. Oh Deus, ele estava tão fodido! E não era no bom sentido.

Já devia ser muito tarde. O barulho da chuva na parede atrás deles, mais o cansaço e o corpo quente de Sherlock sobre si fez com que o sono lhe vencesse. O último pensamento que John teve antes de adormecer foi de que ele não poderia ter aquele sonho de jeito nenhum, principalmente com Sherlock deitado sobre ele.

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John podia ser um ex-militar, mas seus instintos ainda funcionavam quando sentia alguém lhe observando. O loiro fez menção de pegar seu revólver debaixo do travesseiro. Sim, ele dormia com o revólver debaixo do travesseiro, antigos hábitos eram difíceis de perder. Mas algo lhe impedia os movimentos e, em segundos, ele se lembrou de que não estava em seu apartamento e nem em sua cama.

Abriu os olhos e viu um par de olhos cinzentos e divertidos o encarando. Olhou para Sherlock sobre ele, o moreno dormia e ressonava baixinho, tinha se virado e estava deitado de bruços em cima de John, o abraçando de forma possessiva. John sentiu o rosto queimar.


– Você sabia que fala enquanto dorme? – Mycroft parecia se divertir. – Não precisa se preocupar, seu segredo está seguro comigo.

– Mycroft? – Sua voz tinha saído um pouco estrangulada e envergonhada. O homem que era considerado “O Governo Britânico” estava dentro da cela, sentado em uma cadeira ao lado da cama em que Sherlock e ele estavam.

Jon tentou se mover, mas sentiu uma pontada nas costas. Ficar naquela posição por várias horas tinha acabado com sua coluna.

– Olá, John! – Mycroft olhava para Sherlock dormindo sobre ele, o “Ice Man” tinha um olhar saudoso em seu rosto. – Tem muito tempo que não vejo Sherlock dormir. Assim ele parece adorável, não é?

O loiro olhou para o rosto de seu amigo sobre seu peito. Ele tinha uma expressão suave e tranquila no rosto.

– Lembra às vezes em que ele dormia comigo. – Mycroft olhou para os próprios sapatos.

- Vocês já dormiram juntos? Sherlock é meio avesso a contatos.

– Sim, eu seu disso. – Uma pontada de dor na voz de Mycroft não passou despercebida pelos ouvidos treinados do médico. — Quando Sherlock era mais novo, ele tinha alguns pesadelos. Os motivos não vêm ao caso, nesse momento, mas, invariavelmente, quando eu estava em casa, ele acabava na minha cama. Não que ele pedisse para dormir comigo, quando eu acordava e olhava para o lado, ele estava lá, enroscado ao meu lado, como um pequeno gato. – John sorriu com a imagem.

Mycroft tinha um leve sorriso nos lábios, que se desfez assim que Sherlock se mexeu. No lugar do sorriso, havia a expressão ilegível que John tanto conhecia. O moreno abriu os olhos e a expressão tranquila foi substituída pela de desprezo.

– Mycroft. – Sherlock se levantou de forma lenta e muito sensual para o gosto de John, pegou seu casaco, o vestiu e ficou de pé na cela.

Com a saída de Sherlock, John sentiu todo o frio da noite causada pela chuva, que ainda caia lá fora, sobre seu corpo.

– Vamos, John! – Sherlock lhe chamou.

– Para onde? – John perguntou confuso.

– Ir embora. Se Mycroft está aqui, sem fazer nada, é porque já estamos liberados. – O moreno já estava na porta da cela do lado de fora.

John se moveu para levantar, mas suas costas doeram imensamente e ele gemeu.

– Quer ajuda para levantar, John? – Mycroft perguntou, educadamente.

– Ele não precisa da sua ajuda, Mycroft. – Sherlock respondeu do outro lado da cela.

– Ele ficou na mesma posição por... – Mycroft pareceu fazer uma conta em sua cabeça. – Por quatro horas seguidas. — O moreno pareceu surpreso por alguns segundos e olhou para o relógio em seu pulso.

