Até As Nerds Sabem Lutar!
4 Capítulo 4 - Salvo quem não merece ser salva!
Notas iniciais
Minha vida é estranha! Muuuuuuuito estranha! Meu professor de física, Sr. Adams, era muito esquisito. Eu não sei dizer exatamente o que era. O corpo dele era coberto de cicatrizes, sendo que a maioria estava coberta por sua calça jeans e seu jaleco sujo e rasgado de professor. Seu queixo era coberto de cicatrizes e seu nariz parecia já ter sido quebrado inúmeras vezes. Os dentes que não estavam quebrados ou faltando, estavam cariados e sujos. Não sei por que, mas eu não conseguia vê-lo acima do nariz torto. Algo me impedia. Ele me dava arrepios!
O final das aulas chegou e quando o sinal tocou, corri para o campo de football. Eu não esquecia as coisas tão rapidamente. Gwen me perguntou se eu não iria para casa de ônibus.
— Meu pai vai me buscar na escola hoje! — menti
Eu não queria dizer a ela que eu iria me meter em encrenca. Ela podia se afastar de mim por isso. Ela pareceu um pouco desconfiada, mas aceitou a minha desculpa.
Eu já estava cansada de esperar, quando Clarisse resolveu aparecer com Mike.
— Mike? O que você está fazendo aqui? — eu perguntei
— Ele veio ver você morrer, loira azeda! Diga suas últimas palavras, Lama Shane Johnson.
— É Lana, idiota! — eu disse
— Grrrrrr... Ninguém. Me. Chama. De. Idiota! — ela grunhiu e tentou
socar o meu rosto.
Desviei do soco, segurei a mão da Clarisse e a torci. Ela urrou de dor e tentou derrubar-me com um chute no peito. Em uma situação normal, eu teria dado um mortal para trás. Mas... Bom... Eu estava de saia! Tive que me contentar em apenas segurar-lhe o pé. Ela tentava de todos os jeitos soltar-se da minha mão. Foi quando algo enorme tapou o sol. Diante de mim, logo atrás de Clarisse, estava meu professor de álgebra, agora com 3 metros de altura. Dessa vez, porém, consegui olhar para seus olhos. Ou melhor, OLHO. Isso mesmo, meu professor tinha apenas um único grande olho
bem no meio da testa! ELE ERA UM CICLOPE!
— Ai meus deuses! — eu murmurei, arregalando os olhos – C-ciclope!
Clarisse me olhava indiferente, ainda tentando se soltar.
— Aham! Até parece que tem um ciclope aqui! — ela disse
— É-é sério! Veja você mesma!
Nessa hora, o Sr. Adams riu alto e tentou pegar Clarisse pelos cabelos, porém, eu fui rápida. Soltei o pé da Clarisse e a empurrei para longe com toda a minha força. Ela caiu de bunda no chão e praguejou alguma coisa em grego antigo. Quando ela olhou para o ciclope, se assustou e franzindo o cenho olhou para a arquibancada. Segui seu olhar e encontrei Mike, atrás da arquibancada. Ele mastigava uma lata de refrigerante distraído. Clarisse resolveu olhar novamente para o Sr. Adams e gelou.
— Di immortales! — ela murmurou – M-Mike!
Ele resolveu olhar. Quando ele viu o ciclope, soltou um bramido assustado.
- Clarisse! Espera! Eu já estou... — ele começou
- Não! Deixa que eu cuido disso! Protege a loira azeda! — Clarisse
gritou
— V-você tem certeza? E-eu posso...
- Não! — e virando-se para mim disse – Vai logo para lá, idiota!
- Mas... — eu questionei
- VAI LOGO!
- OK!OK! Eu já estou indo!
Corri para trás da arquibancada, para junto de Mike. Ele tremia assustado, enquanto eu tentava arranjar um jeito de ajudar a Clarisse a derrotar o Sr. Adams. Espera! PARA TUDO! Você deve estar pensando: “Eu queria ajudar a Clarisse?” Depois de tudo o que ela fez para mim? Sim! Eu iria ajudá-la! Eu nunca, absolutamente NUNCA, deixava ninguém para trás. Observei a luta de Clarisse. O ciclope era MUITO grande! Ela nunca iria conseguir derrotá-lo com aqueles pequenos golpes de espada em seu pé gigante. Espera! Espada??? Sim! Clarisse estava com uma espada enorme em suas mãos e golpeava o pé do Sr. Adams inutilmente. Ele parecia não se incomodar com a Clarisse, até que ela furou-lhe o pé. O Sr. Adams, irado e cheio de dor, deu-lhe um peteleco. A mão dele era ENORME, ou seja... Ela voou três metros. Ela teria voado mais, se não tivesse batido a cabeça na arquibancada e desmaiado.
Um flashback passou pela minha mente, e eu me lembrei da minha mãe me dizendo: “Filha, eu quero que você fique com isso! Irá lhe proteger de qualquer coisa ou pessoa que queira machucá-la! Use apenas quando for extremamente necessário!”. O flashback passou e eu já sabia exatamente o que fazer.
Nessa hora, Mike resolveu TIRAR AS CALÇAS!
— Você está ficando doido? — eu disse
— Confie em mim, eu sei o que eu estou fazendo!
Eu virei para o lado morrendo de vergonha, e quando ele terminou de tirar as calças, não acreditei no que vi. Da cintura para cima, Mike era um adolescente de 16 anos normal. Porém, da cintura para baixo, ele tinha pernas peludas e cascos no lugar dos pés.
— V- você é... Um... Sátiro! Ahá! Eu sabia!
— V-você sabia? C-como você sabia?
— Mais tarde eu te conto! Agora o importante é derrotar o Sr. Adams!
— É isso aí! — ele disse juntando as latas que estavam no chão.
— Não! Fica aqui! Deixa que eu cuido disso!
— Como você vai cuidar disso? Você não tem nenhuma arma! Só bronze celestial pode matar um monstro!
— Eu sei disso! E quem te disse que eu não tenho nenhuma arma?
— V-você tem alguma...
— Sim, eu tenho! Confia em mim! — eu disse subindo a
arquibancada correndo.
Quando cheguei ao topo, abri minha mochila e peguei
uma pequena bolsa dourada de lá de dentro. De dentro dela, uma bolsa menor, bege com detalhes dourados. Abri a bolsa menor e tirei de lá dois anéis dourados com um diamante no topo de cada um e uma pequenina bolsa de moedas, onde, em dourado, estava bordado um ômega.
Coloquei os anéis, nos dedos indicadores de cada mão e
quando os dois se uniram como um imã, puxei-os com cuidado, e eles se
transformaram em um arco dourado todo entalhado com sóis sorridentes e notas musicais.
Peguei a bolsinha de moedas, joguei-a para cima e ela
se transformou em uma aljava com nove flechas. Sendo que quatro destas flechas
eram de bronze celestial, quatro de ouro imperial e a última de prata pura.
“Tomara que eu saiba o que eu estou fazendo”- pensei.
Peguei uma flecha de bronze celestial e armei meu arco
com ela.
— Ei feioso! Diga adeus! — eu gritei para o ciclope que se virou surpreso.
Mirei a flecha em seu peito e disparei.
- Nãããããããooo! — gritou ele se transformando em uma chuva de pó dourado
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