Notas iniciais
E aqui vai maaais um capítulo ;) boa leitura

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- Sara...

- Hmm...

- Saraaaa... – continuou a voz.

- O q...

- Acorda, Sara! Você ‘tá atrasada para o turno, o Grissom vai te matar e o Ecklie vai comer seu fígado, acorda! – Gritou Laura e empurrou Sara da cama. Com isso ela acordou.

- Ai que coisa, Laura. Qual é o seu problema? Ninguém pode dormir direito, não?

- Nossa, e o bom e velho “bom dia”?

- Me deixa em paz.

- Que seja – respondeu Laura, magoada e saiu do quarto.

Sara suspirou. Seu dia tinha começado muito bem, magoando Laura e com seus olhos ardendo por causa da noite passada. Querendo evitar que as memórias viessem à tona, colocou uma roupa rapidamente e foi para o LVPD. O dia passou rápido para os investigadores, menos para Sara, que ficou no laboratório cumprindo a parte burocrática do trabalho.

Grissom achou melhor colocar Laura em seu lugar no caso, por segurança de todos e pela morena mesmo. Ecklie estava a ponto de expulsá-la do trabalho. Quase no final do turno, os investigadores se reuniram da sala de convivência para discutir sobre a evolução do assassinato triplo.

- Ei, Laura... Alguma novidade no caso? – Sara tentou puxar conversa. Ainda magoada por causa do que acontecera naquela manhã, Laura simplesmente a ignorou.

Sofia e Mendy deram uma risada discreta. Sara fechou os olhos, respirou fundo e as encarou com o olhar mais gélido que pudesse ter naquele momento.

- Qual é a graça? Ah, já sei. Eu sou engraçada mesmo – pegando a caneca de café, jogou o líquido quente em Sofia. – Há há há, ria agora.

Grissom pôs uma mão no ombro de Sara; sabia exatamente o que viria depois.

- Já chega, Sara.

- Me deixa, Gil. Se essas idiotas querem rir, eu vou dar alguma coisa para elas rirem. Antes que alguém pudesse reagir, Sara ergueu-se da cadeira e deu um tapa forte no rosto de Sofia, derrubando-a da cadeira.

- Sanders, segure-a – pediu Grissom.

- Eu não sou pago para isso.

- Warrick?

- Nem vem.

- Deixa comigo, Grissom – disse Nick e segurou Sara por trás. – Chega, Sara. Ela já teve o que merecia.

- Me solta!

- Sara, chega!

A morena fuzilou as duas com o olhar.

- Se alguém mais rir de mim, vai ficar com o corpo tão destruído que nem os insetos vão encontrar. Entenderam?

Sofia e Mendy assentiram, com medo. Nenhuma das duas se atrevia a contrariá-la.

- Sidle, venha comigo.

Sara sentou-se contrariada na sala de Grissom. Os dois se encararam por um longo tempo, até que Grissom suspirou, tirou os óculos e começou a falar.

- Estamos todos preocupados com você, Sara.

A morena ergueu as sobrancelhas e riu ironicamente.

- Todos quem?

- Todos que amam você.

- Ninguém me ama – retrucou baixinho. Grissom a observou e sorriu tristemente.

- Eu já amei, Sara – disse ele. – Já passei pela mesma coisa que você passou... Fiquei transtornado. Eu era como um carro sem motorista e hoje fico feliz por alguém ter me ajudado.

- Quer me ajudar?

- Sim...

- Então traga Catherine de volta.

- Sara... – ele tentou mais uma vez. – Você tem que continuar a viver sua vida. Mesmo com os desafios do mundo.

- Devo permanecer nesse mundo estúpido que, sem ela, não vale mais do que uma pocilga?

Grissom a encarou intensamente, seu cérebro correndo a mil para encontrar algo que fizesse sua subordinada mudar de ideia... Mas nem seu cérebro genial conseguiu encontrar algo. Sabendo que tinha vencido a batalha, Sara sorriu, satisfeita.

Notas finais
Deixem um review, gente ;)