– Não se preocupem, estou bem! – John se levantou com um pouco de esforço, quando olhou para os dois irmãos, viu que eles se encaravam e que pareciam batalhar em suas mentes. Isso era ridículo, John pensou. Mas era a impressão que passava.

O loiro sentiu um vento frio passar pela cela, ele passou as mãos por sobre os braços, para ver se esquentava um pouco. De repente, sentiu um casaco sobre seu ombro. Ele olhou sobre suas costas e viu Mycroft com apenas uma camisa branca e uma gravata lilás, o casaco em seus ombros era dele. John olhou para seu amigo, Sherlock o olhava com tanta repulsa que era como se o loiro tivesse acabado de pegar a peste negra.

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Depois de algumas assinaturas e sem ficha registrada na polícia, os dois: médico e detetive consultor, estavam liberados para irem embora. Mycroft ofereceu carona, mas mesmo antes do Holmes mais velho fechar a boca, Sherlock já estava arrastando John para o outro lado da rua, para pegarem um taxi. John só conseguiu dirigir ao homem um sorriso sem graça.

Quando chegaram em casa, não passava de uma da manhã, Sherlock já ia deitando no sofá quando John gritou com ele.

– Não se atreva a deitar nesse sofá com essas roupas molhadas. Vá trocar de roupa, caso contrário pode pegar outro resfriado. Você lembra como foi da última vez, não lembra? – John viu o moreno tremer levemente. Ele se levantou, a contragosto e trocou de roupas, vestindo uma camisa de malha branca, uma calça de pijama e seu roupão azul de seda. Voltou para sala, se jogando no sofá de qualquer jeito.

John se arrastava escada acima quando ouviu a voz de Sherlock.

– John?

– Sim, Sherlock! – Sua voz era cansada.

– Incinere suas roupas, por favor! – E se virou para a parede.

John revirou os olhos e foi para o seu quarto. Quando chegou lá, se sentiu tão cansado e com tanta dor que ignorou as próprias recomendações, deitou na cama com roupa e tudo e dormiu logo em seguida.

Depois de algumas horas, John abriu os olhos, tinha a respiração ofegante, o maldito sonho de novo. O loiro olhou para as calças que vestia, sua ereção parecia que ia estourar dentro dela.

– Merda! – John passou os dedos sobre os olhos cansados.

Ele sabia que se tocar não iria lhe aliviar, então decidiu fazer o que sempre fazia, se levantou, tirou a roupa e foi para seu banheiro. Ligou o chuveiro na água fria e se enfiou debaixo dela.

O loiro encostou as costas na parede fria e deixou a água descer pelo seu corpo, fechou os olhos. A sensação de água fria por sobre a pele não era boa, mas iria servir ao seu propósito. Novamente ele sentiu aquela sensação de alguém lhe observando, quando abriu os olhos, viu Sherlock parado do outro lado do vidro do Box.


O moreno abriu a porta do Box olhou para o corpo do loiro. John percebeu que a direção que Sherlock olhava dava direto para sua virilha, que ainda ostentava uma enorme ereção. Ele sentia o rosto queimar.

– O que faz aqui, Sherlock? O que lhe falei sobre privacidade?

– Calor, John? Então, tendo sonhos? Com quem? – Sherlock tirou seu roupão, ele só estava usando a calça do pijama, e entrou no Box.

John arregalou os olhos e se encostou mais à parede.

Sherlock se aproximou mais, a água do chuveiro molhando seu corpo também. A calça do pijama começou a grudar em seu corpo, o loiro percebeu que Sherlock só usava a calça e nada mais por baixo. John ofegou.

– Com quem está sonhando, John? – Sherlock pressionou o próprio corpo de encontro ao do menor. – Quem está lhe roubando o sono e o deixando tão excitado?

John sentia seu coração bater tão rápido que parecia querer sair pela boca.

– Não é da sua conta, Sherlock e.. e... e saia daqui! – John disse com uma voz nada convincente.

– É da minha conta sim, John! Pois a única pessoa que pode fazer isso com você sou eu!

