Notas iniciais
Oioi, tudo bom? Olha eu vindo aqui postar mais uma história para mais um projeto hahah, mas esse é ainda mais que especial já que sou uma das adms. Queria primeiro agradecer as meninas por ter feito toda a loucura que foi organizar esse mês ainda mais divertido. E um obrigada especial pra Milly que estava comigo, surtando sobre fanfics e músicas, e me incentivando a escrever. Ok, acho que é isso. Boa leitura e espero que gostem! P.s.: essa não é uma história real.

Antes de darmos início a essa história, preciso avisar que, por ser uma história real, os nomes das pessoas que aqui aparecem foram trocados por nada mais, nada menos, que personagens da aclamada saga Harry Potter. Então vocês podem ler como se isso tudo fosse uma grande fanfic. Ou não, vocês que sabem, estou aqui apenas para relatar essa aventura interessante que vivi.

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Era uma quarta-feira e a tarde, que tinha sido, como sempre, terrivelmente quente, estava acabando. De onde Harry, Mione e Ron estavam dava para ver o sol se pondo e dava para ouvir, ali perto, a rodinha com outros alunos da universidade tocando violão e cantando alguma música do Caetano Veloso.

O céu ainda estava relativamente claro, mas o clima tinha melhorado significativamente (lado bom de se estudar numa faculdade cercada de mato), agora um vento fresco corria por eles enquanto Ron observava aos amigos discutindo sobre mágicos e seus truques.

A verdade é que apesar de conhecer Hermione a vida toda e a considerar como uma irmã, Harry e ela eram quase que o oposto um do outro. Ela é incrivelmente cética, uma verdadeira mulher da ciência, enquanto ele é completamente crente… ok, não esse tipo de crente. O que quero dizer é que Mione nunca costuma acreditar em nada que não possa ser provado através do método científico. Ele acredita em tudo e mais um pouco.

— O que você acha que é? Que eles têm poderes? — ela levantou uma sobrancelha, os braços cruzados na frente da barriga. Aquela era a típica pose Hermione Granger, todo mundo que a conhecia já havia sido alvo.

— Sabe, Mi, você às vezes me assusta no quão capricorniana é — a morena bufou e Ron desviou os olhos para a grama, mas dava para ver que mordia o lábio inferior para não rir. Aquele assunto era quase que a kryptonita da única mulher no trio, mais do que qualquer outra crença maluca que Harry trazia à tona, a astrologia a deixava exasperada e ele tinha certeza que a fazia repensar todo o amor que sentia pelo garoto. E, quase que ironicamente, era um dos assuntos favoritos de Harry.

— Harry, não começa…

— Não, é sério, você é muito capricorniana mesmo, todo esse ceticismo é bem caracter....

— Harry, signo não existe! Coloca isso na sua cabeça, pelo amor.

— Claro que existe! Porque você acha que deu tão certo com o Ron?

— Não. Tem. Nada. A. Ver. Com. Signo!!

— Claro que tem.

Hermione respirou fundo e fechou os olhos, dava quase para ouvir ela contando mentalmente até dez. Enquanto isso, Harry trocou um olhar de diversão com Ron, seu outro melhor amigo e namorado da morena.

Foi ele quem apresentou os dois, então além de vela oficial e padrinho, tinha sido o cupido. O ruivo, assim como os outros dois, era calouro na época, mas do curso de Ed. Física. Os rapazes se conheceram durante um campeonato que Ron estava participando e Harry foi assistir enquanto gazeava uma aula chata de Fonética.

Depois de alguns minutos de conversa, já tinham trocado o whatsapp e um convite para ir a uma calourada na sexta daquela mesma semana, claramente Harry arrastou sua melhor amiga com ele. A conexão do casal, apesar de instantânea, foi engraçada, já que Ron era mais parecido com Harry, com todas suas crenças, tradições e sentimentalismo, do que com Mione e ela deu o braço a torcer muitas vezes naquela relação, coisa que Harry quase nunca a viu fazer.

