Até O Sol Nascer

11 HAYLEY! O QUE VOCÊ FEZ?


Notas iniciais
FINALMENTEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!! Gente, mil desculpas por demorar pra postar, mas eu estava super enrolada/sem tempo/sem inspiração, espero que entendam...
Anyway espero que gostem desse cap... hehehehe

POV HAYLEY

Levantei-me sem o mínimo sono e fui cambaleando até o banheiro. Até que meu estado não estava tão deplorável quanto eu pensava, quer dizer, as olheiras embaixo dos meus olhos estavam quase imperceptíveis e eu não estava com AQUELA cara de sono...

Tomei um banho bem rápido e vesti aquele uniformezinho de boneca, guardando a gravata no bolso do blazer pra vestir depois.

Comecei a sentir um cheiro de comida e senti meu estômago roncar, desci as escadas quase voando e me deparei com meu pai sozinho na cozinha, fazendo algumas panquecas.

- Bom Dia! — ele falou animado. — Não te vi chegar em casa ontem.

Ah, eu adorava quando ele estava em casa de manhã, porque há essa hora a Jody-vaca e seus dois demoninhos estavam dormindo, e eu podia simplesmente ficar um pouco com meu pai e meu irmão a sós, acho que era a única hora do dia que eu podia fazer isso.

- Fui andar de skate na rua a perdi a noção da hora... — Falei normalmente, acho que meu pai não estava nem ai pra hora que eu saia ou chegava em casa... No começo ele ligava, mas depois de algumas fugas ele viu que eu era um caso perdido — Como foi a viagem?

- Foi ótima, as crianças adoraram a Disney — Logo em seguida ele deu um sorriso triste — Pena que vocês não quiseram ir.

Dei um sorriso de desculpas de volta. Ele sabia muito bem o porquê de nós não querermos viajar com ele... Isso mesmo, a minha madrasta e seus dois filhos. Além de sua irmã que conseguia ser mais insuportável do que ela. Argh.

- Bom dia! — John falou entrando na cozinha e se sentando desleixadamente na cadeira.

- Harry, Niall e Carol vão vir aqui depois da aula, você vai estar aqui? – Perguntei à ele.

- Quem? — meu pai se intrometeu na conversa, enquanto colocava as panquecas ainda quentes em um prato, e as colocava no centro da mesa. — Qual Harry? Styles?

- Exatamente, e a Carol, da minha turma.

- Ah sim! Quanto tempo que não o vejo! E mais quem vai vir?

Meu pai adorava o Harry, simplesmente adorava desde a época que os dois ficavam assistindo jogo de futebol junto com o John lá em casa. E depois, quando Harry ficou famoso, meu pai vivia comentando sobre "Vi o Styles na TV" ou algo do gênero. Era um pouco engraçado isso, já que ele falava sobre o Harry quase todos os dias.

- Niall, o garoto da banda dele.

- Aquele que apareceu com você no site da revista?

Nesse momento, John, que estava cortando sua panqueca, parou o que estava fazendo e lançou um olhar repreensivo na direção do meu pai, que o ignorou completamente.

- Ah! Você viu a matéria que sua "bela" esposa fez? — falei rispidamente, fazendo aspas com as mãos, ironizando a palavra "bela".

- Ah, por favor, Hayley! Não foi nada demais. — Ele falou em um tom irritantemente calmo, enquanto John nos observava com uma expressão assustada.

- Você por acaso leu o que estava escrito? Pra mim foi demais! — Gritei sem me preocupar se eu iria acordar alguém ou não. Era incrível como eu me irritava facilmente com qualquer coisa relacionada a Jody ou a aquela revista estúpida.

- Se você quer ficar andando com esses seus amiguinhos famosos, aprenda a lidar com as consequências. — ele gritou, e logo em seguida pude ouvir dois choros de criança começando em coro no andar de cima.

Ah sim, se tinha uma coisa que me deixava puta da vida com essas crianças infernais era isso. Eles não podiam ouvir uma gritaria de minha parte que começavam a chorar, para que meu pai brigasse ainda mais comigo. Argh.

- Agora as crianças estão chorando, satisfeita?

- Não, só vou estar satisfeita quando elas estiverem chorando BEM LONGE DE MIM. — puxei minha mochila, que estava em cima da mesa, mas uma das alças da mochila estava enrolada (não sei como) em um vaso que estava no centro da mesa da cozinha. Um vaso que Jody e meu pai haviam ganhado de presente da irmã gêmea dela. O vaso favorito.

Só consegui ouvir o barulho do vaso de cristal se rompendo em um milhão de pedacinhos, com um enorme estardalhaço, e não pude evitar abrir um sorriso sarcástico.

- HAYLEY! — Meu pai gritou, e eu o encarei por um segundo. Seu rosto estava mais vermelho que um tomate e ele me encarava furiosamente.

Não se passaram nem 5 segundos e eu ouvi o barulho de Jody descendo desesperadamente a escada.

- O QUE ESTA ACONTECEND AQ... — Ela começou a falar, mas sua voz falhou assim que viu o vaso todo quebrado no chão da cozinha.

- HAYLEY! O QUE VOCÊ FEZ?

- Eu não fiz porra nenhuma. Só peguei minha mochila.

- Olha o jeito como você fala comigo, mocinha. — Jody falou apontando o dedo pra mim.

- Tira essa porra desse dedo da minha cara. — Falei num tom extremamente tranquilo, comparado ao tom de voz irritadiço que Jody usava para se dirigir à mim.

- Você vai ficar de castigo. — Ela quase gritou, e era visível nos seus olhos que ela estava prestes a avançar em mim. Só precisava provocar mais um pouquinho...

- Viver no mesmo ambiente que você e seus dois animaizinhos já é um castigo...

- Ora, sua insolente — Ela rosnou, mas foi interrompida pelo meu pai.

- Ok, chega meninas, Hayley, acho que já está na hora de você ir pra escola.

Olhei para John e vi que ele me encarava com um olhar de divertimento, como se estivesse gostando de ver Jody arrancar os cabelos. Ele a odiava tanto quanto eu, porém, em contrapartida, ela o idolatrava.

- Não acha que ela deveria limpar essa bagunça antes de ir?

- Você acha que eu devo limpar tia Jody? — falei com uma voz de deboche, e ela assentiu.

- Foda-se — Completei e vi meu pai segurar uma risada — Não vou limpar porra nenhuma.

Depois disso saí rapidamente de casa, enquanto ria da cara que a bruxa velha fez quando eu virei às costas pra ela e sai.

Fiquei parada perto da porta dos fundos, com o ouvido grudado na mesma, para tentar ouvir a conversa.

- John, querido — Ouvi Jody falando — Será que você pode me ajudar a limpar essa bagunça?

- Desculpe Jody, mas eu estou atrasado. — ele disse da forma mais educada possível.

Essa era a diferença entre eu e o John, ele era educado. Já eu era uma mal educada insolente.

Ele saiu de casa, e se deparou comigo ali parada perto da porta dos fundos. Assim que me viu, ele me lançou um olhar sério e depois caiu na gargalhada junto comigo.

- Você adora se comportar como uma mimadinha insolente não é? – Ele disse abrindo a porta do carro pra mim, e entrando pelo outro lado logo em seguida.

- Você adora esse meu comportamento de mimadinha insolente não é? – Falei, e nós dois rimos.

Notas finais
Ainda mereço reviews?