Até As Nerds Sabem Lutar!
12 Capítulo 12 - Rumo a missão.
Notas iniciais
Acordei assustada com os gritos do Percy. Annabeth e Gwen pularam de suas camas e correram comigo para o quarto ao lado, onde os meninos estavam. Quando chegamos lá, o Ben estava transformado em Cala Frio, enquanto o Kevin gemia com a mão no antebraço e o Percy de cueca samba canção brandia contracorrente confiante.
— O que está acontecendo? – Gwen perguntou
— Pergunta melhor. O que é isto? – Annabeth perguntou apontando para o Ben
— Ben! Vira humano logo! Senão vai acabar ganhando uma bela de uma cicatriz! – eu disse
— Esse é o Ben? – Annabeth perguntou abismada
— É! – Gwen disse com um suspiro – É o poder dele. Se transformar em vários alienígenas diferentes. Com poderes e personalidades diferentes. Esse aí é o Cala Frio ou Friagem. Ele sopra gelo e fica intangível.
— Então quer dizer que ele não é um monstro? – Percy disse baixando a espada
— Não idiota! Eu te disse isso antes de você me cortar! – Kevin disse com raiva
— Me deixa ver isso Kevin. – eu disse
Ele estendeu o antebraço e me mostrou o corte. Pedi para ele agüentar a dor e pus a mão em cima do seu corte que instantaneamente se fechou.
— Valeu! Agora eu estou te devendo uma. – Kevin disse
Sentamos na cama onde o Percy havia dormido e os meninos nos explicaram o que havia acontecido. Pelo que eu entendi, o Ben estava brincando com o omnitrix e sem querer acabou se transformando no Cala Frio. O Percy, assustado, sacou a contracorrente e partiu para cima do Ben achando que ele era um monstro. O Kevin pulou na frente e acabou ganhando um corte no antebraço. Percy gritou por que se assustou. Não consigo nem pensar no que teria acontecido se demorássemos mais um pouco.
Quando tudo acalmou, Percy e Kevin olharam Annabeth e Gwen de cima a baixo minuciosamente e no final assoviaram safadamente. Elas estavam de baby doll e eu estava de camisola e pantufas. Annabeth e Gwen agarraram dois travesseiros e jogaram na cara deles, que riram bastante. Olhei para o Ben e ele me lançou um olhar travesso.
— Não inventa não, senão você vai ganhar algo muito pior do que uma travesseirada na cara. – eu disse a ele
Eu fui a última a tomar banho e quando saí, vesti uma bermuda jeans, uma blusa de alças branca e um tênis preto. Prendi meu cabelo em uma trança de lado simples e desci para tomar café-da-manhã com os meus amigos e a família da Annabeth. As panquecas da madrasta da Annabeth eram deliciosas, mas não chegavam aos pés das panquecas do papai. Meu pai. Eu estava tão preocupada com a missão que havia me esquecido dele. Terminei o meu café-da-manhã, pedi o distintivo da Gwen emprestado e subi para o quarto da Annabeth. Sentei em cima da cama da Annabeth e com o distintivo da Gwen, eu liguei para o meu pai.
— Coronel Ryan Johnson falando. – ele disse atendendo ao distintivo
— Oi pai! Coronel? Não sabia que o senhor era coronel. – eu disse
— Oi meu amor! Onde você está? Terminou a missão? Está tudo bem aí? Com o distintivo de quem você está falando?
— Nem comecei ainda. Está tudo bem! Eu estou em San Francisco na casa da minha amiga Annabeth, do acampamento meio-sangue. Estou falando com o distintivo da Gwen.
— San Francisco? Nossa! É longe para caramba! Tem previsão de quanto estará em casa? Eu já estou com saudades!
— Pois é. Eu espero terminar a missão em uma semana. As coisas estão piores do que o senhor imagina. Eu também estou com saudades. Ah! E por favor, não bagunça a casa tanto quanto da outra vez, Ok? Preciso ir! Tchau!
