Notas iniciais
Hello girls. Sei que demorei horrores em postar para vcs, mas é que eu pensei que tinha dado pau no meu pc e felizmente não deu. Gostaria de agradecer pelos comentários deixados. Espero que gostem do capítulo

[RECAPITULANDO]

Depois que se viu sozinha no quarto, Elizabeth se perguntou por um momento quem havia trocado a sua roupa, se teria sido Mrs Smith, ou o próprio Fitz, mas deixaria para perguntar a ele depois. Ela se levantou da cama, equilibrou-se e foi em direção à porta. Talvez pudesse pedir para que ele ficasse, afinal de contas… Talvez…

***

Darcy fechou a porta do quarto de Lizzie e foi à contra gosto ao encontro de George. O homem era a própria imagem da elegância em sua calça de marinheiro e um casaco escuro. Segurava nas mãos o chapéu, os cabelos louros escuro emolduravam o rosto. Darcy sentiu-se um mendigo imundo vestindo seu jeans imundo e camiseta.

George olhou para ele e depois pela porta que acabara de atravessar. Então mais uma vez para ele, as sobrancelhas levantadas desta vez.

— Bem — perguntou ele, sem nem mesmo tentar esconder o que queria dizer. — Como ela está?

— Achei que você fosse especialista nisso, George.

— Você é um homem muito estranho. Sinceridade no discurso, exótico nos costumes. E suas roupas…

— Algum problema com as minhas roupas?

— Claro que não. Não sou eu quem tem de vesti-las.

Fitz lhe lançou um olhar penetrante.

— Ah, é claro que podemos ser amigos. — instigou George. — Na verdade, acho que posso lhe fazer um favor, se você permitir.

— É mesmo? E o que seria? Vai me ensinar a como seduzir e depois descartar uma mulher? Desculpe, mas não estou interessado.

George sorriu perplexo, mas balançou a cabeça e continuou com a conversa.

— Posso preveni-lo sobre Elizabeth. Não se apaixone por ela, Mr Darcy. Ela nunca vai gostar de nenhum homem como gosta de mim. Se tiver esperanças de conquistar o coração dela, só vai se decepcionar. Ela nunca vai desistir de mim para ficar com você.

— Nunca pediria isso a ela.

— Ela não consegue amar nenhum homem como me ama. E você já descobriu a razão, sou o pai de Jane.

— Você está certo. E pelo que posso perceber você está contando com isso, não é?

George desviou o olhar.

— Qual é o problema, George? A verdade machuca? Afinal de contas, o que está fazendo aqui? Quer a menina de volta? É isso? Acha que pode abandoná-la, partir seu coração, renegar sua própria filha e depois simplesmente voltar, querendo tudo de volta, só porque está enfrentando um momento difícil?

— Sim! — exclamou ele. — É exatamente isso que quero. Agora que minha mulher morreu, não há nada para me impedir. Não estou acostumado a ficar sem uma mulher do meu lado. E não vou deixar uma coisinha esquisita como você me atrapalhar.

— Ok — sussurrou Fitz. — Se ela for burra o suficiente para cometer o mesmo erro duas vezes, então merece você. Mas eu não acho que ela seja. — Ele apontou para a porta do quarto de Lizzie. — Esteja à vontade, George. — E com isso, Fitz saiu e caminhou pelo corredor, para o quarto que fora destinado a ele. No caminho, abriu a porta do quarto de Jane para ver se as meninas estavam bem. Georgiana estava na cama que ele improvisara. Ambas dormiam profundamente, mas ele não gostou do chiado na respiração de Jane. Droga, ela já deveria estar melhorando, pelo menos um pouco.

Talvez pela manhã ela estivesse melhor. Fechou a porta e ouviu a de Lizzie se abrir. Ouviu passos suaves entrando e depois a porta fechando novamente. Seu coração ficou apertado.

Se ele fosse mais corajoso, teria metido um belo soco no nariz do cretino. Mas teria que esperar e ver o que aconteceria. Não podia interferir.

Levantando o queixo, Darcy foi para seu quarto. Contudo, deixou a porta aberta, e tentou se convencer de que não queria ver quando o vagabundo sairia do quarto de Lizzie. E se sairia.

Mais tarde, desejou que não tivesse feito isso. Porque depois de tomar banho, vestir uma calça e camisa emprestada e pentear o cabelo, George ainda não tinha saído. E então Darcy passou o resto da noite acordado, virando de um lado para o outro sem conseguir dormir. Já estava amanhecendo e George não saíra. Passara a noite onde Darcy gostaria de ter passado. Nos braços de Elizabeth.

Darcy quis se bater por não ter agido antes, agora era tarde.

***

Ele disse que fora um tolo. Tentou explicar os motivos que tivera para fazer o que fez com ela e com Jane. Lizzie não queria ouvir nenhum deles. Tudo que queria era abraçar Fitz e ouvir suas explicações. Mas George era insistente e Lizzie estava fraca. Então escutou as desculpas e justificativas dele. E depois a oferta inacreditavelmente generosa de ser marido dela e pai de Jane agora que a esposa rica morrera.

Lizzie olhou para ele, levantou uma sobrancelha e simplesmente disse:

— Não.

— O quê?

— Não, George. Não sei como ser mais clara do que isso. Não quero você. Nem minha filha quer. Acho intrigante como você, que não me quis quando eu era pobre e sem projeção social, agora que sou rica e respeitada e você um viúvo sem um vintém, de repente desenvolva sentimentos ternos por mim. E por Jane, mesmo sabendo há meses que ela estava morrendo. Você poderia ter passado um pouco de tempo com ela, se quisesse. Mas não quis. Agora que ela tem apenas um ou dois dias de vida, você aparece. Não. Não estou interessada. Agora, por favor, saia do meu quarto.

— É ele, não é? Aquele homem esquisito que você trouxe sabe-se lá de onde! É ele. Sei que é. Está apaixonada por ele, não está?

— Não seja ridículo — disse ela. Não daria o gostinho para ele descobrir, que realmente amava Fitz.

— É verdade — lamentou George. — Posso ver nos seus olhos quando olha para ele. E é ainda mais claro nos dele. O modo como ele olha para você quando acha que ninguém está vendo. O modo como ele lhe tocou quando estava sentada aqui, as coisas que sussurrou. Até a voz dele muda quando fala com você. Ele está apaixonado!

Lizzie continuava deitada, parada, olhando pensativa para o teto.

— Que teoria interessante — murmurou ela e fechou os olhos.

Não tinha a intenção de adormecer, mas foi o que fez. Com um sorriso estúpido nos lábios e uma sensação de vazio no peito. E quando acordou, ficou espantada de ver que George ainda estava ali. Andando de um lado para o outro, olhando pela janela, como se estivesse esperando amanhecer.

— Que droga, o que ainda está fazendo aqui?

— Saindo — disse ele simplesmente. Abriu a porta, foi para o corredor e depois, por alguma razão que ela não saberia explicar, ele lhe soprou um beijo e disse: — Eu também amo você, querida. Adeus, por enquanto.