— Eu de verdade não entendo o motivo de você ser tão obsessivo por signos — Hermione voltou a falar depois que abriu os olhos e se encostou mais no namorado que a abraçou pelos ombros.

— Não é obsessão — o moreno deu de ombros. — É só que não há nada que me garanta que os planetas não interferem nas nossas vidas, caramba, olha o poder que a lua tem no oceano!

— É, mas é só no oceano que ela tem poder, não no meu relacionamento com o Ron, por exemplo. Muito menos os signos — ela suspirou — Pessoas fazem a relação dar certo ou errado, não se sou de capricórnio e o Ron de touro.

— Mas isso tem muita influência ou você acha que seria a mesma coisa se o Ron fosse aquariano?

— Que tal pararem de falar de mim como se eu não estivesse aqui? — o ruivo falou, mas foi ignorado pelos dois, imersos no diálogo.

— Se é assim tão fácil, só olhar o signo e acabou, porque você ainda tá solteiro e choramingando por não encontrar seu grande amor? — ela levantou uma sobrancelha, com o olhar de quem tinha ganho a guerra e isso fez Harry rir, jogando a cabeça para trás.

— Porque aparentemente existem pouquíssimas pessoas de peixes.

— Você é completamente idiota, isso sim — ela revirou os olhos e Ron a abraçou mais forte, mas não desviou a sua atenção do celular, aparentemente tinha cansado de mais uma discussão sem fim. — Uma relação não pode ser baseada no dia, na hora e no local que uma pessoa nasceu, têm muito mais coisas importantes antes disso.

— E você é completamente capricorniana — Harry suspirou, cansado daquilo, só queria um jeito de provar seu ponto. — E eu nunca me daria bem com alguém de áries, é só o pior signo do mundo! — e então uma ideia brilhante passou pela sua cabeça e não pode evitar de sorrir. — E eu posso provar.

— Como assim provar? — dessa vez foi Ron quem respondeu, deixando o celular de lado e olhando o amigo com a duas sobrancelhas levantadas já que, diferente da namorada, não conseguia levantar só uma.

— Vou ficar com uma pessoa de cada signo e vou provar o que estou dizendo — Harry falou confiante, tendo a completa certeza que era uma plano incrível.

— Essa é a pior ideia que você já teve em todos esses anos, Potter — Hermione falou, mas nem seu previsível pessimismo o desanimou.

— Seu pessimismo e ceticismo capricornianos não vão me deter — deu de ombros, começando a juntar suas coisas.

— Onde você vai? — Ron perguntou encarando o amigo como se ainda estivesse em dúvida sobre a sanidade mental dele.

— Começar a planejar meu plano perfeito!

E antes que qualquer um dos dois falasse algo, Harry levantou, deu um beijo na bochecha de cada um e correu em direção ao CEGOE, o prédio onde tinha aula.

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Antes desse semestre começar, duas semanas atrás, as quintas eram apenas quintas para Harry. Não havia nenhum evento que fizesse o garoto levantar da cama ansioso e/ou animado. Isso até duas coisas acontecerem: 1) ter sua folga do estágio trocada, no lugar de ser na quarta, agora era na quinta e 2) sua cadeira favorita na faculdade, Escrita Criativa, com o melhor professor de todos, também era nesse dia.

Para ele, era como se o universo estivesse alinhado. Não se importava de que teria que chegar mais cedo na faculdade, o que quer dizer pegar o pior ônibus num dos piores horários nessa cidade, mas a recompensa eram duas horas com Remus Lupin, o responsável por puxar o garoto para a área de Literatura ainda no primeiro semestre do curso de Letras.

O professor era tão bom e amado pelos estudantes que aquela cadeira optativa só acontecia uma vez ao ano, sempre no primeiro semestre, e era extremamente concorrida. Harry mesmo só havia conseguido depois de tentar duas vezes.