Annabeth e Gwen estavam na porta.
— Então foi para cá que você veio? Estávamos te procurando! Vem! Os meninos estão nos esperando no escritório do Prof. Frederick. — Gwen disse
O escritório do pai da Annabeth era enorme. Havia livros e maquetes de aviões por toda a parte. Agora eu sabia por que Atena havia gostado tanto dele. Annabeth nos levou até a mesa do seu pai e abriu um enorme mapa de todo os Estados Unidos. Havia alguns alfinetes presos em alguns lugares do mapa como: San Francisco, Manhattan, o Monte Tam, Long Island e um ponto no meio do oceano próximo a Califórnia que a Annabeth disse que era onde ficava o Mar de Monstros ou o Triângulo das Bermudas como os mortais costumam chamar. Ela apontou para a praia de Santa Mônica e disse:
— Aqui foi onde estava o raio-mestre da última vez. Ares nos enganou e fez o Percy passar por ladrão. Os dois batalharam e Percy ganhou. Ele entregou o raio-mestre a Zeus e todos vivemos felizes para sempre. Fim da história. Conosco pode ser um pouco diferente. Não temos suspeitos. Apenas um acusado. O suspeito da última vez foi Hades e acabou que no final, ele também era vítima.
— Precisamos ser rápidos! Ontem à noite, eu sonhei com Apolo e ele estava muito fraco e abatido. O Carro do Sol é a fonte de poder dele. Quanto mais tempo demorarmos, pior ele ficará e com o ritmo que ele está adoecendo, daqui a uma semana, ele estará morto. Mesmo sendo imortal, ele morrerá. E eu não posso deixar que isso aconteça. Ele confia em mim. Eu não posso decepcioná-lo. – eu disse
— Sendo assim... Temos que nos apressar. Sairemos depois do almoço. Todos concordam? – Annabeth perguntou
Todos nós balançamos a cabeça afirmativamente e saímos para arrumar as nossas coisas. Observei a Annabeth arrumando a sua mochila. Ela pegou: dinheiro mortal, cantis de água, uma caixa de fósforos, saco de dormir, uma barraca, comida, um canivete, toalha, sabonete, roupas, escova de cabelo, materiais de higiene pessoal, dracmas de ouro, um punhado de ataduras, alguns projetos para entregar a sua mãe no Olimpo e seu ursinho de pelúcia que ela me fez jurar que não ia contar a ninguém. Eu jurei de dedos cruzados, por isso que eu estou contando a vocês agora. Ela vestiu uma calça jeans, uma camiseta branca e tênis de escalada marrons. Prendeu seu cabelo em um rabo de cavalo, enfiou seu boné dos yankees dentro do bolso da calça e desceu comigo para almoçar. Esse seria o nosso último almoço decente em uma semana, e por isso nós aproveitamos. Empanturramo-nos de frango frito, arroz e salada de alface. Tomei o copo de Coca-cola de Percy e o fiz beber suco de laranja. O Percy já era hiperativo de natureza. Ele era como uma bomba prestes a explodir. Se alguém botasse mais um pouco de fogo na corda... Bum!
Depois do almoço, Annabeth explicou ao seu pai que teria que ir com a gente na missão, mas que em uma semana ela estava de volta. Assim nós esperávamos. Despedimos-nos de todos e agradecemos pela hospedagem. Desculpamo-nos por atrapalhá-los e entramos no carro do Kevin.
— Para onde vamos agora? – Kevin perguntou com as mãos no volante
— Precisamos encontrar a minha prima Alice. Apolo disse que ela será de grande ajuda. Não a vejo há 12 anos. Ela é helena, como a minha mãe. – eu respondi
— Lembra-se pelo menos onde ela mora? – Kevin perguntou esperançoso
— Nunca fui a casa dela. Ela e a mãe dela sempre iam lá em casa quando minha mãe era viva, mas eu nunca fui na casa delas. Apolo disse para eu mandar-lhe uma mensagem de Íris.