– Pare de brincar comigo, Sherlock! Pare com isso! – John praticamente gritou. E tentou empurrar Sherlock para longe dele.


Sherlock usou sua altura em seu favor e prensou John novamente contra a parede. John podia sentir a própria ereção na coxa de Sherlock, gemeu.

– A pessoa no sonho faz você gemer assim, John? – Sherlock perguntou com os lábios próximos ao ouvido do loiro que sentiu seu corpo tremer de excitação. – A pessoa faz isso aqui também? – O moreno começou a dar pequenos beijos no pescoço de John e de repente lhe mordeu fazendo o loiro gritar de prazer.

– OH DEUS! – John gritou. E sentiu o moreno rir por sobre a pele do seu pescoço.

– E isso? – O moreno deixou o pescoço e começou a traçar uma fileira de beijos por sobre seu ombro e mordiscou seus mamilos.

– JESUS! – John arquejou o corpo de prazer.

– E a pessoa faz isso também? – Sherlock começou a dar beijos pela extensão do abdome do ex-militar, até parar na altura de sua virilha. John arregalou os olhos lembrando-se do sonho.

O moreno se ajoelhou diante dele, segurou a ereção de John e começou a fazer pequenos movimentos de vai e vem com a mão. John mordia os lábios para não gemer tão alto. John olhou para baixo e viu que o moreno olhava para ele. Sherlock parou os movimentos com a mão, o loiro gemeu de frustração, ele viu o moreno entreabrir os lábios, o mais baixo fechou os olhos, já prevendo que iria acordar. Só podia ser um sonho, um pouco diferente do outro, mas um sonho com certeza. Mas John gritou de surpresa e prazer quando sentiu algo quente e úmido envolver seu membro.

– OH MEU DEUS! – John olhou para baixo e viu Sherlock, o loiro instintivamente colocou as mãos sobre os cachos do moreno e começou a movimentar os quadris.

Ele sentiu Sherlock sorrir em torno de seu membro, em seguida se movimentar mais rápido, fazendo pressão com a boca e a língua sobre cada centímetro de pele do pênis de John. A sensação era tão incrível que, por um momento, John pensou que ia ter uma síncope. E cada sucção, cada toque de língua, foi perfeitamente cronometrado para levá-lo em direção ao clímax.

John estava vagamente consciente de que ele estava gemendo como um louco, ele estava com a cabeça inclinada para trás e apertava as mãos nos cachos de Sherlock, incapaz de se concentrar o suficiente para sequer formular palavras. Ele só sentia Sherlock em torno de seu membro, o engolido por completo.

John sentia que ia gozar, não havia nenhuma maneira que pudesse detê-lo. Ele queria avisar, mas seu cérebro tinha se tornado uma poça de gelatina em seu crânio, ele não conseguia formular uma frase coerente. A única coisa que pôde fazer foi tirar suas mãos dos cachos negros do amigo e agarrar seu ombro como um aviso.

Sherlock pareceu entender o recado e se afastou, John gemeu de frustração, o moreno subiu lentamente e encostou sua testa na do loiro e com uma mão voltou a tocar o membro do mais baixo com movimentos firmes e rápidos e a outra apertava as nádegas de John.

O prazer que John sentia era quase insuportável, Sherlock pressionava suas nádegas ainda mais, o homem mais baixo sentiu todo o seu corpo queimar.

– Alguém já o fez gozar só com o som da voz? – Sherlock perguntou e colou os lábios aos ouvidos do loiro. Sua voz era rouca e era coisa mais sensual que John já ouviu na vida. – Então goze John!

Em algum momento, John arqueou as costas, ele gemia mais alto agora e seus movimentos tornaram-se erráticos, O loiro gritou e sentiu o clímax lhe arrancar todas as forças do corpo e o ar dos pulmões.

Algum tempo depois, quando ele se sentiu uma pessoa feita de carne e ossos novamente, John percebeu que tinha os braços sobre os ombros de Sherlock. Ele sabia que todo o seu peso estava sobre o amigo e que se Sherlock não o estivesse segurando, ele teria parado no chão.

