Notas iniciais
Salut girls, como vcs estão? Eu espero que bem. Obrigada a todas pelas mensagens deixadas. Aqui vai mais um capítulo para vcs e eu espero que gostem.

[RECAPITULANDO]

— Então, você acha mesmo que eu dormi com George? — Vendo que ele não estava acreditando nela, Elizabeth segurou a mão. — Nunca iria para cama com ele novamente, acredite em mim. Não aconteceu nada entre nós...

— Bem isso não interessa mais. Sua filha tem o remédio e você está bem, é claro. Acho que está na hora de Georgiana e eu voltarmos para… casa.

— Mas…

— Dez minutos — disse ele, e as palavras caíram como pedras desabando de um penhasco. — Encontro você no escritório.

*******

Lizzie sentiu como se ele a tivesse estapeado quando ele não acreditou em suas palavras, estava a ponto de implorar para que ele acreditasse nela, quando a Georgiana apareceu no quarto.

— Papai! Lizzie! Venham rápido!

Lizzie congelou, surpresa, depois foi para aporta, onde Georgiana estava de pijamas, sem fôlego e com os olhos arregalados.

— O que…

— É a Jane! Rápido!

O corpo de Lizzie ficou rígido e completamente imóvel.

— Não — murmurou ela. — Por favor, não agora…

Darcy passou por ela, mas virou-se quando percebeu que não a estava seguindo. A raiva que estivera nos olhos dele sumira completamente. Agora só havia compaixão. Sabia o que ela estava sentindo e, merecendo ela ou não, ele se importava. Apesar de realmente acreditar que ela passara a noite nos braços de George, ainda sentia compaixão.

— Pare com isso! — disse ele. E como ela continuou imóvel, ele se aproximou e o sacudiu de leve. — Pare de pensar no pior. Sua filha precisa de você.

Ela percebeu a força na entonação dele, o brilho de paixão nos olhos. Endireitou a coluna, assentiu uma vez. Elizabeth virou de novo, mas desta vez pegou a mão dele e o puxou consigo.

O medo do que encontraria quando entrasse no quarto corroía seu estômago. E sabia que se não fosse pelo calor da grande mão trêmula segurando a sua, nunca seria capaz de colocar um pé na frente do outro, de andar pelo corredor, de passar pela soleira e abrir a porta. Com esforço, pousou o olhar na filha. E então seus músculos se aliviaram da tensão. Jane não estava morta. Estava deitada, dormindo tranquilamente. Lizzie nunca a vira dormir assim. O pequeno peito levantava e abaixava com ritmo.

Suspirando aliviada, Lizzie foi até a cabeceira da cama e pegou a mão de Jane. Fechou os olhos e mergulhou na cadeira ao lado da cama, beijando aquela minúscula mão, lutando contra lágrimas.

— Georgiana, você quase nos matou de susto — Darcy falou. — Em que estava pensando quando disse…

— Não consigo acordá-la, papai.

Exatamente assim. Três palavras, cada uma atingindo Lizzie no peito como uma bala. O maxilar se contraiu e ela procurou o olhar de Darcy.

Os olhos verdes arregalados de choque e medo.

— Não entendo — murmurou ela. — Era para os comprimidos…

— Ela não deixou de tomar nenhuma dose, papai. Tenho certeza disso. Ela deveria estar melhorando, não…

— Jane. — Lizzie se inclinou, pegando os ombros da menina. — Jane, acorde. Acorde, filha.

Não houve resposta. Lizzie percebeu vagamente que Georgiana ia para o outro lado da cama, pegando a outra mão de Jane, e que Darcy andava pelo quarto, o som de comprimidos chocalhando enquanto ele os derramava do pote.

E então ele disse:

— Georgiana, feche a porta.

Lizzie olhou para ele, Georgiana estranhou, mas obedeceu. Depois se virou para Darcy.