— Mas o sinal em San Francisco não está bom, lembra? Atena nos disse isso no Sr. Sorvete – Gwen falou do banco de carona
— Não há como mandar mensagens para cá. Mas há como mandar mensagens aqui. Minha prima mora aqui em San Francisco. – eu disse
— Ah sim! Agora está bem mais fácil! Mas como mandaremos a mensagem? – Kevin falou
— Tem uma mangueira lá no quintal. Com o farol do carro e o jato da água, dá para fazer um arco-íris. — Annabeth disse
— Então vamos! Estão esperando o quê? – eu perguntei
Descemos do carro e o Kevin ligou o farol. Annabeth pegou a mangueira do quintal e a ligou na direção da luz do farol. Um arco-íris se formou e eu joguei um dracma dentro dele com uma pequena oração. Pedi para falar com Alice Shane de San Francisco. O arco-íris tremulou e a imagem de uma cama de lençóis pretos em um quarto da mesma cor apareceu. Havia uma garota enrolada nos lençóis de cama.
— Alice! – eu chamei
A garota revirou-se um pouco na cama, mas não acordou.
— Alice! – eu chamei um pouco mais alto
— Ah Jake! Deixe-me dormir! – ela respondeu com uma voz sonolenta e puxou o lençol da cama
— ALICE! – dessa vez eu gritei
A garota tomou um susto tão grande, que caiu da cama. Não deu para segurar a risada e eu gargalhei loucamente com o tombo dela no chão. Annabeth, que estava do meu lado, também não conseguiu se conter e caiu na risada também. Ríamos como loucas quando a garota levantou-se do chão.
— Quem são vocês? O que querem? E... Isso é uma mensagem de Íris? – a garota perguntou
— Vai dizer que se esqueceu de mim? Sou eu Alice! Sua prima Lana! – eu disse
— Lana? O que aconteceu com você? – ela perguntou abismada
— Faço a mesma pergunta a você!
De fato, Alice não era mais aquela garotinha de marias-chiquinhas e vestidinho rosa que eu me lembrava de ter conhecido. O seu cabelo estava totalmente disforme. Ela tinha uma franja que cobria todo o seu olho esquerdo e havia uma única mecha rosa escura no meio da sua mata de fios negros. Parecia que o Edward Mãos de Tesoura os havia cortado. Tudo no seu quarto era preto e rosa, inclusive o seu baby doll de bolinhas. (N/A.: se alguém leu a minha fic anterior, o que eu tenho certeza que vocês não fizeram porque aquela fic estava podre, ignorem a discrição da Alice nela).
— Você ainda está morando em San Francisco? – ela perguntou
— Não. Mudei-me daí a um mês. Você ainda lembra onde eu morava? – eu perguntei a ela
— Nunca esquecerei! – ela disse
— Então me encontra lá daqui a mais ou menos meia hora. Não vá embora! Eu estarei lá hoje. Mesmo que eu demore, fique lá! Preciso da sua ajuda em uma coisa.
— Que tipo de coisa?
— Uma missão. Depois eu te explico melhor! Vejo você daqui a pouco!
A imagem se dissipou e eu voltei com a Annabeth para o carro do Kevin. Dei o endereço ao Kevin e a Annabeth lhe ensinou como chegava. Porém, no meio do caminho, Zeus nos achou. Ele jogou um raio no meio da estrada. Kevin perdeu o controle do carro e nós capotamos. Gwen, que estava na frente, apagou instantaneamente. Kevin puxou-a de dentro do carro no exato momento em que o carro ia explodir.
— Por que. Todo mundo. DESTRÓI. O MEU. CARROOOOOOOOO!? – Kevin gritou para os céus – Vocês têm idéia de quanto custa consertar esse carro? É uma fortuna!
A mesma fúria que me atacou na entrada do acampamento apareceu e veio para cima de nós.
— Di immortales! – Percy e Annabeth disseram juntos
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