– Melhor agora? – Sherlock perguntou, com sua voz rouca.

John só balançou a cabeça, ele não confiava em sua voz ainda.

– Consegue ficar de pé sozinho? – Agora o tom de voz era divertido.

– Oh! Des.. desculpe. – John tirou seu peso dos ombros do amigo e encostou-se à parede fria, ele gemeu com a sensação do azulejo frio em suas costas.

John fechou os olhos, ele queria dizer alguma coisa, mas não sabia o quê. Queria entender e saber por que Sherlock tinha feito aquilo. Mas tinha medo da resposta. Quando abriu os olhos, Sherlock estava fora do Box se enxugando com sua toalha.

– Sherlock... – John chamou de forma tímida.

– Você fica me devendo uma. – Ele o olhou e sorriu. – E como falei, sua técnica é péssima. – E saiu do quarto.

John sorriu para o teto.

– Cretino.

Continua...



Nota da autora: Oie pessoal! \\o\\... Esse é o décimo segundo capitulo da fic, espero que tenham gostado... E a cena do banheiro hein? *__* Me julguem eu tenho problemas com banheiros, acho que vou precisar de analista.. xD~~. E esse capitulo foi betado pela Moe Greenishrage, pois a Ada Kaline está com Dengue.. tadinha Ç__Ç


Gostaria de agradecer as reviews que eu recebi do capítulo 12: Piper, Mylena, Chrizes, Moe, Iza Amai, Aninha B, Aurora, Downey, Lia Collins, Mell, Lara e Lia.


Se eu esqueci de alguém, forgive me!


Queridas leitoras: Cintia, Gina, Hermini Yaoi: Minhas lindas, vocês cobraram o capitulo e não deixaram review? Ç__Ç não gostaram? Espero que este agrade mais... \\o/



Mesmo com a betagem da Ada Kaline, Moe Greenishrage e da SHolmes se por acaso sobraram alguns erros, lembrem-se eles são todos meus.

Campanha faça uma ficwriter feliz, deixe uma review, nem que seja para cobrar o próximo capitulo. Não há nada melhor no mundo do quê uma review recebida ou uma review respondida! \\o/



EVENTO SHERLOCK HOLMES RIO: Não sei se vocês estão sabendo, mas acontecerá no dia 30 de Setembro um evento de Sherlock Holmes no Rio de janeiro no Barra Shopping. A SHolmes e eu iremos ao Rio para participar do evento, então eu adoraria encontrar com vocês por lá. Quem mora no Rio ou tem facilidade de viajar se quiserem podemos marcar um lanche no Shopping antes do evento para conversar e tirar fotos.. \\o/

Mais informações: http:// sherlockbrasil . blogspot . com . br /2012 / 08 / primeiro-encontro — sherlockian – no – rio – de . html



Reviews sem login: E para aqueles que estão me mandando reviews perguntando da atualização, vocês podem me mandar uma mensagem em privado que vou adorar responde-los, pois quando vocês mandam reviews sem logar eu não consigo responder. Então se quiserem saber do andamento da fic é só vocês me adicionarem no Twitter: karlamalfoy, MSN: karlamalfoy Hotmail. com ou pelo e-mail: karlamalfoy yahoo . com . br . Serão todos muitos bem vindos!



Atualização no dia – 02 de Setembro – Eu acho... >__



Próximo capitulo: Vamos saber o que Sherlock mostra para John no jornal, Sebastian irá aparecer de novo e nossos amigos irão cair em uma fria.



Cenas do próximo capítulo:


John sentia Sherlock ao seu lado, já fazia algumas horas que estavam naquele lugar. Mais uma vez, eles estavam presos.

John sentiu alguns pingos molharem seu rosto.

– Sherlock! – Sua voz saiu um pouco mais preocupada do que queria.

– Eu senti, John! Se não saímos daqui rápido, a chuva vai inundar esse poço e morreremos afogados.