Astro Rei.
1 Capítulo Único.
Ela era uma boa moça, uma imagem que não se demora a surgir na sua mente: A paciência calculada e ligeiramente forçada, os sorrisos iluminados, a voz suave, as roupas comportadas, a sabedoria levemente chamativa e uma disposição para boas ações muito incomum em um mundo egoísta. Era um fato, uma verdade inquestionável, algo tão nítido que era quase palpável.
Cruzando as pernas torneadas cuidadosamente, assumiu uma postura impecável digna de uma rainha. O que era um antônimo a humildade mesclada de luminosidade que exalava em ondas cheias de calmaria e bom humor.
Cada parte do corpo bem tratada, desde o cabelo com aroma frutíferos até às unhas pintadas em tons claros, revelava uma delicadeza tipicamente feminina. O olhinhos escuros que eram semicerrados quando dava um dos seus encantadores sorrisos fáceis era algo que destaca os cabelos e pele clara, o corpo esguio parecia ter sido minimamente esculpido para beira a perfeição. As roupas que pareciam enfatizar respeitosamente as curvas de seu corpo com certeza eram de muito bom gosto e, por mais ridícula que fosse o modelo, nela parecia ficar glamouroso. Tinha sonhos, distantes porém não impossíveis de serem conquistados, que a fazia caminhar com confiança para o futuro.
E, sim, ela era uma boa moça. Mas tinha defeitos que, mesmo se querer, era sufocados. Não por que desejava ser perfeita, a perfeição era algo que alguns seres humanos medíocres buscavam em vão, e sim por que era algo que não podia simplesmente espalhar a todos. Mas quem não tem um defeito que sufoca no mais profundo da sua alma que atire a primeira pedra.
Mas no final de tudo, na profundidade da personalidade tão imensamente pura, no ritmo vagaroso dos seus batimentos cardíacos que denunciavam sua vida, ela era uma boa moça. Era um fato, uma verdade inquestionável, algo tão nítido que era quase palpável.
Fale com o autor