Assuntos Pendentes (Pernico)

8 Capítulo VIII-A Proposta


Notas iniciais
"Como consegue dizer coisas tão lindas com capacidade cerebral limitada, cabeça-de-alga?" Nico

O sol começava a se por entre as colinas deixando todo o acampamento banhado em uma luz alaranjada de fim de tarde.

Nico estava apreensivo pelo que estava por vir, o que Percy pretendia ao chamá-lo para uma volta? Sentia que seu coração iria explodir enquanto o garoto o guiava entre as margens do lago.

"Percy, o que estamos fazendo aqui?"

"Nada, só achei que seria interessante dar uma volta." Respondeu enquanto segurava o pulso de Nico com mais força.

Finalmente depois de alguns minutos Percy parou de andar e Nico pode avistar o lugar em que se encontravam. Era uma clareira perto da margem do lago, que estava alaranjado por conta da luz do fim da tarde, com uma grama baixa e macia. No meio da clareira havia uma toalha estendida no chão junto com velas em cima de pequenas conchas ao longo da grama. No centro da toalha havia alguns pratos e a refeição principal:

"McLanches?"

"Cortesia dos Stoll." Disse Percy guiando um Nico surpreso até seu lugar na toalha.

Foi um jantar agradável. Os dois conversaram, riram e finalmente Nico se sentia bem. Toda a sua dor a muito se fora, ele já havia desistido de se isolar em barreiras desde que o dono dos olhos verde hipnpotizantes às destruíram por completo.

Ele estava se sentando direito quando sentiu braços o envolvendo, Percy havia se levantado e sentado ao seu lado. Seus pensamentos vagaram pelos dias que estava com Percy e como ele fazia com que se sentisse com oito anos novamente. O silêncio foi quebrado por Percy.

"Recebi uma visita essa tarde." Falou enquanto acariciava a bochecha do menor. "Era Afrodite."

"Ela também conversou comigo hoje."

"Foi estranho, ela me assusta, sabe, desde quando ela me prometeu uma vida amorosa mais 'interessante'. "

"O amor é estranho, Percy."

"Mas não deixa de ser belo." disse Percy fazendo com que Nico corasse um pouco.

"Acho que já devo ter dito isso mas você fica tão lindo quando fica vermelho desse jeito."

"Não lembro se você disse." disse Nico afastando a franja de seus olhos.

"Sabe." falou Percy enquanto se levantava e puxava Nico consigo. "Esse jantar foi ideia da psicótica do amor e serviu pra que ficassemos sozinhos enquanto eu tomava coragem pra falar..."

"D-diga."

"Nico, primeiramente eu peço desculpas por ter sido um idiota e não ter percebido o que você sentia por mim desde o começo e..."

"Tudo be-bem, Percy"

"Não me interrompa, por favor, posso vomitar a qualquer momento." disse Percy parecendo um pouco mais nervoso do que já estava, dava para se notar que ele andou ensaiando o que iria dizer.

"Aonde eu estava? Ah sim." continuou estalando os dedos "Bem, me desculpe sinceramente e saiba que nesses dias que estou contigo eu finalmente me sinto realizado porque eu realmente te amo e se pudesse voltar atrás, eu nunca teria deixado que eu te machucasse tanto. Isso faz sentido pra você?"

Nico concordava com a cabeça enquanto piscava frenéticamente para controlar as lágrimas que queriam sair.

"Como consegue dizer coisas tão lindas com capacidade cerebral limitada, cabeça-de-alga?"

"OK, vou fingir que não ouvi isso." respondeu Percy com uma expressão de falsa ofensa que fez Nico soltar uma gargalhada. "Eu só digo que passa na minha cabeça." E então beijou o menor, um beijo calmo e apaixonado.

"Nico, posso te perguntar uma coisa?"

"Sim." respondeu Nico ainda de olhos fechados.

"Sabe, eu definitivamente não sou a pessoa mais inteligente do mundo e deve haver por aí pessoas mais legais que eu, o fato é que eu me comprometo a mudar cada dia para melhor, então..." Percy agora ajoelhava-se diante do garoto "...Nico di Angelo, você quer namorar comigo e..."

Foi interrompido por Nico que agora o abraçava como se a vida dele dependesse disso e enchia o rosto do maior com beijos respondendo " SIM!'' a cada beijinho.

Com muita dificuldade Percy colocou uma aliança dourada no dedo trêmulo de Nico.

"Vamos indo, as harpias da limpeza devem aparecer daqui a pouco e são capazes de cuspir fogo quando virem a bagunça que a gente fez." E rumaram de mãos dadas até o chalé de Percy.

Quando abriram a porta se depararam com um estrondoso "SURPRESA!" coletivo vindo dos campistas.

"Felicidades, Nico e Percy." disse Piper abraçando os dois.

O chalé estava decorado com coraçõezinhos de papel e cartazes de ''Felicidades ao casal''.

"Você sabia disso, Percy?"

"Já ia te perguntar a mesma coisa."

"Minha mãe disse que precisariam de apoio..." disse Piper com um sorrisinho amigável. "...então organizei essa surpresa pra mostrar que todos nós os apoiamos e desejamos felicidades a vocês."

Foram parabenizados pelos seus amigos e então tiveram certeza que a vida seria muito melhor para os dois.

Alguns anos depois...

"PERCY, ESSA COISA ME MORDEU!"

"Essa coisa, Nico, é uma criança e é nossa filha."

"Eu sei, mas as vezes ela parece um animalzinho, mesmo adotada deve ter puxado você."

"Ha-ha, vem Zöe, deixa esse estressadinho em paz. Quer tomar sorvete?"

"Não ouse levar ela pra tomar sorvete, ela ainda tá resfriada."

Percy fez uma careta e saiu com a criança e cabelos escuros amarrados em um rabo desleixado.

"Vamos ao parque então, até mais."

Nico suspirou e foi arrumar os brinquedos que Zöe e Bianca, que agora dormia em seu quarto, haviam espalhado.

Percy e Nico haviam se casado e adotado duas lindas meninas. Agoram viviam em Nova Roma em uma casa grande e confortável. Foram os anos mais felizes da vida de Nico, afinal, agora tinha uma família que amava e nunca mais se sentiu triste e solitário.

Notas finais
ÚLTIMO CAPÍTULO! Eu gostaria de agradecer vocês, meus leitores fantasma que eu nunca vi na vida por me acompanhar ao longo dessa fanfic e que me motivaram a continuar. Aguardem minhas próximas postagens. xoxo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!