— Hoje é o dia em que ela entra em coma. Mas pensei que com os comprimidos, ela pudesse…

Ele segurou uma cápsula, cada extremidade na ponta dos dedos de uma das mãos. E enquanto ela olhava, ele girou e puxou, até que a capsula se abrisse. Darcy virou as partes, olhou dentro, sacudiu.

— Não há nada dentro. Você trouxe para o passado uma droga que ainda não foi inventada. Simplesmente… não existe nesta época.

Lizzie sentiu seu estômago dando um nó, e uma sensação de pavor lentamente tomou conta de cada célula de seu corpo.

— Senhor, Fitz, você estava certo. — E então seu olhar desviou para Georgiana. — Droga, o que eu fiz? E se o fato de eu ter voltado no tempo alterou a história como você temia? Talvez agora que voltei, a cura nunca seja descoberta. — Colocando a mão de sua filha na cama, Lizzie se aproximou de Georgiana, procurando seu rosto, o coração cheio de medo. — Como você está, filha? Sentindo alguma coisa? Febre? — Pressionou a mão na testa de Georgiana e ouviu a respiração cheia de dor de Fitz quando ele percebeu o que ela suspeitava.

— Só um pouco cansada — disse Georgiana. — É com Jane que temos de nos preocupar. Por que ela não acorda?

— A sua garganta está dolorida?

— Está. De toda aquela fumaça ontem.

Os olhos de Lizzie encontraram os de Darcy. E ela sabia que ambos estavam torcendo para que fosse só a fumaça e não algo muito mais fatal.

Fitz se aproximou da filha, passou o braço em volta dela e, sutilmente, deslizou a mão pela testa dela. Sentiu a temperatura alta, assim como Lizzie sentira. Ele viu isso nos olhos dela, viu a agonia, o medo.

— Temos de voltar para nossa época, Lizzie — disse Darcy, enquanto se ajoelhava e abraçava a filha. — Temos de voltar. E se você quiser salvar sua filha, tem de vir conosco. Traga-a junto.

— E se eu estiver certa? Se alterei o curso da história, e meus estimados tios não encontrarem a cura no final das contas? Se voltarmos para sua época e descobrirmos que a droga milagrosa chamada Doxiciclina não existe?

Darcy piscou ao sentir as lágrimas encherem seus olhos só de pensar na possibilidade de perder sua filha.

— Se seus tios descobrem a cura porque acreditam que sua filha morreu, e que você, a sobrinha deles, uma cientista brilhante, enlouqueceu de desgosto. É isso que os impulsiona.

Lizzie olhou para Jane através das lágrimas.

— Ela entrou em coma agora. Não falta muito para que as outras coisas aconteçam.

— Você tem de fazê-los acreditar que já aconteceu.

Ela virou a cabeça bruscamente.

— É o único jeito, Lizzie. Tem de convencê-los de que Jane… se foi. Deixe que eles vejam sua dor. E então, desapareça, para que nunca mais a vejam nem escutem falar de você. Tudo tem de acontecer exatamente como deveria, exatamente como está registrado naqueles livros que li. Não percebe?

— Você tem razão. Deve… funcionar.

— Você não poderá voltar para cá, Lizzie. Nunca mais. Terá de abandonar seu trabalho, sua vida, seus amigos. E… George

As sobrancelhas dela se juntaram rapidamente enquanto buscava uma resposta no rosto dele. E então lembrou que ele chegara à conclusão de que o egoísta George era o amor da vida dela. Devia achá-la uma completa idiota.

— Você acredita que trocaria a vida de minha filha pela minha própria felicidade? Mesmo se eu gostasse…

— Teremos de ser muito cuidadosos — disse ele, e ela não teve dúvidas de que a interrupção era premeditada. — Planejar cada passo. — Ele lançou um olhar de preocupação para Jane, e para Georgiana, que voltara para cama e estava sussurrando para a menina em coma, acariciando sua cabeça. — E temos de nos apressar.

Notas finais
E aí o que vcs acham que vai acontecer?