Então não era surpresa que a sala estivesse lotada antes mesmo da aula começar, todos espalhados, conversando despreocupados enquanto o pontual Lupin não chegava.

— Eu nem fico chateada por perder o RU nas quintas — Lilá falou, dando de ombros.

— Nem tem como mesmo — Colin concordou. — A aula desse cara é simplesmente perfeita.

Lilá Brown e Colin Creevey eram amigos de Harry do curso, os três sempre faziam as aulas juntos e, consequentemente, os trabalhos em grupo. Todo mundo achava impressionante como o trio parecia sincronizado em todo o trabalho que tinham que fazer.

— Espero ser um terço de professor do que esse homem é — Harry suspirou, se encostando na cadeira.

— Você já é, cara — Colin deu de ombros — De todo mundo aqui tu é o mais provável a ser o próximo Remus Lupin.

Harry riu descrente, mas antes que pudesse responder ao amigo, o professor entrou na sala, sorrindo quase que de orelha a orelha.

— Boa tarde, querides! — o homem falou enquanto caminhava até a frente da sala e começava a colocar sua bolsa e seus livros na mesa. — Vamos nos acalmar para começar? Temos pouco tempo e temos muito o que falar.

Houve uma onda de concordância e de arrastar de cadeiras enquanto os alunos se acomodavam sob o olhar atento do professor encostado na sua própria mesa.

— Hoje vamos falar sobre a segunda avaliação de vocês — ele sorriu ainda mais quando alguns alunos resmungaram, fosse de indignação ou confusão. — Eu sei, crianças, que vocês ainda não fizeram nem a primeira, por incrível que pareça, eu sei — ele riu -, mas preciso começar falando desse trabalho, pois vocês vão atualizar ele ao longo do semestre.

Aquilo não desfez as testas franzidas ou as caretas de confusão, o que fez Lupin rir. Não importava quanto tempo estivesse dando aulas e por quantas turmas passasse, sempre conseguia prever as reações dos seus alunos.

— Um blog, criaturinhas confusas! — abriu os braços como se estivesse dando um grande presente e riu. — Um blog, site, tambler, página no Instagram… o que quiserem! E o assunto também não importa para mim. Fácil ou não? Estou dando tudo de mão beijada para você, hein?! Ninguém vai poder dizer que a culpa é minha por reprovar!

Um aluno no fundo da sala levantou a mão e o professor apontou para ele, indicando para que falasse.

— Talvez seja trauma — o menino começou e algumas pessoas perto dele riram — mas qual a pegadinha?

Lupin riu, balançando a cabeça e depois cruzou os braços.

— Nenhuma, pequeno gafanhoto. O que quero é bem simples: um blog onde vocês vão usar e abusar da criatividade. Pode ser sobre qualquer assunto, mas sem jogar fora o senso crítico, por favor. Mas é claro que, como tudo na vida, gosto de colocar brincadeiras divertidas, então todos vão ter acesso aos blogs, mas ninguém vai saber quem escreveu o conteúdo — houve outra movimentação na sala, o ânimo dos alunos aumentando cada vez mais. — Quero que criem pseudônimos que só eu saberei. O trabalho começa hoje e dura todo o semestre. Quero conteudo, quero engajamento, quero paixão!! Alguma dúvida?

Hipnotizados, os alunos negaram com a cabeça ou sussurraram um simples não.

— Certo, então vocês têm até amanhã, às doze horas, para me enviar seus temas e sites por e-mail. Agora, vamos falar do que realmente interessa: a influência das redes sociais para a divulgação de autores independentes.

Lupin se afastou da mesa e pegou um de seus livros, começando a ler algum parágrafo do que parecia ser um texto acadêmico, mas num canto da sala Harry estava parado, encarando o próprio caderno, enquanto sorria travesso, a ideia que havia tido ontem flutuando na sua frente como se fosse palpável. Iria unir o útil ao agradável, provaria para Hermione que estava certo e ainda, de quebra, iria tirar uma ótima nota na sua matéria favorita.

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Notas finais
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